Uma pesquisa mostrou que divulgar riscos climáticos melhora o funcionamento dos mercados de ações ao reduzir o impacto da polarização ideológica entre investidores e promover maior transparência. Empresas que aumentaram a divulgação de informações sobre riscos climáticos viram ampliação da base de investidores, melhor liquidez nas ações e preços mais alinhados ao valor fundamental, em vez de especulação. A divulgação atrai uma gama mais ampla de investidores e amplia a oferta de ações disponíveis para operações como short selling, o que reduz custos de negociação e aumenta a liquidez. A utilidade dessas divulgações é maior em ambientes com forte polarização sobre mudanças climáticas.
06 janeiro 2026
AOL é vendida por 1,5 bi
Há muitos anos a empresa AOL chegou a ter um valor de mercado de 100 bilhões de dólares. O sucesso era tanto que gerou "imitações", como o braço UOL, do grupo Folha. O fracasso da fusão com a Time Warner, que gerou um dos maiores prejuízos da história do capitalismo, proporcionado por um teste de imparidade, foi um dos marcos da bolha de internet.
Pois essa mesma AOL ainda existe e foi adquirida, no final do ano passado, por 1,5 bilhão pelo grupo de tecnologia italiano Bending Spoons. O interessante é que a AOL ainda existe e gera receita: propaganda, serviços de subscrição e serviço de e-mail, estando entre os 10 mais usados globalmente.
05 janeiro 2026
Meta do blogueiro para 2026
Essas metas são apenas de um dos autores do blog. Não posso dizer o que pretendem fazer Isabel e Pedro. Mas, para o ano de 2026, não estou prometendo postar todos os dias — não fiz isso em 2025; desaparecer por alguns dias — idem; ou postar em outro canal — idem, novamente.
Confesso que, no início do ano passado, havia feito um compromisso de ser mais assíduo, com uma média de postagens superior à dos anos anteriores e próxima da média da década de 2010. Mas não consegui.
Tive o impulso de escrever este texto depois de ler um dos meus autores favoritos. Tim ma chama a atenção para a manutenção, em lugar do aperfeiçoamento, como algo mais relevante. Cuidar, reparar e sustentar o que já existe é essencial em qualquer situação: no corpo humano, no blog, nas organizações etc. No início do ano, minha família me perguntou sobre as metas, e confesso que fiquei sem saber o que responder.
Depois de ler o texto que citei no parágrafo anterior, já sei qual é a minha meta para 2026: manutenção. Parece pouco, mas fiquei convencido de que não é. Manter o blog funcionando é muito mais difícil do que parece. Estou de férias, viajando, longe de casa, mas postando como antigamente. Mantendo o blog vivo.
Nas palavras de Harford: “Em 2026, tenho um plano que parece superficial, mas guarda profundidades ocultas: vou tentar manter o que já tenho.”
Vixi
Na Itália, o número azarado é o 17, e não o 13, porque XVII é um anagrama de vixi, termo em latim que significa “eu vivi” (observe o tempo verbal no passado).
Depois de ler isso, associei com o termo que alguns brasileiros usam. Vixi é passado de vivere ou vier. E isso faz sentido. Eis o que disse o GPT:
Em contextos latinos, especialmente epigráficos e funerários, vixi era usado para indicar que a vida de alguém já se completou, funcionando quase como um eufemismo para a morte. Por isso, carregava um tom definitivo e fatalista.
E a origem do termo na língua popular é realmente do latim. É algo como "agora já era", derrota, situação sem retorno. O custo perdido ou afundado é um exemplo de uma situação onde é possível usar a expressão. O investidor que recebe o balanço de uma empresa falida (imagem) é outra situação.
Seria possível substituir as palavras de um relatório de auditoria em situação de descontinuidade por vixi.
Mas pensando um pouco mais, em muitos contextos brasileiros seria uma forma simplificada de dizer Virgem Maria. Fico, no entanto, com a primeira hipótese.
O exemplo do Uruguai
Em 2008, o professor de física teórica Ramón Méndez Galain foi convidado para o cargo de secretário de energia do Uruguai. Naquele momento, o país vizinho dependia da importação de petróleo, cujos preços estavam elevados. Um texto do Washington Post (via aqui) descreveu a trajetória de Galain. O país passou a depender majoritariamente de fontes renováveis de energia, sendo que 40% são provenientes da energia eólica. Além disso, o Uruguai produz energia solar, hidráulica e de biomassa, que juntas representam quase toda a matriz energética.
Galain acredita que, se for retirada a vantagem concedida pelo governo ao uso de combustíveis fósseis, a energia renovável pode se tornar competitiva. A transformação do Uruguai fez com que o país utilize energia termelétrica apenas quando as condições climáticas são desfavoráveis, como em períodos de baixo vento ou pouca incidência solar.
A mudança também foi possível graças ao apoio político e ao uso de ferramentas de simulação, e o resultado foi que o Uruguai reduziu custos, atraiu investimentos significativos e criou milhares de empregos ao longo do processo.





