19 dezembro 2018
18 dezembro 2018
Fim das Pedaladas? Acho que não ...
Eis uma notícia divulgada pelo G1:
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, informou nesta terça-feira (18) que uma mudança no processo de pagamentos da União vai impedir que as despesas de um ano sejam adiadas para o ano seguinte, acabando com as chamadas "pedaladas fiscais" [1].
Almeida explicou que, atualmente, entre a emissão da ordem bancária e o efetivo pagamento há uma demora que pode chegar a sete dias. Por isso, na virada do ano, é comum que uma ordem seja emitida nos últimos dias de dezembro, mas que o desembolso só ocorra em janeiro.
Essa burocracia contábil [2] pode ser usada como forma de adiar o pagamento de despesas, no mecanismo que ficou conhecido [3] como "pedaladas fiscais". Dessa forma, o impacto para as contas públicas no ano corrente é reduzido, melhorando as estatísticas fiscais da União.
O uso desse expediente se intensificou durante o governo da presidente Dilma Rousseff e foi um dos motivos que levaram ao seu impeachment, em 2016.
Gestão de recursos
Com a mudança anunciada nesta terça-feira, a ordem bancária e o saque do dinheiro da Conta Único do Tesouro serão feitos no mesmo dia. A regra começa a valer em janeiro.
"Essa diferença de dias entre ordem bancária e o efetivo pagamento fazia sentido há alguns anos atrás, porque as ordens bancárias eram preenchidas de forma manual. Você tinha que assinar um papel e tinha que pegar o papel físico e levar ao Banco do Brasil para ocorrer o pagamento. Hoje é feito de forma eletrônica", explicou Mansueto.
De acordo com o secretário, a medida vai gerar uma economia de R$ 35 milhões ao ano por causa da melhoria na gestão dos recursos [4]. No entanto, ele avalia que o principal ganho é na transparência das contas públicas.
“Não vai mais ter essa discrepância entre ordem bancária e pagamento. Acontecia muito, no final do ano, de você fazer emissões de ordens bancárias e o pagamento só ocorrer no ano seguinte. Isso deixa de acontecer. Vai dar muito mais controle de fato do que está no orçamento e na execução. O maior benefício é a transparência”, defendeu.
Entre este e o próximo ano, será feita uma transição da regra. No final deste mês, o governo teria que emitir uma ordem bancária de cerca de R$ 32,9 bilhões referentes a benefícios previdenciários e folha de pagamentos, a serem pagos em janeiro de 2019. Com a mudança, essa ordem será emitida somente no mês que vem.
Almeida explicou que o dinheiro não será direcionado a outras despesas, pois serão inscritas como “restos a pagar processados”, garantindo sua utilização para essa finalidade em janeiro. A partir de 2019, a ordem bancária e o pagamento serão feitos sempre no mês de dezembro.
[1] Não acho que esta medida acabe com todas as possibilidades de pedaladas.
[2] Então a burocracia é contábil. Qual a razão desta injúria?
[3] As pedaladas vão além.
[4] Este número dá razão a tese que a medida não acaba com as pedaladas. Em um orçamento de 2018 é de $3,6 trilhões ou 10 bilhões por dia, aproximadamente. Esta medida irá trazer uma economia de 35 milhões ou 0,35% deste valor. Se fosse acabar com as pedaladas, certamente a economia seria maior.
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, informou nesta terça-feira (18) que uma mudança no processo de pagamentos da União vai impedir que as despesas de um ano sejam adiadas para o ano seguinte, acabando com as chamadas "pedaladas fiscais" [1].
Almeida explicou que, atualmente, entre a emissão da ordem bancária e o efetivo pagamento há uma demora que pode chegar a sete dias. Por isso, na virada do ano, é comum que uma ordem seja emitida nos últimos dias de dezembro, mas que o desembolso só ocorra em janeiro.
Essa burocracia contábil [2] pode ser usada como forma de adiar o pagamento de despesas, no mecanismo que ficou conhecido [3] como "pedaladas fiscais". Dessa forma, o impacto para as contas públicas no ano corrente é reduzido, melhorando as estatísticas fiscais da União.
O uso desse expediente se intensificou durante o governo da presidente Dilma Rousseff e foi um dos motivos que levaram ao seu impeachment, em 2016.
Gestão de recursos
Com a mudança anunciada nesta terça-feira, a ordem bancária e o saque do dinheiro da Conta Único do Tesouro serão feitos no mesmo dia. A regra começa a valer em janeiro.
"Essa diferença de dias entre ordem bancária e o efetivo pagamento fazia sentido há alguns anos atrás, porque as ordens bancárias eram preenchidas de forma manual. Você tinha que assinar um papel e tinha que pegar o papel físico e levar ao Banco do Brasil para ocorrer o pagamento. Hoje é feito de forma eletrônica", explicou Mansueto.
De acordo com o secretário, a medida vai gerar uma economia de R$ 35 milhões ao ano por causa da melhoria na gestão dos recursos [4]. No entanto, ele avalia que o principal ganho é na transparência das contas públicas.
“Não vai mais ter essa discrepância entre ordem bancária e pagamento. Acontecia muito, no final do ano, de você fazer emissões de ordens bancárias e o pagamento só ocorrer no ano seguinte. Isso deixa de acontecer. Vai dar muito mais controle de fato do que está no orçamento e na execução. O maior benefício é a transparência”, defendeu.
Entre este e o próximo ano, será feita uma transição da regra. No final deste mês, o governo teria que emitir uma ordem bancária de cerca de R$ 32,9 bilhões referentes a benefícios previdenciários e folha de pagamentos, a serem pagos em janeiro de 2019. Com a mudança, essa ordem será emitida somente no mês que vem.
Almeida explicou que o dinheiro não será direcionado a outras despesas, pois serão inscritas como “restos a pagar processados”, garantindo sua utilização para essa finalidade em janeiro. A partir de 2019, a ordem bancária e o pagamento serão feitos sempre no mês de dezembro.
[1] Não acho que esta medida acabe com todas as possibilidades de pedaladas.
[2] Então a burocracia é contábil. Qual a razão desta injúria?
[3] As pedaladas vão além.
[4] Este número dá razão a tese que a medida não acaba com as pedaladas. Em um orçamento de 2018 é de $3,6 trilhões ou 10 bilhões por dia, aproximadamente. Esta medida irá trazer uma economia de 35 milhões ou 0,35% deste valor. Se fosse acabar com as pedaladas, certamente a economia seria maior.
A primeira vez do Google
No livro A Googlelização de Tudo, o autor relata a primeira vez que o Google apareceu na imprensa dos Estados Unidos:
Veja que curioso. Encontrei o termo "google" no Estado de São Paulo de 1929 (1 de jun, p. 6):
Interessante a existência de alguém como sobre Google no Brasil. Além disto, era notícia de jornal que viajava de avião naquela época.
O nome da empresa só irá aparecer no jornal no ano 2.000.
A Business Week mencionou o Google pela primeira vez em setembro de 1998. Numa breve menção ao modo de funcionamento dos mecanismos de busca e ao desafio de avaliar a qualidade de seus resultados, seus editores escreveram: "Há outro sistema de classificação que pode ser ainda melhor para os empresários e administradores. O Google (http://google.stanford.edu/) avalia outros sites da rede pelo número de outros sites ligados a eles. Em outras palavras, as avaliações são determinadas não pelos navegadores, mas por webmasters que supostamente levaram algum tempo para avaliar um site antes de colocar um link para ele. (...)"
É digno de nota que o link oferecido nesse artigo para acessar o Google estivesse no sistema de computadores da Stanford University. Essa é a referência mais antiga que consegui encontrar do mecanismo de busca que, dez anos depois, dominaria a rede (...)
Veja que curioso. Encontrei o termo "google" no Estado de São Paulo de 1929 (1 de jun, p. 6):
Interessante a existência de alguém como sobre Google no Brasil. Além disto, era notícia de jornal que viajava de avião naquela época.
O nome da empresa só irá aparecer no jornal no ano 2.000.
Mito do Capitalismo: pouca concorrência, muita concentração
[..]
In industry after industry, they can only purchase from local
monopolies or oligopolies that can tacitly collude. The U.S. now has
many industries with only three or four competitors controlling entire
markets. Since the early 1980s, market concentration has increased
severely. We’ve already described the airline industry. Here are other
examples: - Two corporations control 90 percent of the beer Americans drink.
- Five banks control about half of the nation’s banking assets.
- Many states have health insurance markets where the top two insurers have an 80 percent to 90 percent market share. For example, in Alabama one company, Blue Cross Blue Shield, has an 84 percent market share and in Hawaii it has 65 percent market share.
- When it comes to high-speed Internet access, almost all markets are local monopolies; over 75 percent of households have no choice with only one provider.
- Four players control the entire U.S. beef market and have carved up the country.
- After two mergers this year, three companies will control 70 percent of the world’s pesticide market and 80 percent of the U.S. corn-seed market.
Amazon is crushing retailers and faces conflicts of interest as both the dominant e-commerce seller and the leading online platform for third-party sellers. It can determine what products can and cannot sell on its platform, and it competes with any customer that encounters success.
Apple’s iPhone and Google’s Android completely control the mobile app market in a duopoly, and they determine whether businesses can reach their customers and on what terms. Existing laws were not even written with digital platforms in mind.
So far, these platforms appear to be benign dictators, but they are dictators nonetheless.
[..]
Fonte: aqui
Periódico para publicação
Para quem deseja publicar, a Revista da CGU pode ser um oportunidade interessante: a revista está na base de dados REDIB e está adotando a publicação continuada.
A revista pode ser acessada aqui.
A revista pode ser acessada aqui.
Aula ou Consultoria
Vale a pena o governo ajudar as pequenas e médias empresas? No momento em que o Brasil discute a qualidade da destinação de recursos privados para o Sistema S, seria importante ter elementos para verificar se a destinação de bilhões de reais para estas entidades, entre as quais uma delas destinada a fomentar empresas de pequeno porte, é justificado. O problema é que não temos um levantamento sério sobre o desempenho das entidades (aqui um texto do jornal Valor Econômico sobre a dificuldade de obter esta informação). As entidades de fiscalização do gasto público não conseguem romper a barreira.
Uma pesquisa (via aqui) realizada no Quênia mostrou que pode valer a pena, mas depende da forma como é feita a ajuda. A pesquisa comparou o lucro das empresas que não receberam nenhum apoio com as empresas que tiveram aulas e aquelas que foram orientadas. O lucro seria uma medida do sucesso da empresa.
Quando se compara a empresa sem apoio com outra onde o apoio estava restrito a sala de aula é possível notar pouca diferença. Já quando é empresa é orientada, como seria a “consultoria” do Sebrae, há claramente uma melhoria na lucratividade.
Isto não garante que o Sebrae seja rentável para a sociedade. Em primeiro lugar, a pesquisa foi realizada em outro país; segundo, seria necessário levar em consideração o custo da "consultoria" fornecida pelo Sebrae para saber se é viável ou não.
Uma pesquisa (via aqui) realizada no Quênia mostrou que pode valer a pena, mas depende da forma como é feita a ajuda. A pesquisa comparou o lucro das empresas que não receberam nenhum apoio com as empresas que tiveram aulas e aquelas que foram orientadas. O lucro seria uma medida do sucesso da empresa.
Quando se compara a empresa sem apoio com outra onde o apoio estava restrito a sala de aula é possível notar pouca diferença. Já quando é empresa é orientada, como seria a “consultoria” do Sebrae, há claramente uma melhoria na lucratividade.
Isto não garante que o Sebrae seja rentável para a sociedade. Em primeiro lugar, a pesquisa foi realizada em outro país; segundo, seria necessário levar em consideração o custo da "consultoria" fornecida pelo Sebrae para saber se é viável ou não.
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