Parte da prática é influenciada pelos reguladores, como o IASB, mas não somente. Há também uma grande influência do que os profissionais contábeis fazem em razão dos dilemas que encontramos: a relação custo-benefício e a falta de instrumentos para separar a influência do líder de outros aspectos da gestão. De qualquer forma, há uma crença generalizada de que um comandante importa e de que os rumos de uma organização são ditados pelos administradores do alto escalão. Há dúvidas quanto a essa generalização, já que, em alguns casos, o líder pode simplesmente seguir na onda da cultura da entidade.
O certo é que a discussão teórica não tem sido sequer considerada, nem pelos teóricos, nem pelos reguladores, quanto mais pelos profissionais contábeis. Estamos em um momento em que a Apple, uma das empresas mais conhecidas e admiradas no mundo dos negócios, está promovendo uma mudança no comando. Há alguns anos, mais precisamente em 2011, Tim Cook assumiu a difícil tarefa de substituir o grande líder da empresa, Jobs, que, por conta da saúde e posterior falecimento, deixou um incrível legado. A missão era difícil, mas o gráfico mostra que Cook se saiu bem, já que o preço da ação da empresa esteve bem acima do preço médio das ações do mercado.
Agora, Cook anunciou que a empresa fabricante do iPhone estará sob novo comando brevemente. A data já está fixada para 1º de setembro de 2026. O novo chefão chama-se John Ternus. Ele trabalha na empresa há 25 anos e ajudou a empresa atuando no desenvolvimento do iPad e do Mac. Na sua área, a engenharia de hardware, está boa parte do sucesso da empresa. Isso é interessante, já que a Apple terá que conviver, nos próximos anos, com os impactos da inteligência artificial, e Ternus é uma pessoa do hardware. Nos próximos anos, iremos comprovar se Ternus será um ativo ou um passivo para a empresa.


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