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28 outubro 2022

IA, pandemia e efeito sobre a contabilidade

Um texto da Época trata das situações onde a inteligência artificial pode trazer problemas para uma empresa. A IA é uma ferramenta para facilitar o processamento rápido de informações e, em várias situações, tomar decisões que seriam rotineiras.  

A pandemia revelou que muitas ferramentas de IA não estavam preparadas para a mudança que ocorreu no comportamento das pessoas. Uma situação foi a negativa de compras legítimas, em razão da mudança de comportamento dos consumidores. E muitas empresas não monitoram a IA após seu lançamento.


O problema é que os erros podem abundar quando as circunstâncias do mundo real se desviam dos exemplos usados para treinar a IA, de acordo com cientistas que gerenciam esses sistemas. No caso da Fico, ela disse que seu software esperava mais compras presenciais do que virtuais, e a proporção invertida levou a uma parcela maior de transações sinalizadas como problemáticas.

Há algumas questões contábeis no texto. Eis um trecho:

A Unity Software , cujo software de anúncios ajuda videogames a atraírem jogadores, estimou em maio que perderia 110 milhões de dólares em vendas este ano, ou cerca de 8% da receita total esperada, depois que sua ferramenta de IA que determina para quem os anúncios devem ser exibidos parou de funcionar tão bem quanto antes. A empresa afirmou que o problema ocorreu depois que o sistema de IA utilizou dados corrompidos para as recomendações.

Na verdade o termo "perda" é inadequado. A empresa deixou de ter receita. Simplesmente o valor de 110 milhões não irá constar da sua demonstração do resultado.

Outro trecho:

O mercado imobiliário Zillow Group anunciou em novembro passado uma baixa contábil de 304 milhões de dólares em casas que comprou - com base em um algoritmo de previsão de preços - por valores superiores aos que poderiam ser revendidos. A empresa de Seattle disse que a IA não conseguiu acompanhar as mudanças rápidas e sem precedentes do mercado e teve que sair do negócio de compra e venda.  

Aqui temos um efeito da IA na contabilidade. A decisão de compra de imóvel trouxe prejuízo por falta de ajuste do software.

12 fevereiro 2022

Fraude e Inteligência Artificial


Um trecho do blog de Tracey Conen, sobre o uso de Inteligência Artificial (AI) no combate de fraude. 

Algumas das coisas que o software que usa a AI para detectar fraudes pode identificar como problemas incluem:

= > número incomumente alto de transações um pouco abaixo do nível de autorização para um supervisor

= > alto número de desembolsos físicos

= > transações que ocorrem com frequência com valores redondos

= > padrões incomuns para perdas ou ajustes

= > evidência de pagamento de faturas duplicadas

= > pagamentos parciais por parte de clientes

= > identificação de endereços suspeitos ao comparar dados de funcionários, clientes e fornecedores

= > faturamento de fornecedores além dos valores orçados devido à codificação inadequada de pagamento

= > preço do fornecedor aumenta a uma taxa que excede os valores semelhantes de outros fornecedores

=> alterar os padrões de compra (...)

Existem três vantagens principais no uso de software com IA:

A capacidade de examinar grandes conjuntos de dados em um curto período de tempo

A capacidade de monitorar transações em tempo real

O aprendizado de máquina significa que o software aprende a reconhecer padrões e atividades suspeitas para detectar melhor a fraude no futuro

Acrescento que a IA por si só não garante a inexistência de fraude. A possibilidade de usar a IA é real quando você tem uma grande massa de dados para o aprendizado; em muitas empresas, isto não é possível e o software só irá "aprender" depois que a fraude for uma realidade. 

03 novembro 2020

Quando alguém contrata IA para camera man

 

Em uma partida pelo campeonato escocês de futebol, o clube Caledonian resolveu substituir o operador de câmera humano pela Inteligência Artificial. O resultado está no vídeo acima. O software estava programado para seguir a bola nas transmissões. Mas no jogo contra o Ayr a IA manteve a transmissão longe da bola, focando na careca do bandeirinha. Era a única forma dos torcedores assistirem a partida. Fonte: Aqui

Contabilidade? Alguém acha que a IA irá substituir o profissional no futuro próximo?

16 junho 2019

Arnav Kapur: Como a inteligência artificial pode se tornar uma extensão da sua mente


Tente falar sozinho sem abrir a boca, simplesmente dizendo palavras internamente. E se você pudesse pesquisar na internet assim e obter uma resposta? Na primeira demonstração pública ao vivo de sua nova tecnologia, o Bolsista TED Arnav Kapur apresenta o AlterEgo: um dispositivo de inteligência artificial com o potencial de permitir que você fale silenciosamente e receba informações de um sistema de computador, como uma voz dentro de sua cabeça. Saiba mais sobre como o dispositivo funciona e as implicações de longo alcance desse novo tipo de interação humano-computador.

28 janeiro 2019

AlphaZero

No final de 2018, a chinesa Ju Wenjun (rating de 2578, na data de hoje) confirmou o título mundial de xadrez feminino. Quase na mesma época, o norueguês Magnus Carlsen (rating de 2844, hoje) derrotou o desafiante Fabiano Caruana para manter seu título. Carlsen talvez seja o maior jogador na história do xadrez, acima de Fisher ou Kasparov. Também no final do ano, o programa Stockfish novamente ganhava o título de software de campeão de xadrez (rating de 3390).

A versão 8 do Stockfish pesquisa 70 milhões de posições por segundo. É algo realmente assombroso. Mas em dezembro, o Stockfish levou um surra de um programa que pesquisa somente 80 mil posições por segundo.

O AlphaZero é um software desenvolvido pela mesma empresa que criou o AlphaGo, que derrotou o campeão mundial de Go, um feito que muitas pessoas achavam que não ocorreria tão cedo. O programa foi programado para treinar com ele mesmo, sem usar jogos passados ou teoria. Apenas programação, com redes neurais. Com quatro horas de treinamento, o Alpha Zero estava jogando melhor que o Stockfish 8 (e melhor que Carlsen, obviamente). Depois de 9 horas de treino, o AlphaZero jogou 100 partidas de xadrez contra o Stockfish 8 e ganhou 28 e empatou 72.

Além disto, o AlphaZero joga também Go e Shoji (um tipo de jogo de estratégia japonês). Ele jogou contra a versão AlphaGo e venceu. Como o AlphaZero analisa menos posições, a qualidade da sua análise é muito melhor. O estilo de jogo do programa foi elogiado por Kasparov, o ex-campeão mundial de xadrez que foi derrotado por um antecessor, chamado DeepBlue.

Em razão dos resultados, o AlphaZero está sendo considerado hoje o auge da pesquisa de inteligência artificial no mundo. Conforme lembra um especialista da área:

(...) o próximo passo é usar suas capacidades para resolver problemas do mundo real - como o dobramento de proteínas, que é responsável por doenças como Alzheimer, Parkinson e fibrose cística. Mas ele também espera que o AlphaZero seja capaz de desenvolver materiais mais fortes e leves, melhores remédios e eventualmente se tornar flexível o suficiente para se adaptar a novas situações.

Enquanto o DeepBlue foi programado para jogar xadrez, o AlphaZero aprendeu a jogar xadrez. O próximo passo talvez seja colocar o AlphaZero para jogos com informações ocultas, como pôquer. O fato é tão relevante que deu origem a um artigo na prestigiosa revista Science, de Kasparov.

Nota 1: Aqui tem algumas das partidas. Em uma delas, o Alphazero sufoca o Stockfish com os peões.

Nota 2: Existem algumas críticas. O GM, e um dos maiores jogadores da atualidade, Nakamura (rating 2744 no tradicional, segundo melhor jogador do mundo no rápido e terceiro no blitz) chama a atenção para o fato das condições não serem as mesmas e que as partidas com o Stockfish não são comparáveis, pelo fato do AlphaZero estar usando um supercomputador. Ou seja, o hardware não era igual.

Nota 3: O Alphazero é uma empresa do Google.

Imagem, fonte aqui

21 novembro 2018

IA 1 x 0 Advogados

Um experimento realizado entre um software e advogados corporativos mostrou que a Inteligência Artificial pode estar vencendo a batalha contra o ser humano. Um software chamado LawGeex e advogados tinham que encontrar problemas em cinco Non-Disclosure Agreeements (NDAs), um tipo de contrato comum em alguns negócios. A taxa de acurácia do software foi de 94%, enquanto os advogados tiveram uma taxa média de 85%, sendo que o mais eficiente teve acurácia de 94%. Eles gastaram em média 92 minutos, 156 o mais lento e 51 o mais rápido, enquanto o software fez sua tarefa em ... 26 segundos.

Os documentos tinham 11 páginas de papel A4, 153 parágrafos e 3213 cláusulas. E os advogados beberam 12 copos de café.

24 abril 2018

Algoritmos

Um texto muito interessante foi publicado na revista da Fapesp (Grato, Cláudio Santana, pela dica). Com diversos exemplos práticos, o artigo é sobre a utilização dos algoritmos. Eis um trecho interessante:

O antropólogo norte-americano Nick Seaver, pesquisador da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, dedica-se atualmente a um projeto baseado em pesquisa etnográfica e entrevistas com criadores de algoritmos de recomendação de músicas em serviços de streaming. Seu interesse é compreender como esses sistemas são desenhados para atrair usuários e chamar a sua atenção, trabalhando na interface de áreas como aprendizado de máquina e publicidade on-line. “Os mecanismos que controlam a atenção e suas mediações técnicas tornaram-se objeto de grande preocupação. A formação de bolhas de interesse e de opinião, as fake news e a distração no campo político são atribuídas a tecnologias desenhadas para manipular a atenção dos usuários”, explica.

08 abril 2018

Rastreamento digital como solução para a governança?

Diante da fraude da Caterpillar, do engodo do teste de emissão de poluentes da Volks ou da decisão da Wells Fargo de abrir contas falsas em nome de clientes, as empresas estão diante do dilema entre os custos e benefícios do comportamento ético.

Uma alternativa possível, que está sendo usada por empresas como Uber, Airbnb, Microsoft, Tesla, Under Armour e a Kimberly-Clark, são os rastreadores de ética de empresas. Empresas, como Convercent, desenvolveram software de ética que se conecta a estrutura digital das empresas, do e-mail aos contratos, para, através do aprendizado de máquina, procurar padrões suspeitos. As empresas assumem o compromisso de resolver os problemas, incluindo aí a demissão do empregado.

Este tipo de serviço ainda está no seu início. A Convercent obteve receita de 78 milhões de dólares, menos de 2% do que uma Big Four fatura anualmente. Mas tudo leva a crer que os padrões destes softwares sejam mais rígidos do que aqueles exigidos pelos reguladores.

Dois problemas podem ser apontados para este tipo de serviço. O primeiro é o fato de ser uma tecnologia invasiva, podendo ser usada para descobrir por exemplo, preferências políticas ou sexuais. O segundo problema é a qualidade do serviço, que ainda não está provada ser melhor que os sistemas tradicionais (apesar da fonte primária deste texto vender esta ideia).

15 fevereiro 2018

Risco de Extinção da profissão 2

Ainda sobre o risco de extinção da profissão, eis um trecho de um artigo publicado no Valor Econômico (14 de fev 2018, p. A9) sobre o assunto:

Quando um software de planilhas apareceu na década de 1980 previu-se que ele dizimaria empregos na área de contabilidade. Na verdade, o número de contadores e auditores que trabalham nos Estados Unidos aumentou - de 1,1 milhão em 1985 para 1,4 milhões em 2016. A nova tecnologia expandiu o escopo do que os contadores poderiam fazer e gerou uma maior demanda por seus serviços. Esse é um dos subprodutos essenciais do aumento da produtividade - maior demanda pelos novos benefícios, que se tornaram possíveis pela tecnologia.

Basicamente Spiesshofer, da empresa ABB, argumenta que o medo da obsolescência humana no trabalho é um erro. O que deve mudar é que certos trabalhos serão redundantes, mas outros serão criados.

(A figura acima é dos Jetsons, onde existia a previsão do carro voador, que até hoje não se concretizou)

24 setembro 2017

Auditoria e inteligência artificial

O Financial Times publicou um texto interessante a respeito de inteligência artificial (AI) no processo de auditoria. Entre as tarefas mais ingratas realizadas por trainees está checar meticulosamente o inventário no estabelecimento comercial do cliente. Mas lidar com trabalhos mundanos está fadado a se sofisticar, à medida que as auditorias testam drones especializados, utilizando a inteligência artificial e o reconhecimento de imagens para analisar informação e enviá-la à sede.

A nova tecnologia é parte de uma nova era de ferramentas digitais que as maiores empresas de contabilidade do Reino Unido estão explorando, enquanto buscam automatizar parte do processo de auditoria.

Uma tecnologia mais aprimorada pode melhorar a qualidade de um trabalho de auditoria ao realizar tarefas de forma mais rápida e, potencialmente, mais acurada que um humano poderia. Também possibilita a avaliação de uma grande quantidade de dados e gera novos tipos de insights.

As Big 4 estão aumentando o investimento nesta área enquanto procuram defender a sua participação no mercado. Acrescente-se a isso o fato de os reguladores assumirem uma postura cada vez mais rigorosa em relação a falhas na profissão.

Neste mês o Financial Reporting Council (FRC), órgão regulador do Reino Unido,aplicou à PwC uma multa de £5.1m , a maior pena já aplicada, por extensiva má conduta na auditoria da RSM Tenon, a sétima maior empresa de contabilidade do mundo. Também neste ano o FRC começou a investigar a auditoria de empresas britânicas, incluindo Rolls-Royce (KPMG), BT (PwC) e Mitie (Deloitte).

Os auditores argumentam que podem aproveitar o poder da mineração de dados da AI para ajudar a evitar novas falhas. Automatizar algumas tarefas pode liberar os empregados para que foquem onde o julgamento humano é necessário.

A EY afirmou estar gastando milhões anualmente para aumentar suas capacidades digitais em auditoria e lançará, este ano, uma ferramenta de AI que ajudará os clientes a analisarem e classificarem todos os contratos de arrendamento. A KPMG planeja implantar iminentemente um sistema que poderá avaliar informações de crédito relacionadas a bancos, incluindo dados "não estruturados" das mídias sociais, por exemplo. Em vez de amostragem de dados, como tem sido a prática, os auditores pretendem usar o aprendizado da máquina para analisar populações inteiras de dados para destacar aparentes anomalias.

Claro que é necessário levar em consideração o custo de todo esse investimento em tecnologia e a capacidade de adaptação ao sistema para criação de novos tipos de fraudes. Ademais, críticos alertam que essa moda envolvendo a potencial revolução do mundo da auditoria por inteligência artificial pode estar sendo demasiadamente destacada.

19 setembro 2017

Tecnologia e contabilidade

O potencial de aplicação de inovações tecnológicas na contabilidade continua crescendo. No trecho do artigo a seguir mais alguns exemplos:

(...) A EY Global Artificial Intelligence Lab recentemente aplicou AI (Inteligência Artificial) e tecnologias de aprendizado profundo para o processo de contabilidade de arrendamento. A AI é usada para simplificar a captura de dados de contratos, identificando as cláusulas relevantes para o tratamento contábil, como a data de início de arrendamento, os valores de pagamento e as opções de renovação ou de rescisão. Ao facilitar a captura de dados desses contratos, as equipes EY são capazes de trabalhar de forma muito mais rápida e eficiente.

(....) A aprendizagem de máquina pode ser usada para elaborar um modelo de previsão de fraude contábil para calcular com maior precisão a probabilidade de distorções materiais futuras, melhorando a qualidade da auditoria.

A EY recentemente anunciou a expansão do uso de drones em observações de inventário. A fim de aprimorar a qualidade da auditoria, este extenso projeto piloto está usando a tecnologia pioneira da indústria para melhorar a precisão e a freqüência da coleta de dados de contagem de inventário. Ao inovar o processo de contagem de estoque usando tecnologia inovadora de drone, AI e aprendizagem de máquinas, criará uma capacidade que pode revolucionar áreas de fabricação, cadeia de suprimentos e gerenciamento de inventário. (...)

Felice Persico, da EY. continue lendo aqui

30 junho 2016

Inteligência Artificial

Um texto do Washington Times afirma que os profissionais contábeis enfrentarão, em breve, uma nova concorrência: a inteligência artificial. A afirmação é baseada numa startup especializada em processos financeiros, que obteve um capital de risco de 3,5 milhões de dólares. O sistema de IA permitirá a geração de relatórios de liquidez.