23 maio 2015
Fato da Semana: Nota de Repúdio do presidente do CFC (semana 20 de 2015)
Fato da Semana: Nota de repúdio do presidente do Conselho Federal de Contabilidade ao senador Aécio Neves, que comparou a política do ministro Levy a trabalho de contabilista. O sentido pejorativo da frase foi criticado pelo presidente e reações acaloradas entre os profissionais ocorreram quase que imediatamente.
Qual a relevância disto? A posição da nota reacendeu, para alguns, o segundo turno da eleição. A confusão sobre a posição do CFC provoca algumas reflexões interessantes.
Esta é aquela situação “perde-perde” ou “se ficar o bicho pega...”. Se o presidente do CFC não fizesse a nota, passaria uma mensagem de frouxidão para alguns; com a nota, ficou parecendo que o “dilmou”.
Positivo ou Negativo – Negativo, não pela nota, mas pelo episódio.
Desdobramentos – Talvez o desdobramento é isto ser usado em eleições futuras. Contra o candidato.
Qual a relevância disto? A posição da nota reacendeu, para alguns, o segundo turno da eleição. A confusão sobre a posição do CFC provoca algumas reflexões interessantes.
Esta é aquela situação “perde-perde” ou “se ficar o bicho pega...”. Se o presidente do CFC não fizesse a nota, passaria uma mensagem de frouxidão para alguns; com a nota, ficou parecendo que o “dilmou”.
Positivo ou Negativo – Negativo, não pela nota, mas pelo episódio.
Desdobramentos – Talvez o desdobramento é isto ser usado em eleições futuras. Contra o candidato.
Retorno da educação: depende o que você estuda
A new report from PayScale, a research firm, calculates the returns
to a college degree. Its authors compare the career earnings of
graduates with the present-day cost of a degree at their alma maters,
net of financial aid. College is usually worth it, but not always, it
transpires. And what you study matters far more than where you study it.
Engineers and computer scientists do best, earning an impressive 20-year annualised return of 12% on their college fees (the S&P 500 yielded just 7.8%). Engineering graduates from run-of-the-mill colleges do only slightly worse than those from highly selective ones. Business and economics degrees also pay well, delivering a solid 8.7% average return. Courses in the arts or the humanities offer vast spiritual rewards, of course, but less impressive material ones. Some yield negative returns. An arts degree from the Maryland Institute College of Art had a hefty 20-year net negative return of $92,000, for example.
Fonte: aqui
Engineers and computer scientists do best, earning an impressive 20-year annualised return of 12% on their college fees (the S&P 500 yielded just 7.8%). Engineering graduates from run-of-the-mill colleges do only slightly worse than those from highly selective ones. Business and economics degrees also pay well, delivering a solid 8.7% average return. Courses in the arts or the humanities offer vast spiritual rewards, of course, but less impressive material ones. Some yield negative returns. An arts degree from the Maryland Institute College of Art had a hefty 20-year net negative return of $92,000, for example.
Fonte: aqui
Nota do CFC
O ex-candidato a presidente, Aécio Neves, afirmou que o ajuste fiscal promovido agora pelo governo é contabilista. Segundo o jornal O Globo, Neves afirmou o seguinte:
— Esse pacote do Levy é extremamente rudimentar, de um contabilista, que se baseia só na questão fiscal e esquece que as pessoas se levantam todos os dias e precisam comer e ir trabalhar. Não se vê nada de estímulo a economia. Essas medidas não surtirão o efeito que o governo espera. Não vejo condições desse governo melhorar nos próximos dois ou três anos. Antes de 2018 ainda vai piorar muito.
Imediatamente o presidente do Conselho Federal de Contabilidade soltou uma “Nota de desagravo do CFC” onde afirma que “lamenta a visão distorcida e a forma equivocada com que o senador se referiu aos profissionais da Contabilidade”. A reação à nota foi maniqueísta. Alguns profissionais que este blogueiro conhece apoiaram, apresentando-se indignados com a associação do profissional com o ajuste fiscal promovido pelo governo. Este grupo considerou que a nota refletiu, de forma adequada, a visão da classe.
Entretanto, a eleição presidencial foi muito acirrada e dividiu o país. Isto fez com que outros afirmassem que Martônio, o presidente atual do CFC, assumiu uma postura favorável ao atual governo e contra as pessoas que discordam da atual gestão. Além disto, o CFC como entidade de classe, deveria ter assumido uma atitude muito mais firme quando o governo promoveu as pedaladas fiscais ou nomeou políticos ou gestores com parcos conhecimentos para comitês técnicos de estatais – incluindo Comitês de Auditoria.
Três questões importantes podem ajudar um pouco a sair dos dois lados extremos desta questão. A primeira é se o Conselho deveria ser uma entidade desvinculada da política. A história da entidade mostra que o CFC esteve vinculado a política. Nos primórdios, o presidente era nomeado pelo Ministro do Trabalho, sem qualquer tipo de consulta ou exigência de conhecimento da área. A própria comemoração promovida anualmente em Abril foi instituída por um Senador da república, por ter sido presidente de um congresso ocorrido nos idos dos anos vinte do século passado. Isto pode ser visto como acontecimentos antigos, mas recentemente um membro do Conselho foi fortemente cotado para assumir um ministério no governo da presidente Dilma. É bom que se diga que a atuação política não é exclusividade do CFC. Acreditar que o Conselho de Contabilidade possa existir sem atuação política é ingenuidade.
A segunda questão é se o CFC não estaria sendo político demais. Neste caso, a entidade naturalmente assumiria uma postura política, favorável ou não a gestão atual. Aqui a comparação histórica é mais difícil, já que os momentos são distintos. Mas uma análise no último Jornal do CFC, edição de abril e maio de 2015, pode dar uma pista sobre isto. Os dirigentes da entidade discutiram transparência com a CGU, anunciaram que irão capacitar gestores juntamente com a STN, participaram da posse do novo Ministro da Educação e de uma sessão solene na Câmara, receberam apoio para o projeto de Reforma Política, reuniram com o Comitê Gestor do Simples e participaram de seminário com CGU e TCU. A listagem parece longa e talvez reforce a ideia de que a gestão possui talvez esteja exagerando nas solenidades com os políticos. Mas se considerarmos que STN, CGU e TCU são órgãos mais técnicos da administração pública, que as atividades descritas aconteceram em dois meses e que a presença nestes eventos pode ajudar os contabilistas, a conclusão é de que o CFC é político, mas não em excesso.
A terceira questão é decorrente das anteriores. Se o CFC é uma entidade política e que não está sendo excessivamente político, será que a atitude do presidente da entidade não foi arriscada demais? Afinal, a política é transitória, onde existe o revezamento de forças nos cargos. Demorar a responder poderia criar a impressão de que o conselho não defendeu os profissionais. A favor da nota é bom que se diga que as palavras foram bastante elegantes, mas sem deixar de apresentar a principal mensagem: não gostamos do que o candidato Neves falou sobre nós. A ressalva é que Martônio, talvez para destacar que é o líder da classe, tenha assinado sozinho. Seria mais sensato que Martônio conseguisse a aprovação do Plenário, que possui representantes de vários estados do país, indicando que não está sozinho no protesto. Isto evitaria, quase totalmente, a impressão de que há uma predileção por um lado da política.Entretanto, estas considerações não absorvem a
entidade de não ter atuado de forma mais contundente em outros episódios,
conforme relatado no início deste texto.
22 maio 2015
Aposta de Pascal e previsões financeiras
Resumo:
Should we make financial forecasts? The usual answer looks like Pascal's wager: we don't know whether God exists; who erroneously believes loses nothing, who correctly believes wins everything; who correctly disbelieves, gains nothing, who erroneously disbelieves loses everything. Believing is thus a dominant choice. Turned to finance: markets are efficient or not. In an efficient market forecasters and non-forecasters win nothing; in a non- efficient market forecasters win and non-forecasters lose. Forecasting is rational if inefficiencies have a probability > 0. We use an agent-based approach in studying the information value in a market with endogenous prices. We show that in inefficient markets rational traders don't make forecasts and an improvement in public information may even be harmful for the users. On average, an investor who has no information (index investor) performs like the market does; it is impossible that all others—those who know more than nothing—perform better. Pascal's wager does not apply.
Schredelseker K. (2014), Pascal's Wager and Information, Journal of Forecasting. 33, pages 455–470. doi: 10.1002/for.2300
Should we make financial forecasts? The usual answer looks like Pascal's wager: we don't know whether God exists; who erroneously believes loses nothing, who correctly believes wins everything; who correctly disbelieves, gains nothing, who erroneously disbelieves loses everything. Believing is thus a dominant choice. Turned to finance: markets are efficient or not. In an efficient market forecasters and non-forecasters win nothing; in a non- efficient market forecasters win and non-forecasters lose. Forecasting is rational if inefficiencies have a probability > 0. We use an agent-based approach in studying the information value in a market with endogenous prices. We show that in inefficient markets rational traders don't make forecasts and an improvement in public information may even be harmful for the users. On average, an investor who has no information (index investor) performs like the market does; it is impossible that all others—those who know more than nothing—perform better. Pascal's wager does not apply.
Schredelseker K. (2014), Pascal's Wager and Information, Journal of Forecasting. 33, pages 455–470. doi: 10.1002/for.2300
Resenha: Vampeta Memória do Velho Vamp
Este é um livro de histórias... São vários casos narrados por um dos maiores gozadores do futebol brasileiro, Marcos André Batista Santos, o Vampeta.
Vampeta foi jogador de futebol que atuou no Corinthians, Vitória, Brasiliense, Flamengo e outros clubes. Durante o período que esteve em campo, Vampeta foi protagonista de três histórias que ficaram na memória de qualquer pessoa que acompanhou o futebol nos últimos anos e que são descritas neste livro.
A primeira ocorreu na entrega de medalhas aos Penta Campeões da Seleção Brasileira: a cambalhota que deu quando estava no Palácio do Planalto sendo homenageado pelo presidente da república, Fernando Henrique. Sim, estava bêbado, mas expressou a alegria dos brasileiros pela conquista. E deixou a medalha cair.
A segunda quando chamou os adversários são-paulinos de “bambis” e provocou a ira dos adversários.
E, finalmente, quando declarou que o Flamengo fingia que pagava os jogadores e eles fingiam que jogavam.
Enfim, Vampeta era daqueles jogadores que despertavam curiosidade num jogo por suas declarações e provocações, a exemplo do eterno Dadá Maravilha. Assim, um livro que se propõe a contar os acontecimentos engraçados da carreira de Vampeta só pode ser muito bom. É bem verdade que muitos casos já foram contados nos “desimpedidos” ou na Rádio Jovem Pan, mas é sempre bom lembrar as brincadeiras com Evaristo de Macedo (a melhor parte do livro), Ronaldo, técnicos, Edilson capetinha, Gilmar Fubá e outros mais. Em alguns, Vampeta simplesmente repassa o que ouviu de terceiros, mas isto não perde o interesse. E como as narrativas são curtas, o livro torna-se interessante.
Uma das pérolas:
O presidente do Grêmio Osasco se chama Linderber Pessoa. Ele fundou o clube, que tem só quatro anos de vida e já está na segunda divisão do Campeonato Paulista. O Lindenberg é muito atento à contabilidade do clube (...) estou dando o orçamento, falando quanto vai sair a folha de pagamento e quanto cada atleta vai ganhar (...)
- João Paulo, dois e quinhentos. Bruno, dois e quinhentos; Guilherme, dois; o outro Bruno, mil e quinhentos; Agnaldo, mil e quinhentos...
Estou fazendo a folha de pagamento e ele está olhando.
- Total: trinta e quatro mil e quinhentos.
Aí ele vem em mim:
- Vampeta, por que todo mundo ganha mil e quinhentos e esse tal de "Total" tá ganhando trinta e quatro mil e quinhentos? Quem é esse "Total"? Ele é craque?
Vale a pena? Gosta de futebol? Se a resposta for sim, vale. Caso contrário, que tal as memórias de Sampras.
UNZELTE, Celso. Vampeta Vampeta. Memórias do Velho Vamp
. São Paulo: Texto, 2012.
Se decidir comprar o livro, sugerimos escolher um de nossos parceiros. O blog é afiliado aos seguintes programas:
Amazon Brasil
Americanas
Submarino
ShopTime
SouBarato.com.br-
Evidenciação: Livro adquirido com recursos particulares, sem ligações com os escritores ou a editora.
Vampeta foi jogador de futebol que atuou no Corinthians, Vitória, Brasiliense, Flamengo e outros clubes. Durante o período que esteve em campo, Vampeta foi protagonista de três histórias que ficaram na memória de qualquer pessoa que acompanhou o futebol nos últimos anos e que são descritas neste livro.
A primeira ocorreu na entrega de medalhas aos Penta Campeões da Seleção Brasileira: a cambalhota que deu quando estava no Palácio do Planalto sendo homenageado pelo presidente da república, Fernando Henrique. Sim, estava bêbado, mas expressou a alegria dos brasileiros pela conquista. E deixou a medalha cair.
A segunda quando chamou os adversários são-paulinos de “bambis” e provocou a ira dos adversários.
E, finalmente, quando declarou que o Flamengo fingia que pagava os jogadores e eles fingiam que jogavam.
Enfim, Vampeta era daqueles jogadores que despertavam curiosidade num jogo por suas declarações e provocações, a exemplo do eterno Dadá Maravilha. Assim, um livro que se propõe a contar os acontecimentos engraçados da carreira de Vampeta só pode ser muito bom. É bem verdade que muitos casos já foram contados nos “desimpedidos” ou na Rádio Jovem Pan, mas é sempre bom lembrar as brincadeiras com Evaristo de Macedo (a melhor parte do livro), Ronaldo, técnicos, Edilson capetinha, Gilmar Fubá e outros mais. Em alguns, Vampeta simplesmente repassa o que ouviu de terceiros, mas isto não perde o interesse. E como as narrativas são curtas, o livro torna-se interessante.
Uma das pérolas:
O presidente do Grêmio Osasco se chama Linderber Pessoa. Ele fundou o clube, que tem só quatro anos de vida e já está na segunda divisão do Campeonato Paulista. O Lindenberg é muito atento à contabilidade do clube (...) estou dando o orçamento, falando quanto vai sair a folha de pagamento e quanto cada atleta vai ganhar (...)
- João Paulo, dois e quinhentos. Bruno, dois e quinhentos; Guilherme, dois; o outro Bruno, mil e quinhentos; Agnaldo, mil e quinhentos...
Estou fazendo a folha de pagamento e ele está olhando.
- Total: trinta e quatro mil e quinhentos.
Aí ele vem em mim:
- Vampeta, por que todo mundo ganha mil e quinhentos e esse tal de "Total" tá ganhando trinta e quatro mil e quinhentos? Quem é esse "Total"? Ele é craque?
Vale a pena? Gosta de futebol? Se a resposta for sim, vale. Caso contrário, que tal as memórias de Sampras.
UNZELTE, Celso. Vampeta Vampeta. Memórias do Velho Vamp
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Evidenciação: Livro adquirido com recursos particulares, sem ligações com os escritores ou a editora.
21 maio 2015
Audiência pública
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) coloca em audiência pública hoje, 20/05/2015, minuta de deliberação que aprova o Documento de Revisão de Pronunciamentos Técnicos nº 08.
“A minuta reúne proposta de revisão de procedimentos contábeis brasileiros com base nas alterações realizadas pelo International Accounting Standards Board (IASB), a serem adotadas mundialmente. É nosso compromisso trazer essas mudanças para o Brasil, dialogando sobre a melhor forma de aplicação à nossa realidade”, esclareceu o superintendente de normas contábeis e de auditoria, José Carlos Bezerra.
A minuta propõe mudanças nos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC em decorrência de alterações realizadas nos seguintes procedimentos:
contabilização de plantas portadoras, de aquisições de participação em operações conjuntas, e de venda ou contribuição de ativos entre investidor e coligada ou empreendimento controlado em conjunto; esclarecimentos sobre métodos de depreciação e amortização; revisão anual do IASB, ciclo 2012-2014; aplicação de exceção na consolidação de entidades de investimento; e aplicação prática do conceito de materialidade/relevância.
Os Pronunciamentos Técnicos a serem alterados, emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, são: CPC 01 (R1), CPC 04 (R1), CPC 06 (R1), CPC 18 (R2), CPC 19 (R2), CPC 20 (R1), CPC 21 (R1), CPC 22, CPC 26 (R1), CPC 27, CPC 28, CPC 29, CPC 31, CPC 33 (R1), CPC 36 (R3), CPC 37 (R1), CPC 40 (R1) e CPC 45.
Todas as propostas de mudanças são para vigência para exercícios sociais anuais que se iniciarem a partir de 1º de janeiro de 2016.
As sugestões e os comentários, por escrito, deverão ser encaminhados, até o dia 19 de junho de 2015, à Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria, preferencialmente através do endereço eletrônico AudPublicaSNC0115@cvm.gov.br.
Fonte: CVM
“A minuta reúne proposta de revisão de procedimentos contábeis brasileiros com base nas alterações realizadas pelo International Accounting Standards Board (IASB), a serem adotadas mundialmente. É nosso compromisso trazer essas mudanças para o Brasil, dialogando sobre a melhor forma de aplicação à nossa realidade”, esclareceu o superintendente de normas contábeis e de auditoria, José Carlos Bezerra.
A minuta propõe mudanças nos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC em decorrência de alterações realizadas nos seguintes procedimentos:
contabilização de plantas portadoras, de aquisições de participação em operações conjuntas, e de venda ou contribuição de ativos entre investidor e coligada ou empreendimento controlado em conjunto; esclarecimentos sobre métodos de depreciação e amortização; revisão anual do IASB, ciclo 2012-2014; aplicação de exceção na consolidação de entidades de investimento; e aplicação prática do conceito de materialidade/relevância.
Os Pronunciamentos Técnicos a serem alterados, emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC, são: CPC 01 (R1), CPC 04 (R1), CPC 06 (R1), CPC 18 (R2), CPC 19 (R2), CPC 20 (R1), CPC 21 (R1), CPC 22, CPC 26 (R1), CPC 27, CPC 28, CPC 29, CPC 31, CPC 33 (R1), CPC 36 (R3), CPC 37 (R1), CPC 40 (R1) e CPC 45.
Todas as propostas de mudanças são para vigência para exercícios sociais anuais que se iniciarem a partir de 1º de janeiro de 2016.
As sugestões e os comentários, por escrito, deverão ser encaminhados, até o dia 19 de junho de 2015, à Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria, preferencialmente através do endereço eletrônico AudPublicaSNC0115@cvm.gov.br.
Fonte: CVM
Espírito Santo
La última parte de la auditoría realizada sobre la caída y muerte del Banco Espírito Santo (BES) no es más suave que la primera, entregada hace un par de meses. La auditora Deloitte califica de "gestión ruinosa" la actividad de los últimos años del BES.
La "gestión ruinosa" fue a costa de los depositantes, de los inversores y de los acreedores y fue practicada por los directivos del Grupo Espírito Santo, que dirigía Ricardo Salgado, conocido como Dono disto tudo (dueño de todo esto).
Deloitte señala que se realizó una disminución artificial del pasivo del Espírito Santo International, sin que el BES, con información suficiente para detectarlo, expresase disconformidad alguna. La auditora recuerda que el BES siguió vendiendo a los ahorradores papel comercial del Grupo Espírito Santo que, ahora, no vale nada.
Rara es la semana que grupos de ahorradores no se manifiestan ante las oficinas de Novo Banco o del Banco de Portugal para exigir que les devuelvan el dinero que habían invertido en un papel comercial vendido como del BES pero que, en realidad, era del grupo de empresas de la familia Espírito Santo.
Deloitte acusa al equiupo directivo, encabezado por Salgado [foto] y Morais, de "violación de deberes" en el control interno del banco así como de desobediencia a las reglas impuestas por el supervisor.
El gobernador del Banco de Portugal, António Costa, en su comparecencia en el Parlamento de la nación, acusó a Salgado de haber desobedecido en 21 ocasiones las órdenes dictadas por el banco central.
La caída del BES arrastró también a Portugal Telecom, que de fusión pasó a la absorción por parte de la brasileña Oi, que, finalmente, ha vendido la operadora portuguesa al fondo franco-luxemburgués Altice. (...)
Fonte: El País
La "gestión ruinosa" fue a costa de los depositantes, de los inversores y de los acreedores y fue practicada por los directivos del Grupo Espírito Santo, que dirigía Ricardo Salgado, conocido como Dono disto tudo (dueño de todo esto).
Deloitte señala que se realizó una disminución artificial del pasivo del Espírito Santo International, sin que el BES, con información suficiente para detectarlo, expresase disconformidad alguna. La auditora recuerda que el BES siguió vendiendo a los ahorradores papel comercial del Grupo Espírito Santo que, ahora, no vale nada.
Rara es la semana que grupos de ahorradores no se manifiestan ante las oficinas de Novo Banco o del Banco de Portugal para exigir que les devuelvan el dinero que habían invertido en un papel comercial vendido como del BES pero que, en realidad, era del grupo de empresas de la familia Espírito Santo.
Deloitte acusa al equiupo directivo, encabezado por Salgado [foto] y Morais, de "violación de deberes" en el control interno del banco así como de desobediencia a las reglas impuestas por el supervisor.
El gobernador del Banco de Portugal, António Costa, en su comparecencia en el Parlamento de la nación, acusó a Salgado de haber desobedecido en 21 ocasiones las órdenes dictadas por el banco central.
La caída del BES arrastró también a Portugal Telecom, que de fusión pasó a la absorción por parte de la brasileña Oi, que, finalmente, ha vendido la operadora portuguesa al fondo franco-luxemburgués Altice. (...)
Fonte: El País
20 maio 2015
Petrobras: evento após o fechamento
Segundo a Folha de S Paulo a empresa feriu a competência no balanço do primeiro trimestre, ao fazer um lançamento a partir de um contrato que ocorreu em maio, após o período do balanço.
Curso de Contabilidade Básica: Restrição ao Caixa
Em geral uma empresa com dinheiro no caixa e equivalentes é uma empresa “livre”. Com dinheiro no caixa a empresa geralmente não depende de empréstimos bancários, não precisa fazer aumento de capital, pode fazer investimentos no momento considerado mais adequado e é capaz de entrar numa disputa comercial em vantagem sobre seus concorrentes. Mas nem sempre o caixa significa liberdade. Em algumas situações, o dinheiro disponível em caixa e equivalentes sofre algum tipo de restrição que impede que a empresa possa disponibilizá-lo da forma que achar melhor. Neste caso, este ativo deve estar atrelado a um compromisso de investimento. Esta informação é importante para o usuário e deve ser evidenciada, seja numa conta a parte do balanço patrimonial e/ou em nota explicativa.
Veja o caso da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, Fehosp. O balanço patrimonial mostra que no final de 2014 do ativo de 4,8 milhões, 2,3 estava em “Aplicações Financeiras” e 0,6 milhão em Caixa e Bancos.
Isto é bom, já que o excesso de caixa pode permitir que a Fehosp possa ter uma maior liberdade. Mas a nota explicativa 4 apresentava o seguinte quadro:
Ou seja, a maior parte do Disponível (Caixa, Bancos e Aplicações Financeiras) possui restrição. Ou seja, não pode ser usado livremente por parte da gestão da empresa. Conforme o tipo de restrição, o analista poderia, inclusive, retirar este valor ao calcular os índices de liquidez.
A nota explicativa esclarece que estes valores são termos assinados com a secretaria da saúde daquele estado, com valores transferidos para Fehosp:
Veja o caso da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, Fehosp. O balanço patrimonial mostra que no final de 2014 do ativo de 4,8 milhões, 2,3 estava em “Aplicações Financeiras” e 0,6 milhão em Caixa e Bancos.
Isto é bom, já que o excesso de caixa pode permitir que a Fehosp possa ter uma maior liberdade. Mas a nota explicativa 4 apresentava o seguinte quadro:
Ou seja, a maior parte do Disponível (Caixa, Bancos e Aplicações Financeiras) possui restrição. Ou seja, não pode ser usado livremente por parte da gestão da empresa. Conforme o tipo de restrição, o analista poderia, inclusive, retirar este valor ao calcular os índices de liquidez.
A nota explicativa esclarece que estes valores são termos assinados com a secretaria da saúde daquele estado, com valores transferidos para Fehosp:
Felicidade: da criança ao adulto
Uma nova pesquisa com 53.000 crianças em 15 países revela que as crianças tendem a ser feliz independentemente do contexto de suas vidas. Do Nepal a Noruega, crianças entre as idades entre 10 e 12, dizem que estão muito satisfeitas com as suas vidas (pdf).
"As crianças tendem a ser mais otimista sobre a vida", diz Elisabeth Backe-Hansen para Quartz, a pesquisadora líder da norueguesa Pesquisa Mundial para Criança. Apesar de não ser surpreendente, isso é reconfortante.
Quando perguntado se essas crianças tiveram acesso a nove coisas: roupas boas, computador, acesso à internet, telefone móvel, seu próprio quarto, livros, um carro na família, um som e uma televisão, crianças na Noruega, em média, tiveram acesso a todos eles, mas aquelas na Etiópia tiveram acesso a apenas três. E, no entanto, entre os 15 países, não houve correlação entre a forma como as crianças estavam satisfeitas e quantos bens materiais que estavam faltando.
Agora, se você comparar os rankings relativos de felicidade declarada infantil com os adultos (pdf), os resultados mudam significativamente. (...)
Adaptado daqui
"As crianças tendem a ser mais otimista sobre a vida", diz Elisabeth Backe-Hansen para Quartz, a pesquisadora líder da norueguesa Pesquisa Mundial para Criança. Apesar de não ser surpreendente, isso é reconfortante.
Quando perguntado se essas crianças tiveram acesso a nove coisas: roupas boas, computador, acesso à internet, telefone móvel, seu próprio quarto, livros, um carro na família, um som e uma televisão, crianças na Noruega, em média, tiveram acesso a todos eles, mas aquelas na Etiópia tiveram acesso a apenas três. E, no entanto, entre os 15 países, não houve correlação entre a forma como as crianças estavam satisfeitas e quantos bens materiais que estavam faltando.
Agora, se você comparar os rankings relativos de felicidade declarada infantil com os adultos (pdf), os resultados mudam significativamente. (...)
Adaptado daqui
Um novo Congresso
O Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de Brasília promoverá, nos dias 26 e 27 de novembro de 2015, o 1º Congresso UnB de Contabilidade e Governança na cidade de Brasília-DF.
A Comissão Organizadora do congresso está empenhada em realizar um evento de alta qualidade nos aspectos acadêmico e de convivência entre os congressistas, e com excelente relação custo versus benefício.
Quanto ao aspecto acadêmico, já estão confirmadas as participações de 4 renomados professores estrangeiros, 2 americanos e 2 europeus, que apresentarão seus papers e discutirão os dos seus respectivos pares, em 4 seções exclusivas, com tradução simultânea para o português. Além das seções exclusivas, haverá a apresentação de 70 outros artigos, em blocos de seções paralelas cobrindo até 9 áreas temáticas.
Pensando também em tornar o congresso um espaço agradável de convivência e confraternização entre os congressistas, programamos ainda um Jantar de Gala e um City Tour pelos principais atrativos turísticos da bela cidade de Brasília.
Dissemos que o congresso terá uma excelente relação custo versus benefício porque o preço para os autores com artigos aprovados para apresentação no congresso será de apenas R$450,00 por pessoa, já incluído nesse preço a participação no Jantar de Gala, mas não no City Tour. Para aqueles que desejarem participar do congresso como ouvintes, sem apresentar trabalhos, o preço será de R$ 150,00, incluído 3 coffee-breaks, excluindo o Jantar de Gala, podendo este e o City Tour serem pagos à parte, se houver interesse.
As inscrições já estão abertas, até 30 de junho, para submissão de artigos, através da página: http://www.ccgunb.org/ocs/index.php/2015/2015/login . A partir de 18/maio, abriremos também as inscrições para os participantes que não apresentarão trabalhos. Mais informações sobre o evento podem ser consultadas por meio do sítio eletrônico http://www.ccgunb.org, onde há também um link para o sistema de inscrições.
Desde já, agradecemos a consideração de V. Sa. e permanecemos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se fizerem necessários. Solicitamos a divulgação deste evento e contamos com a participação de todos para o engrandecimento do 1º Congresso UnB de Contabilidade e Governança.
Saudações acadêmicas!
Prof. Dr. Paulo Roberto Barbosa Lustosa
Diretor-Geral
A Comissão Organizadora do congresso está empenhada em realizar um evento de alta qualidade nos aspectos acadêmico e de convivência entre os congressistas, e com excelente relação custo versus benefício.
Quanto ao aspecto acadêmico, já estão confirmadas as participações de 4 renomados professores estrangeiros, 2 americanos e 2 europeus, que apresentarão seus papers e discutirão os dos seus respectivos pares, em 4 seções exclusivas, com tradução simultânea para o português. Além das seções exclusivas, haverá a apresentação de 70 outros artigos, em blocos de seções paralelas cobrindo até 9 áreas temáticas.
Pensando também em tornar o congresso um espaço agradável de convivência e confraternização entre os congressistas, programamos ainda um Jantar de Gala e um City Tour pelos principais atrativos turísticos da bela cidade de Brasília.
Dissemos que o congresso terá uma excelente relação custo versus benefício porque o preço para os autores com artigos aprovados para apresentação no congresso será de apenas R$450,00 por pessoa, já incluído nesse preço a participação no Jantar de Gala, mas não no City Tour. Para aqueles que desejarem participar do congresso como ouvintes, sem apresentar trabalhos, o preço será de R$ 150,00, incluído 3 coffee-breaks, excluindo o Jantar de Gala, podendo este e o City Tour serem pagos à parte, se houver interesse.
As inscrições já estão abertas, até 30 de junho, para submissão de artigos, através da página: http://www.ccgunb.org/ocs/index.php/2015/2015/login . A partir de 18/maio, abriremos também as inscrições para os participantes que não apresentarão trabalhos. Mais informações sobre o evento podem ser consultadas por meio do sítio eletrônico http://www.ccgunb.org, onde há também um link para o sistema de inscrições.
Desde já, agradecemos a consideração de V. Sa. e permanecemos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se fizerem necessários. Solicitamos a divulgação deste evento e contamos com a participação de todos para o engrandecimento do 1º Congresso UnB de Contabilidade e Governança.
Saudações acadêmicas!
Prof. Dr. Paulo Roberto Barbosa Lustosa
Diretor-Geral
19 maio 2015
18 maio 2015
Finanças Pessoais: Recomendação 2
Na semana passada comentamos sobre a recomendação do gerente de banco. Agora vamos rapidamente comentar sobre as pessoas que aparecem nos jornais, televisão, blogs, livros etc apresentando conselhos sobre investimento. Em especial, recomendando investir numa determinada ação ou um tipo de investimento.
O primeiro cuidado que devemos ter é verificar qual a qualificação da pessoa. Isto já tratamos anteriormente qual tratamos das pessoas famosas que apresentam dicas de investimento. O segundo cuidado é descobrir a vinculação da pessoa. Assim, se um jornal consulta um correto de imóveis, ele provavelmente irá falar que imóvel é uma boa opção de investimento; se for um corretor, indicará uma ação ou um fundo de ação; e assim por diante.
Seja o caso do corretor imobiliário. Se o mercado estiver em crise, recomendar a compra de imóvel pode ser interessante já que isto ajudaria o corretor a vender sua carteira. Mas se comprar imóvel num período de crise pode significar adquirir por um preço mais reduzido, a liquidez do investimento é muito menor que num outro período. Assim, a recomendação do corretor trata somente do lado positivo. Além de deixar de considerar que a crise pode ser de longo prazo, prejudicando os investimentos nos próximos anos.
O que ocorre com o corretor imobiliário também funciona para o empregado de um fundo de investimento. Se seu fundo possui um grande número de ações de uma empresa com pouca perspectiva de venda, a recomendação é uma forma de resolver o problema dele. É por este motivo que os especialistas que fornecem conselhos sobre empresas fazem questão de indicar se possuem investimentos aplicados naquela empresa.
O comportamento apresentado aqui é natural de toda relação de compra e venda. Quando você vai a um comércio e pede uma sugestão ao balconista, ele pode estar indicando um produto que ele ganha uma comissão melhor. Se você vai a um restaurante e pede sugestão de prato ao garçom – eu faço isto muito – existe grande chance dele irá indicar um prato caro, já que a gorjeta será proporcional ao valor da conta.
É bem verdade que muitos conselhos também são dados de forma despretensiosa. Mas se você aceita, lembre-se que a decisão foi sua. Procurar saber se o conselheiro tem algum tipo de interesse na sua decisão financeira é uma forma de melhorar a sua decisão.
Aproveitando: esta seção semanal do blog surgiu de uma solicitação de um leitor. Não temos interesse em indicar investimento específicos e não indicamos ativos com outros interesses.
O primeiro cuidado que devemos ter é verificar qual a qualificação da pessoa. Isto já tratamos anteriormente qual tratamos das pessoas famosas que apresentam dicas de investimento. O segundo cuidado é descobrir a vinculação da pessoa. Assim, se um jornal consulta um correto de imóveis, ele provavelmente irá falar que imóvel é uma boa opção de investimento; se for um corretor, indicará uma ação ou um fundo de ação; e assim por diante.
Seja o caso do corretor imobiliário. Se o mercado estiver em crise, recomendar a compra de imóvel pode ser interessante já que isto ajudaria o corretor a vender sua carteira. Mas se comprar imóvel num período de crise pode significar adquirir por um preço mais reduzido, a liquidez do investimento é muito menor que num outro período. Assim, a recomendação do corretor trata somente do lado positivo. Além de deixar de considerar que a crise pode ser de longo prazo, prejudicando os investimentos nos próximos anos.
O que ocorre com o corretor imobiliário também funciona para o empregado de um fundo de investimento. Se seu fundo possui um grande número de ações de uma empresa com pouca perspectiva de venda, a recomendação é uma forma de resolver o problema dele. É por este motivo que os especialistas que fornecem conselhos sobre empresas fazem questão de indicar se possuem investimentos aplicados naquela empresa.
O comportamento apresentado aqui é natural de toda relação de compra e venda. Quando você vai a um comércio e pede uma sugestão ao balconista, ele pode estar indicando um produto que ele ganha uma comissão melhor. Se você vai a um restaurante e pede sugestão de prato ao garçom – eu faço isto muito – existe grande chance dele irá indicar um prato caro, já que a gorjeta será proporcional ao valor da conta.
É bem verdade que muitos conselhos também são dados de forma despretensiosa. Mas se você aceita, lembre-se que a decisão foi sua. Procurar saber se o conselheiro tem algum tipo de interesse na sua decisão financeira é uma forma de melhorar a sua decisão.
Aproveitando: esta seção semanal do blog surgiu de uma solicitação de um leitor. Não temos interesse em indicar investimento específicos e não indicamos ativos com outros interesses.
17 maio 2015
História da Contabilidade: Escravos
Nos dias de hoje sabemos que recursos humanos podem ser considerados como ativo, já que contribuem com o aumento da riqueza futura das entidades. No passado, no Brasil, o recurso humano foi visto como ativo por uma razão ignóbil: os escravos eram considerados como uma peça na engrenagem de produção, sendo considerado de fato como uma coisa, um ativo. Durante a época da escravidão era comum compra e venda de pessoas.
No império construiu-se a Casa de Correição. Uma pesquisa nos jornais da época mostra uma grande evidenciação deste estabelecimento, podendo ser um interessante objeto de estudos. Em 1834 a instituição divulgou sua conta de receita e despesa das suas obras, no mês de outubro (1). Lista-se as receitas e as despesas e entre estas as “despeza dos Africanos”:
Os valores gastos com os “africanos” eram no sentido de manter os “ativos” em funcionamento. A explicação que vem logo a seguir mostra, claramente, que os escravos eram objetos, sendo comparados aos bois:
(1) Correio Oficial, 21 nov 1834, Ed 120, p. 2.
No império construiu-se a Casa de Correição. Uma pesquisa nos jornais da época mostra uma grande evidenciação deste estabelecimento, podendo ser um interessante objeto de estudos. Em 1834 a instituição divulgou sua conta de receita e despesa das suas obras, no mês de outubro (1). Lista-se as receitas e as despesas e entre estas as “despeza dos Africanos”:
Os valores gastos com os “africanos” eram no sentido de manter os “ativos” em funcionamento. A explicação que vem logo a seguir mostra, claramente, que os escravos eram objetos, sendo comparados aos bois:
(1) Correio Oficial, 21 nov 1834, Ed 120, p. 2.
16 maio 2015
Fato da Semana: Declaração da SEC (semana 19 de 2015)
Fato da Semana: Desde o início do século, as duas entidades contábeis mais influentes do mundo, o IASB e o FASB, tentam aproximar suas normas contábeis. A adesão de muitos países as normas internacionais do Iasb, incluindo o Brasil e a Comunidade Europeia, levava a crer que os Estados Unidos, que utilizam as normas do Fasb, tentariam chegar a um acordo. Entretanto, a crise financeira, a desconfiança política dos gringos e os problemas das IFRS esfriaram a relação entre as duas entidades. Isto, apesar dos projetos conjuntos.
Mas a entidade que fiscaliza o mercado financeiro mais desenvolvido do mundo, que adota as normas do Fasb, fez uma análise crítica da entidade com sede em Londres. Na verdade, muito crítica. Isto esfriou uma série de projetos conjuntos. Além disto, as diferenças de filosofia, autonomia, cultura etc tornaram-se muito mais evidente.
Nesta semana, o contador chefe da SEC (foto) disse recentemente que provavelmente não recomendaria a adoção das normas internacionais. Não deixa de ser uma surpresa, já que as normas internacionais possuem, nas Big Four, um grande lobby.
Qual a relevância disto? A convergência seria o grande projeto do Iasb. A ausência de grandes mercados, como EUA, Japão, China (até certo ponto) ou Índia, reduz as IFRS à Europa, Canadá e alguns outros poucos países, inclusive o Brasil.
Positivo ou Negativo – Depende de que lado o leitor estiver da convergência. É bom notar que a convergência possui vantagens e desvantagens (apesar de algumas pessoas, no Brasil, esquecerem destas). Neutro.
Desdobramentos – A notícia ainda não é definitiva. Mas os termos induzem a pensar que a SEC não somente não irá adotar as IFRS como forçará o recuo da adoção das empresas estrangeiras que atuam no mercado dos EUA, que atualmente podem usar as IFRS (e geralmente não usam).
Mas a entidade que fiscaliza o mercado financeiro mais desenvolvido do mundo, que adota as normas do Fasb, fez uma análise crítica da entidade com sede em Londres. Na verdade, muito crítica. Isto esfriou uma série de projetos conjuntos. Além disto, as diferenças de filosofia, autonomia, cultura etc tornaram-se muito mais evidente.
Nesta semana, o contador chefe da SEC (foto) disse recentemente que provavelmente não recomendaria a adoção das normas internacionais. Não deixa de ser uma surpresa, já que as normas internacionais possuem, nas Big Four, um grande lobby.
Qual a relevância disto? A convergência seria o grande projeto do Iasb. A ausência de grandes mercados, como EUA, Japão, China (até certo ponto) ou Índia, reduz as IFRS à Europa, Canadá e alguns outros poucos países, inclusive o Brasil.
Positivo ou Negativo – Depende de que lado o leitor estiver da convergência. É bom notar que a convergência possui vantagens e desvantagens (apesar de algumas pessoas, no Brasil, esquecerem destas). Neutro.
Desdobramentos – A notícia ainda não é definitiva. Mas os termos induzem a pensar que a SEC não somente não irá adotar as IFRS como forçará o recuo da adoção das empresas estrangeiras que atuam no mercado dos EUA, que atualmente podem usar as IFRS (e geralmente não usam).
15 maio 2015
Petrobras
A empresa Petrobras divulgou os resultados do primeiro
trimestre. A divulgação faz parte do esforço da empresa de recuperar a imagem
perante o mercado. E, uma vez que ocorreram valores expressivos de amortizações
no último exercício, o resultado naturalmente “mostra” uma evolução da empresa.
A redução nos investimentos é decorrente do momento em que
vive o Brasil e a empresa. De igual forma, o endividamento também aumentou em
razão destes fatores. Destaca-se o anúncio que a empresa está aumentando o
número de pessoas no comitê de auditoria, procurando dar mais voz aos
minoritários.
Artigos clássicos que foram rejeitados
The authors asked the world's leading economists to describe instances
in which journals rejected their articles. More than sixty essays, by a
broadly diverse group that includes fifteen Nobel Prize winners,
indicate that most have suffered publication rejection, often
frequently. Indeed, journals have rejected many papers that later became
classics. The authors discuss the prize-winners' experiences, other
notable cases, and rejections by John Maynard Keynes when he edited the
Economic Journal. Finally, they search in economists' almost universal
experience of rejection for patterns and lessons about the publication
process.
Gans, Joshua S., and George B. Shepherd. 1994. "How Are the Mighty Fallen: Rejected Classic Articles by Leading Economists." Journal of Economic Perspectives,8(1): 165-179.
Gans, Joshua S., and George B. Shepherd. 1994. "How Are the Mighty Fallen: Rejected Classic Articles by Leading Economists." Journal of Economic Perspectives,8(1): 165-179.
Links
Lava-jato e resultados, segundo a imprensa: OAS, Gutierrez e Galvão
Cantor contempla a plateia, observando o impacto da sua música (vídeo)
Popcorn versus uTorrent
Onde o Facebook domina e onde não domina (mapa)
Fox News censura pintura de Picasso (foto ao lado)
Cenas dos desenhos da Disney recicladas (vídeo)
Roubo do século: ocorreu na Moldávia
As melhores fontes para usar no Currículo (Helvética) e as piores (Comic Sans)
Cantor contempla a plateia, observando o impacto da sua música (vídeo)
Popcorn versus uTorrent
Onde o Facebook domina e onde não domina (mapa)
Fox News censura pintura de Picasso (foto ao lado)
Cenas dos desenhos da Disney recicladas (vídeo)
Roubo do século: ocorreu na Moldávia
As melhores fontes para usar no Currículo (Helvética) e as piores (Comic Sans)
14 maio 2015
Modelo de modelagem científica
We propose a formal model of scienti c modeling, geared to ap-lications of decision theory and game theory. The model highlights the freedom that modelers have in conceptualizing social phenomena using general paradigms in these elds. It may shed some light on the distinctions between (i) refutation of a theory and a paradigm, (ii)notions of rationality, (iii) modes of application of decision models, and (iv) roles of economics as an academic discipline. Moreover, the model suggests that all four distinctions have some common features that are captured by the model.
Fonte: aqui
Fonte: aqui
Evidenciação
O Valor divulgou uma notícia sobre o prejuízo da empresa OAS. Quem tiver interesse nos número, basta consultar no endereço da empresa. Deveria ser assim. Mas ao clicar em "Relações com Investidores" surge a seguinte tela:
Ou: Área Restrita. Para acessá-la, preencha seus dados nos campos abaixo. Caso não os possua, faça o cadastro e avaliaremos sua solicitação.
Simpático, não?
Simpático, não?
Curso de Contabilidade Básica: Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa
Quando uma empresa possui contas a receber, muito provavelmente parte destes valores não será recebida. O motivo principal é o fato de que a outra parte pode não efetuar o pagamento devido. Assim, um pedaço do ativo “conta a receber” não pode ser considerado ativo, já que existe esta possibilidade da não entrada de caixa. Em razão disto, procede-se a estimativa da provisão para crédito de liquidação duvidosa (PCLD).
A estimativa da PCLD trata-se de uma hipótese, baseada na experiência histórica da empresa ou nas chances de cada cliente efetuar o pagamento. Neste caso, a estimativa pode (a) ser exatamente o que ocorreu posteriormente; (b) ser maior do que não foi pago; (c) ser menor. A primeira hipótese é rara de acontecer, já que para isto ou a bola de cristal está calibrada ou a empresa possui poucos clientes. Assim, é muito provável que a PCLD não corresponda ao ocorrido, sendo necessários ajustes, para mais ou menos, ao final de cada exercício.
Vamos considerar o caso da Companhia de Jesus, mais conhecida como Jesuítas. Durante o ano de 2014 os Jesuítas apresentam o seguinte detalhamento das contas a receber:
Os jesuítas tiveram, em 2014, uma receita 12,5 milhões, sendo 1,6 milhão referente à reversão de PCLD. Os Jesuítas não explicam, na sua demonstração, esta reversão. Mas tudo leva a crer que se trata do recebimento pela venda de um imóvel e a expectativa do não recebimento. No exercício anterior a entidade foi conservadora. No final de 2014 a entidade resolveu reduzir esta provisão e isto aumentou sua receita, sem afetar o caixa das operações.
A estimativa da PCLD trata-se de uma hipótese, baseada na experiência histórica da empresa ou nas chances de cada cliente efetuar o pagamento. Neste caso, a estimativa pode (a) ser exatamente o que ocorreu posteriormente; (b) ser maior do que não foi pago; (c) ser menor. A primeira hipótese é rara de acontecer, já que para isto ou a bola de cristal está calibrada ou a empresa possui poucos clientes. Assim, é muito provável que a PCLD não corresponda ao ocorrido, sendo necessários ajustes, para mais ou menos, ao final de cada exercício.
Vamos considerar o caso da Companhia de Jesus, mais conhecida como Jesuítas. Durante o ano de 2014 os Jesuítas apresentam o seguinte detalhamento das contas a receber:
Os jesuítas tiveram, em 2014, uma receita 12,5 milhões, sendo 1,6 milhão referente à reversão de PCLD. Os Jesuítas não explicam, na sua demonstração, esta reversão. Mas tudo leva a crer que se trata do recebimento pela venda de um imóvel e a expectativa do não recebimento. No exercício anterior a entidade foi conservadora. No final de 2014 a entidade resolveu reduzir esta provisão e isto aumentou sua receita, sem afetar o caixa das operações.
Curso de Contabilidade Básica - Editora Atlas - César Augusto Tibúrcio Silva e Fernanda Fernandes Rodrigues (prelo)
13 maio 2015
Resenha
Na semana passada a Isabel comentou sobre Mad Man. A série é bem feita, com capricho na reconstituição da época e personagens cativantes. Tudo que uma boa série de televisão deveria ser.
Danger 5 é uma produção australiana e é exatamente o oposto de Mad Man. Talvez a grande coincidência das duas seja o fato de serem históricas. Mas Danger 5 se passa na segunda guerra mundial, quando um grupo de espiões recebem missões difíceis de serem realizadas, todas envolvendo combater os nazistas e, se for possível, matar Hitler.

No segundo episódio de Danger 5 a história é a seguinte: dinossauros gigantes nazistas aparecem na Europa (foto). A equipe de Danger 5 recebe a missão de descobrir sua origem, o que inclui combate-los. Isto é feito: os dinossauros foram criados por Mengele na Antártida. A equipe viaja para a selva tropical, onde enfrenta Mengele, amazonas, nazistas, monstros e Hitler. Como o leitor pode perceber, Danger 5 é uma maluquice.
Danger 5 é uma série muito ruim. Os efeitos especiais são realmente toscos, o roteiro é doido, a interpretação é forçada, não existe muita lógica. Talvez por isto ela tenha a nota 8,5 (de dez) no IMBD.
Danger 5 é uma produção australiana e é exatamente o oposto de Mad Man. Talvez a grande coincidência das duas seja o fato de serem históricas. Mas Danger 5 se passa na segunda guerra mundial, quando um grupo de espiões recebem missões difíceis de serem realizadas, todas envolvendo combater os nazistas e, se for possível, matar Hitler.

No segundo episódio de Danger 5 a história é a seguinte: dinossauros gigantes nazistas aparecem na Europa (foto). A equipe de Danger 5 recebe a missão de descobrir sua origem, o que inclui combate-los. Isto é feito: os dinossauros foram criados por Mengele na Antártida. A equipe viaja para a selva tropical, onde enfrenta Mengele, amazonas, nazistas, monstros e Hitler. Como o leitor pode perceber, Danger 5 é uma maluquice.
Danger 5 é uma série muito ruim. Os efeitos especiais são realmente toscos, o roteiro é doido, a interpretação é forçada, não existe muita lógica. Talvez por isto ela tenha a nota 8,5 (de dez) no IMBD.
12 maio 2015
Rir é o melhor remédio
Esta garota fez a cirurgia de redução do estômago e resolveu registrar o "antes e depois" de maneira criativa e engraçada. Inclui "citações" a personagens, filmes, pintores ...
Fatos sobre crescimento econômico
Resumo:
Why are people in the richest countries of the world so much richer today than 100 years ago? And why are some countries so much richer than others? Questions such as these define the field of economic growth. This paper documents the facts that underlie these questions. How much richer are we today than 100 years ago, and how large are the income gaps between countries? The purpose of the paper
is to provide an encyclopedia of the fundamental facts of economic growth upon which our theories are built, gathering them together in one place and updating the facts with the latest available data.
is to provide an encyclopedia of the fundamental facts of economic growth upon which our theories are built, gathering them together in one place and updating the facts with the latest available data.
Charles I. Jones - Stanford University
Curso de Contabilidade Básica: Código da Conta
O Código da Conta refere-se a uma numeração que facilita certas operações repetitivas. Esta numeração pode ser específica de cada empresa ou não. Para os casos de empresas que atuam em certas situações onde existe uma entidade governamental exercendo uma regulação no mercado é comum que o código seja proposto por esta entidade.
O Código da Conta é originário do Plano de Contas e traduz a estrutura de lançamentos e agregações existente na empresa. Para exemplificar como funciona o código da conta iremos utilizar uma empresa de capital aberto, onde a CVM determinou um código da conta para os principais itens que seriam evidenciados pelas empresas. Por exemplo, a conta de Salários a Pagar, do passivo circulante de uma empresa, possui o seguinte código: 2.01.01.02.01. Se você olhar no balanço da Gerdau tem
Já no balanço da Guararapes o mesmo código refere-se a um subitem das obrigações trabalhistas:
A Comissão de Valores Imobiliários adota a seguinte estrutura de codificação:
Grupo 1 – contas do Ativo do Balanço Patrimonial
Grupo 2 – contas do Passivo e Patrimônio Líquido do Balanço Patrimonial
Grupo 3 – contas da Demonstração do Resultado
Grupo 4 – contas da Demonstração do Resultado Abrangente
Grupo 5 – contas da DMPL
Grupo 6 – contas da DFC
Grupo 7 – contas da DVA
Dentro do grupo 1 tem-se a seguinte divisão:
1.01 – Ativo Circulante
1.02 – Ativo não Circulante
Qual a vantagem do código de contas? Ele permite que o analista tome somente certas contas na sua análise, padronizando a classificação de cada empresa.
O Código da Conta é originário do Plano de Contas e traduz a estrutura de lançamentos e agregações existente na empresa. Para exemplificar como funciona o código da conta iremos utilizar uma empresa de capital aberto, onde a CVM determinou um código da conta para os principais itens que seriam evidenciados pelas empresas. Por exemplo, a conta de Salários a Pagar, do passivo circulante de uma empresa, possui o seguinte código: 2.01.01.02.01. Se você olhar no balanço da Gerdau tem
Já no balanço da Guararapes o mesmo código refere-se a um subitem das obrigações trabalhistas:
A Comissão de Valores Imobiliários adota a seguinte estrutura de codificação:
Grupo 1 – contas do Ativo do Balanço Patrimonial
Grupo 2 – contas do Passivo e Patrimônio Líquido do Balanço Patrimonial
Grupo 3 – contas da Demonstração do Resultado
Grupo 4 – contas da Demonstração do Resultado Abrangente
Grupo 5 – contas da DMPL
Grupo 6 – contas da DFC
Grupo 7 – contas da DVA
Dentro do grupo 1 tem-se a seguinte divisão:
1.01 – Ativo Circulante
1.02 – Ativo não Circulante
Qual a vantagem do código de contas? Ele permite que o analista tome somente certas contas na sua análise, padronizando a classificação de cada empresa.
Curso de Contabilidade
Básica - Editora Atlas - César Augusto Tibúrcio
Silva e Fernanda Fernandes Rodrigues (prelo)
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