Em meio aos problemas de saúde e a velocidade dos acontecimentos, um fato interessante ocorreu com a CCX Carvão da Colômbia, uma empresa em processo de liquidação. No final de março, a empresa divulgou a seguinte informação:
A CCX CARVÃO DA COLÔMBIA S.A. – EM LIQUIDAÇÃO (“CCX” “Companhia”), em atendimento ao artigo 157, parágrafo 4º, da Lei nº 6.404/76, na forma da Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) nº 358/02, informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que:
1. Diante da quarentena decretada no estado do Rio de Janeiro (cf. Decreto nº 47.006 de 27 de março de 2020), onde se encontra a sede da Companhia, e conforme as recomendações emitidas pelo Ministério da Saúde (cf. Protocolo de Manejo Clínico para o Novo Coronavírus e Recomendações do Ministério da Saúde e da Anvisa para a Operação Regresso), e conforme autoriza o artigo 1º da Medida Provisória nº 931, de 30 de março de 2020, a Companhia decidiu adiar a realização da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de 2020 (“AGOE de 2020”), que inicialmente ocorreria em 30 de abril de 2020, para o dia 1º de junho de 2020.
(..) 3. Em linha com tal posicionamento, e considerando que Assembleias Gerais são eventos essencialmente caracterizados pela aglomeração de pessoas, a Companhia concluiu por adiar a AGOE de 2020 para 1º de junho de 2020. A Companhia destaca, ainda, que o principal objetivo da referida medida é proteger e resguardar seus acionistas neste momento tão sensível.
4. Some-se a isto o fato de que a circulação interestadual e intermunicipal de pessoas tem se tornado cada vez mais difícil, tendo em vista a imposição de restrições de deslocamento e também de redução da disponibilidade de meios de transporte. Desse modo, a alteração da data da AGOE de 2020 é a medida mais adequada para garantir aos acionistas a possibilidade de comparecer à AGOE de 2020 e exercer plenamente seus direitos.
Até aqui tudo bem. A empresa fez o que muitas outras também fizeram: mudar a data da assembleia. Mas chama atenção o próximo item:
5. Nesse sentido, a Companhia orienta os seus acionistas e o mercado em geral a desconsiderarem o Edital de Convocação publicado hoje no jornal Monitor Mercantil e no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, que convocava a AGOE para o dia 30 de abril de 2020.
Resumindo: a empresa publicou um edital de convocação para uma assembleia no dia 30 de março e no mesmo dia desmarcou a assembleia. Muito rápido.
13 abril 2020
Alocação dinâmica de ativos com atenção aos tributos
Resumo:
We consider dynamic asset allocation problems where the agent is required to pay capital gains taxes on her investment gains. These are very challenging problems because the tax owed whenever a security is sold depends on the cost basis, and this results in high-dimensional problems, which cannot be solved exactly except in the case of very stylized problems with just one or two securities and relatively few time periods. In this paper, we focus on exact and average cost-basis problems, make the limited use of losses (LUL) assumption and develop simple heuristic trading policies for these problems when there are differential tax rates for long- and short-term gains and losses. We use information relaxation-based duality techniques to assess the performance of these trading policies by constructing unbiased lower and upper bounds on the (unknown) optimal value function. In numerical experiments with as many as 80 time periods and 25 securities we find our best suboptimal policy is within 3–10 basis points of optimality on a certainty equivalent (CE) annualized return basis. The principal contribution of this paper is in demonstrating that while the primal problem remains very challenging to solve exactly, we can easily solve very large dual problem instances. Moreover, dual tractability extends to standard problem variations, including problems with random time horizons, no wash sales constraints, intertemporal consumption and recursive utility, as well as the step-up feature of the U.S. tax code, among others
Martin Haugh, Garud Iyengar, Chun Wang (2016) Tax-Aware Dynamic Asset Allocation. Operations Research Published online in Articles in Advance 24 Jun 2016 . http://dx.doi.org/10.1287/opre.2016.1517
We consider dynamic asset allocation problems where the agent is required to pay capital gains taxes on her investment gains. These are very challenging problems because the tax owed whenever a security is sold depends on the cost basis, and this results in high-dimensional problems, which cannot be solved exactly except in the case of very stylized problems with just one or two securities and relatively few time periods. In this paper, we focus on exact and average cost-basis problems, make the limited use of losses (LUL) assumption and develop simple heuristic trading policies for these problems when there are differential tax rates for long- and short-term gains and losses. We use information relaxation-based duality techniques to assess the performance of these trading policies by constructing unbiased lower and upper bounds on the (unknown) optimal value function. In numerical experiments with as many as 80 time periods and 25 securities we find our best suboptimal policy is within 3–10 basis points of optimality on a certainty equivalent (CE) annualized return basis. The principal contribution of this paper is in demonstrating that while the primal problem remains very challenging to solve exactly, we can easily solve very large dual problem instances. Moreover, dual tractability extends to standard problem variations, including problems with random time horizons, no wash sales constraints, intertemporal consumption and recursive utility, as well as the step-up feature of the U.S. tax code, among others
Martin Haugh, Garud Iyengar, Chun Wang (2016) Tax-Aware Dynamic Asset Allocation. Operations Research Published online in Articles in Advance 24 Jun 2016 . http://dx.doi.org/10.1287/opre.2016.1517
12 abril 2020
Barça e Superfaturamento - Parte 2
A novela envolvendo o clube de futebol Barcelona teve mais um capítulo (vide post anterior aqui).
Diante das denúncias, a empresa de auditoria PwC foi contratada para analisar o contrato entre o clube catalão e a empresa I3 Ventures. Esta empresa foi contratada para gerir as mídias sociais do clube, mas em um determinado momento começou a atacar jogadores (Messi, inclusive) e adversários do presidente atual.
O jornal espanho Sport (via aqui) teve acesso ao relatório inicial da empresa de auditoria. A PwC afirmou que o contrato entre o clube e a I3Ventures teria um valor de apenas 150 mil euros. Este é o valor que o clube deveria pagar pelos serviços da I3. O valor do contrato foi de 980 mil euros.
Mas duas coisas chamam a atenção. A primeira é que os pagamentos foram realizados em cinco parcelas, cada uma de 198 mil euros. Este valor é interessante, pois existe uma norma de controle interno que pagamentos acima de 200 mil euros devem ser aprovados por uma comissão interna.
O segundo ponto: parece que as faturas entre a I3 Ventures e o Barcelona foram "destruídas". Estranho, não? Mas nunca é demais lembrar que o presidente anterior do Barcelona esteve envolvido em diversos negócios escusos, chegando a ficar quase dois anos preso.
Negociação de ações: pessoas físicas perdem muito
Resumo:
Individual investor trading results in systematic and economically large losses. Using a complete trading history of all investors in Taiwan, we document that the aggregate portfolio of individuals suffers an annual performance penalty of 3.8 percentage points. Individual investor losses are equivalent to 2.2% of Taiwan’s gross domestic product or 2.8% of the total personal income. Virtually all individual trading losses can be traced to their aggressive orders. In contrast, institutions enjoy an annual performance boost of 1.5 percentage points, and both the aggressive and passive trades of institutions are profitable. Foreign institutions garner nearly half of institutional profits.
Brad M. Barber, Yi-Tsung Lee, Yu-Jane Liu, Terrance Odean, Just How Much Do Individual Investors Lose by Trading?, The Review of Financial Studies, Volume 22, Issue 2, February 2009, Pages 609–632, https://doi.org/10.1093/rfs/hhn046
Individual investor trading results in systematic and economically large losses. Using a complete trading history of all investors in Taiwan, we document that the aggregate portfolio of individuals suffers an annual performance penalty of 3.8 percentage points. Individual investor losses are equivalent to 2.2% of Taiwan’s gross domestic product or 2.8% of the total personal income. Virtually all individual trading losses can be traced to their aggressive orders. In contrast, institutions enjoy an annual performance boost of 1.5 percentage points, and both the aggressive and passive trades of institutions are profitable. Foreign institutions garner nearly half of institutional profits.
Brad M. Barber, Yi-Tsung Lee, Yu-Jane Liu, Terrance Odean, Just How Much Do Individual Investors Lose by Trading?, The Review of Financial Studies, Volume 22, Issue 2, February 2009, Pages 609–632, https://doi.org/10.1093/rfs/hhn046
O Perigo do Covid-19
Esta animação mostra a razão do Covid-19 não ser uma "gripezinha" qualquer
Os dados são dos Estados Unidos, mas podem ser replicados em qualquer outro país.
Os dados são dos Estados Unidos, mas podem ser replicados em qualquer outro país.
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