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Mostrando postagens com marcador mulher. Mostrar todas as postagens
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01 novembro 2016

Desigualdade de gênero no mercado de trabalho contábil?

Ao postar ontem sobre a questão do desemprego no setor contábil comentamos que "o saldo entre os admitidos e os demitidos é possível notar que a maioria deles é do sexo feminino (-658 versus -188)".  Mas será que isto é algo comum no mercado de trabalho contábil? Lembrando que incluímos no nosso levantamento os contadores, auditores, técnicos de contabilidade e escriturários de contabilidade e a fonte primária da informação é o Caged, que abrange somente o mercado formal de trabalho.

Diante da questão sobre a possibilidade de existir desigualdade de gênero no mercado de trabalho, compilamos os dados de movimentação desde janeiro de 2015, quando começou a crise no setor. O resultado encontra-se na figura a seguir:
A linha vermelha são as mulheres e a azul os homens. Em cada mês é calculado o número de admitidos no mercado de trabalho e o número de demitidos. Quando ocorre mais admissões que demissões tem-se a criação de vagas de trabalho e a informação está acima da linha do "zero" do gráfico. O gráfico permite constatar que geralmente a linha dos homens está em posição acima da linha das mulheres. Como geralmente o número de demitidos tem sido superior ao de admitidos desde início de 2015, isto significa dizer que as mulheres estariam sofrendo mais com a crise de emprego na contabilidade. Ou seja, o empregador ao demitir tem escolhido prioritariamente as mulheres.

Mas como este gráfico mostra o desempenho de cada mês, não fica muito claro se a movimentação mensal seria mais favorável ao homem ou a mulher. O gráfico a seguir mostra o valor acumulado, desde o primeiro mês (janeiro de 2015). Aqui a visão do efeito da crise sobre o mercado de trabalho fica mais claro. E apesar das mulheres terem sido mais poupadas no início do processo, a partir de setembro de 2015 a situação se inverte.
Considerando os valores acumulados, o número de destruição de vagas para o gênero feminino foi de quase quinze mil postos; para o gênero masculino este número aproxima-se de dez mil. Ou seja, uma diferença de 50% a mais para o gênero feminino.

Estes números impressionam. Além da diferença salarial existente entre homens e mulheres, haveria uma diferença no momento de demitir o funcionário.

O problema da análise acima é que não sabemos quantos homens e quantas mulheres são atualmente empregadas no mercado de trabalho contábil. E esta informação é crucial para análise. Se o setor é ocupado principalmente pelos homens, isto é um sinal claro de desigualdade de gênero. Mas se o setor for ocupado prioritariamente pelas mulheres, dependendo da proporção, teríamos ou não um problema de desigualdade de gênero.

Infelizmente não é possível obter esta informação diretamente do Caged. Mas podemos usar alguns aproximações, como o número de horas contratadas, o tempo de emprego, a soma das idades dos trabalhadores e o salário mensal. Com base nestes parâmetros temos que a participação da mulher é de 62%, 60%, 62% e 56%, na ordem. Ou seja, a mulher detém uma parcela em torno de 60% do mercado de trabalho na contabilidade, segundo esta estimativa (de dezembro de 2014). Há uma diferença no salário, mas isto deve ser resultante do fato de salário pago para mulher ser menor que do homem.

Ficando com este percentual de 60%, precisamos determinar se o número do saldo de movimentação também está próximo deste valor. Como o saldo de movimentação acumulado é de 24.674 negativos, de janeiro de 2015 a setembro de 2016, o valor para as mulheres, de menos 14.864, corresponde a 60,2%. Podemos então concluir que o número maior de redução de vagas para as mulheres que está ocorrendo no mercado de trabalho contábil no Brasil nos últimos meses não decorre de preconceito contra a mulher. Infelizmente as demissões estão ocorrendo independente do gênero do trabalhador.

08 março 2016

Xadrez feminino

A Deloitte é uma das patrocinadoras do FIDE Women´s World Championship, atualmente em disputa. Trata-se da disputa do título mundial de xadrez feminino entre a ucraniana, e atual campeã, Mariya Muzychuk (rating de 2563) e a ex-campeã, chinesa, Yifan Hou (rating de 2667).
Hou é claramente melhor que Muzychuk e favorita ao título. No ano passado recusou disputar o título e foi destronada. Disputa em dez partidas, Hou ganhou a segunda e empatou quatro outras. A melhor partida jogada até o momento foi a quarta, que terminou em 21 lances somente, mas com bastante emoção.

Mulher e contabilidade

A figura mostra que 63% dos contadores dos EUA são mulheres. Mas a percentagem das mulheres que ocupam cargo de direção é muito menor. Isto provavelmente se repete no Brasil, como já mostramos anteriormente nos dados coletados pelo blog sobre o salário médio das mulheres, inferior ao dos homens.

No ano passado destacamos duas mulheres que passaram a ocupar cargo de direção nas Big Four. Mais um sinal de que a diferença entre os gêneros é grande na área.

10 fevereiro 2016

Homem e mulher

Claudia Goldin, da Harvard University, tentou verificar a razão de existirem poucas mulheres economistas. Ela comparou a nota obtida no curso introdutório com o desempenho posterior (formatura). As mulheres (vermelho) com as melhores notas (A e A-) tinham basicamente a mesma probabilidade de formar que os homens. Mas as notas ruins exercem um impacto muito maior sobre as mulheres que nos homens. Os homens seriam mais persistentes?

06 janeiro 2016

Salário e Preconceito

Existe uma lenda urbana que diz que a única profissão onde a mulher possui um salário maior que o do homem é na pornografia. Apesar de ser uma lenda urbana, a realidade não está muito distante disto.

Usando dados de 10021 ex-alunos da Universidade de Brasília, formados em mais de cinquenta cursos diferentes, fiz uma comparação entre a remuneração do homem e da mulher. Nesta análise considerei somente os cursos com mais de trinta formados em graduação. Os dados de remuneração mensal são provenientes da RAIS, ou seja, contempla o mercado formal de trabalho, o que obviamente é uma limitação da análise. E as informações são de 2013.

O gráfico abaixo apresenta a diferença, em reais, do salário para diversos cursos (e profissões). Enquanto uma historiadora tinha um salário mensal de R$4140, o homem ganhava R$3.113. Mas somente em oito casos isto ocorreu ou 15% dos casos. Já em Nutrição, com 207 mulheres e 22 homens na amostra, a diferença é de R$1.810, favorável ao homem.

Em termos proporcionais a maior discriminação ocorre no curso de Ciências Naturais, onde a mulher recebe menos de 50% do salário do homem. Já em educação do campo a diferença salarial é de 57% (R$1265 versus R$807).

E em Ciências Contábeis? Com base nos dados de 361 mulheres e 605 homens a diferença salarial foi de R$1092 ou 20% de diferença. Nos gráficos destaquei a nossa área. Como é possível notar, em termos absolutos a área é uma das mais preconceituosas em termos de mercado de trabalho. Alguém arriscaria uma explicação?

03 janeiro 2016

Rir é o melhor remédio

Coisa mais poderosa
 Coisas que não sabemos como usar (esquerda, homem; direita, mulher)
 Mulher e homem ideal (por idade)
 Viagens
 Encontrando a direção
 Tarefas Domésticas
 Reflexão:

Diferença entre o homem e a mulher

20 dezembro 2015

História da Contabilidade: Maria do Carmo Honorata Duarte

Tropecei no nome de Maria do Carmo Honorata Duarte quando li uma solicitação dela para ensinar “leitura, escripturação, contabilidade e mais misteres domesticos” (1) na província do Pará.

Foi a primeira vez que obtive o nome de uma mulher associado à contabilidade. Não significa que Maria Duarte tenha sido a pioneira, mas até o momento foi a primeira referência que encontrei do sexo feminino. Depois de obter a autorização para ensinar, Maria Duarte anunciou cinco vezes no jornal A Epocha a sua escola (2):

Sobre a Maria Duarte temos poucas informações. Casada com o Capitão Manoel Maria Duarte (3), por sua vez contador da Tesouraria da fazenda (4) e também docente (5), com quem teve nove filhos, sendo sete mulheres e dois homens (6).

Aparentemente seu empreendimento não deu muito certo, já que em 1867 era professora no segundo distrito (7), chegando a ajudante de D. Joanna Candida de Carvalho, no ensino primário inferior na capital do Pará (8). Maria Duarte faleceu em 31 de março de 1875 (9), tendo sido a primeira professora que recebeu autorização para o ensino particular de contabilidade.

(1) Gazeta Official, 9 de outubro de 1859, n. 226, ano II, p. 1
(2) O primeiro anúncio foi publicado em A Epocha, ed 230, p 3, 13 de outubro de 1859, ano II.
(3) Treze de Maio, ed 9, p.4, 6 de março de 1861.
(4) Diário do Gram-Para, ed 257, p2, 1887.
(5) Almanak Paraense, 1883, p. 382.
(6) O Liberal do Pará, ed 73, p 2, 3 de abril de 1875, ano VII, n. 73
(7) Jornal do Pará 17 de março de 1867, ano v, n 64, p1.
(8) Jornal do Pará, 29 de abril de 1871, n 94, p 1, ano ix
(9) Jornal do Pará, ed 80 p 2, 10 de abril de 1875, ano xiii.

14 dezembro 2015

Rir é o melhor remédio

Mais um "Rir" com o meu clima de fim de ano. Não é para rir, mas para sorrir com a grandiosidade testemunhada. Ofereço o vídeo de hoje para a querida Flavia Carvalho.


18 outubro 2015

Mulheres e Política

As fotografias a seguir mostram a pouca participação das mulheres no centro da política mundial. A primeira fotografia mostra a cena real; a segunda, somente com as mulheres.











12 junho 2015

Listas: Melhores empregos para mulheres

Atuárias
Marketing e Propaganda
Engenharia Biométrica
Dentista
Administradora Educacional
Planejadora de Eventos
Gestora de Recursos Humanos
Analista de Pesquisa de Mercado
Terapeuta Ocupacional
Gestora de Relações Públicas
Estatística

Fonte: Aqui