18 setembro 2016
17 setembro 2016
Fato da Semana: CBC
Fato: Congresso Brasileiro de Contabilidade
Data: Terceira semana do mês de setembro de 2016
Precedentes: O Congresso Brasileiro de Contabilidade teve seu início na década de 20 do século passado. Desde então, tornou-se um evento dos profissionais de contabilidade. No penúltimo congresso a organização convidou um astronauta de foi financiado com dinheiro público (e não trouxe nenhum benefício para a ciência brasileira), um ex-presidente dos EUA, um senador da república que não acredita em contabilidade e contador, entre outros. Agora, em Fortaleza, a organização chama um ex-criminoso contábil para fazer palestra sobre governança corporativa. E faz sorteios de automóveis para os participantes. Apesar disto, o dinheiro do Conselho (ou melhor, o nosso dinheiro) faz um evento grandioso, com o encontro de muitas pessoas.
Notícia boa para contabilidade? Este blog é bastante crítico de um congresso que traz um "gringo manipulador" para falar para brasileiros. Mas num momento de grande crise, conseguir reunir sete mil pessoas (segundo a organização) é um feito.
Desdobramentos - Em 2020 outro congresso, em outro lugar paradisiaco.
Mas a semana só teve isto? A compra do Valor pelo grupo O Globo e o pagamento de uma garantia de 1,5 bilhão foram dois eventos relevantes.
Data: Terceira semana do mês de setembro de 2016
Precedentes: O Congresso Brasileiro de Contabilidade teve seu início na década de 20 do século passado. Desde então, tornou-se um evento dos profissionais de contabilidade. No penúltimo congresso a organização convidou um astronauta de foi financiado com dinheiro público (e não trouxe nenhum benefício para a ciência brasileira), um ex-presidente dos EUA, um senador da república que não acredita em contabilidade e contador, entre outros. Agora, em Fortaleza, a organização chama um ex-criminoso contábil para fazer palestra sobre governança corporativa. E faz sorteios de automóveis para os participantes. Apesar disto, o dinheiro do Conselho (ou melhor, o nosso dinheiro) faz um evento grandioso, com o encontro de muitas pessoas.
Notícia boa para contabilidade? Este blog é bastante crítico de um congresso que traz um "gringo manipulador" para falar para brasileiros. Mas num momento de grande crise, conseguir reunir sete mil pessoas (segundo a organização) é um feito.
Desdobramentos - Em 2020 outro congresso, em outro lugar paradisiaco.
Mas a semana só teve isto? A compra do Valor pelo grupo O Globo e o pagamento de uma garantia de 1,5 bilhão foram dois eventos relevantes.
16 setembro 2016
Quando você espera a amortização
Quando o preço do seu principal produto sofre uma queda no mercado é natural que a empresa faça as contas sobre a capacidade de geração de caixa futura dos ativos. Se a redução é muito expressiva, certamente a isto irá provocar a constatação de que muitos destes ativos não possuem potencial para gerar riqueza. O teste de recuperabilidade irá determinar que alguns destes ativos (ou parte deles) devem ser reconhecidos como perda.
É o que ocorreu com a Vale no ano passado. Diante da queda expressiva do preço dos minérios, a empresa reconheceu que parte dos seus ativos não possuía valor econômico e reconheceu isto com uma amortização de R$36 bilhões no final de 2015.
Mas parece que isto não está ocorrendo com a Exxon Mobil, segundo notou o Wall Street Journal (via aqui). Apesar da queda nos preços do petróleo, a empresa não fez uma grande amortização das suas reservas. E isto tem chamado a atenção dos analistas – e também do procurador-geral de Nova Iorque. O agravante é que a empresa comprou a XTO Energy, de exploração de xisto. Apesar de parecer que a amortização seria inevitável, a Exxon não fez ainda.
É o que ocorreu com a Vale no ano passado. Diante da queda expressiva do preço dos minérios, a empresa reconheceu que parte dos seus ativos não possuía valor econômico e reconheceu isto com uma amortização de R$36 bilhões no final de 2015.
Mas parece que isto não está ocorrendo com a Exxon Mobil, segundo notou o Wall Street Journal (via aqui). Apesar da queda nos preços do petróleo, a empresa não fez uma grande amortização das suas reservas. E isto tem chamado a atenção dos analistas – e também do procurador-geral de Nova Iorque. O agravante é que a empresa comprou a XTO Energy, de exploração de xisto. Apesar de parecer que a amortização seria inevitável, a Exxon não fez ainda.
15 setembro 2016
Desempenho das Empresas e Economia
É algo óbvio que o desempenho de uma empresa depende do que está ocorrendo na economia. Quando existe crescimento econômico, espera-se que as receitas cresçam e os lucros aumentam.
Esta semana o Valor Econômico divulgou os resultados anuais de mil empresas brasileiras. Entre as informações, a principal medida de desempenho de uma entidade: o resultado líquido. Neste quesito, o resultado de 2015 indica um prejuízo somado de 81,6 bilhões de reais. Deste total, a Petrobras responde por 43% ou R$35,2 bilhões. Somando com o resultado da Vale tem-se um subtotal de prejuízo de 80 bilhões. Antes de concluir que o prejuízo somado das mil empresas se deve a estas duas empresas é preciso notar que o Valor não considerou o resultado da empresa Sete Brasil, por alguma razão não explicada pelo jornal. O prejuízo desta empresa, quando somado, elevaria o prejuízo acumulado em 117 bilhões de reais!
Para verificar esta relação, tomei os dados de resultado líquido de 1999 até 2015, segundo apurado pelo Valor Econômico. A evolução encontra-se no gráfico abaixo, na linha azul (valores em R$ bilhões):
Com estas informações, calculei uma regressão com os dados do ano e a variação do PIB (Produto Interno Bruto, a informação mais relevante sobre a economia de um país). O resultado foi que a regressão tinha um r-quadrado de 0,59 e as variáveis mostraram um valor adequado. Se a regressão for calculada somente com a variação do PIB, o r-quadrado aumenta para 0,70; ou seja, ficou melhor ainda. Com os dados da primeira regressão, calculei o lucro “previsto” (na verdade calculado) para os anos de 1999 a 2015. O resultado está no gráfico na linha vermelha. Para a segunda regressão tivemos o segundo gráfico, apresentado a seguir:
Em ambos os gráficos é possível notar que o ano de 2009 destoa. Mas que a previsão para 2015 é melhor: 89 bilhões de prejuízo no modelo versus 82 bilhões apurado pelo Valor.
Esta semana o Valor Econômico divulgou os resultados anuais de mil empresas brasileiras. Entre as informações, a principal medida de desempenho de uma entidade: o resultado líquido. Neste quesito, o resultado de 2015 indica um prejuízo somado de 81,6 bilhões de reais. Deste total, a Petrobras responde por 43% ou R$35,2 bilhões. Somando com o resultado da Vale tem-se um subtotal de prejuízo de 80 bilhões. Antes de concluir que o prejuízo somado das mil empresas se deve a estas duas empresas é preciso notar que o Valor não considerou o resultado da empresa Sete Brasil, por alguma razão não explicada pelo jornal. O prejuízo desta empresa, quando somado, elevaria o prejuízo acumulado em 117 bilhões de reais!
Para verificar esta relação, tomei os dados de resultado líquido de 1999 até 2015, segundo apurado pelo Valor Econômico. A evolução encontra-se no gráfico abaixo, na linha azul (valores em R$ bilhões):
Com estas informações, calculei uma regressão com os dados do ano e a variação do PIB (Produto Interno Bruto, a informação mais relevante sobre a economia de um país). O resultado foi que a regressão tinha um r-quadrado de 0,59 e as variáveis mostraram um valor adequado. Se a regressão for calculada somente com a variação do PIB, o r-quadrado aumenta para 0,70; ou seja, ficou melhor ainda. Com os dados da primeira regressão, calculei o lucro “previsto” (na verdade calculado) para os anos de 1999 a 2015. O resultado está no gráfico na linha vermelha. Para a segunda regressão tivemos o segundo gráfico, apresentado a seguir:
Em ambos os gráficos é possível notar que o ano de 2009 destoa. Mas que a previsão para 2015 é melhor: 89 bilhões de prejuízo no modelo versus 82 bilhões apurado pelo Valor.
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