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27 abril 2026

Multa para PwC por conta da Evergrande


A incorporadora chinesa Evergrande era a segunda maior empresa imobiliária da China em vendas. Chegou a estar entre as maiores empresas do mundo nesse setor. Mas, a partir de 2021, a empresa começou a ter problemas financeiros e entrou com pedido de falência em 2023, seguido de liquidação ordenada a partir de janeiro de 2024. Chegou a ter um time de futebol, negócios em painéis solares e agronegócios, entre outros.

O elevado endividamento (300 bilhões de dólares de passivo) e os boatos sobre a dificuldade da empresa fizeram com que as suas ações recuassem no mercado de Hong Kong.

As investigações concluíram que a empresa inflou suas receitas entre 2019 e 2020 em mais de 78 bilhões de dólares, sob os olhares, nem sempre atentos, da PwC. A auditoria falhou em detectar os sinais de fraude.

Agora, surge um novo capítulo da história. Os reguladores de Hong Kong puniram a auditoria por conta dos problemas da Evergrande. O acordo talvez seja um dos maiores da história do setor, incluindo cifras de 166 milhões de dólares americanos. A maior parte do valor irá para os minoritários, através de um fundo gerido pelo regulador de mercado de capitais de Hong Kong, totalizando 128 milhões. O restante é uma multa regulatória da Accounting and Financial Reporting Council (AFRC), de 38 milhões de dólares. E, por um prazo de seis meses, a PwC não poderá aceitar nenhum novo cliente entre as empresas com ações na bolsa.

Dois antigos sócios da PwC também foram multados em algo em torno de 1 milhão pelo trabalho que não foi realizado adequadamente.

Como compensação, a PwC não admite responsabilidade e evita processos adicionais.

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