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13 dezembro 2025

Provisionamento em Bancos com a IFRS 9


Eis o resumo: 

Analisamos como os motivos de gestão de capital e a discricionariedade contábil têm afetado o comportamento de provisionamento dos bancos da área do euro desde a adoção da contabilidade de perdas de crédito esperadas (IFRS 9). Utilizando dados detalhados em nível de empréstimo, investigamos a dinâmica do provisionamento em torno de eventos de crédito no nível da empresa e do choque macroeconômico induzido pela pandemia de COVID-19. Descobrimos que os motivos de gestão de capital têm um forte impacto no provisionamento sob a IFRS 9, com bancos menos capitalizados geralmente provisionando menos do que seus pares mais bem capitalizados. Além disso, a maior parte do provisionamento sob a IFRS 9 continua a ocorrer no momento do default (inadimplência), em contraste com o funcionamento esperado da abordagem. No geral, nossos achados sugerem que a IFRS 9 permite uma substancial heterogeneidade no provisionamento entre os bancos, enquanto os padrões agregados de provisionamento não foram fundamentalmente alterados pela nova abordagem.

Ou seja, a IFRS 9 não melhorou a comparabilidade e a provisão está sendo feita no momento errado. Fonte: aqui. Imagem aqui

Sustentabilidade Made in Japan


A Agência de Serviços Financeiros do Japão (FSA) iniciou uma consulta pública sobre propostas para introduzir requisitos de relato de sustentabilidade em documentos corporativos. O prazo para comentários da minuta é até dia 26 de dezembro. As grandes empresas listadas no mercado deverão divulgar informações sobre sustentabilidade pelos padrões geralmente aceitos para o assunto. Esses padrões foram publicados pelo Comitê de Padrões de Sustentabilidade do Japão em março de 2025. As informações incluem dados de emissões. 

Mais informações aqui e aqui

IA e Bolhas


Do colunista Tim Harford

(...) O economista e ganhador do Prêmio Nobel William Nordhaus certa vez tentou estimar qual fatia do valor das novas ideias ia para as corporações que as possuíam e quanto ia para todos os outros (principalmente consumidores). Ele concluiu que a resposta — nos EUA, entre 1948 e 2001 — era de 3,7% para as empresas inovadoras e 96,3% para todos os outros. 

Dito de outra forma, os benefícios indiretos (ou spillover benefits) eram 26 vezes maiores do que os lucros privados. Se os benefícios da IA forem distribuídos de forma semelhante, há uma grande margem para que os investimentos em IA sejam socialmente benéficos, ao mesmo tempo em que são apostas catastróficas para os investidores.

Foto: aqui

IA: "pessoa" do ano

Todo ano a revista Time escolhe a Pessoa do Ano. É sempre algo controverso escolhas como essa e no passado Hitels e Stalin foram escolhidos. Ou seja, nem sempre é uma honra ser escolhido. 

Para esse ano, o mercado de apostas acreditava que os favoritos seriam a IA, papa Leão e Trump:

Mas a escolha real foi "Arquitetos da IA". Talvez o favoritismo da IA no mercado de apostas tenha influenciado na escolha real feita pela revista. No passado, a Time chegou a eleger o computador, que não é uma pessoa, como "a pessoa do ano". Realmente foi estranha a opção da revista.  

09 dezembro 2025

Rir é o melhor remédio

Warner, Netflix e Paramount


Comentamos aqui sobre a compra, pela Netflix, dos negócios de filme e streaming da Warner Bros Discovery, por US$ 72 bilhões.

Agora, veio a público uma manobra Paramount que, segundo oValor, vem ressaltando aos acionistas da Warner a dificuldade que será para a Netflix obter aval dos reguladores e que, mesmo se recebido, o processo ainda levará tempo. O principal ponto de atenção seria o risco de a junção da Warner com a Netflix afetar consideravelmente o mercado competitivo, o que poderia ser amenizado caso o acordo ocorresse com a Paramount.

Segundo o Valor, a Paramount apresentou um lance de U$ 108 bilhões, U$ 18 bi a mais que a Netflix. Todavia, esse mesmo valor já havia sido oferecido e recusado pela Warner, que preferiu optar por um comprador de resistir ao escrutínio regulatório, assinar imediatamente e concluir os negócios nos termos exigidos.

O lance da Paramount vem acompanhado de garantia de capital pelos Ellison (família do cofundador da Oracle), pelo fundo de investimento RedBird Capital Partners e por fundos soberanos da Arábia Saudita, Abu Dhabi e Catar. Segundo a própriaParamount, esses investidores concordaram em renunciar a direitos de governança, o que evitaria uma revisão por motivos de segurança nacional.