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27 fevereiro 2022

História da Contabilidade: Balanço da Estrada de Ferro Central do Brasil

 

O balanço, publicado no jornal A Cruz, edição 23, do Ano de 1943, refere-se ao exercício de 1942. Ou seja, foi publicado seis meses depois do fechamento do exercício. Fiz algumas anotações

(1) O balanço traz o que seria hoje o relatório da administração. E um conteúdo era a Análise do Balanço, com destaque para análise da liquidez e variação patrimonial positiva

(2) A ordem do ativo é inversa ao que temos hoje. Começa com os investimentos em maquinários e termina valores disponíveis e realizáveis. No final, valores de compensação.

(3) O termo do lado direito é denominado de passivo e começa com o "patrimônio", que corresponde ao atual PL. Somente depois temos "responsabilidades correntes", que corresponde ao passivo. 

(4) Por último, e o mais interessante, o texto de abertura afirma que "pela primeira vez no Brasil, uma grande estrada de ferro apresenta o seu balanço geral do Ativo e Passivo rigorosamente de acordo com a Padronização das Contas das Estradas de Ferro, aprovadas pelo Ministro da Viação e Obras Públicas desde 1937". Parece um feito, mas foram cinco anos para implementação. Mas tal fato foi glorificado no texto. Logo a seguir:

Evidentemente, não se deve ver nisso nenhum vislumbre de vaidade de nossa parte; apenas nos moveu o desejo de sempre superarmos a nós mesmos, de modo a jamais desmerecermos da confiança que nos teem depositado o sr. presidente Getulio Vargas e o sr. ministro da Viação, general Mendonça Lima.

Por sinal, a foto - aparentemente jovem - do ministro está no balanço.