A notícia:
Uma ação judicial histórica movida em 2019 pela Procuradoria-Geral da União (AGU) do Brasil, buscando responsabilizar financeiramente as maiores fabricantes de cigarros do país pelos enormes custos de saúde pública causados pelo tabagismo, atingiu um marco crucial. Todas as petições legais foram concluídas, incluindo um parecer do Ministério Público Federal que corrobora as alegações da AGU. O caso agora aguarda decisão do Tribunal Federal de Porto Alegre sobre a responsabilidade das empresas de tabaco pelos danos causados pela comercialização e venda de seus cigarros no Brasil.
O processo busca obrigar as maiores fabricantes de cigarros do país a indenizar o sistema público de saúde brasileiro pelos gastos com saúde relacionados a doenças comprovadamente associadas ao uso do tabaco. Entre os réus estão a BAT Brasil (antiga Souza Cruz) e a Philip Morris Brasil, e suas controladoras, British American Tobacco e Philip Morris International.
Este caso é um dos mais importantes processos judiciais do mundo para recuperação de custos com saúde relacionados ao tabaco e pode ter implicações muito além do Brasil. Se bem-sucedido, o caso reforçaria o princípio de que as empresas de tabaco devem ser responsabilizadas pelos enormes custos econômicos e de saúde causados por seus produtos.
As empresas de cigarro sabiam do mal que estavam causando. Nesse momento, ocorre o mesmo com as empresas de apostas.

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