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11 julho 2015

Como se pronuncia Apud?

Apud... que significa e como se pronuncia?


Apud é um latinismo que significa de acordo com, conforme se lê em. Emprega-se principalmente em bibliografia, para indicar a fonte de uma citação indireta. Por exemplo: Camões, Os lusíadas, apud Antenor Nascentes, O idioma nacional. Abrev.: ap. Pronuncia-se ápud.



Fonte: SACCONI, Luiz Antônio. Corrija-se! De A a Z. Nova Geração, 2011.







21 maio 2014

Resenha: Comunicação em prosa moderna

Admiro a língua portuguesa e em alguns momentos penso que, além de contabilidade, eu deveria ter cursado letras. Enquanto o momento não chega, ouso resenhar Othon Garcia com seu livro “comunicação em prosa moderna” que, ele gosta de ressaltar, não é uma gramática, mas um livro que preza pela comunicação, uma obra cujo objetivo principal é “ensinar a pensar, vale dizer, a encontrar ideias, a coordena-las, a concatena-las e a expressá-las de maneira eficaz, isto é, de maneira clara, coerente e enfática”.

Sei que muitos passaram por situações semelhantes: desde a minha época de graduanda vejo erros brutais de português. Meus, inclusive. Quem nos acompanha sabe que a prosa é imperfeita - o forte do contador passa longe da correção gramatical. E exatamente por isso vejo a importância de postar vídeos, buscar livros e, da forma que for possível, ajudar a nossa classe a se expressar melhor. O título do blog é Contabilidade Financeira, mas a intenção é que todos nós, das finanças e afins, nos aprimoremos não só quanto à teria da contabilidade, como em tudo o que for importante.

O livro da Garcia me parece perfeito para tudo isso. Como as orientações seriam mais fáceis se os alunos o acrescentassem às suas fontes consultadas! O sumário, por si, já me deixa com os olhinhos brilhando:

Primeira parte: a frase. Terceira parte: o parágrafo. Oitava parte: Redação técnica.

Ah se esta fosse uma leitura obrigatória nos cursos de contabilidade! Mas essa é uma história para outro tipo de postagem...

Não acho justo realmente resenhar este livro por ser uma obra de gigantes, no entanto a intenção é válida por ser uma indicação de leitura imprescindível.

Vale a pena: Sim, e muito. Você não sentará e lerá tudo de uma só vez. Também não precisará de caderno, se não quiser... isso porque a intenção não é o nazismo gramatical, mas a melhoria contínua.

Kaizen!

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Amazon: Comunicação Em Prosa Moderna


03 fevereiro 2014

Nossa Língua Portuguesa - Rolezinho

A juventude faz parte da paisagem brasileira. Bonita, transada e, sobretudo, conectada, a moçada tem código próprio. Comunica-se pelas redes sociais. Cria ídolos. Bola programas. O mais quente é o rolezinho. Rolezinho? A palavra andava meio esquecida. Mas entrou na moda com força total. A rapaziada combina encontros em shopping centers. São centenas de moços e moças cujo objetivo é se divertir.

Tão surpreendente fenômeno provocou reações. Assustados, lojistas fecharam as portas. A polícia, atônita, partiu pra cima. Resultado: os rolezinhos ganharam manchetes de jornais, rádios e tevês. E, claro, levantaram dúvidas. Uma delas: a pronúncia. A outra: a grafia. A coluna, atenta, joga luz no mundo cinzento do sabe lá o quê.

Como é que se diz?
O Vocabulário ortográfico da língua portuguesa (Volp), o Houaiss e o Aurélio registram role e role. Mas dão significados diferentes à dupla. Com a palavra, o pai de todos nós:

Rolé: usa-se na expressão dar um role. Quer dizer fazer um pequeno passeio, dar uma voltinha. No diminutivo, mantém o significado. Mas se refere ao vai e vem dos jovens que se reuniam em praças e, agora, nos templos do consumo.

Rolê: a fechadinha vem do francês roulé. Na língua de Descartes, significa enrolado. Daí o bife rolê. Daí também o rolê do capoeirista -- de costas para o adversário, o atleta se desloca pelo chão, agachado, com o apoio de mãos e pés.

Resumo da história: rolezinho joga no time de cafezinho. O e se pronuncia do mesmo jeito -- sem tirar nem pôr.

Com que cara?
A grafia de rolezinho trouxe à tona duas questões. Uma: por que se escreve com z? A outra: por que perdeu o acento? As respostas são velhas como o rascunho da Bíblia, o andar pra frente e as promessas de político. Mas, de tão antigas, parece terem caído no esquecimento. Nem a escola se lembra delas. Pode? Valha-nos, Deus!

A ponte
O prefixo formador de diminutivos é -inho. Pra cumprir o papel que lhe cabe, enfrenta dificuldades. Trata-se do finzinho das palavras:

1. Se o vocábulo acaba com z, o dissílabo nada de braçadas -- cola-se à lanterninha do alfabeto: rapaz (rapazinho), nariz (narizinho), matriz (matrizinha).

2. Se tem s no radical, a moleza continua. Ele junta os trapinhos sem dificuldade: casa (casinha), mesa (mesinha), camisa (camisinha), pesquisa (pesquisinha), tênis (tenisinho), simples (simplesinho).

3. Sem uma coisa nem outra, a saída é pedir socorro. Pra se colar ao radical, o -inho precisa de uma ponte. A língua lhe oferece o z -- conhecida por consoante de ligação: rolé (rolezinho), pai (paizinho), passeio (passeiozinho), trator (tratorzinho), jovem (jovenzinho), jardim (jardinzinho).

Xô, acento
A língua nossa de todos os dias tem três acentos -- o agudo (´), o grave (`) e o circunflexo (^). O grave só se usa na indicação de crase (vou à cidade, trabalha à beça, fiel à família). Os outros dois indicam a sílaba tônica da palavra. É ele, por exemplo, que diz qual a fortona de sábia e sabiá.

Ora, a sílaba tônica de rolé é lé. De rolezinho, zi. Sem função, a alternativa do agudo é meter o rabinho entre as pernas e cair fora. Sobram exemplos: café (cafezinho, cafezal), país (paisinho), lápis (lapisinho), lâmpada (lampadazinha), fósforo (fosforozinho), tênis (tenisinho), vovó (vovozinha), vovô (vovozinho).

Por Dad Squarisi, aqui.

28 janeiro 2014

Professores ensinam gramática pela metade


[...] Em entrevista à Livraria da Folha, por telefone, Dad [Squarisi] frisou que a escola não ensina, e os professores repassam a meia lição e não a lição completa sobre a gramática da língua portuguesa para os estudantes. Daí, a perpetuação da calosidade em nossa escrita.

A especialista disse que boa parte dos alunos não sabe gramática. Ela atribui o deslocamento incorreto da pontuação a um problema de análise sintática. "A vírgula não é saber pausa, não é onde você respira e põe a vírgula. A vírgula é problema de análise sintática".

Dad afirmou que os pleonasmos sofisticados estão invadindo os textos e se tornando frequentes, como "manter a mesma", "continuar ainda", "além de e também". "Se é 'manter' só pode ser 'a mesma', 'ainda' é dispensável, 'além de e também' juntos indicam adição", exemplifica.

[...]

Livraria da Folha - Quais vícios mais lhe incomodam nos textos jornalísticos?
Dad - Se você me perguntar como é que jornalista escreve, eu lhe digo que jornalista escreve com pressa. O problema do jornalista é a pressão, escreve muito rápido e sob pressão. Às vezes, não tem tempo de revisar o texto, e ele vai para a edição sem revisões. [O jornalista] Tropeça em vírgulas e em concordâncias por causa da rapidez, comete erros por falta de traquejo. Tem também as ambiguidades, que a gente vê com muita frequência. O jornalista lê e não percebe que a frase está ambígua, mas o leitor ou ouvinte lê ou ouve e vê imediatamente que a frase está ambígua. Há vícios recorrentes de pleonasmos, mas de pleonasmos sofisticados. Por exemplo, "manter a mesma", "continuar ainda", "além de e também". Se é "manter" só pode ser "a mesma", "ainda" é dispensável, "além de e também" juntos indicam adição. Esses pleonasmos são muito frequentes. Um tropeço muito grande que a gente percebe é o futuro do subjuntivo, um calo muito grande no pé. A vírgula é um calo no pé de todo mundo.

Livraria da Folha - E os tipos de "porque"?
Dad - Erra-se muito nos tipos de "porque", nos "ques" (com e sem acento) e na crase. Alguns são decorrentes de descuido e outros de uma base que não foi tão boa, um primário que não foi tão bem feito. A gente é muito da cultura oral. Nós escutamos muito dito desse jeito e acabamos repetindo o que foi dito.

Livraria da Folha - Isso se deve à falta de leitura também?
Dad - Sim. A grafia e as estruturas se fixam pela leitura.

Livraria da Folha - Casos como "mais grande" e "mais pequeno" parecem ser usados de forma incorreta quando podem ser utilizados. Qual outra ocorrência gramatical habita o imaginário popular como errada e é apropriada?
Dad - O "mais bem" e o "mais mal". Eu digo "o candidato mais bem classificado" e não "melhor classificado", porque antes de particípio eu uso o "mais bem". Eu uso "mais bom" e "mais mal", "mais grande" e "mais pequeno" nas comparações. Os professores, na ânsia de ensinar os alunos a empregar "melhor" e "pior", dizem que está errado, e, na verdade, ensinam meia lição e não a lição completa.

Livraria da Folha - Então escreve-se baseado em uma meia gramática?
Dad - Boa parte dos alunos não sabe gramática. Por que existe tanto problema na vírgula? Porque a vírgula não é saber pausa, não é onde você respira e põe a vírgula. A vírgula é sintática, é problema de análise sintática. Se ela [pessoa] não sabe análise sintática, não sabe usar a vírgula. A escola não ensina, e os jovens vão arrastando a dificuldade.

Livraria da Folha - Isso piora na rede com o chamado "internetês"?
Dad - Depende de que internet você fala. Se for a internet que eu leio os jornais, é uma linguagem bem cuidada. O jornal que está na internet tem a mesma qualidade do jornal impresso. A internet é um universo muito grande. Tem que ser adequado. Na sala de bate-papo, a língua tem que dar a impressão de que está sendo falada, tem que abreviar, tem que inventar grafias diferentes para ser rápido, para ser entendido. Se eu não fizer isso, eu sou excluída. Tenho conversado com professores de universidades para saber se há uma interferência do "internetês" nos textos escritos, e a resposta de 99% é não. Nós falamos várias línguas, nós escrevemos várias línguas.

Livraria da Folha - Em quais autores vocês perceberam desvios ou ruídos no uso da língua?
Dad - Nossa procura não foi pelos maus textos, que há de montão, mas pelos bons textos. Tivemos a preocupação de selecionar quem tem bom texto para expor como modelo, como Roberto Pompeu de Toledo e Diogo Mainardi, que você pode concordar ou não com o que ele diz, mas ele tem um texto muito moderno. O texto não nasce de uma sentada. Ele exige muito trabalho para fazer, refazer, tornar a fazer, substituir palavras e estruturas.

Nossa Língua Portuguesa: Você sabe bem por quê.

Uso do Porque | Por que | Porquê | Por quê


FormaQuando usarExemplo
Por que
Nas perguntas ou quando estiverem presentes (mesmo que não explícitas) as palavras “razão” e “motivo”.
Por que você não aceitou o convite?
Todos sabem por que motivo ele recusou a proposta. Ela contou por que (motivo, razão) estava magoada.
Por quêNos finais de frases.Por quê? Você sabe bem por quê.
PorqueQuando corresponder a uma explicação ou a uma causa.“Não, Bentinho; digo isto porque é realmente assim, creio...” (M. Assis, Dom Casmurro). Comprei este sapato porque é mais barato.
PorquêQuando é substantivado e substitui “motivo” ou “razão”.Não sabemos o porquê de ela ter agido assim. É uma menina cheia de porquês.

E um vídeo rápido com uma professora super fofa:





Fonte: Aqui, aqui e aqui.

21 janeiro 2014

Nossa língua portuguesa - Parte II

"De todos os sinais de pontuação, a vírgula é o mais difícil e controverso", escreve Maria Tereza de Queiroz Piacentini em "Só Vírgula" (EdUFSCar, 2009). 


O uso da vírgula é um dos casos que mais apresenta problemas para quem escreve. A tabela abaixo resolve os principais deles. 
Os principais casos de uso da vírgula
Vírgula proibidaExemplo
Entre sujeito e predicado ou entre predicado e sujeitoO ministro das Relações Exteriores da França está em Brasília/ Está em Brasília o ministro das Relações Exteriores da França.
Entre verbo e seu(s) complemento(s)O presidente disse aos governadores que não aceita a proposta; O ministro informou aos jornalistas que não participará da entrevista; O ministro apresentou todos os projetos de privatização aos investidores presentes.
Vírgula obrigatóriaExemplo
Depois de orações adverbiais antepostasSe não chover, haverá jogo; Quando a economia entrou em colapso,o ministro renunciou; Ao deixar o governo, o prefeito voltará a dar aulas na universidade.
Antes do que que introduz oração explicativaNosso time, que ganhou o torneio neste ano, foi vice dessa competição em 55 e 56.
Quando há elipse do verboOs cariocas preferem praia; os paulistas, shopping.
Para separar conjunções contíguasIrá a São Paulo, mas, se não receber o cachê antes, não cantará; Disse que, quando for a Brasília, tentará uma audiência com o presidente.
Antes de mas (com sentido de porém), porém, contudo, entretanto, todavia, portanto, por isso etcJogou bem, mas perdeu; Estudou, porém foi reprovado; O acordo não será renovado, portanto os empregos serão mantidos.
Antes de e que introduza oração de sujeito diferente do da anterior, se, sem a vírgula, houver a possibilidade de entender o sujeito da segunda oração como complemento do verbo da primeiraFifa pune Maradona, e Pelé recebe prêmio.
Para separar adjuntos adverbiais de natureza diferente (desde que antepostos ao sujeito da oração)Ontem à noite, no Pacaembu, sem sete titulares, sob chuva forte, o Corinthians derrotou o Juventude.
Vírgula optativaExemplo
Com expressões adverbiais breves, antepostas ou intercaladasO São Paulo enfrenta neste sábado mais um desafio (ou O São Paulo enfrenta, neste sábado, mais um desafio); O governador participará em Brasília de uma reunião com o ministro da Fazenda (ou O governador participará, em Brasilia, de uma reunião com o ministro da Fazenda).
Depois de no entanto, entretanto, por isso, porém, contudo, portanto, todavia, quando essas palavras ou expressões iniciarem o períodoNo entanto o presidente deixou claro que não aceitará a proposta da oposição (ou No entanto,o presidente deixou claro que...).
Atenção: essa opção não existe quando essas palavras ou expressões não iniciarem o períodoO presidente aceita participar da reunião, no entanto avisa que não aceitará a proposta da oposição.
Antes de orações adverbiais de alguma extensão que venham depois da principalO prefeito deixará o partido se a Câmara aprovar a CPI sobre títulos públicos (ou O prefeito deixará o partido, se a Câmara aprovar a CPI dos títulos públicos); O jogador não disputará a próxima partida porque foi suspenso pelo Tribunal de Justiça da CBF (ou O jogador não disputará a próxima partida, porque foi suspenso pelo Tribunal de Justiça da CBF).

Fonte: Manual de Redação da Folha de S. Paulo

Que tal participar de mais um teste? Para isso, clique aqui.

14 janeiro 2014

Nossa Língua Portuguesa - Parte I

Estamos começando um especial com o propósito de tentar melhorar o nosso português. A língua portuguesa é algo tão belo, que tal dedicarmos alguns minutos por semana a aperfeiçoa-la?

Vocês fizeram aquele teste que postamos há alguns dias? Pois é, eu até fui bem, mas errei algumas coisas que não esperava e, por isso, surgiu a ideia.

Não se enfatiza muito o uso de um vocabulário correto em nossa profissão (ao menos não na graduação), mas um contador que escreve mal ou fala errado é triste. Vamos melhorar juntos?

Hoje apresentamos um vídeo simples sobre o uso do "eu" e "mim". A regra geral é "mim não conjuga verbo". Mas o que mais? Você sabe se o certo é "vamos manter um segredo entre mim e você" ou "vamos manter um segredo entre eu e você"? E você sabe justificar? O certo é "entre mim e você" pois depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.

Vamos ao vídeo:
 

03 janeiro 2014

Falando e escrevendo melhor


A Tatiana Moreira, a quem agradecemos, nos indicou um link interessante. A Escola Superior de Administração e Gestão oferece um teste com o qual você aprende bastante.
"Após nossas respostas, ele sempre explica a regra que determina aquela resposta. A maioria das expressões apresentadas diz respeito a coisas do dia-a-dia ou que usamos na nossa escrita. Recomendo muito, é rápido e muito interessante."
http://www.eadstrong.com.br/ocw/quiz/