Arqueólogos encontraram em Estratoniceia, no oeste da atual Turquia, inscrições em pedra que ajudam a reconstruir um grande esquema de fraude tributária ocorrido no Império Romano há cerca de 1.600 anos. A partir de aproximadamente 465 d.C., autoridades começaram a receber denúncias de que coletores de impostos em regiões da Ásia Menor entregavam recibos sem registrar corretamente os valores pagos. Depois, informavam ao Tesouro imperial quantias menores e apropriavam-se da diferença.
O problema persistiu por cerca de 15 anos e chegou a envolver propriedades ligadas à família imperial. Em 480 d.C., o prefeito pretoriano Flavius Illus Pusaeus Dionysius adotou medidas mais duras e determinou que os envolvidos no esquema poderiam ser condenados à morte. Historiadores acreditam, porém, que a ameaça tinha forte caráter simbólico: mais do que proteger a arrecadação, pretendia reafirmar a autoridade do imperador diante de funcionários que desobedeciam suas ordens. Não há evidências de que a pena tenha sido efetivamente aplicada.
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