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14 outubro 2014

Curso de Contabilidade Básica: Devedores Duvidosos

Em geral a provisão de devedores duvidosos (PDD) é um número abaixo de um dígito percentual do total de valores a receber (Este tipo de “número mágico” o analista só adquire com a prática). Quando o valor da provisão ultrapassa a este número, é necessária uma investigação mais apurada para tentar saber a sua razão.

Considere a situação do Cimento Tupi. Esta empresa apresentava os seguintes montantes de valores a receber e sua provisão:



O leitor pode fazer a conta: a provisão correspondia, no final do primeiro trimestre de 2014, a 19% das duplicatas a receber. E este valor era de 26% no final de 2013. É um valor muito elevado para não ser notado, pois não segue a regra do “um dígito percentual”. E parece que a provisão já era este valor elevado no final de 2012, quando era de R$ 10,4 milhões. A cronologia das duplicatas era a seguinte:
Em geral a cronologia segue uma ordem decrescente, onde valores vencidos há mais tempo são menores em termos do total. No caso da Tupi isto não ocorre, já que o valor vencido há mais de 180 dias é elevado e corresponde exatamente a PDD. A empresa esclarece o seguinte:

O saldo da provisão para devedores duvidosos inclui a provisão para perda com um cliente específico no valor de R$ 8.665 [mil], relacionada a uma transação no mercado exterior efetuada no passado.

Isto representaria mais de ¾ da provisão ou 14% das duplicatas a receber no final do primeiro semestre de 2014 (ou 20% no final de 2013). Ou seja, um cliente específico foi responsável pela situação do PDD da empresa. Eis o que a empresa esclarece nos riscos:
É um pouco contraditório: a empresa afirma que o risco de crédito é minimizado, já que as vendas são pulverizadas. Mas a provisão decorre de um cliente somente (indicando que as vendas não foram pulverizadas em algum momento do passado).


Taxa de Desconto e Fundo de Pensão


Alex Tabarrok lembra que a Holanda utiliza um método rigoroso para determinação do valor presente das aposentadorias. Considerando que os pagamentos de pensão não deveriam comportar risco, utiliza-se a menor taxa de desconto possível. Isto faz com que os pagamentos sejam mais elevados hoje. Usar uma taxa de desconto maior significaria atingir as gerações jovens.

Para Tabarrok isto está correto uma vez que os pagamentos são certos. Esta discussão deveria ser aproveitada pelos brasileiros. Mas parece que a geração atual é egoísta, já que defende o fim do fator previdenciário, aceita a aposentadoria de pessoas que pouco contribuí para a sua aposentadoria (juízes classistas, uma praga que existiu no passado, que trabalhavam quatro anos e tinha aposentadoria completa) e cria benefícios malucos de longo prazo (filhas de militares, desde que solteiras, por exemplo, recebem a pensão do pai).

Banco Santos e Incentivos ao administrador da massa falida

O Valor Econômico traz um texto (Banco Santos opõe credor e administrador novamente) que mostra como os benefícios ao administrador da massa falida impedem que o processo seja mais ágil. A lei permite que o gestor possa usufruir da massa falida. Isto já foi objeto de postagem anterior neste blog (vide, por exemplo, aqui). Eis alguns trechos:

"A massa falida possui apenas seis funcionários (um deles em jornada reduzida), entretanto, é proposta a compra de 17 licenças e 17 memórias (de computador), ou seja, é evidente que quem se beneficiará com a atualização não será unicamente a massa falida do Banco Santos ou seus credores", diz parte do documento de contestação do comitê de credores.

O documento questiona uma série de aspectos da petição do administrador, incluindo a forma de rateio de custos apresentada. Dos R$ 40,7 mil necessários para a realização do serviço de renovação de servidores e aquisição de licenças, R$ 35,8 mil seriam arcados pela massa falida do Banco Santos.

Os credores julgam injusta essa divisão, já que outras empresas em regime especial e companhias terceirizadas contratadas pelo administrador se utilizam da sede da massa falida. Aguiar tem uma empresa especializada em administração judicial que atende outros casos.

(...) Os credores se preocupam com a deterioração dos ativos e com os gastos que têm com o processo - soma que já alcançou R$ 60 milhões, segundo uma fonte. A proposta do Credit Suisse para assumir os ativos do Banco Santos e dar fim ao processo de falência na Justiça pode ser uma resposta para a arrastada discussão.

O processo é lento, segundo o administrador, porque há devedores que não têm condições de pagar as dívidas. Mas uma parte dos credores reclama que Aguiar não faria grandes esforços para solucionar o caso.

Para Aguiar, como os principais ativos do Banco Santos são créditos em cobrança, o processo é mais complexo. " Você só encerra a falência quando termina de cobrar o último crédito. E isso significa entre 20 e 30 anos", explica Aguiar.

Frase

"Ao contrário de um jantar filantrópico nova-iorquino "comum", o público brasileiro não vê nada de errado em falar alto durante os discursos comoventes; o silêncio respeitoso, abafado, no jantar é, aparentemente, pecado mortal."

Filantropia de Jantar, Gillian Tett, Valor Econômico, 13 de outubro de 2014

Listas: Marcas mais valiosas

10 – Mercedez Benz – 34,3 bilhões
9 – McDonalds – 42,3
8 – Toyota – 45,4
7 – Samsung – 45,5
6 – General Electric – 45,5
5 – Microsoft – 61,2
4 – IBM – 72,2
3 – Coca-Cola – 81,6
2 – Google – 107,4
1 – Apple – 118,9

Fonte: Aqui

13 outubro 2014

Resultado da Qualificação técnica

O CFC divulgou os aprovados no QTG. O índice de aprovação foi de 37%:

O total de inscritos para as três provas – Qualificação Técnica Geral (QTG), específica para o Banco Central do Brasil e específica para a Superintendência de Seguros Privados (Susep) – foi de 1.497 contadores.

Para a prova de QTG, foram 1.177 inscritos, sendo que 433 foram aprovados – o que representa 36,79% de aprovação.

A prova específica para o Banco Central registrou 221 inscrições. Desse número, 71 obtiveram sucesso, ou seja, a aprovação foi de 32,13%.

O menor índice de aprovação foi registrado na prova específica para a Susep: 17,17% – dos 99 inscritos, apenas 17 foram aprovados.

Nobel de Economia

Ao contrário do previsto, o  Nobel de Economia foi para Jean Tirole. Francês, Tirole escreveu um livro de teoria de Finanças empresariais. Ele já era forte candidato desde 2007

Rir é o melhor remédio

A evolução da mão humana, das cavernas ao iPhone:

Previsões para o Nobel de Economia 2014



On Monday, the Royal Swedish Academy of Sciences will name its choice for the Nobel Prize in economics. In the run-up to that announcement, analysts and economists are engaged in some forecasting of their own about who might win.

The prize—officially the Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel—was established in 1968 and is worth around $1.1 million. The shortlist seems to grow a little longer every year.

News and data firm Thomson Reuters publishes predictions every year of Nobel laureates based on the number of research citations those academics receive. This year, their frontrunners for the prize include Philippe Aghion of Harvard University and Peter Howitt of Brown University for their work advancing the growth theory of creative destruction.

William Baumol and Israel Kirzner, both of New York University, are also atop the Thomson Reuters slate for their research on entrepreneurship.

Tyler Cowen of George Mason University is also predicting Mr. Baumol—and possibly William Bowen, the former president of Princeton University—for their work on cost disease, or the phenomenon in which labor costs rise without a corresponding increase in output.

Mr. Baumol’s name comes up in a 1990 study by Eugene Garfield handicapping potential Nobel laureates-to-be. Garfield lists 50 of the most-cited economists between 1966 and 1985, of which 15 had already won the prize. Thomson Reuters notes that Mr. Baumol is 10th on that list, and that only one other economist—Martin Feldstein of Harvard University—is still living and has not won the prize.

Other perennial favorites for the study of economic growth include Paul Romer of NYU and Robert Barro of Harvard. Mr. Barro currently ranks No. 2 in research citations on a database maintained by the Federal Reserve Bank of St. Louis, behind his Harvard colleague Andrei Shleifer.

If the Nobel committee looks to award work on finance and regulation, Jean Tirole at theToulouse School of Economics is often mentioned.

Income inequality has been a hot topic this year, and Oxford’s Sir Tony Atkinson andAngus Deaton of Princeton have in the past been seen as frontrunners in this strand of the economics field.

Thomson Reuters also tabs a sociologist—Mark Granovetter of Stanford University—on its list for his study that the role of social relationships and networks play “a larger role in transactions than admitted in idealized narratives of rational choice with perfect information.”

Since 2002, the Thomson Reuters exercise has identified 36 eventual Nobel laureates in economics, chemistry, physics and medicine. This year, one of the awardees for the Nobel in physics—Shuji Nakamura—had been tabbed by the Thomson Reuters analysis in 2002 as a potential winner.

The WSJ’s Jon Hilsenrath mused earlier this month about whether former Fed Chairman Ben Bernanke might win for his work with NYU professors Mark Gertler andSimon Gilchrist, which looked at the damage done to the broader economy by convulsions in credit markets.

Last year, the prize went to a trio of American scholars—Eugene Fama and Lars Peter Hansen of the University of Chicago and Robert Shiller of Yale University—for their complementary but independent work on asset-price analysis.

Fonte: aqui

Ex-presidente da Oi e a auditoria

O jornal Folha de S Paulo informa que o ex-presidente da Oi está em Lisboa aguardando o resultado de uma auditoria que está sendo realizada e que pode responsabilizá-lo "por irregularidades na operação do empréstimo de ₢897 milhões da PT a uma empresa-sócia no Grupo Espírito Santo, um dos principais acionistas da tele."

A operação foi realizada quando Bava era presidente da Oi, mas custou o cargo na empresa. Ele afirma que não sabia da operação.

Listas: Os maiores campeões do mundo de futebol, pela UFCW

1. Escócia 86
2. Inglaterra 73
3. Argentina 59
4. Holanda 50
5. Rússia 41
6. Brasil 30
7. Alemanha 28
7. Suécia 28
9. Itália 27
10. França 25

Fonte: Aqui

12 outubro 2014

Rir é o melhor remédio

O Photoshop tem outra função: permite que você sonhe. Eis alguns exemplos:










Melhores formas de estudar



Does a good grade always mean a student has learned the material? And does a bad grade mean a student just needs to study more?

In the new book “How We Learn: The Surprising Truth About When, Where, and Why It Happens” (Random House), Benedict Carey, a science reporter for The New York Times, challenges the notion that a high test score equals true learning. He argues that although a good grade may be achieved in the short term by cramming for an exam, chances are that most of the information will be quickly lost. Indeed, he argues, most students probably don’t need to study more — just smarter.

Mr. Carey offers students old and young a new blueprint for learning based on decades of brain science, memory tests and learning studies. He upends the notion that “hitting the books” is all that is required to be a successful student, and instead offers a detailed exploration of the brain to reveal exactly how we learn, and how we can maximize that potential.

“Most of us study and hope we are doing it right,” Mr. Carey says. “But we tend to have a static and narrow notion of how learning should happen.”

For starters, long and focused study sessions may seem productive, but chances are you are spending most of your brainpower on trying to maintain your concentration for a long period of time. That doesn’t leave a lot of brain energy for learning.

“It’s hard to sit there and push yourself for hours,” Mr. Carey says. “You’re spending a lot of effort just staying there, when there are other ways to make the learning more efficient, fun and interesting.”

The first step toward better learning is to simply change your study environment from time to time. Rather than sitting at your desk or the kitchen table studying for hours, finding some new scenery will create new associations in your brain and make it easier to recall information later.

“The brain wants variation,” Mr. Carey says. “It wants to move, it wants to take periodic breaks.”

Understanding how the brain processes, stores and retrieves information can also improve your study habits. For some people, cramming for a test can work in the short term, but by studying only once in a concentrated fashion, the learner has not signaled to the brain that the information is important. So while the initial study session of French vocabulary words starts the process of learning, it’s the next review session a few days later that forces the brain to retrieve the information — essentially flagging it as important and something to be remembered.

“When you are cramming for a test, you are holding that information in your head for a limited amount of time,” Mr. Carey says. “But you haven’t signaled to the brain in a strong way that’s it’s really valuable.”

One way to signal to the brain that information is important is to talk about it. Ask a young student to play “teacher” based on the information they have studied. Self-testing and writing down information on flashcards also reinforces learning.

Another technique is called distributed learning, or “spacing,” and it’s a particularly relevant aspect of brain science for ambitious students. Mr. Carey compares it to watering a lawn. You can water a lawn once a week for 90 minutes or three times a week for 30 minutes. Spacing out the watering during the week will keep the lawn greener over time.

Studies have shown that for a student to learn and retain information like historical events, vocabulary words or science definitions, it’s best to review the information one to two days after first studying it. One theory is that the brain actually pays less attention during short learning intervals. So repeating the information over a longer interval — say a few days or a week later, rather than in rapid succession — sends a stronger signal to the brain that it needs to retain the information.

Spaced study can also add contextual cues. At home, a student trying to memorize the presidents may hear the dog bark or phone ring. Move the study time to the coffee shop a few days later, and the student hears the barista steaming milk. Now the list of presidents is embedded in the student’s memory in two contexts, and that makes the memory stronger.

In a 2008 study of 1,300 people, University of California, San Diego researchers tested their subjects on obscure facts. (What’s the name of the dog on the Cracker Jack box? Answer: Bingo) The study subjects reviewed the material twice at different intervals: some just a few minutes apart, others a day or a week apart.

From the data, the scientists determined the optimal intervals for learning information. If your test is a week away, you should plan two study periods at least one to two days apart. For a Friday test, study on Monday and review on Thursday. If your test is a month away, begin studying in one-week intervals.

And not surprisingly, sleep is an important part of good studying. The first half of the sleep cycle helps with retaining facts; the second half is important for math skills. So a student with a foreign language test should go to bed early to get the most retention from sleep, and then review in the morning. For math students, the second half of the sleep cycle is most important — better to review before going to bed and then sleep in to let the brain process the information.

“Sleep is the finisher on learning,” Mr. Carey says. “The brain is ready to process and categorize and solidify what you’ve been studying. Once you get tired, your brain is saying it’s had enough.”

Fonte: aqui

Isto mesmo?

Num texto do Valor Econômico sobre o grupo Abril encontrei a seguinte frase:

A empresa de tecnologia de informação Totvs ajudou a DGB a redesenhar como a empresa contabilizava despesas.

Juros Altos

Claudia Safatle faz um texto interessante sobre os motivos dos juros serem tão elevados no Brasil: subsídio cruzado. Ou seja, existe um grupo de favorecidos (tomadores de empréstimos do BNDES, programa habitacional e outros) e os demais.

No primeiro grupo estão os clientes, pessoas físicas e jurídicas que contratam empréstimos com recursos que os bancos captam no mercado. Para eles, os juros médios são de 32,2% ao ano e o spread - a margem dada pela diferença entre o que os bancos pagam para o investidor e cobram do tomador - é de 11,2%.

No segundo grupo estão as empresas e pessoas físicas com acesso ao BNDES, aos financiamentos agrícolas e ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Para eles os juros médios são de 8% ao ano e o spread, 2,8%.


Mais adiante:

O Tesouro emite papéis à taxa Selic (11% ao ano) e o BNDES empresta às empresas com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 5% ao ano. A diferença representa subsídios do Tesouro, estimados em R$ 30 bilhões por ano. A maior parte desses subsídios não consta do Orçamento da União, correm à parte dos gastos primários e à revelia do Congresso, a quem cabe discutir e aprovar o Orçamento.

Metade das operações de crédito no Brasil não obedece à taxa básica de juros (Selic) e, portanto, não está sujeita aos efeitos da política monetária do Banco Central. Os juros atuam somente sobre o crédito livre.


Um problema crucial, pouco explorado por Safatle, é que a escolha dos beneficiados não é totalmente transparente e isto inclui os critérios. Um burocrata decide ajudar uma empresa, mas não outra. Isto distorce todo mecanismo de mercado.

Listas: Os campeões de futebol, segundo o UFWC

O UFWC é simples: o último campeão do mundo passa o título para aquele time que o derrotar. A Alemanha, campeã de 2014, perdeu para Argentina, que perdeu para o Brasil. Portanto, o Brasil é o novo campeão pela UFWC. Eis os últimos campeões.

Espanha – de julho a setembro de 2010 – três jogos
Argentina – de setembro a outubro de 2010 – um jogo
Japão – de outubro de 2011 a novembro de 2012 – 16 jogos
Coreia do Norte – de novembro de 2012 a janeiro de 2013 – 13 jogos
Suécia – de janeiro a fevereiro de 2013 – dois jogos
Argentina – de fevereiro a outubro de 2013 – nove jogos
Uruguai – de outubro de 2013 a junho de 2014 – seis jogos
Costa Rica – de junho de 2013 a julho de 2014 – quatro jogos
Holanda – julho de 2014 – um jogo
Argentina – julho de 2014 – um jogo
Alemanha – de julho a setembro de 2014 – um jogo
Argentina – de setembro a outubro de 2014 – um jogo
Brasil – a partir de outubro de 2014 – um jogo

11 outubro 2014

Rir é o melhor remédio







Fonte: Aqui

Fato da Semana

Fato da Semana: Política e Contabilidade. As eleições ocorridas no final de semana é um evento importante. Qual a relação com a contabilidade? Em primeiro lugar, está presente a contabilização dos eventos relacionados com as eleições, como doações eleitorais ou contabilidade de partidos. Segundo ponto são os efeitos do debate (e escândalos) que geralmente acontecem nesta época. Veja o caso da Petrobrás, empresa estatal que tem sido foco neste pleito. A denúncia que parte substancial do contrato com terceiros era desviada para partidos e políticos colocam em cheque os mecanismos de controle da empresa. Afinal, onde estava a auditoria interna que não percebeu a cobrança indevida nas transações entre empresas?; Onde estavam os mecanismos de controle interno, que não perceberam o enriquecimento ilícito por parte de seus executivos? O leitor deverá concordar que são questões diretamente relacionadas com a contabilidade, independente da posição política.

Qual a Relevância disto?  A solução do problema passa pelos sistemas de controle, seja ele vinculado ao TCU/CGU ou internos. Além disto, processos de governança são cruciais. Será possível combinar governança corporativa com empresa estatal? Quais os mecanismos para blindar uma empresa estatal dos aproveitadores? Ou será que a solução é a privatização pura e simples. Muitas perguntas que podem surgir desta discussão estão vinculadas a contabilidade.

Positivo ou negativo? Positivo. Qualquer discussão é melhor que nenhuma discussão. Gary Becker já mostrava que o crime, inclusive a corrupção, está relacionado com uma análise de custo e benefício. Para combatê-lo, ou aumentamos o custo potencial para o criminoso (no caso condenando aqueles que praticaram erros) ou reduzindo os benefícios (privatizando, por exemplo).

Desdobramentos: Temos um longo caminho pela frente. Será que os protestos de 2013 foram fatos isolados ou podem contribuir para melhoria do nosso país? 

Teste da semana

Este é um teste para verificar se o leitor está atento ao que foi notícia sobre a contabilidade:

1 – Esta entidade pretende acompanhar as negociações dos gestores das empresas de capital aberto nos 15 dias anteriores a divulgação dos balanços

Comissão de Valores Mobiliários
Comunidade Europeia
Securities and Exchange Commission

2 – Esta grande empresa anunciou esta semana sua cisão, criando duas empresas

HP
IBM
PepsiCo

3 – O Brasil avisou que não irá implantar um acordo de troca de informações dos bancos com

G20
Interpol
Onu

4 - O assunto do acordo da questão anterior está relacionado com

Comércio de armas
Evasão fiscal
Terrorismo

5 – Além de efeitos sobre a saúde, incluindo o stress, este evento afeta os mercados acionários:

Copa do Mundo
Horário de Verão
Resultado do Corinthians

6 – Um dos ganhadores do Nobel desta semana recebeu $600 dólares por seu trabalho, que é de propriedade intelectual da empresa onde trabalhava. Mas o valor estimado das aplicações é de bem maior. Qual o valor?

64 bilhões de euros
6.400 euros
6,4 milhões de euros

7 – O FMI divulgou as maiores economias do mundo. Em dólares ajustados pela paridade, as três maiores economias do mundo são, exceto

China
Estados Unidos
Japão

8 – Qual a posição do Brasil entre as maiores economias do mundo

10º.
3º.
7º.

Respostas: 1) CVM; 2) HP; 3) G20; 4) Evasão; 5) Horário de verão; 6) 64 bi; 7) Japão; 8) 7ª.

Acertou 8? = Superior; 6 e 7 = mediano superior; 4 e 5 = mediano inferior.

Poder da Estatística Bayesiana


Statistics may not sound like the most heroic of pursuits. But if not for statisticians, a Long Island fisherman might have died in the Atlantic Ocean after falling off his boat early one morning last summer.

The man owes his life to a once obscure field known as Bayesian statistics — a set of mathematical rules for using new data to continuously update beliefs or existing knowledge.

The method was invented in the 18th century by an English Presbyterian minister named Thomas Bayes — by some accounts to calculate the probability of God’s existence. In this century, Bayesian statistics has grown vastly more useful because of the kind of advanced computing power that did not exist even 20 years ago.

It is proving especially useful in approaching complex problems, including searches like the one the Coast Guard used in 2013 to find the missing fisherman, John Aldridge (though not, so far, in the hunt for Malaysia Airlines Flight 370).

Now Bayesian statistics are rippling through everything from physics to cancer research, ecology to psychology. Enthusiasts say they are allowing scientists to solve problems that would have been considered impossible just 20 years ago. And lately, they have been thrust into an intense debate over the reliability of research results.
Thomas Bayes

When people think of statistics, they may imagine lists of numbers — batting averages or life-insurance tables. But the current debate is about how scientists turn data into knowledge, evidence and predictions. Concern has been growing in recent years that some fields are not doing a very good job at this sort of inference. In 2012, for example, a team at the biotech company Amgen announced it had analyzed 53 cancer studies and found it could not replicate 47 of them.

Similar follow-up analyses have cast doubt on so many findings in fields such as neuroscience and social science that researchers talk about a “replication crisis”

Some statisticians and scientists are optimistic that Bayesian methods can improve the reliability of research by allowing scientists to crosscheck work done with the more traditional or “classical” approach, known as frequentist statistics. The two methods approach the same problems from different angles.

The essence of the frequentist technique is to apply probability to data. If you suspect your friend has a weighted coin, for example, and you observe that it came up heads nine times out of 10, a frequentist would calculate the probability of getting such a result with an unweighted coin. The answer (about 1 percent) is not a direct measure of the probability that the coin is weighted; it’s a measure of how improbable the nine-in-10 result is — a piece of information that can be useful in investigating your suspicion.

By contrast, Bayesian calculations go straight for the probability of the hypothesis, factoring in not just the data from the coin-toss experiment but any other relevant information — including whether you have previously seen your friend use a weighted coin.

Scientists who have learned Bayesian statistics often marvel that it propels them through a different kind of scientific reasoning than they had experienced using classical methods.

“Statistics sounds like this dry, technical subject, but it draws on deep philosophical debates about the nature of reality,” said the Princeton University astrophysicist Edwin Turner, who has witnessed a widespread conversion to Bayesian thinking in his field over the last 15 years.

Countering Pure Objectivity

Frequentist statistics became the standard of the 20th century by promising just-the-facts objectivity, unsullied by beliefs or biases. In the 2003 statistics primer “Dicing With Death,” Stephen Senn traces the technique’s roots to 18th-century England, when a physician named John Arbuthnot set out to calculate the ratio of male to female births.

Arbuthnot gathered christening records from 1629 to 1710 and found that in London, a few more boys were recorded every year. He then calculated the odds that such an 82-year run could occur simply by chance, and found that it was one in trillions. This frequentist calculation can’t tell them what is causing the sex ratio to be skewed. Arbuthnot proposed that God skewed the birthrates to balance the higher mortality that had been observed among boys, but scientists today favor a biological explanation over a theological one.

Later in the 1700s, the mathematician and astronomer Daniel Bernoulli used a similar technique to investigate the curious geometry of the solar system, in which planets orbit the sun in a flat, pancake-shaped plane. If the orbital angles were purely random — with Earth, say, at zero degrees, Venus at 45 and Mars at 90 — the solar system would look more like a sphere than a pancake. But Bernoulli calculated that all the planets known at the time orbited within seven degrees of the plane, known as the ecliptic.

What were the odds of that? Bernoulli’s calculations put them at about one in 13 million. Today, this kind of number is called a p-value, the probability that an observed phenomenon or one more extreme could have occurred by chance. Results are usually considered “statistically significant” if the p-value is less than 5 percent.Photo
The Coast Guard, guided by the statistical method of Thomas Bayes, was able to find the missing fisherman John Aldridge.CreditDaniel Shea

But there is a danger in this tradition, said Andrew Gelman, a statistics professor at Columbia. Even if scientists always did the calculations correctly — and they don’t, he argues — accepting everything with a p-value of 5 percent means that one in 20 “statistically significant” results are nothing but random noise.

The proportion of wrong results published in prominent journals is probably even higher, he said, because such findings are often surprising and appealingly counterintuitive, said Dr. Gelman, an occasional contributor to Science Times.

Looking at Other Factors

Take, for instance, a study concluding that single women who were ovulating were 20 percent more likely to vote for President Obama in 2012 than those who were not. (In married women, the effect was reversed.)
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Dr. Gelman re-evaluated the study using Bayesian statistics. That allowed him to look at probability not simply as a matter of results and sample sizes, but in the light of other information that could affect those results.

He factored in data showing that people rarely change their voting preference over an election cycle, let alone a menstrual cycle. When he did, the study’s statistical significance evaporated. (The paper’s lead author, Kristina M. Durante of the University of Texas, San Antonio, said she stood by the finding.)

Dr. Gelman said the results would not have been considered statistically significant had the researchers used the frequentist method properly. He suggests using Bayesian calculations not necessarily to replace classical statistics but to flag spurious results.

A famously counterintuitive puzzle that lends itself to a Bayesian approach is the Monty Hall problem, in which Mr. Hall, longtime host of the game show “Let’s Make a Deal,” hides a car behind one of three doors and a goat behind each of the other two. The contestant picks Door No. 1, but before opening it, Mr. Hall opens Door No. 2 to reveal a goat. Should the contestant stick with No. 1 or switch to No. 3, or does it matter?

A Bayesian calculation would start with one-third odds that any given door hides the car, then update that knowledge with the new data: Door No. 2 had a goat. The odds that the contestant guessed right — that the car is behind No. 1 — remain one in three. Thus, the odds that she guessed wrong are two in three. And if she guessed wrong, the car must be behind Door No. 3. So she should indeed switch.

In other fields, researchers are using Bayesian statistics to tackle problems of formidable complexity. The New York University astrophysicist David Hogg credits Bayesian statistics with narrowing down the age of the universe. As recently as the late 1990s, astronomers could say only that it was eight billion to 15 billion years; now, factoring in supernova explosions, the distribution of galaxies and patterns seen in radiation left over from the Big Bang, they have concluded with some confidence that the number is 13.8 billion years.

Bayesian reasoning combined with advanced computing power has also revolutionized the search for planets orbiting distant stars, said Dr. Turner, the Princeton astrophysicist.

In most cases, astronomers can’t see these planets; their light is drowned out by the much brighter stars they orbit. What the scientists can see are slight variations in starlight; from these glimmers, they can judge whether planets are passing in front of a star or causing it to wobble from their gravitational tug.Photo
Andrew Gelman, a statistics professor at Columbia, says the Bayesian method is good for flagging erroneous conclusions. CreditJingchen Liu

Making matters more complicated, the size of the apparent wobbles depends on whether astronomers are observing a planet’s orbit edge-on or from some other angle. But by factoring in data from a growing list of known planets, the scientists can deduce the most probable properties of new planets.

One downside of Bayesian statistics is that it requires prior information — and often scientists need to start with a guess or estimate. Assigning numbers to subjective judgments is “like fingernails on a chalkboard,” said physicist Kyle Cranmer, who helped develop a frequentist technique to identify the latest new subatomic particle — the Higgs boson.


Others say that in confronting the so-called replication crisis, the best cure for misleading findings is not Bayesian statistics, but good frequentist ones. It was frequentist statistics that allowed people to uncover all the problems with irreproducible research in the first place, said Deborah Mayo, a philosopher of science at Virginia Tech. The technique was developed to distinguish real effects from chance, and to prevent scientists from fooling themselves.

Uri Simonsohn, a psychologist at the University of Pennsylvania, agrees. Several years ago, he published a paper that exposed common statistical shenanigans in his field — logical leaps, unjustified conclusions, and various forms of unconscious and conscious cheating.

He said he had looked into Bayesian statistics and concluded that if people misused or misunderstood one system, they would do just as badly with the other. Bayesian statistics, in short, can’t save us from bad science.

At Times a Lifesaver

Despite its 18th-century origins, the technique is only now beginning to reveal its power with the advent of 21st-century computing speed.

Some historians say Bayes developed his technique to counter the philosopher David Hume’s contention that most so-called miracles were likely to be fakes or illusions. Bayes didn’t make much headway in that debate — at least not directly.

But even Hume might have been impressed last year, when the Coast Guard used Bayesian statistics to search for Mr. Aldridge, its computers continually updating and narrowing down his most probable locations.

The Coast Guard has been using Bayesian analysis since the 1970s. The approach lends itself well to problems like searches, which involve a single incident and many different kinds of relevant data, said Lawrence Stone, a statistician for Metron, a scientific consulting firm in Reston, Va., that works with the Coast Guard.

At first, all the Coast Guard knew about the fisherman was that he fell off his boat sometime from 9 p.m. on July 24 to 6 the next morning. The sparse information went into a program called Sarops, for Search and Rescue Optimal Planning System. Over the next few hours, searchers added new information — on prevailing currents, places the search helicopters had already flown and some additional clues found by the boat’s captain.

The system could not deduce exactly where Mr. Aldridge was drifting, but with more information, it continued to narrow down the most promising places to search.

Just before turning back to refuel, a searcher in a helicopter spotted a man clinging to two buoys he had tied together. He had been in the water for 12 hours; he was hypothermic and sunburned but alive.

Even in the jaded 21st century, it was considered something of a miracle.


Fonte:A version of this article appears in print on September 30, 2014, on page D1 of the New York edition with the headline: The Odds, Continually Updated. Order Reprints|Today's Paper|Subscribe

Crime via Scribd?

Diego Gómez, biólogo e estudante de mestrado está sendo acusado de violação de direitos autorais após ter compartilhado uma dissertação de outro pesquisador no Scribd. O estudante colombiano, que trabalha com biodiversidade de anfíbios, em uma carta aberta, alegou que desde o início de seus estudos teve muita dificuldade em encontrar material adequado que pudesse ser utilizado como referência. Segundo o estudante, sem poder contar com o auxílio de um especialista em herpetologa na sua instituição, foram necessárias várias viagens a museus e outras instituições e busca de materiais na internet, até encontrar uma dissertação (sobre identificação de anfíbios e répteis) que julgou importante para seu trabalho.

Em 2010, Diego compartilhou o arquivo no Scribd “pensando ser algo do interesse de outros grupos de pesquisa e tentando evitar os esforços de ter de ir a Bogotá para acessar o documento”, segundo o próprio estudante. Entretanto, em 2011 o Scribd alterou sua política de acesso e passou a cobrar $5 por download para usuários não registrados. Diego então retirou o material do site, mas o autor da dissertação já havia informado as autoridade colombianas e, em abril de 2013, entrou com um processo por violação dos direitos autorais e econômicos, crime pelo qual o estudante pode ser preso por 4 a 8 anos.

O caso trouxe à tona novamente a discussão sobre como as leis de direitos autorais são aplicadas no contexto de pesquisa científica. Não demorou muito para que organizações se manifestassem quanto ao assunto e a repercussão tomou as redes sociais nas últimas semanas. Em pouco tempo as frases Share is not a crime e Compartir no es delito foram compartilhadas por pessoas e entidades que defendem a Ciência Aberta.

A Fundacíon Karisma apoiou o estudante abertamente, por julgar que “o caso de Diego mostra que as atuais leis desconhecem as transformações geradas pela internet ao se aplicar leis criadas há décadas, levando em conta apenas as necessidades de proteção e a lógica de mercado”. Os defensores do estudante alegam ainda que ele “publicou o artigo na internet com a intenção de apoiar outros herpetologistas na identificação de anfíbios e répteis para conservação e não para obter algum ganho”.

Maira Sutton, analista do Electronic Frontier Foundation, uma organização que defende os direitos de liberdade civil na internet, disse que Diego é acusado de infringir uma lei de 2006. A analista critica a lei, pelo fato de a mesma ter sido criada em um acordo com os Estados Unidos, seguindo as mesmas normas e penalidades aplicadas na lei americana, sem, contudo, haver exceções e limitações para compartilhamento de material científico. Maira Sutton aponta, ainda, que a legislação colombiana prevê como exceções uma lista pensada há mais de 20 anos, quando a internet ainda não era uma realidade.

Diego afirmou que se surpreende que “o que é indispensável para as atividades científicas (compartilhamento do conhecimento) possa ser considerado um crime e que a pesquisa e o conhecimento gerados obedeçam à lógica de mercado e sejam analisados como um software ou uma obra artística para exploração comercial”. Em apoio, Maira Sutton afirmou que “é necessária uma reforma legislativa para assegurar que pessoas não sejam tratadas como criminosas por promover o progresso científico e exercer a expressão criativa”.

O julgamento, que estava previsto para o final de agosto, foi adiado. Os advogados de Diego estão confiantes que o estudante seja inocentado por não ter tentado se beneficiar do compartilhamento e por ter dado os devidos créditos ao autor da dissertação, já que a legislação colombiana para este tipo de crime leva em consideração a intenção do autor do delito.

Por Giovani de Oliveira Arieira - PosGraduando.com

Formulário de referência

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou a Instrução CVM nº 552/14, que altera a Instrução CVM nº 480/09, sobre o "registro de emissores de valores mobiliários admitidos à negociação em mercados regulamentados de valores mobiliários".

A nova norma atualiza alguns dos dispositivos do formulário de referência, previsto na Instrução CVM nº 480/09, fazendo ajustes para racionalizar e aprimorar a prestação de informações pelas companhias. 

Fonte: Aqui

10 outubro 2014

Rir é o melhor remédio






Fonte: Aqui

Curso de Contabilidade Básica: Imposto

Já virou senso comum afirmar que se paga muito imposto no Brasil. Mas como isto aparece nas demonstrações contábeis? Existem quatro locais onde é possível obter alguma informação sobre o peso dos impostos para uma empresa. Vamos exemplificar usando o caso da J. Macedo, uma empresa na área de farinha de trigo e derivados.

O primeiro é no balanço patrimonial. Geralmente no passivo da empresa é possível encontrar contas como Imposto a Pagar. Aqui a informação é sobre o montante da dívida com o fisco. Mas também é possível encontrar uma conta deste tipo do lado do ativo, conforme já discutimos em postagem anterior. Veja na figura a seguir o caso da J. Macedo, onde existia dívida de 11,8 milhões de curto prazo e outros 5,8 milhões de longo prazo. Este é o valor da dívida no encerramento do trimestre.


Segundo, é na demonstração do resultado do exercício. Nesta demonstração será apresentado o valor dos impostos no período. Observe o caso da J. Macedo, novamente.

A empresa apurou um imposto de renda e contribuição social de R$3,9 milhões. Mas atenção: a demonstração não mostra os impostos sobre vendas. Para isto, algumas empresas usam as notas explicativas.

O terceiro local onde é possível obter a informação sobre os impostos é na Demonstração dos Fluxos de Caixa. Se a empresa utiliza o método indireto, a informação que estará presente é somente a variação da conta de impostos a pagar. Este é o caso da J. Macedo. O que isto significa? Que ocorreu um aumento ou redução na conta patrimonial. Se a empresa usasse o método direto seria possível identificar o valor pago de impostos.

O quarto local é na demonstração do valor adicionado. Aqui a informação seria: do que foi adicionado pela empresa, quanto ficou para o governo? Eis a informação da J. Macedo:

Aqui a empresa está informando que dos 222,9 milhões de valor adicionado, 92,9 milhões foram para os impostos, sendo 53,2 milhões para os estados.

Resumindo temos o seguinte:



Um debate necessário


Por Gustavo Loyola

A campanha eleitoral colocou na berlinda a questão da independência do Banco Central. Lamentavelmente, graças à empulhação perpetrada por um marketing político da pior espécie, o debate sobre esse importante tema descambou para o terreno do deboche e da sordidez.
A independência (ou autonomia) do Banco Central é característica dos países democráticos e institucionalmente avançados. Ao contrário do que o marqueteiro oficial quer fazer crer, a independência do BC protege a instituição de pressões espúrias e permite o exercício mais efetivo e transparente de suas funções de preservação do poder de compra da moeda e da estabilidade financeira. Aliás, a ideia de que a independência do BC é contrária aos princípios democráticos é apenas um dos muitos equívocos que permeiam a discussão do assunto no Brasil nas últimas décadas.
A necessidade da independência dos bancos centrais tem sido colocada no contexto da própria natureza da política monetária, cujos resultados ocorrem somente depois de decorrido um prazo razoável de tempo da sua execução. A influência benéfica da política monetária sobre os preços e o produto aflora com certa demora, havendo um período de tempo em que seus efeitos não são perceptíveis, embora seus custos já estejam sendo plenamente sentidos pela sociedade. Por causa disso, os bancos centrais ficam sujeitos a pressões das lideranças políticas e da opinião pública para utilizar indevidamente seus instrumentos de política monetária, abandonando objetivos de longo prazo em favor de ganhos passageiros e ilusórios de curto prazo.

Além disso, a independência do BC protege a política monetária de pressões naturais relacionadas aos ciclos eleitorais, já que há sempre a tentação de utilizá-la para gerar episódios efêmeros de crescimento, com vistas à coleta de benefícios políticos imediatos. Vale ressaltar que a independência formal não impede de forma absoluta que o BC seja utilizado com fins eleitorais, mas torna transparente qualquer tentativa de fazê-lo.

A independência dos bancos centrais viria como resposta a esses riscos. Isoladas das pressões políticas por resultados de curto prazo, essas instituições podem se dedicar a seus objetivos de forma mais eficiente e eficaz, sendo esta a razão pela qual se atribui mandatos estáveis e relativamente longos aos dirigentes dos bancos centrais.

Uma crítica frequente à independência dos bancos centrais costuma compará-la ao estabelecimento de um “quarto poder”, que se tornaria fonte de dificuldades para a condução das políticas públicas, mormente da política econômica. Trata-se, obviamente, de uma leitura equivocada. A autonomia do BC é sempre outorgada em caráter precário pelo Congresso Nacional, que é a verdadeira fonte do poder. O estatuto de independência do BC pode ser revogado a qualquer momento e sua autonomia é exercida sobre um terreno extremamente restrito e sujeito a fortes restrições, inclusive no que concerne à prestação de contas e a responsabilização perante o Executivo e o Legislativo.
Desse modo, do ponto de vista político, a independência do Banco Central aumenta o controle da sociedade sobre a instituição, na medida em que suas ações se tornam mais transparentes e seus dirigentes passam a prestar contas regularmente à sociedade por meio do Poder Legislativo. Dar mandatos a seus dirigentes não os desobriga da prestação de contas à sociedade e nem lhes confere estabilidade absoluta em seus cargos.

No Brasil, sob o ponto de vista institucional, resta pouco para que seja conferida a independência legal ao Banco Central. Os avanços das últimas décadas formaram um quadro em que é possível a existência de uma autoridade monetária formalmente independente. A Constituição de 1988 proíbe expressamente o financiamento do Tesouro pelo Banco Central e veda sua atuação como banco de fomento, assim como impõe a necessidade de aprovação prévia dos nomes de seus dirigentes pelo Senado Federal. Por outro lado, a Lei de Responsabilidade Fiscal e outras normas legais estabeleceram uma moldura adequada disciplinando o relacionamento entre o Tesouro e o Banco Central.

Dessa maneira, o que falta basicamente para a independência do BC é a atribuição de mandatos para seus dirigentes e a formalização de mecanismos de coordenação e de solução de conflitos entre a instituição e o Tesouro, especialmente nos campos da política cambial e de reservas internacionais.
Vale ressaltar que o próprio regime de metas de inflação já explicita que o BC teria independência “de instrumentos” e não a “de objetivos”, pois a meta de inflação não seria fixada pela instituição, mas sim por outra instância de governo. Por outro lado, como órgão regulador e supervisor bancário, a questão da autonomia do BC não seria estranha ao ambiente legal brasileiro, uma vez que outros reguladores – como é o caso da CVM – já adquiriram esse status.

Fonte: Valor Econômico, 06/10/2014.

Teoria do Grande Homem

(...) Mas o fato de esses bilhões irem para lá e para cá com base na movimentação de uma pessoa é mais bem explicado pelo marketing e pela simples autoilusão.

A lógica operacional que está por trás de boa parte disso parece se assemelhar à velha teoria da história do Grande Homem, que atribui a determinados indivíduos excepcionais capacidades fora do comum de moldar os acontecimentos. Trata-se de uma visão de mundo sedutora, que nos reveste da falsa convicção de que nós também podemos nos proteger dos acontecimentos se escolhermos o líder certo, ou, nesse caso, o gestor de fundos de bônus certo.

(...) Depender de um único cara não é o caminho para poupar para o futuro, e diz coisas perturbadoras sobre a maneira pela qual alocamos capital. Ser um Grande Homem é, no entanto, uma grande proeza, para quem consegue realizá-la.


James Saft, O caso Bill Gross e a teoria de investimentos do Grande Homem, Reuters, via Valor Econômico

Isto não é exclusivo da área financeira. Também se aplica a esportes, artes, etc.

Equação contábil

Um trecho do Valor Econômico traz uma aplicação interessante da equação contábil, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo:

Hoje, a dívida chega a R$450 milhões, sendo que há cinco anos era de R$146 milhões. Com isso, o patrimônio líquido da Santa Casa caiu de R$220,3 milhões caiu [sic] para R$323 mil em 2013.

Capital

O conceito de capital é crucial no setor bancário. Johnson faz uma discussão interessante sobre o conceito e as confusões geradas pelo mesmo.

Capital, nesse contexto, é simplesmente sinônimo de "equity" (patrimônio líquido), e fica do lado do passivo no balanço de um banco (ou de uma pessoa). Diz respeito a como um banco (ou outra empresa) financia suas atividades, não a como ele usa os recursos de que dispõe.

A exigência de mais capital significa, em essência, maior aporte de recursos pelos acionistas e - portanto, sob qualquer definição sensata - relativamente menos endividamento para um determinado tamanho de balanço. Essa é uma política atraente e sensata, porque os bancos de presença mundial têm, atualmente, margens de patrimônio líquido relativamente pequeníssimas embasando suas operações.

As melhores mensurações de capital bancário comparáveis são as encontradas no Global Capital Index produzido por Thomas Hoenig, vice-presidente da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC). Hoenig examina o montante de patrimônio líquido dos bancos em termos de sua medida mais simples e mais transparente (também conhecida como alavancagem). Seis anos após a maior crise financeira mundial, o patrimônio líquido de nossos megabancos é não superior a 5% de seus balanços. (Na realidade, alguns bancos não têm muito mais do que 3% de capital próprio.) Isso significa que 95% de suas operações são financiadas por endividamento - e, portanto, que bastaria um pequeno choque negativo para levá-los à insolvência.


Executivos e balanços

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) criou uma força-tarefa para garantir o cumprimento da regulação e monitorar as suspeitas de uso de informações privilegiadas. Uma das iniciativas é acompanhar 100% das negociações realizadas pelos administradores de companhias abertas nos 15 dias que antecedem a divulgação de seus balanços financeiros. Como estão mais próximos da tomada de decisão das empresas, executivos e conselheiros são considerados potenciais infratores. As regras da CVM proíbem que eles negociem papéis das companhias na véspera da publicação de informações financeiras - a regra passou a valer neste primeiro trimestre, disse ontem o presidente do órgão, Leonardo Pereira, durante evento no Rio.

Pereira explicou que a força-tarefa será responsável também por pesquisar novas tecnologias e métodos de investigação, além de estudar como a CVM pode se organizar para punir as irregularidades de forma eficaz. (...) A partir de 2016, a meta é que os julgamentos ocorram em até dois anos. 

Fonte: O Estado de S Paulo

Para entender o brasileiro

What Brazilians say: Yes (Sim)
What foreigners hear: Yes
What Brazilians mean: Anything from yes through perhaps to no

What Brazilians say: Perhaps (Talvez)
What foreigners hear: Perhaps
What Brazilians mean: No

What Brazilians say: No (Não)
What foreigners hear (on the very rare occasion a Brazilian says it): No
What Brazilians mean: Absolutely never, not in a million years, this is the craziest thing I've ever been asked

What Brazilians say: I'm nearly there (Tô chegando)
What foreigners hear: He's nearly here
What Brazilians mean: I've set out

What Brazilians say: I'll be there in ten minutes (Vou chegar em dez minutinhos)
What foreigners hear: He'll be here soon
What Brazilians mean: Some time in the next half-hour I'll get up off the sofa and start looking for my car keys

What Brazilians say: I'll show up later (Vou aparecer mais tarde)
What foreigners hear: He'll be here later
What Brazilians mean: I won't be coming

What Brazilians say: Let's stay in touch, ok? (A gente se vê, vamos combinar, ta?)
What foreigners hear: He'd like to stay in touch (though, puzzlingly, we don't seem to have swapped contact details)
What Brazilians mean: No more than a Briton means by: "Nice weather, isn't it?"

What Brazilians say: I'm going to tell you something/ Let me tell you something/ It's the following/ Just look and you'll see (Vou te falar uma coisa/ Deixa te falar uma coisa/ É o seguinte/ Olha só pra você ver)
What foreigners hear (especially after many repetitions): He thinks I'm totally inattentive or perhaps mentally deficient
What Brazilians mean: Ahem (it's just a verbal throat-clear)

What Brazilians say: A hug! A kiss! (Um abraço! Um beijo!)
What foreigners hear: I've clearly made quite an impression—we've just met but he/she really likes me!
Waht Brazilians mean: Take care, cheers, bye

What Brazilians say: You speak Portuguese really, really well! (Você fala português super-bem!)
What foreigners hear: How great! My grammar and accent must be coming on a lot better than I thought
What Brazilians mean: How great! A foreigner is trying to learn Portuguese! Admittedly, the grammar and accent are so awful I can barely understand a word... but anyway! A foreigner is trying to learn Portuguese!


Fonte: The Economist

Listas: Técnicos de futebol e tempo no cargo

Equipes que mais tiveram técnicos de 2002 até hoje. Fonte: aqui, via aqui

Por liga: