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07 abril 2015

Curso de Contabilidade Básica: Economia de Escala

Os custos podem ser classificados conforme a variação a atividade da empresa. Se os custos variam conforme a atividade eles são denominados de custos variáveis; permanecendo constantes recebem a denominação de custos fixos. Quanto mais uma empresa produzir e vender, os custos fixos por unidade irão reduzir. Este efeito é denominado de economia de escala.

A economia de escala é importante para uma empresa por permitir que a empresa possa, por exemplo, ganhar mercado.

A Eurofarma apresentou o gráfico acima no seu balanço anual do exercício de 2014. Compara o aumento do dissídio - aumento de salário, com o aumento dos preços medido pelo IPCA e o aumento nos preços dos produtos da empresa. Logo a seguir a explicação da empresa:

A combinação destes fatores poderia afetar negativamente as margens da companhia, mas isso só não vem ocorrendo, porque a empresa atingiu um alto crescimento em vendas, o que permitiu a diluição dos custos fixos.

Um exemplo prático e elegante do poder da economia de escala.

Regressão

A figura abaixo apareceu no balanço da Cesp. A empresa estava apresentando os aspectos atuariais...
Utilizou uma regressão log, que apresentou um elevado R2. Mas os pontos mostram que esta talvez não seja a melhor opção em termos estatísticos.

Dispersão

Em 1961 George Stigler escrevia, em The Economics of Information, que a dispersão do preço era a manifestação da ignorância do mercado.

Informação do jornal Estado de S Paulo indica que o valor da amortização que poderia ser feita na Petrobras: entre 20 a 40 bilhões de reais. Se esta notícia for verdadeira, seria a comprovação da medida da ignorância sobre os efeitos dos problemas que a empresa está passando.

06 abril 2015

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

Finanças Pessoais: Pirâmide

A pirâmide é um tipo de rendimento que oferece um elevado retorno. Parece ser extremamente atrativo, e é se você souber a hora de aplicar seus recursos e sair. Por suas características, a pirâmide está fadada a quebra: ou seja, se você mantiver seu dinheiro aplicado neste tipo de investimento, fatalmente irá perder tudo, ou quase tudo, em algum momento do futuro. Por este motivo, o conselho geral é não invista em investimento com a característica de pirâmide.

E quais são as características de um investimento do tipo pirâmide? Em primeiro lugar, a promessa de elevados retornos para o seu dinheiro. Se uma proposta oferecer uma rentabilidade bem acima do normal, saiba que pode ser uma pirâmide. A oferta de uma elevada rentabilidade é apregoada pela comparação com outros investimentos ou depoimentos pessoais.

A segunda característica de uma pirâmide é que depende de um processo de captura de novos aplicadores. Assim, se você foi um dos primeiros a fazer a aplicação existe probabilidade de ganhar algum dinheiro; mas se você entrou no final, provavelmente irá perder seus recursos. Esta característica permite que o gestor da pirâmide pague os primeiros investidores com o dinheiro que está entrando dos novos. Se ele conseguiu muitas novas pessoas que acreditaram nas suas promessas, estas pessoas irão aplicar seus recursos e somente receber no futuro. Mas o dinheiro que entrar irá ser usado para o pagamento das promessas antigas. Se não conseguir muitas novas pessoas, o esquema irá ruir e muitos perderão.

O que leva uma pessoa a colocar seus recursos numa pirâmide? Existem várias explicações, como a ganância, o otimismo exagerado, a credulidade, a inveja, entre outras. Para não ser enganado faça sempre duas perguntas: O investimento está prometendo um retorno muito maior que uma aplicação comum?; Dependem de novos aplicadores para continuar? A segunda pergunta é mais difícil de ser respondida; talvez possa ser substituída por: meus conhecidos já sabem do esquema e estão aplicando seus recursos no esquema? Se a resposta for afirmativa, saia já, pois é melhor ser um desconfiado com dinheiro do que um ganancioso sem recursos para o futuro.

Nos últimos anos tivemos vários casos de pirâmide: o boi gordo, a avestruz e o Telex-free são alguns exemplos.

Campeonato mundial de xadrez feminino

Sessenta e quatro jogadoras de xadrez estiveram em Sochi, na Rússia, para disputar o título mundial de xadrez feminino. O sistema de disputa foi o famoso “mata-mata”, onde ao final de dois jogos, uma jogadora saía da disputa e outra continuava. Eram dois jogos e existindo empate eram disputadas partidas duplas rápidas até que prevalecesse a vantagem de uma das competidoras.

E o sistema mostrou que no sistema de mata-mata nem sempre a melhor jogadora vence. Em 2012 a ucraniana Anna Ushenina, atualmente somente a 21ª. mais forte jogadora, venceu a ex-campeã búlgara Stefanova (13ª.). Sem contar com a jogadora de maior pontuação no rating, a jovem chinesa Hou (rating de 2.686), o torneio iniciou com uma avassaladora participação de Humpy Koneru (rating de 2.581, jogadora mais forte do torneio). A indiana ganhou seis partidas seguidas, eliminando três jogadoras. Mas nas oitavas encontrou a ucraniana Mariya Muzychuk, vencendo o primeiro jogo e perdendo o segundo. No desempate, empatou o primeiro jogo, mas perdeu o quarto jogo, depois de cometer um erro, num jogo que estava favorável. Nas semi-finais disputavam uma ucraniana, Mariya (12º. No rating), outra indiana, Harika (16º), uma sueca, a veterana Pia Cramling (15ª) e uma russa, Pogonina (39ª). Mariya eliminou outra indiana, já no segundo desempate. E Pogonina eliminou a sueca, que anteriormente tinha eliminado a irmã de Mariya.

A final, em Sochi, Rússia, seria entre uma russa e uma ucraniana. A russa era a zebra, mas ela tinha superado diversos obstáculos. Sendo a 7ª. melhor jogadora da Rússia, o desafio era vencer Mariya, a segunda melhor jogadora da Ucrania (a sua irmã, Anna, é a melhor). Nenhuma delas possui o título de grande mestre internacional de xadrez, mas o rating de Mariya é de 2536, versus 2456. Mas Mariya tem somente 22 anos, enquanto Pogonina já está entrando na casa dos trinta anos. A ucraniana (fotografia) segurou dois empates, venceu o terceiro jogo e empatou a quarta partida, onde sempre esteve melhor.

Provavelmente no próximo ano teremos o encontro entre Mariya e Hou, a ex-campeã e melhor do mundo. Na última vez, Hou massacrou Ushenina por 5,5 a 1,5. Será que a chinesa repetirá a dose?

05 abril 2015

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

História da Contabilidade: Manoel José de Mello

Manoel José de Mello tem uma participação na história da contabilidade no Brasil: foi o primeiro a assinar um balanço divulgado que se tem notícia em terras brasileiras, o do Theatro de S. João (1).

Pouco sabe da vida desta pessoa, exceto que foi um rico comerciante, dono de embarcações e que viveu na cidade de Salvador. Mas também tinha uma função política, não somente por ter participação na luta de pela independência (2), mas pelos cargos de ocupou antes desta. Tudo leva a crer que Manoel José de Mello já habitava o país antes da chegada da família real, conforme noticia o livro Memórias Históricas, quando narrar à chegada em 1806 de uma esquadra francesa ao porto de Salvador (3). Em 1812 ajuda a biblioteca pública (4), então Livraria Pública, sendo seu tesoureiro (5). Mello foi, durante o governo do Conde dos Arcos, o tesoureiro da província da Bahia (6).

Sobre o Conde dos Arcos é necessário um adendo (7). Marcos de Noronha e Brito foi o último vice-rei do Brasil, no período de 1806 a 1808, quando a família real chegou ao Brasil. Com a chegada de João VI foi transferido para a Bahia, como governador. No cargo instalou uma tipografia onde imprimia o jornal Idade de Ouro, criou a biblioteca pública, o cais da alfandega e o Teatro. Foi posteriormente nomeado ministro da Marinha e Ultramar, transferindo para o Rio de Janeiro. Foi demitido por D. Pedro I logo depois do dia do Fico e enviado para Portugal.

Biblioteca Pública – A biblioteca pública foi criada em 1811 em Salvador por Pedro Ferrão. Na primeira administração faziam parte do padre Francisco Agostinho Gomes, secretario, Lúcio José de Matos, bibliotecário, José Avelino Balboa, administrador das subscrições, dois serventes e um pedreiro. Além do tesoureiro, posição ocupada pelo negociante Manoel José de Mello (8). A biblioteca pública é financiada por pessoas da cidade, que faziam “subscrições”. Em 1815 assume a direção o padre Francisco Agostinho Gomes, que busca no governo o financiamento através de uma loteria. Em 1821, Gomes é eleito deputado, deixando a direção para Manoel José de Mello, que acumula os cargos de administrador e secretário. A gestão de Mello irá durar até 1829. Neste período, a biblioteca não tinha como manter pela falta de subscrições e outros recursos. Caiu em decadência, sendo que o Visconde de Camamú fez uma intervenção, mas garantindo recursos públicos.


(1) Vide postagem anterior http://www.contabilidade-financeira.com/2013/04/1812-e-o-theatro-de-s-joao.html
(2) Citado em REBOUÇAS, Antonio Pereira. Recordações Patrióticas (1821-1838). Rio de Janeiro, G. Leuzinger&Filhos, 1879.
(3) SILVA, Ignacio Accioli de Cerqueira e. Memórias Históricas, e políticas de província da Bahia. Bahia, Tip. Do Correio Mercantil, 1835, p. 283.
(4) Idade D Ouro, 1812, ed 48, p 3.
(5) Idade De Ouro, 1814, ed 100, p. 2. É interessante notar que existe uma prestação de contas de Mello neste exemplar referente ao exercício de 8 de novembro de 1812 a 5 de dezembro de 1814.
(6) Almanach do Rio de Janeiro, 1817, ed 1 p. 159. Vide também a mesma publicação em 1816, ed. 1, p. 188.
(7) Conforme verbete da Wikipedia em http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcos_de_Noronha_e_Brito. Existe também um blog sobre este Conde: http://condedosarcos.blogspot.com.br
(8) SOARES, Francisco S. M et alii. A Biblioteca Pública da Bahia: dois séculos de história. Salvador: Secretaria da Cultura, 2011.

04 abril 2015

Rir é o melhor remédio





Completando o desenho

Fato da Semana: O Balanço do BNDES (Semana 14 de 2015)


Fato da Semana: Num período em que centenas de empresas fazem sua evidenciação anual, o destaque da semana foi a divulgação do balanço do banco BNDES. A notícia foi o parecer de auditoria com ressalva e a baixa com o investimento da Petrobras. O banco oficial reconhece uma perda de quase 3 bilhões de reais.

O BNDES não é um parâmetro de evidenciação: afinal, está em atrito com o TCU por não divulgar os empréstimos. E existe uma grande suspeita de favorecimento a certos grupos empresariais.

Qual a relevância disto? O balanço do BNDES é um indicativo de que certamente haverá uma grande amortização na Petrobras. Mas uma análise da qualidade da gestão e dos mecanismos de controle, que inclui a auditoria do TCU e a composição do comitê de auditoria, deve ser objeto de preocupação. Quem sabe se isto não possa ser um alarme para o controlador último do BNDES, o contribuinte, protestar contra a nomeação de pessoas com baixa qualificação nestas entidades.

Positivo ou Negativo – Negativo. Para o contribuinte, o balanço mostra como o seu dinheiro tem sido tratado. Existem muitos profissionais de elevada qualidade no BNDES, mas os indícios do balanço ...

Desdobramentos – Tenho dúvidas se o TCU irá conseguir no curto prazo a lista dos empréstimos do BNDES. Talvez no médio prazo os holofotes se voltem para o banco, deixando de lado, um pouco, a Petrobras.

02 abril 2015

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

Ainda a Petrobras

Ao mesmo tempo que anunciava um acordo com um banco chinês, a empresa de petróleo Petrobras está diante de um desconforto com a provável nomeação de Murilo Ferreira para assumir uma vaga no Conselho de Administração e talvez sua presidência. Ferreira é presidente da Vale, mas está sendo questionado se ele terá tempo para se dedicar a tarefa espinhosa na Petrobras. Anteriormente o mercado recebeu com desconfiança a nomeação de Bendine para presidência da empresa.

A imprensa tem noticiado o ambiente das recentes decisões da empresa, onde claramente existem dois grupos: do controlador e os demais, que geralmente discordam das decisões do governo.

Com respeito ao banco chinês é bom lembrar que a China tem "ajudado" alguns países da América Latina em dificuldade, como a Venezuela e Argentina. Esta ajuda geralmente é acompanhada pelo acesso ao mercado de insumos dos países. Talvez não seja o caso da Petrobras, mas a empresa não forneceu detalhes do acordo.

Reconhecimento da receita

A notícia já era esperada: o Financial Accounting Standards Board (FASB) postergou o início de vigência da nova norma de reconhecimento da receita. A norma conjunta emitida em maio de 2014 pelo Fasb e o Iasb padroniza este assunto nas demonstrações contábeis.

O início previsto era de 15 de dezembro de 2016 para as empresa com ações dos Estados Unidos negociadas na bolsa. Mas existia uma solicitação para postergação em razão da complexidade dos procedimentos necessários de adaptação para implantação da norma. Em razão da comparabilidade, a nova norma iria exigir que os dados fossem coletados a partir do início de 2015, conforme informou a Accounting Web. Ainda segundo a Accounting Web, a equipe técnica do Fasb tinha recomendado um atraso de dois anos, mas a direção do Fasb optou por um período mais curto.

Além disto, uma pesquisa recente indicou que a grande maioria das empresas não estava preparada para a mudança.

A decisão do Fasb foi tomada ontem, dia primeiro de abril. Nesta data, há 13 anos, foi instituído o Iasb.

01 abril 2015

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

BNDES

O maior banco de financiamento de longo prazo do Brasil divulgou seu resultado de 2014 http://www.valor.com.br/sites/default/files/upload_element/31-03-bndes-balanco2014.pdf A principal notícia é o fato do parecer de auditoria ter sido com ressalva. Mas gostaria de enfatizar aqui outros fatos:

1) O Comitê de Auditoria do BNDES é composto por João Paulo dos Reis Velloso (ex-ministro do planejamento), Attilio Guaspari, da Produtores Energéticos de Manso S.A. e Paulo Roberto Vales de Souza, vinculado as Entidades Fechadas de Previdência Complementar. São os membros do Comitê de Auditoria, mas nenhum efetivamente um “expert” em auditoria. Apesar da ressalva, o referido comitê afirma

Foi constatado que os exames das auditorias, tanto a interna como a independente, não registraram ocorrências que pudessem caracterizar descumprimento dos dispositivos legais, regulamentares e normativos aplicáveis ao Sistema BNDES.


2) O BNDES publicou um “RESUMO DO RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA” no jornal, mas o mesmo não consta das demonstrações, com 150 páginas, do site.

3) Em nenhum momento da informação aparece o nome “TCU”. O Tribunal de Contas da União está solicitando o nome dos beneficiários das operações do BNDES, tentando descobrir qual empresa foi beneficiada pelo dinheiro público. Mesmo quando informa, o dado é confuso. Veja a figura a seguir:
(Você consegue entender o gráfico? Observe que mais de 60% dos desembolsos são para grandes empresas, acho. Mas quanto vai para região Nordeste?)

4) Na "sala de imprensa" consta o seguinte trecho:

Conforme citado nas Demonstrações Financeiras do BNDES, o principal componente das perdas registradas no ano passado foi o investimento na Petrobras. Em função do declínio prolongado e significativo no valor de mercado dessas ações, foi realizada uma análise qualitativa do investimento, a fim de quantificar a existência de eventual montante não recuperável do ativo.

Foram levadas em conta, as características específicas de atuação do BNDES; as características específicas do ativo, considerando-se que a empresa não descumpriu qualquer obrigação financeira; e o valor justo apurado com base em avaliação econômico-financeira.

Com base nessa análise, foi estimada uma perda passível de não recuperação no âmbito da Circular do Banco Central 3.068/01 no montante de R$ 2,6 bilhões, líquidos dos efeitos tributários.


Mas o BNDES informa que a inadimplência representa 0,01% da carteira !

31 março 2015

Rir é o melhor remédio


Curso de Contabilidade Básica: Usando Capital para Cobrir Prejuízo

Quem é mais antigo deve-se lembrar de uma empresa chamada Telebrás. Esta empresa detinha o monopólio do setor de telecomunicações no Brasil, antes da privatização realizada na década de noventa. Mas a empresa ainda resiste. E publica seus resultados. Com um ativo de 1,8 bilhão, sendo 1,2 bilhão em imobilizado, a empresa está autorizada a prestar serviço de comunicação multimídia e a implantar banda larga no país. Segundo suas demonstrações,

O ano de 2014 representou um marco na história da Companhia: nunca uma copa do mundo de futebol teve todos os seus jogos transmitidos a partir de uma rede de telecomunicações formada integralmente por fibras ópticas e a Telebras foi a protagonista deste feito.

Com 1,8 bilhão de ativo, a empresa gerou em 2014 uma receita de R$31 milhões. O cálculo do giro do ativo mostra que este valor da receita é pouco expressivo. O “custos dos serviços prestados” foi de R$171 milhões, indicando ser uma empresa com prejuízo. Com efeito, em 2014 a empresa teve um prejuízo de 117 milhões de reais. Este resultado é maior que o prejuízo de R$146 milhões do ano anterior.

Mas vamos olhar de perto a DMPL. Geralmente os usuários não analisam de perto esta demonstração, mas no caso da Telebrás a informação é interessante. Inicialmente a movimentação do patrimônio líquido em 2014:

(Clique na figura para ver melhor) Observe que a empresa terminou o ano com um PL praticamente igual a zero. Os prejuízos acumulados foram “usados” para reduzir o capital social integralizado, cujo saldo final é praticamente igual aos prejuízos acumulados em 31 de dezembro. Parece que a empresa fez um “grande esforço” para manter o PL positivo. (outras contas, como reserva de lucros ou outros resultados abrangentes não são expressivos).

A seguir a DMPL do período anterior. É possível notar que a empresa está absorvendo os prejuízos persistentes com seu capital.

A pergunta é se o acionista conseguirá absorver esta situação da empresa. Numa nota da empresa é informado que durante 2014 “foram aportados recursos da ordem de R$329 milhões pelo Acionista Controlador para futuras incorporações ao capital social”. Quem é este acionista? 58% das ações ordinárias são da União e 33% da Finep. Ou seja, somos nós, contribuintes, que aportamos recursos na empresa. E este volume aportado em 2014 significa menos de dois reais por pessoa.

30 março 2015

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

Finanças pessoais Risco e características do indivíduo

Uma das medidas mais cruciais das finanças é o risco. Quando optamos por colocar o dinheiro na caderneta de poupança em lugar de comprar cotas de um fundo de investimento estamos decidindo com base no retorno e no nosso conceito de risco. Como sabemos que a caderneta de poupança deverá ter um rendimento pequeno, mas quase certo, temos que é um investimento com menor risco.

Existem medidas objetivas que podem mensurar o nível de risco dos investimentos. A partir desta informação, podemos aconselhar o investidor a fazer opção por maior ou menor risco (vide aqui, por exemplo). Mas mesmo existindo algumas dicas sobre a escolha, sabemos que algumas pessoas gostam de mais risco e outros são avessas ao risco.

As pesquisas indicam que as mulheres são mais avessas ao risco que os homens. E que os mais jovens gostam mais de risco que os idosos. Uma pesquisa recente mostrou também que a educação tem um efeito nas decisões financeiras: quanto mais tempo que a pessoa passa na escola, maior a possibilidade de investir no mercado acionário, que é um típico investimento de risco. É bem verdade que a pesquisa foi realizada na Suécia; e muito provavelmente aspectos culturais interferem nesta opção. Em alguns anos teremos mais pesquisas sobre este assunto e poderemos ter uma ideia melhor sobre quais as variáveis são relevantes para explicar o que faz uma pessoa ser avessa ou propensa a risco.

LUNDBORG, Petter. Learning to take Risks? The Effect of Education on Risk-Taking in Financial Markets. IZA Discussion Paper 8905, mar 2015.

Economia dos Arranhas-céus

THE world is in the middle of a skyscraper boom. Last year nearly 100 buildings over 200 metres tall were built—more than ever before. This year China’s business capital will welcome the Shanghai Tower, which will be the world’s second-tallest building. Saudi Arabia is building Kingdom Tower, which will be the world’s tallest (and twice the height of One World Trade Centre in New York, the tallest building in the Americas). Does this frenzy of building augur badly for the world economy? Various academics and pundits, many of them cited by The Economist, have long argued as much, but new research casts doubt on it.
In 1999 Andrew Lawrence, then of Dresdner Kleinwort Benson, an investment bank, identified what came to be known as the “skyscraper curse”.* Mr Lawrence noticed a curious correlation between the construction of the world’s tallest buildings and economic crises. The unveiling of the Singer Building and the Metropolitan Life Tower in New York, in 1908 and 1909 respectively, roughly coincided with the financial panic of 1907 and subsequent recession. The Empire State Building opened its doors in 1931, as the Great Depression was getting going (it was soon dubbed the “Empty State Building”). Malaysia’s Petronas Towers became the world’s tallest building in 1996, just before the Asian financial crisis. Dubai’s Burj Khalifa, currently the world’s tallest building, opened in 2010 in the middle of a local and global crash.
Skyscrapers can be hugely profitable, since by building upwards developers can rent out more floor space on a given plot of land. But at some point extra storeys are no longer a good deal, since marginal costs—for more lifts and extra steel to stop the building from swaying in the wind, for example—increase faster than marginal revenues (rents or sales). William Clark and John Kingston, an economist and an architect writing in 1930, found that the profit-maximising height for a skyscraper in midtown New York in the 1920s was no more than 63 storeys. (The ideal height is probably not much different today.) Record-breaking skyscrapers could therefore be seen as an indication that gung-ho investors are overestimating the probable future returns from new construction. Indeed, developers may be building record-breaking towers even though they know they are economically inefficient. There is, after all, a certain cachet to having a very tall building with your name on it. In 1998 Donald Trump, a magnate, presented a plan to build the world’s tallest residential building in New York as the righting of a historical wrong, not a shrewd business move. “I’ve always thought that New York should have the tallest building in the world,” he proclaimed. If such vanity projects can secure funding, the theory goes, financial markets must be out of control and will soon suffer a sharp correction. Mr Trump’s tower opened just as the dotcom bubble was bursting.

Historical analysis suggests that developers are prone to bouts of irrationality. In a paper from 2010, Jason Barr of Rutgers University looked at 458 skyscrapers (those at least 100 metres tall) completed in Manhattan between 1895 and 2004. The number of skyscrapers built and their average height depended in part on the growth in population and employment in office jobs. But Mr Barr’s calculations suggest that the height of towers was also shaped by those nearby, especially during economic booms. In the 1920s, Mr Barr estimates, New York builders added four to six more floors per project, just to stand out in the skyline.

Phallic sample

Until recently, however, there had been no formal analysis of the skyscraper curse. A new paper by Mr Barr, Bruce Mizrach and Kusum Mundra (all of Rutgers) investigates Mr Lawrence’s musings in detail. They look at the building of 14 world-record-breaking skyscrapers, from New York’s Pulitzer (which opened in 1890) to the Burj Khalifa, and compare them to American GDP growth (which they see as a decent proxy for the world economy).
If, as the skyscraper curse suggests, the decision to build the biggest towers happens near the peak of the business cycle, then you could use record-breaking projects to predict the future path of GDP. However, the range of months between the announcement of the towers and the business-cycle peak is large, varying from zero to 45 months. And only seven of the 14 opened during a downward phase of the business cycle (see chart). In other words, you cannot accurately forecast a recession or financial panic by looking at either the announcement or the completion of the world’s tallest building.
With such a small sample, it is tricky to draw firm conclusions. But the paper expands the sample to 311 by looking at the tallest building completed each year in four countries (America, Canada, China and Hong Kong). The authors then compare building height to GDP per person. They find that in all countries GDP per person and skyscraper height are “cointegrated”, a fancy way of saying that the two things track each other. In other words, developers tend to be profit-maximisers, responding rationally to rising incomes (and thus increased demand for office space) by making buildings bigger. While ego and hubris afflict the skyscraper market, the authors argue, its foundations appear sound.
Sources:
“A nation of gamblers: real-estate speculation and American history,” by Glaeser, E., NBER working paper, 2013.
“Determining optimal building height”, by Chau, K.W., Wong, S.K., Yau, Y. and Cheung, A.K.C., in Urban Studies, 2006.
“Skyscraper height,” by Barr, J. Journal of Real Estate Finance and Economics, 2012.
“Skyscrapers and business cycles”, by Thornton, M., Quarterly Journal of Austrian Economics, 2004.
“Skyscraper height and the business cycle: separating myth from reality,” by Barr, J., Mizrach, B. and and Mundra, K., Applied Economics, 2015.
“The Skyscraper Index: Faulty Towers”, by Lawrence, A., Dresdner Kleinwort Benson research, 1999.

Quer trabalhar?

Pra variar, olha a contabilidade aí!

26 Signs You Were A Business Major

Via Brasil Post.

Visto como um ano difícil para a economia, 2015 já dá sinais de que o mercado de trabalho será difícil. Tanto os dados do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, quanto do IBGE mostram que o desemprego avança desde janeiro.


Uma das maiores empresas globais de recrutamento especializado, Page Personnel, teve um aumento de 40% no envio de currículos por parte dos candidatos no primeiro trimestre desde ano. "É um fenômeno que não se repete desde o início de 2012. Temos recebido CVs tanto de candidatos que estão de olho em novas oportunidades como de pessoas que estão fora do mercado", explica Juliana Alvarez, gerente da Page Personnel.


[...]


Outra questão que tem se tornado senso comum nos processos de recrutamento e seleção é a falta de profissionais qualificados. De acordo com a consultora, há posições que ficam até 45 dias sem serem preenchidas pela falta de trabalhadores com perfil adequado.


Segundo Juliana, em todas as áreas há escassez de recursos, especialmente de pessoas com boas competências técnicas e comportamentais. "As empresas querem candidatos proativos, que entendam do negócio, que tenham ambição, entreguem tarefas com velocidade e que sejam muito comprometidos com a companhia."


Outro aspecto importante é o domínio do segundo idioma. "É cada vez mais difícil recrutar candidatos com fluência em outra língua. Pessoas com esse perfil são difíceis de serem encontradas”, revela. 


Veja os profissionais que estão em falta no mercado:

Gerente comercial
Área: Vendas/Bens de consumo
Salário médio: R$ 8 mil
Dificuldades para contratação: falta de domínio no segundo idioma

Analista Sênior/Coordenador de Departamento Pessoal
Área: RH
Salário médio: R$ 5 mil a R$ 7 mil
Dificuldades para contratação: domínio de softwares de folhas de pagamento

Analista de Produto Júnior/Pleno
Área: Marketing
Salário médio: R$ 3,5 mil a R$ 4,5 mil
Dificuldades para contratação: domínio de conhecimento técnico do setor em que atua

Vendedor Técnico/Engenheiro de Vendas
Área: Vendas
Salário: R$ 7 mil
Dificuldades para contratação: falta de domínio em inglês

Analista de Desenvolvimento Mobile
Área: Tecnologia da Informação
Salário médio: R$ 6 a R$ 7 mil
Dificuldades para contratação: falta de profissionais com sólidos conhecimentos na área, dado que ainda são tecnologias mais recentes

Analista Fiscal
Área: Fiscal/Tributário
Salário médio: R$ 5 mil
Dificuldades para contratação: falta de domínio em uma segunda língua, principalmente o inglês

Analista Contábil
Área: Contabilidade
Salário médio: R$ 6 mil
Dificuldades para contratação: falta de domínio em uma segunda língua, principalmente o inglês

29 março 2015

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

História da Contabilidade: Propinas

O termo propina na língua portuguesa falada no Brasil possui uma conotação negativa, estando associada a corrupção. Mas na origem do termo a propina é o pagamento para alguém. Assim, em Portugal, propina é a participação do estudante paga à instituição de ensino superior (1). Como tal é uma pequena gratificação paga a alguém. Gonçalves et AL, comentando sobre a disciplina de contabilidade na cidade do Porto em 1837 falava:

oferecia a Academia a possibilidade de frequência a alunos ‘Ouvintes’, isto é, estudantes que, não sendo ‘Ordinários’, podiam assistir às aulas, pagando um valor de propina inferior. (2)

É desta maneira que Barbosa utiliza o termo:

Almeida e Marques (2003) entendem que com o advento da contabilidade analítica torna-se possível mensurar o custo dos serviços públicos que têm como contraprestação um preço, uma propina ou uma taxa, o que fundamentará o montante exigido ao cidadão que utiliza esses serviços. (3)

O termo também é usado na área religiosa. Martinho, ao comentar sobre o Mosteiro de S. Pedro de Arouca afirma:

Havia ainda os recibos de Propinas, relativos às entregas dos rendeiros aos mosteiros (4)

A propina foi utilizada com este tipo de conotação no Brasil por muito tempo. Em 1810 o Correio Braziliense afirmava:

O Exportador, sendo informado de que a licença está nas maõs do Prefeito, irá ter á secretaria do Recebedor do Districto, aonde depositará a propina (5)

O mesmo jornal, um ano depois, ao narrar a inspeção de tabaco, informa que o empregado vai na fabrica, coloca o produto na algibeira e leva para cada, “olhando para isto como uma propina” (6). A visão um tanto quanto negativa da propina continua um ano depois, quando o Correio Braziliense comenta que exige-se dos navios 480 reis de propina, “estabelecida sem ley nem authoridade alguma mais do que a do Ministro (...) O negociante sugeita-se a pagar ésta pequena somma, que se lhe extorque, antes do que andar com requirimentos; e no entanto o abuso continûa” (7)

É importante destacar que a propina era uma forma de arrecadação do próprio governo. Nas receitas da província da Capitania de Pernambuco em 1810 consta propinas de munições de guerra (8). Ou do balanço da Província do Maranhão em 1823, onde o termo aparece (9). Da mesma forma, o termo também é usado para referir-se a área educacional. O regente, em 1835, sancionou uma resolução isentando os estudantes brasileiros que foram estudar na Europa podiam exercer a profissão sem o pagamento “de qualquer propina” (10)

(1) Ver http://pt.wikipedia.org/wiki/Propina_(portugu%C3%AAs_europeu)
(2) GONÇALVES, Miguel et ali. O Porto e a instrução Contabilítica: apreciação crítica da disciplina de contabilidade e do curso de comércio da academia politécnica do porto, 1837. http://www.aeca1.org/xvencuentroaeca/cd/1e.pdf. Por este motivo, a propina é uma das fontes de receitas da universidade. Vide SILVA, Maria da Graça Magalhães Couto e A contabilidade analítica no POC-Educação : o caso da Universidade do Minho, 2011
(3) Barbosa, Jorge Martins A harmonização contábil das NICSP na contabilidade pública : o caso do Brasil e Portugal http://hdl.handle.net/1822/10660, 2009
(4) MARTINHO, Antônio Paiva. Aspectos historiográficos da contabilidade em Portugal no período compreendido entre os séculos XVII e XIX. CGG, vol. 2, n. 1, 1999.
(5) Correio Braziliense, 1810, Ed 4, p. 350
(6) Correio Braziliense, 1811, Ed 7, p 693
(7) Correio Braziliense, 1813, Ed 11, p 845
(8) Correio Braziliense, 1815, Ed 15, p 92.
(9) Conciliador do Maranhão, 1823, e 174, p 3
(10) Correio Oficial, 1832, e 133, p 1

28 março 2015

Rir é o melhor remédio

Sombra

Fato da Semana: As falhas do controle interno (Semana 13 de 2015)

Fato da Semana: Uma grande empresa brasileira reconheceu que cometeu falhas nos seus controles internos. A CSN descobriu que funcionários desonestos estavam prejudicando a empresa nos processos de compras. O valor estimado do prejuízo é de três milhões de reais, bem pequeno em relação ao problema da Petrobras ou do Postalis, fundo de pensão dos Correios que investiu na Venezuela...

Tudo leva a crer que o problema é antigo e a fraude envolvia o fornecimento de informação referente aos preços dos concorrentes.

Qual a relevância disto? Os controles internos são instrumentos que a gestão possui para impedir situação como esta. Inclui rodízio de funcionários, verificação dos sinais exteriores de riqueza, auditoria, entre outros.

Positivo ou Negativo – Negativo. Mas provavelmente não é uma exclusividade da empresa CSN. Em geral as empresas preferem não denunciar ou fazer de maneira discreta a punição do funcionário.

Desdobramentos – O processo seguirá na justiça e no futuro os funcionários devem ser punidos. E não se falará mais nisso.

Links: Petrobras

Petrobras afirma que não finalizou os trabalhos do seu balanço

Petrobras não irá discutir temas financeiros na assembleia de 29 de abril

Indicado para presidir o conselho da Petrobras, só assumirá após balanço

Ministro diz que balanço da Petrobras não deve passar de abril

CPI da Petrobras contrata a Kroll (mas quem deveria ter contratado era a Petrobras há meses)

Corrupção na Receita é maior que da Petrobras 

27 março 2015

Rir é o melhor remédio




Fonte: Aqui

Curso de Contabilidade Básica: Informações não Monetárias

De uma maneira geral as informações contábeis estão relacionadas com a unidade monetária. Mas isto não impede que o conjunto de informações contenha dados não monetários. E estas informações podem ser relevantes para o usuário. Isto inclui dados de desempenho (unidades vendidas, por exemplo), de tamanho da empresa (como número de filiais), entre outros.

Vamos apresentar o caso prático da BB Tecnologia ou Cobra. Esta empresa apresentou o seguinte gráfico:
(Geralmente a informação do número de funcionários refere-se a uma data específica, a exemplo da informação do balanço patrimonial) Observe que o número de funcionários aumentou no último exercício, de 2.122 para 2.878 ou 36%. Isto realmente é um número que chama a atenção, já que o país estava vivendo um período de recessão. Além disto, em 2009 a empresa possuía 393 empregados ou 50% ao ano.

Em 2014 a receita líquida aumentou de 530 milhões para 667 milhões, ou 26%, em relação ao ano anterior. Se em 2013 a empresa tinha um funcionário para 250 mil de receita, agora a relação é de um para 239 mil. Ou seja, a empresa está menos eficiente, gerando menos receita para cada funcionário. Na Demonstração do Valor Adicionado a empresa informa o seguinte:

Comparando os dois anos, o valor distribuído ao pessoal aumentou 39%, bastante compatível com o aumento do número de funcionários. Em duas notas explicativas a BB Tecnologia explica a composição do Custo dos Produtos Vendidos e das Despesas Administrativas:

Assim, do custo de 533 milhões de reais, 164 milhões é com pessoal. Já na despesa administrativa, a despesa de pessoal é de 42 milhões. Nos dois casos ocorreram aumentos substanciais nos valores monetários: 37% e 55%. E isto está coerente com o aumento no número de funcionários.

O que diz a empresa? Nas demonstrações contábeis tem-se a afirmação de que se tem
“contrato profissionais para reforço do seu quadro próprio. Reduzindo a contratação de terceirizados”. Ou seja, a empresa está contratando mais. Mas se isto está ocorrendo, as despesas de terceirização deveria diminuir: serviços de terceiros aumentou de 233 milhões para 240 milhões, conforme a DVA.

Observe o leitor que a informação não monetária complementou as informações apresentadas na Demonstração do Resultado e na Demonstração do Valor Adicionado.

26 março 2015

Rir é o melhor remédio




Fonte: Aqui

Big Four tomando espaço dos advogados

CONSULTING has its Big Three; accounting the Big Four; and executive search a Big Five. But there is no corresponding clutch of dominant law firms. None has amassed as much as 0.5% of an industry with global revenues of around $650 billion a year. Even the biggest law firms may be anachronistically inefficient. They are run by lawyers, not professional managers, insist on charging by the “billable hour” rather than by results and use little technology more advanced than e-mail. Nonetheless, most big law firms have continued to be highly profitable.  
In recent years, clients have begun to rebel against the billable hour, and at being charged senior lawyers’ rates for work done by juniors. Some have started sending basic legal paperwork to cheap, offshore processing centres. But only now is a serious threat to the law firms’ cosy existence emerging.
It comes from none other than the Big Four accounting networks (Deloitte, EY, KPMG and PwC), whose combined annual revenues of $120 billion exceed the $89 billion generated by the 100 largest law firms combined (see charts). Having already dipped a toe into the legal business a couple of decades ago, only to retreat, the accountants have been stealthily building up legal-services divisions. These have now reached a size where they outgun most law firms: by headcount, PwC’s legal arm is the world’s tenth-biggest, and all four networks’ law divisions are in the top 40 by this measure.

The accountants insist that they do not want to compete with law firms, and that legal services will remain a small chunk of their revenues in the medium term. So far, they have focused on mid-tier, process-oriented work rather than the big deals and lawsuits that elite law firms chase. Moreover, regulation has restricted their growth: they cannot practise law in America, which accounts for over a third of global legal spending, and most European countries restrict their freedom to do so. Only a few countries allow full integration of accounting and law firms (see table).
Nonetheless, as the accountants run out of room to grow in other businesses, they will have trouble resisting this inefficient and lucrative market. And the law firms will find it hard to fend them off. To Michael Roch of Kerma Partners, an outfit that advises professional-services firms, the Big Four are “the biggest underestimated threat to the legal profession today”.

The idea of accounting firms doing legal work is hardly new. The Big Four have long employed lawyers to work on European clients’ tax returns. In the 1990s the then Big Five, led by the late, unlamented Arthur Andersen, sought to diversify from auditing and tax by expanding into both consulting and law. With America off-limits, all but Deloitte founded or acquired law firms in Britain.

That trend ended abruptly when the Enron scandal took down Andersen in 2002. Garretts, an English legal practice it had affiliated with, suffered a harrowing dissolution, in which its staff had to find new jobs and its partners faced personal bankruptcy. Observers attributed Andersen’s demise to conflicts of interest between its consulting and audit arms. The accountants’ legal divisions were seen as presenting similar risks.
Moreover, the Sarbanes-Oxley corporate-governance reform America passed in the wake of the scandal transformed the business environment for the surviving Big Four. Besides restricting the auxiliary services they could offer to audit clients, it granted them a windfall in new regulatory work. In response, the accountants mostly closed or sold their non-tax legal practices.

Over the following decade, however, incentives increased for the firms to revisit their abandoned experiment. Revenues in their audit and tax divisions flatlined, forcing them to seek new business lines to keep growing. As their corporate clients globalised, the Big Four’s international scale—together, they employ about 700,000 people in more than 150 countries—became an increasingly valuable selling-point.

The recession following the 2008 financial crisis prompted businesses’ general counsels to rebel against the padded bills they get from the law firms they use. In the same decade, several countries passed laws opening up their legal industries. Britain and Australia authorised “multidisciplinary practices” (MDPs), which let attorneys share profits, without restriction, with members of other professions. So, the Big Four moved back in, buying small law firms, poaching partners from others and recruiting on campuses. With the flexibility to offer discounted, fixed fees, they started to win lots of corporate legal work. In recent years the quartet’s combined legal revenues have grown at double-digit rates.

Since 2013 EY Legal has expanded from 23 countries to 64. It merged with a Chinese law firm, Chen & Co, and hired a partner from Freshfields, one of the “Magic Circle” of posh London solicitors. In 2012 Deloitte scooped up Raupach & Wollert-Elmendorff in Germany, while PwC recently took over an immigration-law boutique, Bomza, in Canada. KPMG was the first of the four to register an MDP in Britain, which lets it give its lawyers there full-fledged partnerships in the firm. Now, as a proportion of the combined revenues of the ten largest firms in each country, Kerma Partners calculates that the Big Four’s aggregate market penetration ranges from 4% in China and 6% in Britain to 20% in Germany and 30% in Spain.

The Big Four are taking a more focused approach this time. Rather than building full-service firms, they are concentrating on areas of law that complement their existing services: immigration, which sits nicely with expatriate tax work; labour, which goes with human-resources consulting; compliance; commercial contracts; and due diligence. So far they have resisted taking on the priciest law firms for high-value work on capital-markets transactions or mergers and acquisitions. They are also steering clear of non-tax litigation, which could result in them suing potential audit or consulting clients. But they are seeking to build broader practices in under-lawyered emerging markets where the international law firms do not have a presence but the accountants do.

Kill billable hours

For now the Big Four seem content with stealthy growth. By tiptoeing around the strongest firms, they have planted a flag on the margins of the profession without setting off alarms. “I don’t think we disrupt the existing law business that much,” says Leon Flavell, the head of PwC Legal. But his goal is to more than double its revenues by 2020, to $1 billion a year. The legal business is not growing fast enough for PwC and the other three accounting giants to reach this sort of turnover unnoticed. Eventually, they will go head-to-head with law firms.

So far, law firms have been sanguine about this looming risk. Those in America can afford to be complacent: the accountants’ lobbyists are too busy advancing the interests of their existing businesses to push for an opening of the legal profession. Even if they tried, America’s legislative bodies are infested with lawyers, who would surely fight back. This should ensure that the market remains protected for the foreseeable future. Similarly, the Magic Circle firms in London can rest easy for now: Europe’s finest lawyers can still name their price for the most challenging, “bet-the-company” work.

Those most at risk from the attack of the bean-counters are the profusion of mid-tier legal firms in liberalised markets. Since their profit margins are already low, they cannot afford even a modest loss of market share. Unfortunately for them, much of their business is high-volume, repetitive tasks—just the sort of work that the Big Four excel at standardising and automating.

Most of these vulnerable law firms have been slow to react. That may be because their clients are telling them not to worry: in a recent survey by American Lawyer magazine, 90% of companies’ general counsels did not think their business would buy legal advice from an accounting network. However, those general counsels may themselves be cut out of the loop, as the Big Four sell their companies’ finance departments a “one-stop shop” service, with legal work bundled together with consulting and tax filing.

A handful of innovative law firms have tried to “self-disrupt”, to pre-empt new entrants. In 2011 Allen & Overy, a Magic Circle member, set up a service centre in Belfast to handle routine aspects of big deals. It now employs almost 400 people there, including 70 lawyers, at a fraction of London salaries and rent. At the other end of the market, in recent years groups of mid-tier firms across the globe have linked up to form loosely integrated networks. In January Dacheng of China joined a Western confederation, Dentons, to create an alliance that employs 6,600 attorneys.

Although the giants of the legal world have sought to mimic the accountants’ cost and scale advantages, they remain minnows compared with the Big Four. Only the likes of PwC and Deloitte can muster the capital and technology (and relatively cheap labour) to industrialise the artisanal model of legal practice that has endured so long. Businesses that spend heavily on legal advice stand to save a fortune. But law firms that are sub-scale and inefficient risk ruin. The Walmarts and Amazons of professional services are at their gates, and the legal industry’s halting pace of creative destruction is set to accelerate as a result.

Curso de Contabilidade Básica: Numeração de notas explicativas

Quem já olhou uma demonstração contábil de uma empresa deve ter visto a seguinte frase: “as notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras individuais”. E geralmente estas notas representam grande parte destas demonstrações. Em geral as empresas numeram estas notas explicativas da seguinte forma: as primeiras notas (duas ou três primeiras) são de caráter geral e apresentam a empresa, indicam algumas características gerais da sua elaboração e principais práticas contábeis; a seguir as notas fazem vínculo com a ordem do balanço patrimonial, seguido da demonstração do resultado.

Observe, a seguir, o balanço patrimonial da CarePlus http://www.valor.com.br/sites/default/files/upload_element/24-03_care_plus_balanco_dupla_c_asura.pdf
As três primeiras notas são de caráter geral. A seguir apresenta-se uma nota sobre as aplicações financeiras (nota 4), a contraprestação pecuniária a receber (nota 5), bens e títulos a receber (nota 6) e imobilizado (nota 7). Veja que está seguindo a ordem do ativo do balanço patrimonial.

Mas nem sempre esta ordem acontece. A nota 8 é sobre “Prêmios e emolumentos recebidos”, que por sua vez está inserido dentro da nota 12. Ou seja, a empresa confundiu um pouco o leitor.


P.S. A Editora Atlas está encaminhando o original e o relatório de dúvidas. Estamos aguardando que a edição fique pronta logo. 

Fraude na CSN

É muito raro um caso de fraude dentro de uma empresa. Não que as empresas privadas sejam bem gerenciadas ou que possuam só funcionários honestos. Mas a divulgação de casos de fraudes compromete a imagem da empresa e é um atestado de falha nos controles internos.

A imprensa divulgou que uma das maiores empresas brasileiras, a CSN, sofreu um caso de fraude (Fraude na CSN chega a R$3 milhões, Ivo Ribeiro, Valor Econômico http://www.valor.com.br/empresas/3973830/fraude-na-csn-chega-r-3-milhoes , 25 de março de 2015). Os problemas ocorreram no departamento de compras de materiais, mais especificamente material de escritório e pequenos equipamentos. E alguns dos contratos envolvidos começaram em 1999. A apuração indica que as compras envolvidas foram de R$100 milhões.

A fraude ocorria da seguinte forma: alguns funcionários informavam as propostas recebidas de compras de materiais, o que facilitava as empresas concorrentes e corruptoras. Pela informação, recebiam uma comissão.

Realmente, se o esquema ocorria desde 1999 o sistema de controle interno falhou. Medidas simples como rodízio de funcionários, verificação de sinais exteriores de riqueza, auditoria por amostragem nos contratos, entre outras, poderiam ter alertado a empresa.

Conta de Luz

Neste momento que o governo tenta fazer com que as pessoas economizem água e energia, um exemplo de Cingapura.



A conta mostra o consumo nos últimos meses, mas também um comparativo interessante:

O consumo pessoal, dos vizinhos e nacional. Uma solução que lembra os conselhos de Nudge

Metodologia na Petrobrás

A imprensa anunciou ontem que a reunião do Conselho de Administração da empresa Petrobras irá escutar  da Diretoria Executiva os trabalhos que estão sendo realizados e os métodos empregados no balanço do terceiro e quarto trimestre. Mas as fontes indicaram que o balanço não será finalizado. E que a reunião não terá decisões definitivas.

O Conselho de Administração da empresa ainda está constituído dos mesmos membros há anos. Ocorreram algumas pequenas alterações na composição, mas isto não muda o perfil de baixa qualidade do entendimento dos assuntos contábeis, que é uma característica da maioria dos membros do conselho.

Assim, se houver decisão, ela será induzida pela Diretoria Executiva e sofrerá questionamento pelo representante dos minoritários e talvez do empregados.

Links

Jogador de futebol americano publica um artigo num periódico científico de matemática computacional. (Aqui também)

Jogadores usam equipamentos nos jogos de xadrez para trapacear

Consumidor irá pagar pelo erro no edital

Otimistas por natureza

The Economist: Sobre cartões de visita

25 março 2015

Rir é o melhor remédio




Fonte: Aqui

Mudança no mercado de auditoria

Observando o mercado de empresas de auditoria, parece que desde sempre tivemos as Big Four. Nada mais enganoso. A seguir a lista de algumas empresas e das 15 maiores, somente dois continuam a existir na sua forma original.

No. 1: Coopers & Lybrand juntou-se com Price Waterhouse (então No. 7) em 1998 para criar a PricewaterhouseCoopers;

No. 2: Touche Ross & Co. foi adquirida em 1989 pela Deloitte Haskins & Sells (então No. 8) para formar a Deloitte & Touche, agora Deloitte;

No. 3: Arthur Andersen & Co. faliu em 2001

No. 4: Arthur Young & Co. juntou-se com a Ernst & Whinney (No. 6) em 1989 para formar a Ernst & Young, hoje EY;

No. 5: Plante & Moran, manteve-se a mesma empresa

No. 9: Peat, Marwick, Mitchell and Co. é agora a KPMG depois da fusão com a Klynveld Main Goerdeler em 1987;

No. 10: Alexander Grant & Co. juntou-se com outras 49 empresas, incluindo a empresa britânica Thornton Baker, em 1980 para formar a Grant Thornton International. Mudou de nome para Grant Thornton em 1986;

No. 11: Seidman & Seidman tornou-se BDO Seidman depois de uma série de expansões.

24 março 2015

Aula Inaugural

Ontem tivemos a aula inaugural do Programa de Mestrado e Doutorado em Ciências Contábeis da Universidade de Brasília. Durante mais de uma hora tivemos uma palestra do reitor da UnB, prof. Ivan Camargo (foto, de autoria do professor Jomar).

Estiveram presentes todos os docentes do programa, além dos alunos do mestrado e alguns do doutorado.

Rir é o melhor remédio



Fonte: Aqui

Relação entre bolhas de ativos e a forma como os gestores de fundos são pagos

The way fund managers are paid is a “key” contributing factor to the threat of price bubbles that inflate equity and bond markets to unsustainable levels, according to the International Monetary Fund.
In a report the IMF said fund managers generate higher earnings and performance fees from asset growth, which incentivises them to remain invested even when a financial bubble is evident. 

The IMF’s analysis will strengthen the hand of global regulators who are currently examining which fund managers should be considered systemically important financial institutions (Sifis) or those too big to fail.
In its report the IMF also said that the rapid growth in assets managed by institutional investors had contributed to instability in financial markets.

“The rise of the institutional investment management industry has coincided with three of history’s largest [asset price] bubbles in the last 25 years,” wrote Brad Jones, an economist, in the IMF’s working paper.

The paper, entitled Asset Bubbles: Re-thinking Policy for the Age of Asset Management, called for radical reforms to asset managers’ pay contracts, including multiyear clawback provisions such as those now in effect in the banking industry. 

More emphasis should be placed on long-term performance appraisals, said Mr Jones. Fund managers should be incentivised to attack speculative asset price bubbles, he added.


Speaking at a conference in Boston this month, Sir Paul Tucker, the former deputy governor of the Bank of England, told an audience of fund managers that they were “bulls***ting the American people” by playing down the risks to financial market stability caused by employing leverage within products.


Last week, the Bank for International Settlements also weighed into the debate regarding Sifis.
The Basel-based BIS, known as the central bankers’ bank, said that the decisions made by only a few big fund managers could determine how well bond markets function in a future crisis.


Fonte: aqui