Tim Harford: como o arame farpado mudou a propriedade privada
ABBA no esporte é justo (critério proposto para cobrança de pênaltis no futebol)
Negociações suspeitas nas concessões de ferrovias (Inglaterra, século XIX)
Ferrán Adriá e o processo de inovação
Efeito da maconha no desempenho escolar (experimento na Holanda)
26 julho 2017
Efeito Bartleby
Um efeito danoso da preocupação atual dos órgãos de controle com o “gerenciamento de riscos” ficou muito claro no texto de Claudia Safatle, Traumas que marcam a Petrobras (Valor, 21 de julho de 2017, A2):
O temor dos funcionários da petroleira fica evidente na elaboração dos pareceres. Segundo Parente [presidente da empresa], eles listam uma série de riscos, mas não dizem que apesar dos riscos e das atividades mitigadoras a decisão deve prosseguir ou não ser interrompida. Na semana passada houve uma reunião com toda a média gerência da empresa para tratar desses problemas. “A melhor maneira de não correr riscos é não fazer nada”, comentou [Parente]
Lembra o personagem Bartleby, de Melville, que afirmava "prefiro não fazer".
O temor dos funcionários da petroleira fica evidente na elaboração dos pareceres. Segundo Parente [presidente da empresa], eles listam uma série de riscos, mas não dizem que apesar dos riscos e das atividades mitigadoras a decisão deve prosseguir ou não ser interrompida. Na semana passada houve uma reunião com toda a média gerência da empresa para tratar desses problemas. “A melhor maneira de não correr riscos é não fazer nada”, comentou [Parente]
Lembra o personagem Bartleby, de Melville, que afirmava "prefiro não fazer".
Governo eleva royalties sobre minérios e cria agência reguladora para o setor
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| Fonte: Aqui |
As três medidas provisórias assinadas nesta tarde pelo presidente Michel Temer, em cerimônia no Palácio do Planalto que lançou o Programa de Revitalização da Indústria Mineral Brasileira. No total, as MPs alteram 23 pontos no Código de Mineração.
[...]
Segundo o ministro a intenção do governo é conseguir, nos próximos sete anos, elevar de 4% para 6% a participação do setor de mineração no Produto Interno Bruto (PIB). “Isso é uma meta para que, em algum ponto do futuro, se possa aumentar a sua participação no PIB. Não posso precisar se vai acontecer em seis, sete, oito anos. Lançamos a base para que a mineração possa crescer”, disse.
[...]
No caso da criação da Agência Nacional de Mineração, o novo órgão deverá assumir as atuais funções do DNPM e também atuar na regulação do setor. “Você vai ter uma atividade menos burocrática, terá mais transparência e agilidade. A agência vai administrar o portfólio mineral brasileiro”, disse Lôbo.
Fonte: Aqui
25 julho 2017
Como lidar com perfeccionismo
Um ótimo canal no YouTube, especialmente para estudantes: Thomas Frank. Há vários vídeos sobre hábitos, procrastinação, produtividade, técnicas de aprendizagem... Diversos têm legenda em português.
Fato da Semana: Crise do Emprego Continua
Fato: Crise de Emprego no setor
Contextualização - O blog Contabilidade Financeira acompanha o comportamento do mercado de trabalho formal, tendo por base o número de admitidos e demitidos. A crise econômica derrubou o mito de que "não existe crise na contabilidade" ou que "não existe contador desempregado". O número de demitidos já superou o de admitidos em mais de 36 mil desde janeiro de 2014
Relevância - O acompanhamento deste dado permite verificar onde e quando está ocorrendo as demissões. Em junho o resultado foi negativo, enquanto a economia como um todo estava contratando. Aparentemente a discrepância entre os números da economia e do setor contábil decorre do bom desempenho do setor agrícola.
Notícia boa para contabilidade? - Não. A atração dos jovens para a contabilidade depende de uma perspectiva de emprego, que não ocorre nos dias atuais.
Desdobramentos - Devemos ter meses com desempenho negativo pela frente. Talvez em outubro o número de admitidos possa superar o de demitidos.
Por uma razão técnica estamos postando somente agora o fato da semana.
Contextualização - O blog Contabilidade Financeira acompanha o comportamento do mercado de trabalho formal, tendo por base o número de admitidos e demitidos. A crise econômica derrubou o mito de que "não existe crise na contabilidade" ou que "não existe contador desempregado". O número de demitidos já superou o de admitidos em mais de 36 mil desde janeiro de 2014
Relevância - O acompanhamento deste dado permite verificar onde e quando está ocorrendo as demissões. Em junho o resultado foi negativo, enquanto a economia como um todo estava contratando. Aparentemente a discrepância entre os números da economia e do setor contábil decorre do bom desempenho do setor agrícola.
Notícia boa para contabilidade? - Não. A atração dos jovens para a contabilidade depende de uma perspectiva de emprego, que não ocorre nos dias atuais.
Desdobramentos - Devemos ter meses com desempenho negativo pela frente. Talvez em outubro o número de admitidos possa superar o de demitidos.
Por uma razão técnica estamos postando somente agora o fato da semana.
Mercado de Trabalho Contábil continua em crise.
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e compilados por este blog, o número de admitidos com carteira assinada em junho de 2017 foi novamente inferior ao de demitidos no mercado de trabalho contábil: 8.104 versus 9.124. O gráfico a seguir mostra a evolução desta série desde início de 2014. É possível perceber que desde fevereiro de 2015 o número de admitidos tem sido inferior ao de demitidos, com a exceção de outubro de 2015 e de janeiro de 2017.
O gráfico a seguir mostra o tamanho da crise de emprego no setor contábil. Usando dados acumulados, o gráfico deixa claro que no período analisado foram reduzidas mais de 36 mil vagas no setor.
Um padrão que tem sido constante é o fato do salário dos admitidos ser inferior ao dos demitidos. Em razão da crise, esta diferença tem ficado acima de 20%. Isto significa dizer que as pessoas que estão sendo contratadas recebem um salário inferior. Em junho a diferença foi de R$563 ou 24,9%, um percentual bem próximo aos 26,9% de junho de 2016, a maior diferença que registramos.
Com respeito ao tempo de emprego dos demitidos, junho marcou um tempo médio de quase 39 meses. Este valor foi o maior registrado na série histórica e tem mostrado uma tendência crescente. Com o aumento da crise, as demissões estão ocorrendo com os funcionários mais antigos, com mais de três anos de trabalho.
Outro fato registrado nos outros meses é a substituição do trabalhador mais antigos pelo mais jovem. A idade média dos demitidos foi de 32,68 contra 30,34 anos dos admitidos.
O gráfico abaixo registra a comparação do setor contábil com a economia. Em junho de 2017 enquanto a economia contratava, a crise do emprego continuava no setor contábil. Existem duas possíveis explicações para esta diferença no comportamento. A primeira é o fato de que está ocorrendo um aumento de produtividade no setor, com a crescente automoção no trabalho. Ou seja, existe uma mudança estrutural. A segunda possível explicação, que talvez seja a mais correta, é que o mercado de trabalho foi positivo em junho na economia em termos de criação de emprego graças ao setor agropecuário. Os dados do Ministério do Trabalho mostram que este foi o único setor onde a relação entre admitidos e demitidos foi positiva na economia.
O atual mês não é tradicionalmente contratante. Isto significa dizer que provavelmente no próximo mês o número de demitidos continuará sendo maior que o de admitidos.
O gráfico a seguir mostra o tamanho da crise de emprego no setor contábil. Usando dados acumulados, o gráfico deixa claro que no período analisado foram reduzidas mais de 36 mil vagas no setor.
Um padrão que tem sido constante é o fato do salário dos admitidos ser inferior ao dos demitidos. Em razão da crise, esta diferença tem ficado acima de 20%. Isto significa dizer que as pessoas que estão sendo contratadas recebem um salário inferior. Em junho a diferença foi de R$563 ou 24,9%, um percentual bem próximo aos 26,9% de junho de 2016, a maior diferença que registramos.
Com respeito ao tempo de emprego dos demitidos, junho marcou um tempo médio de quase 39 meses. Este valor foi o maior registrado na série histórica e tem mostrado uma tendência crescente. Com o aumento da crise, as demissões estão ocorrendo com os funcionários mais antigos, com mais de três anos de trabalho.
Outro fato registrado nos outros meses é a substituição do trabalhador mais antigos pelo mais jovem. A idade média dos demitidos foi de 32,68 contra 30,34 anos dos admitidos.
O gráfico abaixo registra a comparação do setor contábil com a economia. Em junho de 2017 enquanto a economia contratava, a crise do emprego continuava no setor contábil. Existem duas possíveis explicações para esta diferença no comportamento. A primeira é o fato de que está ocorrendo um aumento de produtividade no setor, com a crescente automoção no trabalho. Ou seja, existe uma mudança estrutural. A segunda possível explicação, que talvez seja a mais correta, é que o mercado de trabalho foi positivo em junho na economia em termos de criação de emprego graças ao setor agropecuário. Os dados do Ministério do Trabalho mostram que este foi o único setor onde a relação entre admitidos e demitidos foi positiva na economia.
O atual mês não é tradicionalmente contratante. Isto significa dizer que provavelmente no próximo mês o número de demitidos continuará sendo maior que o de admitidos.
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