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13 março 2014

Brasil, um país improdutivo

Editorial O Estado de S.Paulo

A combinação perversa de baixo crescimento, inflação elevada e contas externas em deterioração reflete a baixa eficiência da economia brasileira, batida com folga nos últimos anos tanto pelos competidores mais dinâmicos da Ásia quanto por vários vizinhos sul-americanos. Nos últimos 25 anos o Brasil foi um retardatário na corrida da produtividade, como têm indicado estudos de respeitadas instituições públicas e privadas. Segundo relatório recém-publicado pela consultoria McKinsey & Company, a produtividade do trabalho cresceu em média, no Brasil, 1% ao ano no quarto de século até 2012. No mesmo período, o aumento anual chegou a 4,7% na Coreia do Sul, 3,3% no Peru, 2,4% no Chile e 1,6% nos Estados Unidos. Diferentes estudos podem apresentar diferenças nos resultados numéricos, mas a conclusão básica é a mesma, em todos os casos, e ajuda a entender a perda de vigor da economia nacional, nos últimos anos, e o baixo poder de competição de sua indústria.

Sem ganhos consideráveis de eficiência, o Brasil continuará incapaz de avançar em ritmo semelhante ao de outros países emergentes, nos próximos anos. A expansão econômica do País tem dependido excessivamente da incorporação de mão de obra. Os ganhos provenientes dessa incorporação tendem a diminuir, com a mudança demográfica e a expansão mais lenta da oferta de trabalho. Cada vez mais o aumento do PIB dependerá da produtividade gerada por investimentos em educação, inovação, máquinas, equipamentos e infraestrutura.

Em todos esses quesitos o Brasil está atrasado. Principalmente nos últimos dez anos, o governo escolheu prioridades erradas para a educação; demorou a se preocupar com a infraestrutura; administrou mal os próprios gastos; desperdiçou recursos com empresas selecionadas; e adotou uma política industrial anacrônica, baseada no protecionismo.

Segundo o Ipea, entre 1992 e 2001, o aumento do PIB per capita foi derivado quase totalmente (uma parcela de 93,23%) dos ganhos de produtividade. Nos dez anos seguintes essa fatia encolheu para 70,63%, enquanto cresceu a importância da absorção de mão de obra.

De acordo com o mesmo estudo, publicado em setembro de 2013, a agropecuária foi o setor com maior aumento de produtividade entre 2000 e 2009 - uma taxa média anual de 3,8%. Nesse período, na indústria de transformação a perda anual foi de 0,8%. Entre 2007 e 2010 houve um ganho acumulado de 6% na indústria de transformação (pouco mais de 1% ao ano) e de 20% na de extração mineral.

Análise mais recente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) apontou um aumento de 2,4% na produtividade do setor em 2013, quando a produção cresceu 1,2%, as horas pagas diminuíram 1,3% e o nível de emprego caiu 1,1%. A ocupação diminuiu e as empresas, aparentemente, retiveram a mão de obra com melhores qualificações. No triênio, no entanto, a produtividade aumentou em média apenas 0,6% ao ano.

"Esse é um fator preponderante", segundo a análise, para explicar a perda de competitividade do produto nacional diante do estrangeiro tanto no mercado interno como no externo. Essa perda, perceptível há anos, explica a participação crescente dos importados no mercado nacional de bens industriais e o déficit brasileiro no comércio de manufaturados e semimanufaturados.

Nem com o aumento de produtividade estimado para 2013 a indústria nacional se tornou mais capaz de competir, porque esse ganho foi anulado, segundo o estudo do Iedi, por um aumento salarial equivalente. No triênio, o custo da mão de obra subiu 3,2% em média, por ano, superando de longe a elevação de eficiência da mão de obra. Esse descompasso entre salário e produtividade na indústria tem sido apontado em relatórios do Banco Central (BC) como um importante fator inflacionário. Essa relação, conhecida há muito tempo, é um lugar comum nos manuais de análise econômica. Os formuladores da política econômica parecem ignorá-la.

Complexidade

Segundo o The Telegraph, o governo inglês criou uma comissão para estudar a possibilidade de simplificar os impostos. A equipe resolveu classificar as normas conforme fazer uma classificação de complexidade visando priorizar o trabalho.

Mas a solução encontrada revelou-se muito mais difícil: uma pesquisa na literatura revelou que existe muita polêmica para definir complexidade.

Listas: Número de Parceiros no comércio mundial

A seguir a relação do número de vezes que o país é o principal parceiro comercial:

1. Estados Unidos = 44 países
2. China = 35
3. Alemanha = 18
4. França = 14
5. África do Sul = 10
6. Rússia = 9
7. Austrália = 6
8. Índia = 6
9. Brasil = 5
Japão = 5
Nova Zelândia = 5
União dos Emiratos Árabes = 5

Fonte: Quartz

12 março 2014

Rir é o melhor remédio

Eu só quero lavar as mãos. Qual é o sabonete líquido?

Listas: Os mais bem pagos da Bilboard

1. Taylor Swift (foto) - $39,699,575.60
2. Kenny Chesney - $32,956,240.70
3. Justin Timberlake - $31,463,297.03
4. Bon Jovi - $29,436,801.04
5. The Rolling Stones - $26,225,121.71
6. Beyoncé - $24,429,176.86
7. Maroon 5 - $22,284,754.07
8. Luke Bryan - $22,142,235.98
9. Pink - $20,072,072.32
10. Fleetwood Mac - $19,123,101.98

Fonte: Aqui

Desmatamento

O gráfico mostra, em vermelho, a perda de cobertura vegetal entre 2000 a 2013. De azul, o ganho de cobertura. É nítido que estamos perdendo na região Centro-Oeste e Norte, mas existem alguns ganhos em certas áreas da região Sul e Sudeste.

Hábito de Leitura

Quem é professor sabe como é difícil fazer os alunos lerem. Esta tarefa parece que é mais difícil a cada dia que passa, onde as facilidades da tecnologia parecem afastar o discente de uma leitura mais aprofundada. Em lugar disto, os alunos estão mais interessados nos curtos comentários das redes sociais. E isto é um problema para os mestres.

Uma pesquisa recente verificou o hábito de leitura de alunos do primeiro, quarto e oitavo semestres numa universidade estadual da Bahia no curso de contabilidade. O trabalho mostra alguns fatos já conhecidos e outros nem tanto. É importante verificar que no primeiro semestre 43% dos alunos não trabalhavam; este percentual cai para 13% no quarto semestre e 8% no oitavo. Ao mesmo tempo, o número de alunos que trabalham em tempo integral aumenta de 32% no primeiro semestre para 71% no oitavo. Esta parece ser uma realidade que constatamos em quase todos os cursos de contábeis do Brasil.

Outro destaque da pesquisa dos autores é a fonte da leitura. Os alunos novos, que estão no início do curso, tem como fonte principal de notícia a Internet (93%). Mas para os alunos do último ano este percentual cai para 79% e os livros passam a fazer parte da rotina (7% versus nenhuma resposta). É bem verdade que não sabemos se esta mudança no perfil da leitura se deve a idade dos respondentes, que geralmente são mais novos no inicio do curso (a juventude possui muito mais contato com a internet que os mais velhos).

Um aspecto curioso da pesquisa é a justificativa para a prática da leitura. Nos alunos do primeiro semestre a falta de tempo era responsável por 54% das respostas, enquanto que no último ano este percentual cai para 39%. Mas aparentemente isto não faz sentido, já que os alunos do primeiro semestre em geral não trabalham, conforme resultado da própria pesquisa. Esta resposta seria incoerente? Talvez não, já que o cansaço passa a ser uma grande desculpa para os alunos do meio e final de curso (41% e 37% das respostas).

A pesquisa merece ser aperfeiçoada e aplicada em outras realidades do Brasil. Talvez assim possamos saber, como maior precisão, o que realmente faz o hábito da leitura nos alunos de ciências contábeis.

Leia mais em: SANTANA, Hanaelson; PEREIRA, Daniel; SILVA, Luiz; ARAÚJO, Kroiff. Hábito de leitura dos alunos do curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS. Revista de Administração e Contabilidade, vol. 5, n. 3, p. 100-116.