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07 setembro 2016

Fasb muda a DFC

O Fasb anunciou uma série de propostas para detalhar a norma da demonstração dos fluxos de caixa (o Statement 95, de 1987). As alterações incluem oito aspectos, alguns deles aparentemente com pouco interesse prático. Mas entre os itens está como fazer a classificação de uma operação mista, que envolve mais de uma atividade.

Substancialmente não haverá mudanças. A CFO Magazine tomou a opinião de Baruch Lev, que recentemente lançou um livro sobre o fim da contabilidade, e Charles Mulford, que já publicou uma obra sobre manipulação da demonstração dos fluxos de caixa. Baruch Lev é bastante crítico com a proposta. Acredita que se trata de mais regulamentação contábil, afastando da contabilidade por “princípios”. E que isto, por si só, não resolve.

Já Mulford considera que a DFC deve ser mais regulamentada, para permitir a comparabilidade. E que a abordagem por “princípios” não resolve na DFC.

04 setembro 2016

Aumento de preço

Enquanto os preços dos produtos subiram 48% de 1998 a 2016, os livros técnicos tiveram um aumento de 181% nos Estados Unidos.

03 setembro 2016

Fato da Semana: Multa para Apple

Fato: Multa para Apple

Data: 31 agosto de 2016

Precedentes
Anos 80 = A empresa foi uma das primeiras a desenhar um esquema denominado de Double Irishonde se utilizava a Irlanda para pagar menos impostos
outubro-12 = Um parlamentar britânico denuncia a Apple e outras empresas de gerar bilhões em lucros e pagar menos de 3% em impostos. O debate gera um investigação e pressão contra estas empresas.
Anos seguintes = A Apple tornou-se uma empresa extremamente lucrativa, mas paga uma pequena parcela de lucro
30/ago = A empresa é condenada, mas cabe recurso.

Notícia boa para contabilidade? A mensuração sobre o tamanho do pagamento de impostos passa pelas medidas contábeis. E os números da Apple justificam a multa aplicada, já que a carga tributária da empresa é muito menor que a alíquota cobrada em diversos países e em diversas empresas.

Desdobramentos = A solução do problema dos reduzidos impostos passa pela revisão nas normas tributárias dos países e por acordos de cooperação. Irlanda e Estados Unidos foram contrários as medidas da Comunidade Europeia e isto pode dificultar estes acordos no futuro. Outras empresas podem sofrer penalidades parecidas.

Mas a semana só teve isto? No Brasil o grande destaque foi o término do processo de impedimento da ex-presidente. É bom lembrar que o principal motivo para a condução do processo foi uma lei na área de finanças públicas/contabilidade pública.

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

02 setembro 2016

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Previsão

Segundo informa o Valor Econômico, o Tribunal de Contas da União (TCU) quer que “as estimativas sejam baseadas em estudos técnicos consistentes e acompanhadas de um índice confiável de previsibilidade”. (Confesso que não encontrei nada sobre este assunto no site do TCU) A posição do TCU é que a SOF tem errado a previsão destas variáveis. No primeiro bimestre de 2016 o erro na receita foi de mais de 10%.

A posição do TCU tem dois problemas graves. O primeiro é que induz para os estudos econométricos (“estudos técnicos consistentes” e “índice confiável de previsibilidade”), sujeitos aos mesmos problemas de um chute (vide o livro Como Mentir com Estatística, clássico da área, de Darrell Huff). O segundo problema é o próprio fato de que a previsão é muito difícil de ser realizada (nova sugestão, Tetlock).