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30 junho 2022

Cutucadas não resolvem tudo


O comercial acima é da década de setenta. Mostra um índio diante do problema da poluição. A partir deste comercial, Tim Harford chama a atenção para os limites do Nudge, a teoria do empurrão/cutucada de Richard Thaler e Cass Sunstein. Por esta teoria, pequenas mudanças na forma de apresentar uma informação ou uma decisão podem ser relevantes para a solução do problema final. O livro Nudge foi um sucesso e trouxe a criação de equipes comportamentais no governo. Mas existem dois problemas aqui.

Em primeiro lugar, nem sempre o empurrão funciona. Em situações extremas, como na pandemia, há sérios limites para a teoria de Thaler e Sunstein, embora possa ser útil de uma maneira geral

O segundo problema é que há interesses que podem comprometer a ideia. Postamos aqui que Sunstein chegou a criticar o excesso de medo das pessoas em fevereiro de 2020 e não reconheceu seu erro para não perder um cargo na OMS. Os políticos gostam de soluções "simplistas" e fáceis, que podem evitar o compromisso de tentar efetivamente uma solução.

O comercial acima parece colocar nas pessoas a culpa pela poluição, evitando constranger os governos e as empresas que produzem o lixo. É uma forma de mudar de assunto. O mesmo está ocorrendo com a questão climática? Será que exigir que as [algumas] empresas divulguem relatórios sobre o impacto ambiental é suficiente? 

A ciência comportamental é uma ótima maneira de encontrar pequenos ajustes que podem fazer uma diferença substancial no comportamento. Os ajustes ajudam se o comportamento resolver um problema, mas isso não pode ser tomado como garantido. É fácil ter uma visão comportamental perfeitamente sólida e transformá-la em uma política mal feita.

21 junho 2022

Alerta perigoso

 Intervenções comportamentais envolvem sugerir gentilmente que as pessoas reconsiderem ou mudem comportamentos indesejáveis específicos. Eles são de baixo custo, fáceis de implementar e ferramenta cada vez mais comum usado pelos formuladores de políticas para incentivar comportamentos socialmente desejáveis.

Exemplos de intervenções comportamentais incluem contar às pessoas como o seu uso de eletricidade se compara aos vizinhos ou enviando mensagens de texto lembrando as pessoas a pagarem multas.

Muitas dessas intervenções são expressamente projetadas para “aproveite a atenção das pessoas”No momento em que eles podem tomar a ação desejada. Infelizmente, atrair a atenção das pessoas pode excluir outras considerações mais importantes e até sair pela culatra com conseqüências individuais e sociais caras. Uma dessas intervenções comportamentais nos pareceu estranha: vários estados dos EUA exibem estatísticas de fatalidade no ano (número de mortes) nos sinais dinâmicos de mensagens nas estradas (DMSs). A esperança é que estes mensagens preocupantes reduzirão as falhas de tráfego, uma das principais causas de morte de crianças de cinco a 29 anos em todo o mundo. Talvez por causa de seu baixo custo e facilidade de implementação, pelo menos 28 estados dos EUA exibiram estatísticas de fatalidade pelo menos uma vez desde 2012. Estimamos que aproximadamente 90 milhões de motoristas foram expostos a essas mensagens.

Como pesquisadores acadêmicos com formação em divulgação de informações e política de transporte, nos unimos para investigar e quantificar os efeitos dessas mensagens. O que encontramos nos assustou.

Ao contrário das expectativas dos formuladores de políticas (e nossas), descobrimos que exibir mensagens de fatalidade aumenta o número de acidentes.

Estudamos o uso dessas mensagens de fatalidade no Texas. O estado fornece um laboratório útil para estudar essas mensagens, pois possui 880 DMSs, 17 milhões de motoristas e, infelizmente, 3.000 mortes relacionadas à estrada por ano. O aspecto mais vantajoso dessa amostra, no entanto, é que, de agosto de 2012 até o final de nossa amostra, em 2017, o Departamento de Transportes do Texas mostrou essas mensagens de fatalidade apenas por uma semana por mês - uma semana antes da reunião mensal da Comissão de Transportes do Texas.

Esse recurso institucional nos permitiu comparar, por exemplo, o número de acidentes que ocorrem em torno de uma DMS durante a semana em que mensagens de fatalidade estão sendo mostradas, em relação a colisões no mesmo segmento da estrada durante as outras três semanas do mesmo mês. Além disso, fomos capazes de controlar a hora do dia, dia da semana, condições climáticas e feriados. Nós descobrimos isso houve dois a três por cento mais acidentes dentro de um a 10 quilômetros de cada DMS durante a semana em que foram mostradas mensagens de fatalidade. Isso sugere que essa intervenção comportamental específica saiu pela culatra no Texas.

(...)

Com base em nossas descobertas, hipotetizamos que essas mensagens de fatalidade causam mais falhas porque deixam os motoristas ansiosos e os distraem. Nossa pesquisa encontrou várias evidências que apoiavam essa hipótese.

Primeiro, descobrimos que quanto maior o número exibido de mortes (uma mensagem plausivelmente mais chocante e perturbadora), maior o aumento de acidentes. Contagens mais altas de fatalidade estão associadas a significativamente mais falhas, enquanto contagens mais baixas de fatalidade estão associadas a menos acidentes.

Mensagens relacionadas e fatais causam o maior aumento de acidentes em janeiro, quando a exibição mostra o total do ano anterior no Texas. Por outro lado, há um número marginalmente menor de acidentes em fevereiro, quando a contagem de fatalidades é redefinida e é a mais baixa.

Segundo, o aumento de acidentes está concentrado em segmentos rodoviários mais complexos, onde o foco na estrada é provavelmente mais importante e o custo de uma distração mais grave. (...)

Nossa pesquisa mostra que exibir mensagens de fatalidade não resulta em direção mais segura e menos acidentes. Além do argumento mais óbvio de que exibir mensagens de fatalidade pode ser contraproducente, nossas descobertas destacam duas questões mais amplas.

Primeiro, embora as intervenções comportamentais devam chamar a atenção, isso pode ser levado longe demais e ter consequências caras. Segundo, é vital avaliar políticas e seus resultados ao longo do tempo, pois mesmo boas intenções podem não necessariamente levar aos resultados desejados.

Fonte: aqui

14 abril 2022

Cutucadas e pandemia

O conceito da cutucada (nudge) foi popularizado no livro de 2008, de co-autoria de Richard Thaler e Cass Sunstein. A cutucada é algo que altera o comportamento das pessoas sem alterar os incentivos econômicos, mas focando na “forma” para fazer esta mudança.

O exemplo que tornou-se popular foi um problema no Aeroporto de Amsterdã, onde os banheiros masculinos estavam sujos. A administração do aeroporto decidiu pintar cada mictório com uma “mosca”. Este simples desenho melhorou a pontaria dos homens, reduzindo a sujeira dos banheiros.

A popularização da ideia foi tamanha logo assim que o livro Nudge foi lançado. Diversos governos decidiram criar uma unidade que envolvesse o estudo da forma como as opções são apresentadas ao usuário. Sunstein foi trabalhar para o governo Obama, onde procurou incentivar o uso das cutucadas na formulação de políticas federais. A Inglaterra criou um unidade comportamental, onde tal estratégia contribuiu para redução na prescrição de antibióticos pelos médicos de família. O fisco inglês conseguiu um aumento no número de contribuintes, através de uma mensagem para alguns deles.

As críticas não demoraram a aparecer. Algumas delas focavam na “manipulação” das cutucadas. A chegada da pandemia trouxe algum prejuízo para as pesquisas na área. Em primeiro lugar, alguns defensores das cutucadas se posicionaram de forma polêmica: o chefe da equipe inglesa na área, David Halpern, foi acusado de ser contra medidas enérgicas. Um investigação subsequente mostrou que a opção do governo Johnson por medidas mais brandas partiu da suposição que as pessoas não iriam fazer o bloqueio.

O problema é que uma pandemia seria um evento extremo e as cutucadas foram “criadas” para situações corriqueiras. A questão é saber se as cutucadas poderiam funcionar nas condições apresentadas após março de 2020. As pesquisas realizadas desde então parecem estar mostrando que as cutucadas não foram relevantes nestes casos. Um experimento na Itália mostrou que a maioria das pessoas já sabia o que seria necessário fazer e estavam seguindo as ordens, sem a necessidade das cutucadas.

Pensar que cutucadas podem solucionar os problemas do mundo é uma atitude inocente. Imaginar toda intervenção terá resultado também. As cutucadas funcionam sob certas condições e pandemia ajudou a lembrar disto.

Sobre este assunto, recomendo a leitura do artigo da UnDark, The Subtle Psychology of Nudging During a Pandemic

08 janeiro 2022

Cutucadas (Nudge) funcionam? Uma meta-análise parece indicar que sim


Desde que o conceito de cutucão (nudge) apareceu no livro de Thaler e Sunstein, diversas aplicações foram realizadas e os efeitos reportados em artigos científicos. O processo de meta-análise corresponde a um grande "resumo" dos estudos para tentar verificar se existe um padrão nos resultados. Em 2019 um estudo com cem pesquisas mostrou que as cutucadas produzem resultados em 62% dos casos, mas que alguns tipos de intervenções não tiveram o sucesso esperado.

Um ano depois outro estudo concluiu que as cutucadas produzem resultados que são estatisticamente significativos. Agora uma pesquisa publicada com 455 situações, de 214 artigos, mostram que as cutucadas afetam o comportamento das pessoas. Este efeito muda conforme o tipo de situação, assim como em 15% dos casos as cutucadas podem ou não dar resultado ou provocar um comportamento oposto ao pretendido. O sucesso ou insucesso pode ser resultado de um maior ou menor processamento da informação ou valores e objetivos individuais. 

Uma situação interessante é que as cutucadas relacionadas com alimentos produzem mais efeito que as cutucadas na área de finanças. 

Um típico problema do estudo de meta-análise é o viés da publicação. Ou seja, estudos com resultado positivo são publicados e estudos com resultado negativo ou sem resultado não são aceitos para publicação. O artigo de 2022 constatou que este viés existe no sentido de publicação de resultados positivos. Em termos práticos, o percentual de eficiência das cutucadas deve ser visto com ressalva. 

Pesquisa original: Mertens, S., Herberz, M., Hahnel, U. J. J. , & Brosch, T. (2022). The effectiveness of nudging: A meta-analysis of choice architecture interventions across behavioral domains. PNAS.

Via aqui

Foto: Goodman

13 janeiro 2021

Erro de previsão?

 Carls Sunstein é o conhecido co-autor de Nudge. Há quase um ano ele escreveu um artigo para Bloomberg (conforme lembra Jason Collins no seu blog):


Sunstein desprezou o risco do Covid. Seria um erro de previsão ou o assunto é mais sério? Collins lembra que com o tempo Sunstein foi "mudando" sua opinião, sem reconhecer o erro da análise feita em fevereiro. 

O artigo de Collins traz algumas considerações importantes e interessantes sobre a chamada economia comportamental. Se tiver condições, irei retornar à ele. 


31 maio 2016

Links

Lucros ajustados é sinal de mercado em queda?

A importância da análise de sensibilidade do risco para o Basileia II

Comparabilidade das demonstrações na transição para as normas internacionais no Brasil (via Vladmir)

Artigos inovadores tem impacto no longo prazo (viés contra a novidade na ciência) (Como as agências de fomento usam as citações de curto prazo, a distribuição de recursos prejudica as pesquisas inovadoras)

Nudge: Analisando os pedidos de doações dos candidatos a presidente dos EUA (continua aqui)

01 outubro 2015

Empurrão no Setor Público

O New York Times relatou uma experiência interessante feita pelo governo federal dos Estados Unidos. Nas solicitações de produtos e serviços, o fornecedor passou a assinar o formulário no início e não no final. O resultado foi uma economia de 1,59 milhões de dólares durante os três meses de experimento.

Este tipo de mudança foi apresentado por Richard Thaler (e Cass Sunstein) no livro Nudge. A idéia é que pequenas mudanças podem fazer diferença no comportamento das pessoas. O exemplo interessante citado por Thaler é a pintura de uma mosca no mictório dos homens, que reduziu a quantidade de líquido despejada fora do local apropriado.

Ainda segundo o jornal, a Casa Branca anunciou a criação do Social and Behavioral Sciences Team para encorajar estes experimentos. No passado, quando era chefe de Departamento na minha universidade, fiz um experimento deste tipo. Diante da reclamação do funcionário de que as pessoas levavam as canetas Bic para casa, comprei duas ou três canetas da Xuxa, coloridas e chamativas. Meses depois este funcionário deu o depoimento de que a caneta ainda estava sendo usada e que as pessoas lembravam que a caneta não era sua.

26 março 2015

Conta de Luz

Neste momento que o governo tenta fazer com que as pessoas economizem água e energia, um exemplo de Cingapura.



A conta mostra o consumo nos últimos meses, mas também um comparativo interessante:

O consumo pessoal, dos vizinhos e nacional. Uma solução que lembra os conselhos de Nudge

09 novembro 2012

Novos negócios, desoneração tributária e aversão à perda


A recurring theme of this year’s presidential campaign is the need to encourage the formation of new businesses. Republicans in general, and Mitt Romney in particular, have stressed that the best way to stimulate such startups is via low tax rates on high-income earners.
Romney wants to cut top rates by 20 percent, maintain the favorable treatment given to capital gains and dividends, and completely eliminate the estate tax, which currently only kicks in on estates in excess of $5 million for an individual or $10 million for a (heterosexual) married couple.
In other words, this is a strategy that emphasizes maximizing the after-tax returns if and when you hit it big. Yet if you think about the way most new businesses are started, it should be clear that these tax incentives have very little to do with the decisions facing most new entrepreneurs.
The typical business startup (think Joe the Plumber) begins with an initial stake that has been saved or borrowed, and 97 percent of small-business owners make less than $250,000 a year. It is a good bet that when Bill GatesSteve Jobs and Larry Page were creating their new businesses in their proverbial garages, they weren’t giving much thought to the tax rate they would have to pay if they struck it rich. Rather, they were hoping their startups would survive, something that less than half of new businesses succeed in doing.

Loss Aversion

Research in behavioral economics shows that when people consider risky propositions, they are especially concerned about the downside. Roughly speaking, people weigh losses about twice as heavily as gains, a phenomenon called “loss aversion.”
So if we really want to encourage risk takers and job creators, we should concentrate on what will happen to them in the all-too-likely event that their brilliant idea doesn’t pan out and the new venture flops.
One might think that Romney, an expert on new businesses, would be particularly insightful on this topic. But it turns out that the most sensible thoughts I have heard on this issue were not from him, another business executive, or an economist for that matter. They were from Jon Stewart on “TheDaily Show.” Here is a portion of what Stewart said (profanity deleted) in a recent interview with my University of Chicago colleague Austan Goolsbee:
“What we need to do in this country is make it a softer cushion for failure. Because what they say is the job creators need more tax cuts and they need a bigger payoff on the risk that they take. … But what about the risk of, you’re afraid to leave your job and be an entrepreneur because that’s where your health insurance is? … Why aren’t we able to sell this idea that you don’t have to amplify the payoff of risk to gain success in this country, you need to soften the damage of risk?”
This is exactly right. Someone who leaves a big company to start her own business is bearing not only the risk of losing all of her investment, but also her health insurance. One benefit of health-care reform is that people will still be able to get insurance while they are starting their new business, or after it fails, even if they have a pre-existing condition.
The essence of Stewart’s idea goes to the heart of why our economy is largely organized around limited-liability public corporations. When successful entrepreneurs decide to take their businesses public, they are selling some of the upside to other shareholders in return for making sure that they can’t lose all their wealth if something at the company goes wrong.

So-Called Reform

What about smaller startups that don’t begin their lives as corporations? One thing that would help stimulate this sort of business creation is making sure that a business bankruptcy is not ruinous to the entrepreneur’s family. But the Republican- sponsored bankruptcy “reform” law of 2005 changed the rules in the opposite direction. For someone who uses a credit card to help open a bakery or landscaping business, this law raised the cost of failure. Maybe this is what people mean by the phrase “job-killing” legislation.
A more generous safety net, not just the continued access to health insurance but also downside protections such as unemployment insurance, can stimulate job creation in another way. The owners of many successful small businesses treat their employees as if they were family members, and some actually are. Such owners may be more reluctant to hire new employees if these safety nets are not in place.
This brings us back to Jon Stewart’s point. Cutting taxes on high-income earners is unlikely to be the most cost-effective way of stimulating new business startups. If entrepreneurs who hit it big have to pay the same tax rate on their capital gains as on their ordinary income, they are unlikely to give up on their dreams. When people are contemplating starting a new enterprise, the last thing they are worried about is the tax rate their heirs might have to pay if they die as billionaires. But if they aren’t sure they can provide health insurance and a home to live in for their family should they fail, they may play it safe.
(Richard H. Thaler is a professor of behavioral science and economics at the University of Chicago Booth School of Business. He is the co-author, with Cass R. Sunstein, of “Nudge.” The opinions expressed are his own.)

16 abril 2012

Nudge

Um texto interessante da revista The Economist sobre Nudge:

Economistas comportamentais descobriram que todos os tipos de preconceitos psicológicos ou neurológicos levam as pessoas a fazer escolhas que parecem contrárias aos seus interesses. A idéia de cutucar é baseado em uma pesquisa que mostra que é possível orientar as pessoas a tomarem decisões melhores, apresentando opções de maneiras diferentes. 

Essa teoria está sendo posta à prova. Um dos do livro co-autores, Cass Sunstein, foi recrutado por Barack Obama para a Casa Branca. Richard Thaler, o outro co-autor, tem aconselhado os formuladores de políticas em vários países, incluindo Dinamarca, França e, acima de tudo, a Grã-Bretanha, de David Cameron, onde estabeleceu uma equipe apelidada de Unidade Nudge.

A Unidade de Nudge executou dezenas de experiências e os primeiros resultados têm sido promissores. Em um ensaio, uma carta enviada aos não-contribuintes do imposto sobre veículos foi alterado para usar um inglês mais claro, do tipo "pagar o seu imposto ou perder o seu carro". Em alguns casos, a carta era ainda mais personalizada, incluindo uma foto do carro em questão. A carta dobrou o número de pessoas que pagam o imposto; aquela com a foto triplicou.

Fonte: The Economist

11 outubro 2010

Nudge


Acima, um dos primeiros exemplos de uso do "nudge" de Thaler. O texto diz:

"Você concorda com a reunificação da Áustria com o Reich alemão, que foi promulgada em 13 de Março de 1938 e irá votar no partido do nosso líder, Adolf Hitler;? Sim, Não"

Fonte: Marginal Revolution

18 fevereiro 2009

Comportamento no restaurante

As pessoas tendem a comer mais em grupos do que quando estão sozinhos, pois imitam os hábitos alimentares de outros. Mas há alguns indícios de que a quantidade de comida que alguém consome é uma função linear do número de pessoas sentadas com eles.
Fonte: Aqui

11 fevereiro 2009

O Empurrão

O destaque dos últimos dias em finanças comportamentais tem sido a questão do empurrão. O livro Nudge, de Thaler e Sunstein, despertou discussões, mas tornou-se destaque mesmo quando Obama, o atual presidente dos EUA e também professor da Universidade de Chicago, levou para o governo Sunstein.

A situação que melhor ilustra o empurrão é o caso do banheiro masculino do aeroporto de Amsterdã. Um dos problemas dos sanitários masculinos é a dificuldade que certos homens possuem em acertar o alvo. O aeroporto de Amsterdã conseguiu melhor o nível de acerto desenhando nos vasos uma pequena mosca. Este desenho atrai a atenção do usuário e melhora sua pontaria.

Particularmente prefiro a questão da doação dos órgãos, que pode ser melhorada num país alterando o default. Hoje, quando um brasileiro morre, os seus órgãos somente são utilizados quando existe a autorização expressa da família ou do indivíduo. Este é o default. A proposta é alterar para tornar automático a doação, a não ser que a família ou indivíduo se oponha.

Em When Humans Need a Nudge Toward Rationality (New York Times, 7/2/2009), Jeff Sommer faz um breve resumo da questão do empurrão. Sommer destaca muito a evidenciação, como um papel chave no processo.

Já em Online Competition Searches for ´Nudges´ That can lead to better health (States News Service, 9/2/2009) anuncia-se um concurso interessante: a Pioneer Portfolio da Robert Wood Johnson Foundation (RWJF) e a Ashoka’s Changemakers lançaram uma pesquisa para encontrar nudges que ajudem as pessoas a tomarem decisões corretas.

(Entre os jurados, Wellington Nogueira Santos, fundador dos Dotores da Alegria.)