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09 outubro 2011

Apontamentos com estilo

A arte de escrever pesquisa vem com alguns detalhes que às vezes fazem toda a diferença. Por isso tenho o costume de prestar atenção em dicas pessoais, além de tudo aquilo que aprendemos em aulas de metodologia, em livros, ou aqui no blog! :)

Eu tive um professor que nos ensinou que deveríamos deixar um caderninho sempre a mão. Às vezes acordamos no meio da noite com uma ideia genial para a nossa dissertação! E então, na manhã seguinte, já não nos lembramos de nada. O professor pegou, à vista disso, o costume de anotar ideias a todo o momento. E isso pode acontecer quando você está conversando com alguém ou assistindo a um filme. O descanso é essencial, mas sabemos que nosso subconsciente continua trabalhando, aí vem lampejos de criatividade ou respostas tão procuradas, mas não temos como parar tudo aquilo e ir para o computador escrever.

Existe uma linha super notória de cadernos italianos que se chama Moleskine. Não sei se vocês já ouviram falar. O material é ótimo, mas aparentemente a fama (e consequentemente, os preços) se dá por ter sido utilizada por cientistas e pesquisadores renomados. (Uma curiosidade: no filme Indiana Jones e a Última Cruzada, o pai de Indiana, o professor Henry Jones, mantém suas anotações de pesquisa em um Moleskine).

No Brasil há uma linha artística, sustentável e bem mais em conta. Os meus cadernos de anotações são da Corrupiola, super fofos e charmosos. Recomendo para os seus apontamentos de pesquisa ou de “lista de afazeres”. Os cadernos são costurados a mão (então não se estraçalham) e sem pauta – o que eu acho perfeito (mas há os com pauta). Que tal personalizar o material para ver se o seu espírito é renovado (especialmente naqueles momentos em que o cansaço toma tanto conta do nosso corpo que não sabemos como continuar)?
(Pros meninos: recomendo um mini caderno que é show e cabe na carteira! Fantástico!).

Fica a dica. Boa pesquisa a todos!


P.S. - Eu não conheço todos, mas recebi indicações de algumas outras cadernetas disponíveis: aqui, aqui e aqui. Para quem faz questão de um moleskine, comprar pela Amazon fica mais em conta que nas papelarias brasileiras. Quem conhecer e tiver feedbacks, por favor, participe nos comentários!

08 outubro 2011

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

Entrevista BBC a Alessio Rastani: O mundo vai acabar! (Portuguese subbed)



Sugestão de Rafael Ourique, grato. Observem que no final ele diz que a GS não está interessada no salvamento. Segundo comentário de Rafael:

Os erros de português podem fazer os olhos sangrarem, mas é uma visão interessante da situação e pode gerar boas discussões. De qualquer forma, melhor tentar compartilhar e arriscar que a contribuição não seja aceita do que não tentar e ter certeza que não será aceita. NOTA: não, não legendei o vídeo


P.S. Eis o que li hoje, após postar o vídeo, na Folha:

A sinceridade provocou suspeitas e o jornal "Telegraph" descobriu que Rastani, autor de um blog sobre finanças, não tinha autorização para trabalhar na City londrina.

Bebe globalizado

Adquira o óvulo em um país, faça a fertilização em outro e contrate a mãe de aluguel num terceiro. Está pronto o seu filho – com muita economia.

Seu celular é made in China. A camiseta foi produzida no Vietnã. O vinho que você bebe veio da Argentina. Se tudo é globalizado, por que o seu filho não pode ser? A nova moda entre os casais que precisam de ajuda ara ter filhos é recorrer a países como índia, Grécia e Pana,á, onde é possível comprar óvulos ou esperma, fazer a inseminação, alugar uma barriga e até fazer o parto. A vantagem é que isso fica bem mais barato e permite realizar legalmente procedimentos que são proibidos em muitos países – como o comércio de óvulos e esperma e a barriga de aluguel remunerada.

O negócio é explorado por empresas como Planet Hospital, cujo site (www.planethospital.com) o cliente pode escolher de qual país virá o óvulo e/ou esperma, onde nascerá o bebê, onde vai morar a mãe de aluguel e até selecionar o sexo da criança. Dos clientes da Planet Hospital, 40%são casais homossexuais que querem ter filhos biológicos. Os outros são casais heterossexuais, geralmente com mais de 40 anos. A prática é legal, mas é vista com maus olhos por alguns cientistas. “Por mais que seja aceitável do ponto de vista médico, isso é exploração da pobreza [da mãe de aluguel]”, diz o especialista em reprodução, Carlos Petta, da Unicamp.



Postado por Isabel Sales. Fonte: Superinteressante, ed. 269.