Em português conhecemos o país como Islândia. Na língua inglesa seria Iceland, ou terra do gelo. Durante dez anos, o simpático país europeu batalhou contra empresas que usavam seu nome. Assim, na guerra Iceland versus Iceland, Iceland saiu vitoriosa.
O caso mais emblemático envolveu uma rede de supermercados do Reino Unido, muito conhecida, chamada Iceland Foods. Essa rede obteve a marca Iceland, em 2016, na Comunidade Europeia e passou a tentar impor seu direito perante outras empresas.
Mas o erro foi entrar em conflito com os vikings islandeses: a Iceland Foods tentou se opor à tentativa do país de registrar a marca Inspired by Iceland. A empresa recorreu, perdeu; recorreu novamente, perdeu de novo; e, no terceiro recurso, perdeu outra vez. Há ainda uma instância superior, o Tribunal de Justiça, mas a empresa, em meados do ano passado, afirmou que desistiria da disputa.
Para os executivos da empresa, o cálculo envolveu a pequena chance de vitória diante de três derrotas seguidas e os custos com advogados. Falou mais alto o bom senso e o valor esperado negativo. A rendição ocorreu somente agora, em 2026.
Parece algo absurdo, mas a empresa existe desde 1970 e só registrou a marca Iceland em toda a Europa em 2005. A nação existe desde 874, sendo estranho imaginar que uma rede de supermercados tenha o registro do nome de um país.