Translate

31 maio 2011

Valor Econômico 2

É louvável que um jornal econômico dedique seis páginas (incluindo os anúncios) sobre a IFRS. É bem verdade que este jornal beneficiou-se com a adoção das normas, já que o número de balanços publicados aumentou significativamente. Mas parabéns ao Valor Econômico pela iniciativa.

Os aspectos abordados são aqueles mais relevantes: a história das normas, a preparação dos profissionais, as novas mudanças, os setores mais atingidos ou onde ainda existem polêmicas (pequenas empresas, construção e financeiro).

Não resta dúvida que devemos adquirir este número e ler com bastante atenção. Apresentamos, neste blog somente um breve resumo do conteúdo, mas recomendamos uma leitura completa do próprio jornal.

Entretanto, parece que faltou algo a mais. Os textos são enviesados, favoráveis as normas. Personagens relevantes não foram citados (Eliseu Martins, Ariosvaldo, alguém do Conselho, do governo federal), focando os auditores (amplamente favoráveis as mudanças, já que estão patrocinando-as através dos largos financiamentos ao Iasb) e alguns pesquisadores específicos.

É inegável que a adoção das normas internacionais representou, para países como o Brasil, um grande avanço na sua contabilidade. Entretanto, existem problemas e “fazer de conta” que tudo é positivo não ajuda muito. 

Valor Econômico

O jornal Valor Econômico circula no dia de hoje com um caderno especial sobre IFRS. São várias reportagens sobre o assunto.

Tempos Contábeis – Faz uma comparação entre a tradição contábil brasileira e a IFRS. O quadro comparativo é da KPMG, apresentando os aspectos positivos das normas internacionais. Chama o Demeed Cost de reavaliação de ativos, destaca a importância das notas explicativas. Comenta sobre alguns dos efeitos das normas

Novas Normas vieram com inserção mundial – Associa a mudança para IFRS com a inserção da economia brasileira na economia mundial (mas a Índia, que possui uma inserção maior, não adotou ainda a IFRS), a estabilidade econômica e os investimentos estrangeiros. Faz um histórico, com a criação do CPC, a Lei 11638 e 11941

Maior Desafio foi a preparação técnica dos profissionais – o título já diz seu conteúdo. Mas o foco são os auditores.

Setor público tem até 2012 para se adequar ao novo padrão contábil – Sobre as normas do setor, as IPSAS. O texto cita uma pessoa da Anefac e um professor da Trevisan, mas ninguém do governo (STN, por exemplo) ou do CFC, que está conduzindo o processo.

Bancos e Seguradoras devem apresentar dois balanços – De forma suave, discute o fato de que ainda não foi adotada as normas internacionais, segundo o CPC, pelo Bacen e Susep.

Mudanças devem atingir empresas de vários setores – Comenta sobre as novas mudanças que estão sendo discutidas pelo Iasb e o Fasb. Isto inclui assuntos polêmicos, como reconhecimento de receitas.

Tudo começou com a internacionalização do mercado de capital – Aqui um histórico das normas internacionais, desde o surgimento do Iasc.

Novo padrão é passaporte para bolsas de todo mundo – Faz uma análise da convergência já feita nas empresas brasileiras. Destaca a melhora da qualidade das informações.

Demonstrativos ficam mais transparentes – Afirma que o impacto das IFRS ainda não pode ser medido, mas que pode ser influenciado por aspectos econômicos. Ou seja, não é possível (ou é difícil) mensurar os efeitos das normas sobre os resultados contábeis. Mas o texto afirma que a contabilidade ficou mais transparente.

Interpretação de contratos afeta o setor imobiliário – O foco é o efeito das normas sobre a área da construção civil.

Pequenas e médias contam com sistema simplificado – Destaca as normas para as empresas de menor porte e seus efeitos.

Novos Conceitos levam benefícios e desafios para gestão de companhias – Ainda sobre as pequenas e médias empresas, agora com o foco na gestão. 

Bolha Imobiliária

O vídeo abaixo mostra, de forma didática, como ocorreu a bolha imobiliária na Espanha. Muito didático. Via aqui

Rolls - Royce faz aposta agressiva no Pré-sal

O grupo industrial britânico Rolls-Royce, famoso pelos automóveis de luxo, aposta agressivamente na exploração de petróleo da camada pré-sal no Brasil, informa o jornal “Financial Times”.A empresa disputa com a General Electric o fornecimento de 32 motores para a Petrobrás usar em suas plataformas de perfuração, em “uma linha de negócios que pode movimentar US$ 2,5 bilhões nos próximos cinco anos”, reporta o “FT”.

A Rolls-Royce também tem planos de aumentar em 200 pessoas o número de funcionários na América Latina (de 500 para 700). A “vasta maioria” desse acréscimo estará no Brasil, segundo o jornal. Além do pré-sal, a empresa britânica também aproveita o crescimento da demanda por viagens aéreas e vende motores para a Embraer.


“Achamos que o Brasil é uma grande oportunidade. Parte disso é circunstancial; o mundo hoje não tem muitas opções para investir, de modo que todos os olhos estão voltadas para os países emergentes que sofreram menos com a crise de 2008. [...] O Brasil está atingindo a maturidade”, disse ao “Financial Times” o presidente da Rolls Royce na América Latina, Francisco Itzaina.

Fonte: Sívio Guedes

Leia mais: A maldição do pré-sal- Por Demétrio Magnoli

E se os tributos não existisse?

Isso pode doer no coração e no bolso, mas a verdade é que não chegaríamos muito longe sem tributos. Grandes conquistas da civilização só foram possíveis graças à riqueza acumuladas com os impostos. Foi com dinheiro público que reis, imperadores e presidentes nos levaram a conquistas, desde as mais simples - como a construção de estradas - até as mais complexas - como a chegada do homem à Lua.

Até o próprio governo como o conhecemos só existe por causa dos impostos. Tudo começou como uma forma de reverência: nas primeiras civilizações, os tributos serviram como oferenda a reis que se consideravam divindades. Não eram revertidos em nenhum serviço à população. Tinham a função de diferenciar os senhores dos súditos. (Não à toa a palavra "tributo" serve tanto para imposto como para homenagem.) Era essa divisão que dava status e legitimidade aos líderes.

Se o imposto não tivesse surgido, os primeiros governantes seriam fracos. Fariam mandatos sem muitas realizações. Ainda que estivessem determinados a organizar a vida da comunidade, não teriam estímulo para tomar decisões importantes: não receberiam salário pela função nem contariam com caixa para financiar grandes empreitadas, como guerras ou reformas relevantes. Assim, o desenvolvimento da sociedade dependeria de iniciativas individuais ou de grupos organizados, que juntariam seus recursos e esforços para melhorar a vida.

Não teríamos ido muito além das tribos primitivas que ainda existem, como indígenas, esquimós e aborígenes. Democracia, direitos fundamentais, conhecimento tecnológico, tudo avançaria pouco. Nossa vida seria bem mais simples, como você vê a seguir.

Afrouxem os cintos, o Leão sumiu

Livres de impostos, presos na Idade Média.


Leia o restante da matéria : aqui.

Fonte: Fernando Brito - Super Interessante

Social

Na sua reunião anual de acionistas nesta sexta-feira, o fundo de pensão da cidade de Nova Iorque, que possui um pequeno percentual de ações da Wal-Mart, planeja pedir à empresa [Wal-Mart] para exigir dos vendedores publicar relatórios anuais detalhando as condições de trabalho em suas fábricas. (...) A Wal-Mart se opõe ao pedido, citando a dificuldade de convencer os fornecedores a emitir relatórios. (...) "Embora o Wal-Mart, por vezes, envia auditores para verificar as condições de trabalho, quando o auditor vai à fábrica, o trabalhador é treinado pela gerência para dizer mentiras na frente dos auditores - que estão sendo pagos salários dignos, que não são sendo assediados", disse ela [Kalpona Akter. sindicalista de Bangladesh]. (New York Times)

Perda

Sobre a questão dos direitos de imagem dos clubes de futebol no Brasil, o presidente do Atlético do Paraná afirma:

Segundo cálculos da comissão dos clubes à época, o faturamento chegaria a R$ 1,5 bilhão por ano. É mais do que a Globo vai pagar no total para os clubes isoladamente. O presidente do Atlético Mineiro (Alexandre Kalil) calculou que os clubes estavam jogando fora entre R$ 300 e R$ 400 milhões por ano fechando contratos individuais.

Só a Rede TV! propôs pagar R$ 516 milhões anuais sem a concorrência da Record e da Globo, o que poderia elevar ainda mais o valor. Ainda tinha as licitações de pay-per-view, internet, telefonia móvel e direitos. Isso é uma questão política, com interferência do (Ricardo) Teixeira e que resultou na alta de 100% dos contratos, mas na verdade era para ter subido ainda mais