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25 dezembro 2025

Senhas de 4 dígitos

Há 10 mil combinações possíveis em uma senha de 4 (0-9). Para avaliar as mais comuns, o cientista de dados Nick Berry elaborou um estudo com base em vazamento de dados e o Information is Beautiful elaborou um belo e interessantíssimo gráfico.

Além das mais óbvias, 1234 (11%) e 1111 (6%) liderando o ranking, as datas de nascimento, combinações com “19”, são as mais frequentes, mostrando que valorizamos mais a memória que a segurança.


 

Publicamos anteriormente outro gráfico relacionado a senhas publicado pelo Information is Beautiful: aqui.

Rir é o melhor remédio

 

Fonte: aqui

24 dezembro 2025

Prefeito quer cobrar por acesso a atração turística


Os turistas que quiserem chegar perto da Fontana di Trevi, em Roma, em breve terão que pagar uma taxa de dois euros (US$ 2,34) (R$ 12,92), disse o prefeito da cidade na sexta-feira, enquanto autoridades buscam lucrar com as atrações da Itália.

O prefeito Roberto Gualtieri disse a jornalistas que o novo sistema de pagamento deve começar em 1º de fevereiro, acrescentando que a medida deve arrecadar 6,5 milhões de euros por ano.

“Dois euros não é muito… e levará a fluxos turísticos menos caóticos”, disse Gualtieri, enfatizando que cidadãos de Roma continuarão a ter acesso gratuito à fonte.

Os turistas terão que pagar se quiserem subir nos degraus de pedra que cercam a bacia da fonte, enquanto a pequena praça ao redor, que oferece uma vista do imponente monumento, permanecerá aberta para todos.

A Fontana di Trevi, onde a tradição determina que se jogue uma moeda na água para garantir seu retorno a Roma, há muito tempo é uma grande atração turística, até mesmo para líderes mundiais em visita.

Concluído em 1762, o monumento é uma obra-prima do barroco tardio que retrata Oceanus, o deus de todas as águas, e simboliza os diferentes estados de espírito dos mares e rios do mundo.

Ele recebeu nove milhões de visitantes até o momento neste ano, disse Gualtieri.

Pessoas que visitavam o ponto turístico nesta sexta-feira disseram que estariam dispostos a pagar se o dinheiro fosse bem utilizado.

Gualtieri disse que cinco outros locais relativamente desconhecidos em Roma, atualmente gratuitos, começarão a cobrar cinco euros pelo acesso a partir de fevereiro, dando continuidade à tendência recente de obter lucro a partir do patrimônio cultural da Itália.

Em 2023, foi introduzida uma taxa de entrada de cinco euros para o antigo Panteão de Roma. Como resultado, a praça do lado de fora costuma ficar lotada de pessoas esperando sua vez de pagar e entrar.

Veneza introduziu um sistema de taxa de entrada para turistas durante a alta temporada, enquanto Verona começou a cobrar neste mês pelo acesso à sacada na cidade do norte da Itália associada à peça “Romeu e Julieta”, de Shakespeare.

Fonte: Forbes 

Pagamento de atração turística pode ser interessante para arrecadar fundos para manutenção do ativo patrimonial. Mas também, como uma consequência não programada, permitir uma mensuração do seu real valor. 

A desvantagem é que cria uma expectativa de ser uma atração diferenciada.  

Compensa não ter governança

No meio da disputa entre a Paramount e a Netflix, um fato parece que passou desapercebido. No final da história, o executivo David Zaslav (foto) irá receber uma indenização de 567 milhões de dólares ao deixar a Warner Bros. Discovery.  Zaslav tem sido considerado um executivo incompetente, mas irá receber um pacote generoso em dinheiro e ações. 

Em sua gestão, a Warner perdeu valor de mercado, aumentou o passivo, cortou projetos e foi inconstante com marca histórica. Decisões de corte de custos, demissões e outras prejudicaram a empresa.  

A explicação entre o dinheiro que ele vai receber e o seu desempenho está, obviamente, na governança corporativa fracassada. 

Correios, provisões, passivo

Eis a notícia 

Os Correios reduziram de maneira irregular um passivo judicial trabalhista de R$ 1 bilhão para apenas R$ 18 no balanço de 2023, de acordo com auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU). 


A CGU constatou que a prática confrontou princípios e normas contábeis. “Tal procedimento resultou em um registro contábil que não reflete com fidelidade a obrigação presente da entidade, descumprindo os critérios de reconhecimento, mensuração e evidenciação contábil”, diz o relatório da auditoria. 

O órgão de fiscalização fez uma auditoria nas demonstrações contábeis de 2023 dos Correios. A empresa passa por uma crise financeira com prejuízos crescentes e agora terá um empréstimo de R$ 12 bilhões de cinco bancos com garantia da União. 

Os passivos trabalhistas na Justiça afetam negativamente o resultado contábil da empresa. As provisões, como são chamadas tecnicamente, atingiram R$ 3,4 bilhões nos Correios em 2023, segundo a CGU. Além disso, havia “passivos contingentes”, ou seja, riscos judiciais com possibilidade de perda, que não são registrados contabilmente, mas podem virar passivos reais no futuro, no montante de R$ 4,8 bilhões. 

As ações judiciais dizem respeito ao pagamento do Adicional de Atividade de Distribuição e Coleta (AADC) com o Adicional de Periculosidade (AP) aos carteiros motorizados. Em fevereiro de 2024, os Correios reduziram o saldo trabalhista dessas ações nas demonstrações contábeis do ano anterior. Até então, o custo de cada ação variava de R$ 199,7 mil até R$ 362,9 milhões no balanço, conforme o tamanho do grupo de funcionários e o Estado de origem. Eram 18 ações no total e todas tiveram o custo reduzido a R$ 1,00 cada. 

A empresa adotou uma manobra contábil baseada na tese jurídica da compensação, segundo a CGU, aplicando um entendimento que poderia abater os débitos com valores a receber de outra ação judicial movida pelos Correios. É como se uma dívida fosse considerada paga por causa de um pagamento futuro que a empresa teria direito a receber. Nesta última ação, os Correios obtiveram uma decisão liminar, em janeiro de 2024, que suspendeu os efeitos de uma portaria do Ministério do Trabalho que regulamentava o Adicional de Periculosidade. Segundo a estatal, essa vitória na Justiça reduziu os valores devidos pela empresa. A companhia usou então essa decisão favorável para gerar “créditos” no balanço e compensar o passivo relacionado à ação trabalhista movida pelos carteiros, de acordo com a CGU. Os auditores identificaram que a estatal efetivou a compensação “baseada em eventos futuros com nível de incerteza, o que é vedado pelas normas contábeis.” 

Em resposta à própria CGU no âmbito da auditoria, os Correios afirmaram que reduziram o valor para refletir “a melhor estimativa com base em fatos novos e evidências objetivas”. A empresa justificou que atendeu as normas legais e que não houve compensação indevida entre ativos e passivos, seguindo “um processo decisório técnico e documentalmente suportado, com validação interna e externa”. Ainda segundo os Correios, a redução “não se configura como compensação indevida, mas como revisão legítima da estimativa contábil.” 

Os argumentos dos Correios, porém, não convenceram os auditores da CGU. Os técnicos observam que a redução do passivo se deu na expectativa de vitória em um processo judicial que questiona a portaria do Ministério do Trabalho, que reduziria os valores pagos pela estatal a título de adicional de periculosidade. 

“Embora a unidade afirme que essa tese foi acolhida pelo TST em decisão específica, o fato é que se trata de teses jurídicas pendentes de julgamento definitivo, cuja efetiva materialização depende do trânsito em julgado dessas ações, o que caracteriza incerteza relevante”, diz a auditoria. Conforme a CGU, os Correios classificaram a vitória na Justiça como “não contingenciável”, ou seja, seus efeitos não deveriam ser refletidos diretamente na mensuração de passivos ou ativos, na medida em que não há, até o momento, “geração de um recurso econômico presente, certo e controlável pela entidade”. 

A CGU recomendou aos Correios ajustes nos registros contábeis e a reapresentação do balanço em relação às ações judiciais, considerando as normas contábeis vigentes. Além disso, será preciso revisar a memória de cálculo das compensações para demonstrar o saldo de cada empregado de forma individualizada, garantindo que os valores adotados na liquidação das obrigações e na compensação sejam correspondentes.

Esqueceram de mim

Luis Batalha reassistiu a Esqueceram de Mim e se perguntou: quão plausível seria a premissa de que a família de Kevin acordou atrasada e o deixou para trás?

Ele estabelece a ambientação: uma queda de energia durante a noite desativa os alarmes da casa, fazendo com que a família acorde apenas às 8h da manhã, quando a empresa de transporte toca a campainha. Esse atraso desencadeia uma corrida desorganizada contra o tempo rumo ao aeroporto, na qual, em meio ao caos, Kevin acaba sendo esquecido.

Assim, Batalha divertidamente tece alguns parâmetros e estima que a probabilidade de quatro adultos não acordarem antes das 8h na ausência de um alarme seja de aproximadamente 0,13%. O autor acrescenta que outras variáveis poderiam reduzir ainda mais essa chance, como crianças que acordam mais cedo, ansiedade pré-viagem, adultos dormindo em casais, que pode ocasionar sono mais fragmentado. 
Observações adicionais que cooperaram para que o Kevin fosse esquecido:

Na noite anterior, a passagem e o passaporte do Kevin foram acidentalmente jogados no lixo, quando o pai limpou uma bagunça na mesa de jantar.

Nas vans de transporte, a irmã do Kevin o confundiu um vizinho durante a contagem de passageiros antes do embarque.

Ou seja, para que esse clássico natalino desse certo, muita coisa precisou dar errado. Conforme concluiu Batalha: improvável, porém não impossível.

Rir, o melhor remédio

Fonte aqui