Um texto da BBC comenta sobre a transparência do BNDES (publicado aqui). Isto coincidiu com uma frase, polêmica, do seu presidente que disse que o banco seria o mais transparente do mundo. No mapa de risco do TCU (via aqui) a instituição aparece bem, com fragilidade de controle de fraude e corrupção próximo da fronteira do “baixa”. (Mas é estranho a escala do poder econômico neste mesmo mapa)
O texto da BBC lembra a polêmica passada do BNDES com o TCU e o fato do banco ter sido um assunto bastante comentado da campanha eleitoral.
A resposta simples é que o banco, de fato, mantinha muitos dados em segredo e se recusava a fornecer informações. Mas isso mudou a partir de 2015, após grande pressão da imprensa e de órgãos de controle. Desde então, o BNDES divulga detalhes sobre seus empréstimos - não só os atuais, mas também os passados, englobando as operações feitas durante os governos do PT.
"O BNDES está sendo muito sincero e transparente sobre o que está acontecendo no banco. Por incrível que pareça, o BNDES está hoje até mais avançado que outros bancos internacionais", explica Sérgio Lazzarini, economista do Insper, que estuda a relação entre os setores público e privado e analisa dados do banco há mais de uma década.
Um exemplo do que o BNDES divulga, e outros bancos públicos de desenvolvimento não costumam revelar, são os próprios contratos de financiamento relacionados a obras no exterior.
O Tribunal de Contas da União (TCU), órgão federal que fiscaliza as contas públicas, diz que passou a receber do banco "todas as informações que lhe foram requisitadas" - diferentemente do que ocorria antes de 2015, quando "diversas informações e documentos solicitados pelo tribunal eram negadas pelo BNDES".
(...) A BBC News Brasil consultou os sites de outros bancos públicos de desenvolvimento, como o CDB, da China, e o KfW, da Alemanha, e não encontrou o volume de dados que está disponível no site do BNDES.
É um artigo interessante, que apresenta alguns aspectos importantes sobre as mudanças recentes. Mas acho que cabe mais discussão sobre o tema.
28 novembro 2018
27 novembro 2018
Fim da PPP?
O fracasso chamado Carillion provocou outra baixa, na parceria pública-privada (PPP):
A pedido das empresas sediadas em Londres, o modelo (PPP) foi exportado para todo o mundo. Agora, duas décadas e meia depois, o Reino Unido tornou-se o primeiro país a descartá-lo oficialmente.
Existe um problema contábil neste caso:
O governo britânico tem usado por décadas a fraude financeira para manter muitos dos seus passivos atuais fora do balanço. Em 2011, o Parliamentary Treasury Select Committee solicitou ao Tesouro a trazer a PPP para o balanço, “garantindo que a PPP não seja usada para contornar os limites do orçamento”. Foi ignorado. E, assim como aconteceu com a Enron, ao fazê-lo, o governo poderia estar acumulando sérios custos e problemas de fluxo de caixa para o futuro.
A pedido das empresas sediadas em Londres, o modelo (PPP) foi exportado para todo o mundo. Agora, duas décadas e meia depois, o Reino Unido tornou-se o primeiro país a descartá-lo oficialmente.
Existe um problema contábil neste caso:
O governo britânico tem usado por décadas a fraude financeira para manter muitos dos seus passivos atuais fora do balanço. Em 2011, o Parliamentary Treasury Select Committee solicitou ao Tesouro a trazer a PPP para o balanço, “garantindo que a PPP não seja usada para contornar os limites do orçamento”. Foi ignorado. E, assim como aconteceu com a Enron, ao fazê-lo, o governo poderia estar acumulando sérios custos e problemas de fluxo de caixa para o futuro.
Mapa de Risco no Setor Público
O TCU lançou onde um mapa de exposição a Fraude. Conforme a entidade:
Os dados coletados possibilitaram a construção de mapa de risco, um dos principais produtos desse trabalho. Ele está dividido em quatro áreas, identificadas pelas cores verde (baixa exposição), amarela (média exposição), laranja (alta exposição) e vermelha (altíssima exposição). O posicionamento do órgão ou instituição em uma dada faixa permitirá análises sobre o seu grau de exposição a fraude e corrupção, bem como avaliar quais controles precisam de aprimoramento.
Segundo o TCU:
O mapa não dever ser considerado como ranking entre as instituições e não apresenta indícios de irregularidades, nem ocorrência de casos concretos. O que se apresenta é o grau de exposição ao risco de fraude e corrupção, considerando a metodologia aplicada, sendo diretamente proporcional ao seu poder e a fragilidade dos seus controles preventivos e detectivos. Assim, o Tribunal oferece uma ferramenta para que as instituições possam aprimorar os controles e aperfeiçoar a gestão de risco.
O mapa pode ser encontrado aqui . A seguir o resultado a FUB, minha instituição, para o quesito de auditoria interna:
Segundo o TCU, a FUB tem alta exposição ao risco neste quesito. Observe agora a figura abaixo. É sobre o controle de fraude e corrupção:
No canto superior esquerdo, a Petrobras. Segundo o TCU, a empresa possui alta exposição neste quesito. Preocupante.
Os dados coletados possibilitaram a construção de mapa de risco, um dos principais produtos desse trabalho. Ele está dividido em quatro áreas, identificadas pelas cores verde (baixa exposição), amarela (média exposição), laranja (alta exposição) e vermelha (altíssima exposição). O posicionamento do órgão ou instituição em uma dada faixa permitirá análises sobre o seu grau de exposição a fraude e corrupção, bem como avaliar quais controles precisam de aprimoramento.
Segundo o TCU:
O mapa não dever ser considerado como ranking entre as instituições e não apresenta indícios de irregularidades, nem ocorrência de casos concretos. O que se apresenta é o grau de exposição ao risco de fraude e corrupção, considerando a metodologia aplicada, sendo diretamente proporcional ao seu poder e a fragilidade dos seus controles preventivos e detectivos. Assim, o Tribunal oferece uma ferramenta para que as instituições possam aprimorar os controles e aperfeiçoar a gestão de risco.
O mapa pode ser encontrado aqui . A seguir o resultado a FUB, minha instituição, para o quesito de auditoria interna:
Segundo o TCU, a FUB tem alta exposição ao risco neste quesito. Observe agora a figura abaixo. É sobre o controle de fraude e corrupção:
No canto superior esquerdo, a Petrobras. Segundo o TCU, a empresa possui alta exposição neste quesito. Preocupante.
26 novembro 2018
Workshop: Economia da Informação
Durante o 4o. Congresso da UnB terei a oportunidade de falar sobre Economia da Informação. Minha exposição estará dividida em cinco tópicos:
1) Introdução - Nesta parte irei mostrar as razões para estudar a informação e como tem sido, a Economia da Informação, um campo promissor de pesquisa.
2) Quantidade e Produção da Informação - irei tratar de aspectos práticos da informação, tratando como um produto como outro qualquer. A questão do custo, da quantidade produzida, da exclusividade, do custo de reprodução serão discutidas aqui. Isto termina por afetar a quantidade de informação produzida no mundo de hoje.
3) Usuário - Como consequência da estrutura de custo e dos aspectos produtivos, a elevada quantidade de informação gera uma sobrecarga de informação.
4) Sinalização, Seleção Adversa e Risco Moral - aqui irei tratar dos aspectos típicos de uma disciplina de Economia da Informação. Estes três conceitos, além da triagem, ajudam a explicar muitos aspectos importantes na contabilidade. Também abordarei o princípio da dissimulação custosa e da evidenciação plena.
5) Tecnologia - a tecnologia tem exercido um profundo impacto sobre a vida atual. Isto inclui aspectos como economia da atenção, Dunning-Kruger, aversão à informação, sociedade do conhecimento etc.
Para quem estiver no Congresso, será um boa oportunidade de trocar algumas ideias sobre estes temas.
1) Introdução - Nesta parte irei mostrar as razões para estudar a informação e como tem sido, a Economia da Informação, um campo promissor de pesquisa.
2) Quantidade e Produção da Informação - irei tratar de aspectos práticos da informação, tratando como um produto como outro qualquer. A questão do custo, da quantidade produzida, da exclusividade, do custo de reprodução serão discutidas aqui. Isto termina por afetar a quantidade de informação produzida no mundo de hoje.
3) Usuário - Como consequência da estrutura de custo e dos aspectos produtivos, a elevada quantidade de informação gera uma sobrecarga de informação.
4) Sinalização, Seleção Adversa e Risco Moral - aqui irei tratar dos aspectos típicos de uma disciplina de Economia da Informação. Estes três conceitos, além da triagem, ajudam a explicar muitos aspectos importantes na contabilidade. Também abordarei o princípio da dissimulação custosa e da evidenciação plena.
5) Tecnologia - a tecnologia tem exercido um profundo impacto sobre a vida atual. Isto inclui aspectos como economia da atenção, Dunning-Kruger, aversão à informação, sociedade do conhecimento etc.
Para quem estiver no Congresso, será um boa oportunidade de trocar algumas ideias sobre estes temas.
Assinar:
Comentários (Atom)







