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27 maio 2026

Mulheres poderosas


Em sua 29ª edição, a lista das Mulheres Mais Poderosas nos Negócios da Fortune homenageia as líderes femininas que estão moldando o cenário empresarial global da atualidade, bem como aquelas que estão prestes a exercer uma influência ainda maior.

A lista deste ano apresenta líderes de 94 empresas, incluindo 50 mulheres em empresas da Fortune Global 500, 39 em empresas da Fortune 500, 18 em empresas da Fortune 500 Europa, cinco em empresas da Fortune 500 China e duas em empresas da Fortune Sudeste Asiático 500. Juntas, essas líderes representam um total de 11,8 milhões de funcionários e US$ 7,3 trilhões em receita anual. Elas ocupam 180 assentos em conselhos de administração e abrangem 20 países e territórios.

Os Estados Unidos têm o maior número de executivas, seguidos pela China continental com 9; França e Reino Unido com 6 cada; Brasil, Alemanha e Emirados Árabes Unidos com 3 cada; Austrália, Hong Kong, Singapura, África do Sul, Coreia do Sul e Espanha com 2 cada; e Índia, Japão, México, Holanda, Suécia, Suíça e Taiwan com 1 cada.

Tecnologia e finanças dominam a lista, com 27 e 26 mulheres em cada setor, respectivamente, entre elas Yi He, da Binance (64ª posição). As mulheres também estão se destacando em outros setores, como Meg O'Neill, da BP (16ª posição), a primeira CEO mulher de uma grande petrolífera e estreante na lista MPW. À medida que a IA continua sua ascensão meteórica, as mulheres estão cada vez mais contribuindo para moldar seu futuro, desde Fidji Simo (28ª posição), que ocupa um cargo abrangente na OpenAI como CEO de implantação de AGI, até Amy Hood, da Microsoft (38ª posição), e outras líderes femininas que tomam decisões de investimento que ajudarão a determinar o futuro de suas empresas, da tecnologia e até mesmo da economia global.

Há 16 novos nomes, de uma ampla gama de áreas, incluindo Gunjan Kedia, presidente e CEO do US Bancorp (nº 14); Kecia Steelman, presidente e CEO da Ulta Beauty (nº 39); Latriece Watkins, presidente e CEO do Sam's Club (nº 87); Anna Manz, vice-presidente executiva e diretora financeira da Nestlé (nº 91); e Christina Zhu (nº 92), presidente e CEO do Walmart China.

As 10 mulheres mais poderosas do mundo dos negócios deste ano [na ordem] :

Jane Fraser, Presidente e CEO do Citigroup (EUA)

Mary Barra, Presidente e CEO da General Motors (EUA)

Lisa Su, Presidente e CEO da AMD (EUA)

Julie Sweet, Presidente e CEO da Accenture (EUA)

Ana Botín, Presidente Executiva, Banco Santander (Espanha)

Tan Su Shan, CEO e Diretora do DBS Group (Singapura)

Thasunda Brown Duckett, Presidente e CEO da TIAA (EUA)

Grace Wang, Presidente e CEO da Luxshare Precision Industry (China)

Reshma Kewalramani, Presidente e CEO da Vertex Pharmaceuticals (EUA)

Abigail P. Johnson, Presidente e CEO da Fidelity Investments (EUA)

Fonte aqui. A reportagem da revista está aqui

Felicidade em uma pesquisa global

Um estudo realizado em 76 países revelou que pessoas mais confiantes, pacientes, altruístas e cooperativas tendem a relatar níveis mais elevados de felicidade e satisfação com a vida, sugerindo que o bem-estar depende de mais do que apenas prosperidade material. O estudo foi publicado no periódico International Journal of Happiness and Development (via aqui).

A pesquisa analisou preferências comportamentais, padrões estáveis ​​na forma como as pessoas tomam decisões e interagem com os outros, e como esses padrões se relacionam com o bem-estar subjetivo. O bem-estar subjetivo é uma métrica que engloba tanto a satisfação com a vida quanto experiências emocionais como felicidade, prazer e preocupação.

Overdick, K. and De Neve, J-E. (2026) ‘Subjective wellbeing and behavioural preferences: evidence from global survey data’, Int. J. Happiness and Development, Vol. 10, No. 2, pp.140–171.

Evidenciação de impactos relacionados com pessoas


Anteriormente comentamos sobre o assunto. O Grupo de Trabalho sobre Desigualdade e Divulgação de Informações Financeiras Relacionadas a Assuntos Sociais (TISFD, na sigla em inglês) lançou um documento de um arcabouço regulatório, visando ajudar empresas e bancos a divulgar os riscos relacionados com recursos humanos. O sumário está na imagem. 

O prazo é 31 de julho de 2026. A proposta inclui harmonização e convergência de normas existentes, incluindo GRI. 

Usando IA para escolher seu candidato: coloque na sua agenda


Eis o texto:

Não estou dizendo que a IA é superinteligente ou que pode decidir melhor do que você. Estou dizendo que, se você — como eu — dedica uma hora ou mais à pesquisa antes de votar em eleições locais, a IA pode auxiliar nessa pesquisa de forma muito eficaz. E se você não faz essa pesquisa — porque não estava disposto a perder uma hora com isso antes —, a IA a torna tão mais rápida que talvez você queira começar a fazê-la.

Isso é de Scott Alexander (Astral Codex). Ele passou para o Claude suas crenças e características: Votarei nas primárias da Califórnia em junho de 2026. Sou um liberal centrista ...) e a IA devolveu com uma lista de potenciais candidatos, com uma recomendação forte. 

A seguir, Alexander fez uma análise de eleições passadas. Continuando: 

Eu testei isso informalmente (sem controles rigorosos) em 10 eleições difíceis, nas quais eu não tinha certeza em quem votaria. Atribuo uma nota A ao Claude se ele recomendou o mesmo candidato em que acabei votando, uma nota B se recomendou minha segunda opção dentre vários candidatos, uma nota C se eu entendo o raciocínio dele, mas discordo, e uma nota F se escolheu alguém que eu detesto. Sua pontuação final foi:

5 x As

3 x Bs

2 x Cs

Quando falhava, geralmente era porque eu sigo a política de fazer meu voto valer em eleições importantes, em vez de fazer escolhas por diversão/utópicas/guiadas pela consciência em eleições que não importam. Eu não contei isso para o Claude, e ele tendia a ignorar candidatos marginais sem chance de vitória.

Isso me lembra uma piada que contavam durante a ditadura. O governo, para decidir quem seria o sucessor do presidente Medici, comprou um computador poderoso e começou a eliminar potenciais candidatos com as instruções. Começou pelo básico: tem que ser militar. Eliminou milhões de brasileiros. Continuou, general ou similar. Reduziu mais ainda a lista. E colocaram para o computador analisar a última instrução: tem que ser honesto. O computador processou durante muito tempo e voltou com a resposta: Honesto não tem. Serve Ernesto?

Válido para os tempos atuais? 

26 maio 2026

IA e verdade na prática contábil


O resumo parece promissor:

Este ensaio reflexivo examina como a inteligência artificial (IA) está transformando a produção da verdade na prática contábil. Com base na analítica da governamentalidade de Foucault e na experiência do autor como diretor de auditoria em uma Big Four e professor de contabilidade, o ensaio argumenta que sistemas baseados em IA estão constituindo um novo aparato contábil, que desloca as reivindicações de verdade da correspondência representacional com a realidade documentada para a plausibilidade probabilística dentro de distribuições aprendidas. Evidência, materialidade e julgamento profissional estão sendo reorganizados em torno de resultados de modelos, escores de risco e limiares algorítmicos. A contribuição distintiva do ensaio é mostrar que essa transformação opera por meio da cumplicidade, e não da coerção: os profissionais aderem à governança algorítmica porque o sistema torna a conformidade o caminho de menor exposição profissional em comparação com o exercício do julgamento contextual. Essa disposição é, em si mesma, um efeito governamental. O ensaio identifica as condições institucionais necessárias para manter a verdade probabilística aberta à contestação, argumentando que a coragem profissional individual é necessária, mas insuficiente sem estruturas de apoio em normas, educação, regulação e prática organizacional. A menos que a profissão construa tais condições, a contabilidade corre o risco de se estreitar em uma conformidade algorítmica autorreferencial, corroendo a accountability pública da qual depende sua legitimidade.

Othmar Manfred Lehner, AI and the production of truth in accounting practices: a Foucauldian analysis, Critical Perspectives on Accounting, Volume 103, 2026, 102862, ISSN 1045-2354.

Normas do Terceiro Setor em Espanhol


Recentemente, a INPRF, uma entidade do terceiro setor que foi criada para produzir normas contábeis, baseadas nas normas internacionais de contabilidade, anunciou a publicação da versão da NIC, Norma Internacional de Contabilidade, em espanhol. A versão em espanhol está disponível para download gratuito. A norma é acompanhada de material de apoio, incluindo guia de implementação e guias práticos. A publicação em espanhol foi conduzida por um comitê de revisão liderado por Hernan Pablo Casinelli, do GLENIF, buscando precisão técnica e alinhamento, quando pertinente, com a tradução oficial das NIIF para PYMEs.

Fica uma dica para o CFC: faça a tradução para língua portuguesa e adote, urgentemente, a INPRF. 

A obrigação do auditor


Ao certificar os relatórios públicos que, em conjunto, retratam a situação financeira de uma corporação, o auditor independente assume uma responsabilidade pública que transcende qualquer relação de trabalho com o cliente. O contador público independente que desempenha essa função especial deve lealdade última aos credores e acionistas da corporação, bem como ao público investidor. Essa função de “cão de guarda público” exige que o contador mantenha total independência em relação ao cliente em todos os momentos e requer completa fidelidade à confiança pública.

Isso é da justiça dos Estados Unidos (The U.S. Supreme Court, United States v. Arthur Young & Co., 465 U.S. 805 (1984), Decided: March 21, 1984, via aqui)