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01 julho 2026

Diretor que gastou dinheiro de adiantamento é condenado


Em dezembro, postamos sobre o caso de um diretor que recebeu uma antecipação da Netflix para desenvolver um projeto. Foram 11 milhões para uma série de ficção científica. A acusação é que Carl Erik Rinsch desviou dinheiro para drogas, investimentos arriscados e bens pessoais de luxo, sem produzir nada para a empresa de streaming. 

Do ponto de vista contábil, os US$ 11 milhões configuram um adiantamento feito pela Netflix, ou seja, um ativo. Contudo, a partir do momento em que ficou claro — conforme exposto no tribunal — que os recursos foram utilizados de forma indevida, a empresa deveria reconhecer a perda por meio de um teste de impairment. Caso o diretor venha a restituir parte do valor, esse montante deverá ser considerado contabilmente. 

Agora, o diretor foi condenado por fraude federal e lavagem de dinheiro. O juiz condenou o diretor a três anos de liberdade condicional supervisionada, ao confisco do valor e uma pequena multa.  

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