A receita de uma empresa tem sido usada para medir o porte, informando quais são as empresas que dominam um setor. Quando a imprensa divulga as receitas dos maiores varejistas do país, no fundo estaria divulgando uma informação aproximada das maiores empresas. Se três ou quatro empresas possuem grande parte da receita de um setor, podemos dizer que o setor aproxima-se de um cartel.
Mas a informação de receita possui alguns problemas. Iremos comentar três delas.
A primeira, é que receita que geralmente é evidenciada pode esconder o porte real da empresa. Quando coletamos a informação de receita numa demonstração de resultado, devemos ter o cuidado de usar a receita líquida de impostos e devoluções. Além disto, uma empresa pode ter boa parte de sua receita em atividades financeiras, que poderia não ser incluída no valor da receita.
Em segundo lugar, a receita não informa o esforço real da empresa na cadeia de valor. Uma indústria que possui muita agregação de valor terá uma receita igual a outra que adquire o produto quase pronto e agrega pouco valor.
Finalmente, em alguns setores a informação de receita, sozinha, talvez não seja tão relevante. Considere o caso de um hotel. A receita gerada por uma unidade pode ser enganosa se não levar em consideração a capacidade, ou seja, o número de quartos. Por este motivo, neste setor, a informação RevPAR (Revenue per Available Room ou receita por quarto disponível) é muito importante.
21 março 2011
Paradoxo das maças
Por Leonado Monastério
E nos casos em que os turistas compram os produtos locais de alta qualidade? Por acaso os turistas que compram uísque em Edimburgo estão violando o Teorema de Alchian-Allen? Não. A diferença é apenas quanto ao modo como se dá o custo de transporte: em um caso a garrafa vai até o consumidor, e em outro o consumidor é que vai até a garrafa. Quão irracional seria viajar até a Escócia e lá comprar uma garrafa de uísque de má qualidade!
Pela mesma lógica, o teorema prevê que, se você paga uma babá para ficar com o seu filho, você não vai jantar numa lanchonete barata, e sim em um restaurante chique. (Como o custo de contratar a babá é fixo, a ida à lanchonete ficaria muito relativamente cara). Por fim, ele explica a evidência empírica que mostra que, ceteris paribus, quanto mais longe viajam os turistas, mais eles gastam por dia (Hummels e Skiba, 2001)."
Fonte: Blog do Leo Monasterio.
Ainda: Apostila completa publicada pelo Ipea (2011) disponível aqui.
Economia Regional e Urbana: Teorias e métodos com ênfase o Brasil.
Org.: CRUZ, B. O.; FURTADO, B. A.; MONASTERIO, L.; RODRÍGUES JÚNIOR, W.
Segredos de Investimento 4
O russo Sergey Aleynikov, ex-funcionário da Goldman Sachs no período de maio de 2007 a junho de 2009, foi acusado de fazer cópias de arquivos da empresa para seu computador pessoal. Antes do delito, o Goldman Sachs chegou a escrever uma carta de recomentação para Sergey. Mas logo a empresa descobriu que Sergey tinha roubado os códigos secretos usados na avaliação dos investimentos da GS.
Agora um tribunal de Manhattan condenou Sergey, atualmente com 41 anos, culpado do roubo. Os códigos dizem respeito a transações de investimentos realizadas em elevada velocidade. Sergey foi condenado a oito anos de prisão.
Agora um tribunal de Manhattan condenou Sergey, atualmente com 41 anos, culpado do roubo. Os códigos dizem respeito a transações de investimentos realizadas em elevada velocidade. Sergey foi condenado a oito anos de prisão.
Mais admiradas
As empresas mundiais mais admiradas:
1 Apple
2 Google
3 Berkshire Hathaway
4 Southwest Airlines
5 Procter & Gamble
6 Coca-Cola
7 Amazon.com
8 FedEx
9 Microsoft
10 McDonald's
Fonte: Aqui
A Fritura de Agnelli
Na avaliação do Planalto, Agnelli [executivo da Vale do Rio Doce] comanda a empresa olhando apenas para os acionistas, sem pensar nos interesses do País. Dilma, a exemplo de seu antecessor, gostaria de ver a Vale investindo mais em siderúrgicas, e não apenas extraindo e exportando minério de ferro e outros minerais. A empresa não concorda que a atual estratégia esteja errada.
“Exportar minério é bom para a companhia e bom para o País”, disse à DINHEIRO Fábio Spina, diretor global, jurídico e de relações institucionais da Vale. “Nossas exportações são de US$ 23 bilhões, mais do que o superávit do País.”
Se desagrada ao governo, a gestão técnica é aprovada pelo mercado, que não simpatiza com uma substituição neste momento, por entender que seria uma prova de ingerência política numa empresa que, no ano passado, teve lucros recordes e distribuiu US$ 3 bilhões em dividendos. Desde 2001, quando Agnelli assumiu a direção da mineradora, seu valor de mercado saltou de US$ 10 bilhões para US$ 158 bilhões. “A maior parte do lucro na cadeia produtiva está no minério”, diz Leonardo Alves, analista de mineração da corretora Link. “Não faz tanto sentido investir em aço.”
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