Uma análise interessante sobre a nova estratégia saudita no petróleo:
A mudança reflete a visão do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman (MBS) de que a Arábia Saudita tem uma janela de oportunidade relativamente estreita para monetizar suas grandes reservas de petróleo. Ele adotou uma política de capturar participação de mercado em vez de tentar estabelecer o preço, mais uma vez rompendo com políticas antigas que ele acredita não serem mais úteis.
(...) Há pouca confiança entre o MBS e o presidente russo Vladimir Putin, que não esqueceu que as maquinações do mercado de petróleo da Arábia Saudita na década de 1980 podem ter desempenhado um papel no colapso da União Soviética. Além disso, a Arábia Saudita já tentou e falhou em assumir o setor de xisto em 2014-2016, quando subestimou seriamente a competência técnica dos produtores de xisto dos EUA e a capacidade de operar a preços baixos.
(...) Ele [MBS] sabe que tem apenas um tempo limitado - talvez apenas algumas décadas - para extrair o máximo valor do petróleo, porque as mudanças climáticas impulsionaram um impulso global em direção à descarbonização e energia renovável. A Arábia Saudita possui bem mais de 50 anos em reservas recuperáveis; a maior parte disso se tornará um ativo ocioso se não for produzido mais rapidamente.
Embora o Reino enfrente sérios obstáculos técnicos e financeiros na busca de suas novas metas de produção altamente ambiciosas, o ponto mais profundo é que as antigas regras não se aplicam mais. E sob a nova dispensação, os sauditas também podem começar a administrar a gigante petrolífera estatal Saudi Aramco mais como uma empresa internacional maximizadora de lucros - produzindo o máximo possível - e não como o banco central do mercado global de petróleo.
Existem fortes argumentos sobre por que o Reino deve seguir esse caminho. Para começar, o petróleo saudita é mais barato de extrair e transportar do que muitas outras reservas. Também é "mais limpo" do que o produzido pelas areias betuminosas do Canadá e emite pouco metano comparado ao petróleo russo. A Saudi Aramco é uma das empresas de petróleo mais tecnologicamente avançadas e tecnicamente competentes do mundo. Em outras palavras, o petróleo saudita tem múltiplas vantagens comparativas sobre a concorrência e, portanto, está perfeitamente posicionado para manter uma posição privilegiada na transição global de energia limpa.
Além disso, o Reino sinaliza sua mudança de estratégia há vários meses. Em dezembro de 2019, prosseguiu com a oferta pública inicial de 1,5% da Saudi Aramco, o que representa uma maneira de monetizar o valor inicial de suas reservas de petróleo, além de sinalizar a mudança para maximizar o lucro. Após muitos anos de disputas, os sauditas também chegaram a um acordo com o Kuwait sobre a produção de petróleo na Zona Neutra, que permitirá que a produção aumente em até 500.000 barris por dia. Por fim, a Arábia Saudita anunciou recentemente planos para desenvolver um enorme campo de gás não convencional chamado Jafurah, que disponibilizará ainda mais petróleo para exportação.
(...) A questão, é claro, é quanto tempo a Arábia Saudita pode manter essa estratégia antes que o novo ambiente de baixo preço drene seus próprios cofres. Um cálculo de volta ao envelope sugere que ele pode durar dois anos.
Fonte: aqui
24 março 2020
Dez melhores pós dos EUA
Eis os melhores cursos dos EUA em contabilidade do World Report (via aqui)
1. Universidade do Texas em Austin (McCombs School of Business)
2. Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (Gies College of Business)
3. Universidade da Pensilvânia (Wharton School)
4. Brigham Young University (Marriott School of Business)
5. Universidade de Chicago (Booth School of Business)
6. Universidade de Michigan (Stephen M. Ross School of Business)
7. Universidade de Nova York (Leonard N. Stern School of Business)
8 (empatado). Universidade de Stanford (Escola de Pós-Graduação em Negócios)
8 (empatado). Universidade do Sul da California(Marshall School of Business)
10 (empatado). Universidade Estadual de Ohio (Max M. Fisher College of Business)
10 (empatado). Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (Escola de Negócios Kenan-Flagler)
1. Universidade do Texas em Austin (McCombs School of Business)
2. Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (Gies College of Business)
3. Universidade da Pensilvânia (Wharton School)
4. Brigham Young University (Marriott School of Business)
5. Universidade de Chicago (Booth School of Business)
6. Universidade de Michigan (Stephen M. Ross School of Business)
7. Universidade de Nova York (Leonard N. Stern School of Business)
8 (empatado). Universidade de Stanford (Escola de Pós-Graduação em Negócios)
8 (empatado). Universidade do Sul da California(Marshall School of Business)
10 (empatado). Universidade Estadual de Ohio (Max M. Fisher College of Business)
10 (empatado). Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (Escola de Negócios Kenan-Flagler)
Rir é o melhor remédio
23 março 2020
Olimpíadas
Parece inevitável, mas qual a razão das Olimpíadas não terem sido postergadas ou canceladas? (até domingo, 17 horas) Eis uma resposta
As forças que mantêm a Olimpíada à tona são financeiras. O setor privado do Japão investiu cerca de 10 trilhões de ienes na realização dos Jogos, ou US$ 9,2 bilhões. Só o custo da construção olímpica é de US$ 5,9 bilhões. Os comitês olímpicos nacionais que disputam os Jogos e os comitês organizadores que os preparam são entidades corporativas, com bilhões em acordos de patrocínio global e local. Mais de um milhão de japoneses serão empregados. Estima-se que os lucros a longo prazo desses investimentos em instalações e infraestrutura sejam de aproximadamente US$ 225 bilhões. Poucas pessoas no Japão, incluindo muito o primeiro-ministro, nem nenhum dos patrocinadores olímpicos querem parar esse trem bala.
Em resumo, a Olimpíada é um negócio global de esportes modernos, com tudo o que isso implica, incluindo direitos de televisão e cinema, sem mencionar transmissão ao vivo, publicações, os direitos de uso de logotipo e marca comercial e o prestígio de ser nomeado como “Tokyo 2020 Gold Partner”, o mais alto dos três níveis de patrocínio disponíveis. (...)
Talvez essas pressões foram o que levou o vice-primeiro-ministro japonês, Taro Aso, a deixar escapar sua alegação um tanto maluca no parlamento de que, a cada 40 anos, a Olimpíadas é “amaldiçoada”. Aparentemente, ele se referia sem ironia ao boicote aos Jogos de Moscou de 1980 e ao cancelamento dos de Tóquio de 1940, com a Segunda Guerra Mundial. A maldição foi “um fato”, disse Aso.
A questão é: o que realmente importa para o Comitê Olímpico Internacional e o anfitrião dos Jogos, e quando isso começará a afetar planos. O presidente do COI, Thomas Bach, e sua equipe estão monitorando de perto o vírus. Mas os Jogos Olímpicos terem participação de 100 das (esperadas) 209 equipes é uma perspectiva sombria, mas muito real. Nem o Japão nem mesmo o patrocinador mais importante do “Tokyo 2020 Gold Partner” receberiam seu dinheiro que valesse isso.
Por outro lado, há algo estranho:
É a nação desenvolvida menos afetada e, aí sim uma surpresa, com protocolos de ações de prevenção e combate na contramão dos da maioria das países atingidos pelo vírus e das recomendações da Organização Mundial da Saúde.
O Japão acumulava 1.101 casos confirmados e 41 mortes até 22 de março. O primeiro caso do Covid-19 foi registrado em 10 de janeiro. Os números excluem os 712 infectados e as 8 mortes do polêmico cruzeiro Diamond Princess, que ficou retido em Yokohama, de quarentena.
A boa notícia dos números oficiais, no entanto, carece de lógica quando se comparam período de surto, casos confirmados, mortes, ações de combate e testes ao redor do mundo. A questão virou um enigma entre especialistas e um motivo de suspeita para os que acusam o governo de maquiar a situação para não prejudicar ainda mais a economia e continuar garantindo a realização da Olimpíada, cada vez mais improvável.
Mudando o teste de impairment
O Iasb pretende modificar o teste de impairment. E ao fazê-lo, reconhece que algo não está funcionando bem. A entidade colocou em discussão um projeto sobre combinação de negócios que pode alterar o teste.
No momento inicial, parece que o regulador entende que o teste está funcionando, desde que bem executado. Talvez o problema esteja nos momentos seguintes. Neste sentido, o Iasb está dividido sobre a necessidade de considerar a amortização do ágio. Isto naturalmente faz parte da discussão atual, embora o Iasb considere que não seria indicado neste momento.
Mas o ponto interessante é o que o Iasb está considerando a possibilidade de simplificar o teste anual obrigatório. (Afinal, poucas empresas fazem de forma correta e adequada) A ideia é limitar o teste quando existir uma indicação de impairment. E isto inclui a mensuração do valor em uso.
No momento inicial, parece que o regulador entende que o teste está funcionando, desde que bem executado. Talvez o problema esteja nos momentos seguintes. Neste sentido, o Iasb está dividido sobre a necessidade de considerar a amortização do ágio. Isto naturalmente faz parte da discussão atual, embora o Iasb considere que não seria indicado neste momento.
Mas o ponto interessante é o que o Iasb está considerando a possibilidade de simplificar o teste anual obrigatório. (Afinal, poucas empresas fazem de forma correta e adequada) A ideia é limitar o teste quando existir uma indicação de impairment. E isto inclui a mensuração do valor em uso.
22 março 2020
Crime parar a economia
Eis um debate interessante:
É um crime contra a humanidade que os governos parem uma economia capitalista. É um crime contra aqueles a quem a recessão econômica mais atingirá: os empregados no setor informal, os que trabalham em horários de atendimento ao cliente (por exemplo, produtos de limpeza, cabeleireiros, massagistas, professores de música e garçons), jovens, idosos e idosos. pode não ter o luxo de mais um ano no planeta para ficar de fora este ano (e depois a recessão subsequente) em vez de viver. É um crime contra aqueles (por exemplo, professores e arrumadores de cinema) cujos empregos serão substituídos pela tecnologia um pouco mais rápido do que estavam preparando. É um crime contra os idosos, em cujo nome a sociedade que eles passaram décadas construindo está sendo desmantelada, e em nome dos quais os filhos e os netos que passaram a vida inteira nutrindo estão sujeitos a privações discricionárias.
Veja que o texto é contrário ao que está sendo usualmente dito. Continue lendo aqui
É um crime contra a humanidade que os governos parem uma economia capitalista. É um crime contra aqueles a quem a recessão econômica mais atingirá: os empregados no setor informal, os que trabalham em horários de atendimento ao cliente (por exemplo, produtos de limpeza, cabeleireiros, massagistas, professores de música e garçons), jovens, idosos e idosos. pode não ter o luxo de mais um ano no planeta para ficar de fora este ano (e depois a recessão subsequente) em vez de viver. É um crime contra aqueles (por exemplo, professores e arrumadores de cinema) cujos empregos serão substituídos pela tecnologia um pouco mais rápido do que estavam preparando. É um crime contra os idosos, em cujo nome a sociedade que eles passaram décadas construindo está sendo desmantelada, e em nome dos quais os filhos e os netos que passaram a vida inteira nutrindo estão sujeitos a privações discricionárias.
Veja que o texto é contrário ao que está sendo usualmente dito. Continue lendo aqui
Adiamento da privatização
No início do ano, o governo declarou que iria arrecadar 150 bilhões de reais com vendas de empresas estatais (inclui também venda de ativos).
O comportamento recente do mercado indica que isto não será alcançado. Primeiro, não existe "mercado" para muitos destes ativos. Afinal, quem irá comprar um poço de petróleo ou uma refinaria com os preços em queda? Um segundo motivo forte é que a crise derrubou os preços e seria irracional vender propriedades em uma situação de queda nos preços. Terceiro, a instabilidade faz com que o processo de avaliação e atratividade das empresas seja questionado. Neste momento, a incerteza é muito grande e isto pode trazer um efeito direto sobre o valor a ser obtido.
o Ministério da Economia disse que a volatilidade do mercado impede discussões de avaliação e as ofertas de ações precisam esperar.
Isto inclui a venda de oito refinarias (10 bilhões previstos inicialmente), a unidade de gerenciamento de ativos do BB, a Eletrobras (16 bilhões de reais), a participação na JBS e na Caixa Seguridade.
O comportamento recente do mercado indica que isto não será alcançado. Primeiro, não existe "mercado" para muitos destes ativos. Afinal, quem irá comprar um poço de petróleo ou uma refinaria com os preços em queda? Um segundo motivo forte é que a crise derrubou os preços e seria irracional vender propriedades em uma situação de queda nos preços. Terceiro, a instabilidade faz com que o processo de avaliação e atratividade das empresas seja questionado. Neste momento, a incerteza é muito grande e isto pode trazer um efeito direto sobre o valor a ser obtido.
o Ministério da Economia disse que a volatilidade do mercado impede discussões de avaliação e as ofertas de ações precisam esperar.
Isto inclui a venda de oito refinarias (10 bilhões previstos inicialmente), a unidade de gerenciamento de ativos do BB, a Eletrobras (16 bilhões de reais), a participação na JBS e na Caixa Seguridade.
21 março 2020
Gráficos
Alguns gráficos retratando o efeito do Covid-19 no mercado acionário (até agora). Inicialmente, os efeitos sobre sete empresas aéreas. A queda no preço das ações fez voltar o valor para àquele existente em 2013. Perda de 61%.
A Boeing já estava com sérios problemas em razão dos acidentes e os problemas com seus aviões. O recuo com o vírus foi bem expressivo:
A SP 500 caiu para o patamar de 2017. E talvez o valor de 32% seja somente o início
Além da queda nas ações, a volatilidade aumentou significativamente
A Boeing já estava com sérios problemas em razão dos acidentes e os problemas com seus aviões. O recuo com o vírus foi bem expressivo:
A SP 500 caiu para o patamar de 2017. E talvez o valor de 32% seja somente o início
Além da queda nas ações, a volatilidade aumentou significativamente
Competição
A Kaggle é uma entidade que promove competição entre especialistas de programação e métodos quantitativos. Uma empresa interessada contrata a entidade, que disponibiliza os dados. A partir desta informação, que construir o melhor modelo, leva um prêmio.
Agora a entidade está lançando um desafio em tempos do Covid. Usando dados confirmados e de mortes, entre 25 de março e 22 de abril, por região, os competidores não devem produzir previsões precisas, mas identificar os fatores que influenciam na transmissão do Covid-19.
Você é incentivado a extrair, selecionar e compartilhar fontes de dados que possam ser úteis. Se você encontrar variáveis que parecem impactar a taxa de transmissão, compartilhe sua descoberta em um notebook.
À medida que os dados estiverem disponíveis, atualizaremos a tabela de classificação com resultados ao vivo com base nos dados disponibilizados pelo Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins (JHU CSSE).
Recebemos apoio e orientação de organizações de saúde e políticas para lançar esses desafios. Esperamos que a comunidade Kaggle possa fazer valiosas contribuições para o desenvolvimento de uma melhor compreensão dos fatores que afetam a transmissão do COVID-19.
Agora a entidade está lançando um desafio em tempos do Covid. Usando dados confirmados e de mortes, entre 25 de março e 22 de abril, por região, os competidores não devem produzir previsões precisas, mas identificar os fatores que influenciam na transmissão do Covid-19.
Você é incentivado a extrair, selecionar e compartilhar fontes de dados que possam ser úteis. Se você encontrar variáveis que parecem impactar a taxa de transmissão, compartilhe sua descoberta em um notebook.
À medida que os dados estiverem disponíveis, atualizaremos a tabela de classificação com resultados ao vivo com base nos dados disponibilizados pelo Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins (JHU CSSE).
Recebemos apoio e orientação de organizações de saúde e políticas para lançar esses desafios. Esperamos que a comunidade Kaggle possa fazer valiosas contribuições para o desenvolvimento de uma melhor compreensão dos fatores que afetam a transmissão do COVID-19.
Riqueza e Clima
Os ricos são os principais responsáveis pela crise climática global, afirma um estudo da Universidade de Leeds com 86 países.
A décima parte das pessoas mais ricas consome cerca de 20 vezes mais energia do que as dez primeiras, onde quer que morem.
O abismo é maior nos transportes, onde o décimo mais devora 187 vezes mais combustível que o décimo mais pobre, diz a pesquisa.
Isso ocorre porque as pessoas com renda mais baixa raramente podem se dar ao luxo de dirigir.
Os pesquisadores descobriram que quanto mais pessoas se tornavam, mais energia elas usavam normalmente. E foi replicado em todos os países.
E eles alertam que, a menos que haja uma mudança política significativa, o consumo de energia das famílias poderá dobrar dos níveis de 2011 em 2050. Isso é mesmo que a eficiência energética melhore.
Os pesquisadores combinaram dados da União Europeia e do Banco Mundial para calcular como diferentes grupos de renda gastam seu dinheiro. Eles dizem que é o primeiro estudo desse tipo.
Constatou que no transporte o décimo mais rico dos consumidores consome mais da metade da energia. Isso reflete pesquisas anteriores que mostram que 15% dos viajantes do Reino Unido realizam 70% de todos os voos.
Os ultra-ricos voam muito longe, enquanto 57% da população do Reino Unido não voa para o exterior.
Continue lendo aqui
A décima parte das pessoas mais ricas consome cerca de 20 vezes mais energia do que as dez primeiras, onde quer que morem.
O abismo é maior nos transportes, onde o décimo mais devora 187 vezes mais combustível que o décimo mais pobre, diz a pesquisa.
Isso ocorre porque as pessoas com renda mais baixa raramente podem se dar ao luxo de dirigir.
Os pesquisadores descobriram que quanto mais pessoas se tornavam, mais energia elas usavam normalmente. E foi replicado em todos os países.
E eles alertam que, a menos que haja uma mudança política significativa, o consumo de energia das famílias poderá dobrar dos níveis de 2011 em 2050. Isso é mesmo que a eficiência energética melhore.
Os pesquisadores combinaram dados da União Europeia e do Banco Mundial para calcular como diferentes grupos de renda gastam seu dinheiro. Eles dizem que é o primeiro estudo desse tipo.
Constatou que no transporte o décimo mais rico dos consumidores consome mais da metade da energia. Isso reflete pesquisas anteriores que mostram que 15% dos viajantes do Reino Unido realizam 70% de todos os voos.
Os ultra-ricos voam muito longe, enquanto 57% da população do Reino Unido não voa para o exterior.
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Dicas para contadores trabalhando de casa pela primeira vez
O blog “accounting fun” é hilário. A postagem mais recente
traz dicas para contadores trabalhando de casa pela primeira vez. Seguem
algumas:
1. Durante o dia, aleatoriamente, coloque um sinal de “piso molhado”
em frente ao banheiro.
2. Instale um bebedouro no corredor e fique parado ao lado
dele.
3. Coloque um sinal na cozinha para avisar que alimentos
deixados na geladeira durante o fim de semana serão jogados fora.
4. Encha um balde com areia. Coloque bitucas de cigarro
dentro e deixe o balde em frente a porta de entrada.
5. Dispare o alarme do despertador e fique em pé na rua,
fingindo estar em um ensaio de incêndio.
6. Faça crachás para a família e insista que os deixe sempre
visíveis.
7. Deixe notinhas post-its passivo-agressivas em várias
portas falando sobre apagar as luzes, dar descarga e não roubar comida da
geladeira.
8. Olhe por cima do ombro ocasionalmente enquanto estiver no
Facebook em seu computador.
9. Acenda
todas as luzes, mesmo em quartos vazios.
10. Coloque uma placa na porta com o seu nome e cargo e
insista que qualquer um que precise falar com você marque horário primeiro.
11. Consiga um colega imaginário em quem culpas as coisas. Então
é a Maria que vive deixando copos sujos por todo lugar e ninguém sabe o que
fazer com ela...
12. Crie uma pilha de
sinais “em manutenção”. Coloque em aparelhos pela casa, mas também em portas e
na caixa de correio. E no gato.
Cursos online gratuitos para fazer durante a quarentena
Nos últimos dias ouvi falar de vários cursos online sendo disponibilizados gratuitamente, com o intuito de incentivar as pessoas a ficar em casa. O Guia do Estudante destacou-os bem:
A famosa Universidade Harvard, nos Estados Unidos, liberou mais de 100 cursos gratuitos (totalmente em inglês) em sua plataforma online para diversas áreas. Entre elas, estão: Artes e Design, Ciências Sociais, História e Ciência Ambiental. Os cursos podem ser acessados diretamente no site da universidade.
Udemy
A rede abriu mais de 400 cursos gratuitos para quem deseja aprender técnicas básicas de informática. De Excel a aulas mais complexas, como programação para crianças com ferramenta do MIT. Confira os cursos no site da Udemy.
A rede abriu mais de 400 cursos gratuitos para quem deseja aprender técnicas básicas de informática. De Excel a aulas mais complexas, como programação para crianças com ferramenta do MIT. Confira os cursos no site da Udemy.
Senai
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) está com 12 cursos online gratuitos com certificação. Os temas são: Consumo Consciente de Energia, Desenho Arquitetônico, Educação Ambiental, Empreendedorismo, Finanças Pessoais, Fundamentos de Logística, Logística de Programação, Propriedade Intelectual, Segurança do Trabalho, Metrologia, Noções Básicas de Mecânica Automotiva e Tecnologia da Informação e Comunicação. Todos os cursos dão certificado aos alunos. Mais informações no site.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) está com 12 cursos online gratuitos com certificação. Os temas são: Consumo Consciente de Energia, Desenho Arquitetônico, Educação Ambiental, Empreendedorismo, Finanças Pessoais, Fundamentos de Logística, Logística de Programação, Propriedade Intelectual, Segurança do Trabalho, Metrologia, Noções Básicas de Mecânica Automotiva e Tecnologia da Informação e Comunicação. Todos os cursos dão certificado aos alunos. Mais informações no site.
USP
Na plataforma Coursera, é possível achar 17 cursos online disponibilizados pela Universidade de São Paulo (USP). Marketing, ciência da computação, design, biologia são algumas das áreas de estudo. Para acessar os links, basta ir ao site do Coursera e pesquisar por “Universidade de São Paulo”.
Na plataforma Coursera, é possível achar 17 cursos online disponibilizados pela Universidade de São Paulo (USP). Marketing, ciência da computação, design, biologia são algumas das áreas de estudo. Para acessar os links, basta ir ao site do Coursera e pesquisar por “Universidade de São Paulo”.
LinkedIn
O LinkedIn liberou gratuitamente o conteúdo chamado “Trabalho Remoto: Colaboração, foco e produtividade”. São mais de 10 tópicos de estudo com professores, escritores e especialistas de diversas áreas, somando mais de 10 horas de curso. Para acessar o conteúdo, basta ir ao site do LinkedIn e escolher o tópico que você quer estudar.
O LinkedIn liberou gratuitamente o conteúdo chamado “Trabalho Remoto: Colaboração, foco e produtividade”. São mais de 10 tópicos de estudo com professores, escritores e especialistas de diversas áreas, somando mais de 10 horas de curso. Para acessar o conteúdo, basta ir ao site do LinkedIn e escolher o tópico que você quer estudar.
IFRS
O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) também disponibilizou diversos cursos online de diferentes áreas – a lista completa de opções está no site. Para escolher o curso e se inscrever, acesse o portal de cursos do IFRS.
O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) também disponibilizou diversos cursos online de diferentes áreas – a lista completa de opções está no site. Para escolher o curso e se inscrever, acesse o portal de cursos do IFRS.
Cursos de inglês
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) oferece o curso de Escrita em Língua Inglesa através do Ensino a Distância, que pode ajudar na carreira do aluno. Conheça o curso clicando aqui.
A SEDA College, escola de idiomas localizada em Dublin, na Irlanda, também irá disponibilizar, gratuitamente, todo o conteúdo de sua plataforma de cursos, a SEDA College Online. São mais mais de 50 cursos em vídeo-aulas, ministrados por uma equipe de oito professores, e que atendem do nível básico ao avançado. Para acompanhar as aulas ao vivo, é preciso fazer uma inscrição até o dia 29 de março, pelo site.
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) oferece o curso de Escrita em Língua Inglesa através do Ensino a Distância, que pode ajudar na carreira do aluno. Conheça o curso clicando aqui.
A SEDA College, escola de idiomas localizada em Dublin, na Irlanda, também irá disponibilizar, gratuitamente, todo o conteúdo de sua plataforma de cursos, a SEDA College Online. São mais mais de 50 cursos em vídeo-aulas, ministrados por uma equipe de oito professores, e que atendem do nível básico ao avançado. Para acompanhar as aulas ao vivo, é preciso fazer uma inscrição até o dia 29 de março, pelo site.
Rir é o melhor remédio
Por conta do isolamento, um grupo de 14 elefantes invadiu uma vila na província de Yunan, na China, procurando por comida. Aí já viu né! Eles comeram tudo o que tinha e beberam 30 litros de vinho.
⠀
Eles ficaram saciados e bêbados! Depois eles tiraram aquela soneca mais que gostosa com um 'sorrisão' no rosto, bem ali pertinho, em um jardim de chá.
⠀
Uma coisa é certa, essa pandemia tá mostrando cada vez mais o quanto devemos respeitar a natureza. Os elefantes só invadiram a vila por conta do desmatamento que leva eles a explorarem em busca de comida.
⠀
Foto: Reprodução/Facebook Epicalyptic
Fonte: Aqui
20 março 2020
Frase
So to avoid spreading COVID-19, practice responsible social distancing—and avoid farting naked around other people.
Baseado em experiências realizadas na China
Xadrez em tempos do Covid-19
(Xadrez em tempos do Covid-19)
Enquanto muitas atividades estão sendo canceladas, o xadrez permanece, pelo menos parcialmente, com suas atividades. Está sendo realizado na Rússia, em uma pequena cidade que ainda não teve nenhum caso do Covid-19, um torneio para escolha do desafiante ao campeão mundial, Magnus Carlsen.
O torneio começou antes do primeiro movimento. Um longo processo indicou sete participantes, que incluía o vencedor da Copa do Mundo (um torneio com estilo mata-mata) e os melhores posicionados no somatório de diversos torneios. Sobrava um vaga, que deveria ser da escolha dos organizadores. Um jogador francês, Vachier-Lagrave, era o melhor rating que tinha ficado de fora do torneio (rating 2767). Ele chegou a fazer um pedido para organização para participar, mas os russos preferiram escolher um jogador de rating de 2.698, Alekseenko, russo, naturalmente. Seria uma pena, pois Vachier-Lagrave é realmente um grande jogador.
Alguns dias antes do início, um dos participantes anunciou que não iria participar. Pelo critério do torneio, o jogador de maior rating (exceto Carlsen e os participantes) seria convocado. De férias, Vachier-Lagrave foi convocado para fazer parte dos candidatos.
Neste momento já foram disputados três rodadas e torneio promete. Das doze partidas, cinco terminaram em vitórias. Na primeira rodada, dois jogadores conhecidos por empatarem demais, perderam suas partidas, de brancas. Na segunda rodada, o intruso Vachier-Lagrave derrotou o terceiro melhor jogador do mundo, o chinês Ding (rating 2805). E na rodada seguinte, Ding derrotou o segundo do mundo, o ex-desafiante e grande favorito para ganhar o torneio, o americano (nascido italiano) Caruana (rating 2842).
Hoje não teremos rodada: a cada três rodadas, um dia de descanso. A organização indicou se algum candidato estiver com o Covid-19, irá parar o torneio. Os jogos começam um pouco antes das oito da manha e podem ser acompanhados aqui. Pelo Chess24 é possível ter os comentários em português, da jogadora Julia Arboredo e ver os jogadores.
Enquanto muitas atividades estão sendo canceladas, o xadrez permanece, pelo menos parcialmente, com suas atividades. Está sendo realizado na Rússia, em uma pequena cidade que ainda não teve nenhum caso do Covid-19, um torneio para escolha do desafiante ao campeão mundial, Magnus Carlsen.
O torneio começou antes do primeiro movimento. Um longo processo indicou sete participantes, que incluía o vencedor da Copa do Mundo (um torneio com estilo mata-mata) e os melhores posicionados no somatório de diversos torneios. Sobrava um vaga, que deveria ser da escolha dos organizadores. Um jogador francês, Vachier-Lagrave, era o melhor rating que tinha ficado de fora do torneio (rating 2767). Ele chegou a fazer um pedido para organização para participar, mas os russos preferiram escolher um jogador de rating de 2.698, Alekseenko, russo, naturalmente. Seria uma pena, pois Vachier-Lagrave é realmente um grande jogador.
Alguns dias antes do início, um dos participantes anunciou que não iria participar. Pelo critério do torneio, o jogador de maior rating (exceto Carlsen e os participantes) seria convocado. De férias, Vachier-Lagrave foi convocado para fazer parte dos candidatos.
Neste momento já foram disputados três rodadas e torneio promete. Das doze partidas, cinco terminaram em vitórias. Na primeira rodada, dois jogadores conhecidos por empatarem demais, perderam suas partidas, de brancas. Na segunda rodada, o intruso Vachier-Lagrave derrotou o terceiro melhor jogador do mundo, o chinês Ding (rating 2805). E na rodada seguinte, Ding derrotou o segundo do mundo, o ex-desafiante e grande favorito para ganhar o torneio, o americano (nascido italiano) Caruana (rating 2842).
Hoje não teremos rodada: a cada três rodadas, um dia de descanso. A organização indicou se algum candidato estiver com o Covid-19, irá parar o torneio. Os jogos começam um pouco antes das oito da manha e podem ser acompanhados aqui. Pelo Chess24 é possível ter os comentários em português, da jogadora Julia Arboredo e ver os jogadores.
Curso Prático em Contabilidade: Passivos - Vale
No capítulo 10, do livro Curso Prático de Contabilidade, são apresentadas as formas de divulgação e de divulgação da provisão ou do passivo contingente.
Vimos que as empresas devem analisar as ações judiciais baseada em três probabilidades:
(1) Caso seja provável de ocorrer a perda, a empresa deverá: reconhecer a provisão nas demonstrações contábeis e divulgá-las nas notas explicativas. Caso não haja base confiável, trata-se de um passivo contingente, no qual a empresa apenas divulgar em notas explicativas.
(2) Se for possível a perda a empresa não reconhece o passivo contingente nas demonstrações contábeis, apenas deverá divulgá-la nas notas explicativas.
(3) E, finalmente, se for remota a probabilidade de perda, trata-se de passivo contingente, sendo que a empresa não reconhece e também não há necessidade de divulgar nas notas explicativas.
Ainda analisando as notas explicativas da Vale, no que se refere ao acidente de Brumadinho, veja os trechos a seguir extraídos:
(1)No estágio atual das investigações, apurações das causas e possíveis ações de terceiros, não é possível mensurar de forma confiável todos os potenciais custos que a Companhia poderá incorrer para fins de divulgação nas demonstrações financeiras. Os valores que estão sendo divulgados relacionados a este evento foram baseados nas melhores estimativas da Administração. (NE 2017, p. 5)
(2)A Vale elaborou projetos de engenharia para estas estruturas e os custos totais esperados para realizar todos os projetos de descaracterização resultaram em uma provisão de R$10.274, reconhecida na demonstração do resultado. (NE 2018, p. 5)
(3)Portanto, as provisões registradas nestas demonstrações financeiras não incluem o resultado potencial da negociação em andamento, pois ainda não é possível estimar com segurança o valor ou se as negociações em curso serão bem-sucedidas.
Quanto aos três trechos apresentados acima à luz da teoria, podemos possível afirmar que a empresa está adotando a divulgação nas notas explicativas de forma correta? Na percepção dos autores, apenas o trecho 2, está correto. Qual a opinião do leitor?
SILVA, César Augusto Tibúrcio Silva; RODRIGUES, Fernanda Fernandes. Curso Prático de Contabilidade.
Vimos que as empresas devem analisar as ações judiciais baseada em três probabilidades:
(1) Caso seja provável de ocorrer a perda, a empresa deverá: reconhecer a provisão nas demonstrações contábeis e divulgá-las nas notas explicativas. Caso não haja base confiável, trata-se de um passivo contingente, no qual a empresa apenas divulgar em notas explicativas.
(2) Se for possível a perda a empresa não reconhece o passivo contingente nas demonstrações contábeis, apenas deverá divulgá-la nas notas explicativas.
(3) E, finalmente, se for remota a probabilidade de perda, trata-se de passivo contingente, sendo que a empresa não reconhece e também não há necessidade de divulgar nas notas explicativas.
Ainda analisando as notas explicativas da Vale, no que se refere ao acidente de Brumadinho, veja os trechos a seguir extraídos:
(1)No estágio atual das investigações, apurações das causas e possíveis ações de terceiros, não é possível mensurar de forma confiável todos os potenciais custos que a Companhia poderá incorrer para fins de divulgação nas demonstrações financeiras. Os valores que estão sendo divulgados relacionados a este evento foram baseados nas melhores estimativas da Administração. (NE 2017, p. 5)
(2)A Vale elaborou projetos de engenharia para estas estruturas e os custos totais esperados para realizar todos os projetos de descaracterização resultaram em uma provisão de R$10.274, reconhecida na demonstração do resultado. (NE 2018, p. 5)
(3)Portanto, as provisões registradas nestas demonstrações financeiras não incluem o resultado potencial da negociação em andamento, pois ainda não é possível estimar com segurança o valor ou se as negociações em curso serão bem-sucedidas.
Quanto aos três trechos apresentados acima à luz da teoria, podemos possível afirmar que a empresa está adotando a divulgação nas notas explicativas de forma correta? Na percepção dos autores, apenas o trecho 2, está correto. Qual a opinião do leitor?
SILVA, César Augusto Tibúrcio Silva; RODRIGUES, Fernanda Fernandes. Curso Prático de Contabilidade.
19 março 2020
Mudanças de hábito
O personagem Cascão, do Maurício de Sousa, resolveu lavar as mãos. Wally não está no meio da multidão. E até o símbolo das mãos do Mercado Livre mudou:
Onde está Wally?
O Wally (Waldo no original) é uma brincadeira legal: encontrar o personagem no meio de uma multidão. Mas em tempos do Covid-19 isto pode ser perigoso. Como fica o Wally nos tempos atuais?
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Transformação Digital
É um salto quântico na nossa atividade porque permite eliminar todas as tarefas administrativas, sem valor acrescentado.
A transformação digital é um desígnio nacional que até tem direito a pasta ministerial. A sua importância é indiscutível, mas, no entanto, não é tratada de igual forma em todos os sectores produtivos da economia.
Atente-se, por exemplo, no que se passa no sector da contabilidade. Apesar de todos trabalharmos com softwares de gestão há muito tempo, a verdade é que mais de 50% do trabalho desenvolvido pelos contabilistas é, essencialmente, manual. Além disso, com o incremento das responsabilidades declarativas impostas pela Autoridade Tributária (AT) e com as exigências resultantes da digitalização da relação com a AT, os contabilistas estão confrontados com um dilema. Ou são capazes de digitalizar os seus próprios processos de trabalho ou vão ser forçados a “sair de cena”, por incapacidade de resposta às novas exigências legais.
Aliás, este é um problema para o qual, até há bem pouco tempo, não havia resposta. Contudo, há boas notícias. É que já apareceu uma solução no mercado que permite desmaterializar o trabalho dos contabilistas e alcançar aumentos de produtividade e de eficiência global dos seus processos em mais de 60%. A solução inovadora dá pelo nome C-Lab e é uma plataforma destinada a todos os contabilistas certificados individuais e empresas de contabilidade e foi desenvolvida por uma empresa 100% nacional, que tenho o privilégio de liderar.
Em concreto, esta nova plataforma dá resposta a dois processos altamente complexos e consumidores de tempo de trabalho que permaneciam, até aqui, praticamente manuais. Refiro-me à recolha e tratamento automático dos documentos de fornecedores e dos movimentos bancários, e foi construída para funcionar e ser integrada com qualquer programa de contabilidade ou ERP.
Na verdade, o trabalho dos contabilistas tornou-se, desde há uns anos, num calvário, com as consequências naturais de perda de qualidade de vida profissional, até, porque, os clientes não estão dispostos a aumentarem as avenças para compensar o aumento da carga de trabalho. Com esta solução, cremos que encontrámos uma solução que permite aos contabilistas recuperarem a dignidade profissional e, em simultâneo, podem oferecer um melhor serviço aos clientes.
A automatização do lançamento dos extratos bancários e a respetiva reconciliação e automatização da contabilidade dos documentos de fornecedores é feita através da robotização, da inteligência artificial, do machine learning, que ensinam a plataforma a classificar automaticamente os documentos, e da tecnologia OCR, que permite reconhecer caracteres e a extraí-los de um PDF para os campos de lançamento na plataforma. Além disso, permite, ainda, a captura automática de anexos de email e respetiva integração com todos os documentos, que passam, assim, a chegar à Contabilidade por via digital e passam a ser tratados pelo contabilista sem este ter de mexer em papel.
É um salto quântico na nossa atividade que melhores níveis de produtividade das equipas e a redução dos riscos operacionais para níveis historicamente baixos para o nosso sector, porque permite eliminar todas as tarefas administrativas, sem valor acrescentado.
Transformação digital já chegou à contabilidade - Ana Monteiro - 12 Março 2020
A transformação digital é um desígnio nacional que até tem direito a pasta ministerial. A sua importância é indiscutível, mas, no entanto, não é tratada de igual forma em todos os sectores produtivos da economia.
Atente-se, por exemplo, no que se passa no sector da contabilidade. Apesar de todos trabalharmos com softwares de gestão há muito tempo, a verdade é que mais de 50% do trabalho desenvolvido pelos contabilistas é, essencialmente, manual. Além disso, com o incremento das responsabilidades declarativas impostas pela Autoridade Tributária (AT) e com as exigências resultantes da digitalização da relação com a AT, os contabilistas estão confrontados com um dilema. Ou são capazes de digitalizar os seus próprios processos de trabalho ou vão ser forçados a “sair de cena”, por incapacidade de resposta às novas exigências legais.
Aliás, este é um problema para o qual, até há bem pouco tempo, não havia resposta. Contudo, há boas notícias. É que já apareceu uma solução no mercado que permite desmaterializar o trabalho dos contabilistas e alcançar aumentos de produtividade e de eficiência global dos seus processos em mais de 60%. A solução inovadora dá pelo nome C-Lab e é uma plataforma destinada a todos os contabilistas certificados individuais e empresas de contabilidade e foi desenvolvida por uma empresa 100% nacional, que tenho o privilégio de liderar.
Em concreto, esta nova plataforma dá resposta a dois processos altamente complexos e consumidores de tempo de trabalho que permaneciam, até aqui, praticamente manuais. Refiro-me à recolha e tratamento automático dos documentos de fornecedores e dos movimentos bancários, e foi construída para funcionar e ser integrada com qualquer programa de contabilidade ou ERP.
Na verdade, o trabalho dos contabilistas tornou-se, desde há uns anos, num calvário, com as consequências naturais de perda de qualidade de vida profissional, até, porque, os clientes não estão dispostos a aumentarem as avenças para compensar o aumento da carga de trabalho. Com esta solução, cremos que encontrámos uma solução que permite aos contabilistas recuperarem a dignidade profissional e, em simultâneo, podem oferecer um melhor serviço aos clientes.
A automatização do lançamento dos extratos bancários e a respetiva reconciliação e automatização da contabilidade dos documentos de fornecedores é feita através da robotização, da inteligência artificial, do machine learning, que ensinam a plataforma a classificar automaticamente os documentos, e da tecnologia OCR, que permite reconhecer caracteres e a extraí-los de um PDF para os campos de lançamento na plataforma. Além disso, permite, ainda, a captura automática de anexos de email e respetiva integração com todos os documentos, que passam, assim, a chegar à Contabilidade por via digital e passam a ser tratados pelo contabilista sem este ter de mexer em papel.
É um salto quântico na nossa atividade que melhores níveis de produtividade das equipas e a redução dos riscos operacionais para níveis historicamente baixos para o nosso sector, porque permite eliminar todas as tarefas administrativas, sem valor acrescentado.
Transformação digital já chegou à contabilidade - Ana Monteiro - 12 Março 2020
18 março 2020
Inteligência Artificial é uma ideologia
[...]
AI might be achieving unprecedented results in diverse fields, including medicine, robotic control, and language/image processing, or a certain way of talking about software might be in play as a way to not fully celebrate the people working together through improving information systems who are achieving those results. “AI” might be a threat to the human future, as is often imagined in science fiction, or it might be a way of thinking about technology that makes it harder to design technology so it can be used effectively and responsibly. The very idea of AI might create a diversion that makes it easier for a small group of technologists and investors to claim all rewards from a widely distributed effort. Computation is an essential technology, but the AI way of thinking about it can be murky and dysfunctional.
You can reject the AI way of thinking for a variety of reasons. One is that you view people as having a special place in the world and being the ultimate source of value on which AIs ultimately depend. (That might be called a humanist objection.) Another view is that no intelligence, human or machine, is ever truly autonomous: Everything we accomplish depends on the social context established by other human beings who give meaning to what we wish to accomplish. (The pluralist objection.) Regardless of how one sees it, an understanding of AI focused on independence from—rather than interdependence with—humans misses most of the potential for software technology.
Supporting the philosophy of AI has burdened our economy. Less than 10 percent of the US workforce is officially employed in the technology sector, compared with 30–40 percent in the then leading industrial sectors in 1960s. At least part of the reason for this is that when people provide data, behavioral examples, and even active problem solving online, it is not considered “work” but is instead treated as part of an off-the-books barter for certain free internet services. Conversely, when companies find creative new ways to use networking technologies to enable people to provide services previously done poorly by machines, this gets little attention from investors who believe “AI is the future,” encouraging further automation. This has contributed to the hollowing out of the economy.
Bridging even a part of this gap, and thus reducing the underemployment of workforces in the rich world, could expand the productive output of Western technology far more than greater receptiveness to surveillance in China does. In fact, as recent reporting has shown, China’s greatest advantage in AI is less surveillance than a vast shadow workforce actively labeling data fed into algorithms. Just as was the case with the relative failures of past hidden labor forces, these workers would become more productive if they could learn to understand and improve the information systems they feed into, and were recognized for this work, rather than being erased to maintain the “ignore the man behind the curtain” mirage that AI rests on. Worker understanding of production processes empowering deeper contributions to productivity were the heart of the Japanese Kaizen Toyota Production System miracle in the 1970s and 1980s.
To those who fear that bringing data collection into the daylight of acknowledged commerce will encourage a culture of ubiquitous surveillance, we must point out that it is the only alternative to such a culture. It is only when workers are paid that they become citizens in full. Workers who earn money also spend money where they choose; they gain deeper power and voice in society. They can gain the power to choose to work less, for instance. This is how worker conditions have improved historically.
It is not surprising that quantitative technical and economic arguments converge on the centrality of human value. Estimates suggest that the total computational capacity of a single human mind is greater than that of all today’s computers in the world put together. With the pace of processor improvements slowing as Moore’s law ends, the prospects of this changing dramatically anytime soon are dim.
Nor is such a human-centric approach to technology simply a theoretical possibility. Tens of millions of people every day use video conferencing to deliver personal services, such as language and skill instruction, online. Online virtual collaboration spaces like GitHub are central to value creation in our era. Virtual and augmented reality hold out the prospect of dramatically increasing what is possible, allowing more types of collaborative work to be performed at great distances. Productivity software from Slack to Wikipedia to LinkedIn to Microsoft product suites make previously unimaginable real-time collaboration omnipresent.
Indeed, recent research has shown that without the human-created Wikipedia, the value of search engines would plummet (since that is where the top results of substantial searches are often found), even though search services are touted as frontline examples of the value of AI. (And yet the Wikipedia is a thread-bare nonprofit, while search engines are some of the most highly valued assets in our civilization.) Collaboration technologies are helping us work from home through the Covid-19 epidemic; it has become a matter of survival, and the future promises ways where long-distance collaboration may become ever more vivid and satisfying.
To be clear, we are great enthusiasts for the methods most discussed as illustrations of the potential of AI: deep/convolution networks and so on. These techniques, however, rely heavily on human data. For example, Open AI’s much celebrated text-generation algorithm was trained on millions of websites produced by humans. And evidence from the field of machine teaching increasingly suggests that when the humans generating the data are actively engaged in providing high-quality, carefully chosen input, they can train at far lower costs. But active engagement is possible only if, unlike in the usual AI attitude, all contributors, not just elite engineers, are considered crucial role players and are financially compensated.
A powerful gut response from some AI enthusiasts, after reading this far, might be that we have to be wrong, because AI is starting to train itself, without people. But AI without human data is only possible for a narrow class of problems, the kind that can be defined precisely, not statistically, or based on ongoing measures of reality. Board games like chess and certain scientific and math problems are the usual examples, though even in these cases human teams using so-called AI resources usually outperform AI by itself. While self-trainable examples can be important, they are rare and not representative of real-world problems.
“AI” is best understood as a political and social ideology rather than as a basket of algorithms. The core of the ideology is that a suite of technologies, designed by a small technical elite, can and should become autonomous from and eventually replace, rather than complement, not just individual humans but much of humanity. Given that any such replacement is a mirage, this ideology has strong resonances with other historical ideologies, such as technocracy and central-planning-based forms of socialism, which viewed as desirable or inevitable the replacement of most human judgement/agency with systems created by a small technical elite. It is thus not all that surprising that the Chinese Communist Party would find AI to be a welcome technological formulation of its own ideology.
[..]
Fonte:
AI is an Ideology, Not a Technology Glen Weyl is Founder and Chair of the RadicalxChange Foundation and Microsoft’s Office of the Chief Technology Officer Political Economist and Social Technologist (OCTOPEST). Jaron Lanier is the author of Ten Arguments for Deleting Your Social Media Accounts Right Now and Dawn of the New Everything. He (and Glen) are researchers at Microsoft but do not speak for the company.
AI might be achieving unprecedented results in diverse fields, including medicine, robotic control, and language/image processing, or a certain way of talking about software might be in play as a way to not fully celebrate the people working together through improving information systems who are achieving those results. “AI” might be a threat to the human future, as is often imagined in science fiction, or it might be a way of thinking about technology that makes it harder to design technology so it can be used effectively and responsibly. The very idea of AI might create a diversion that makes it easier for a small group of technologists and investors to claim all rewards from a widely distributed effort. Computation is an essential technology, but the AI way of thinking about it can be murky and dysfunctional.
You can reject the AI way of thinking for a variety of reasons. One is that you view people as having a special place in the world and being the ultimate source of value on which AIs ultimately depend. (That might be called a humanist objection.) Another view is that no intelligence, human or machine, is ever truly autonomous: Everything we accomplish depends on the social context established by other human beings who give meaning to what we wish to accomplish. (The pluralist objection.) Regardless of how one sees it, an understanding of AI focused on independence from—rather than interdependence with—humans misses most of the potential for software technology.
Supporting the philosophy of AI has burdened our economy. Less than 10 percent of the US workforce is officially employed in the technology sector, compared with 30–40 percent in the then leading industrial sectors in 1960s. At least part of the reason for this is that when people provide data, behavioral examples, and even active problem solving online, it is not considered “work” but is instead treated as part of an off-the-books barter for certain free internet services. Conversely, when companies find creative new ways to use networking technologies to enable people to provide services previously done poorly by machines, this gets little attention from investors who believe “AI is the future,” encouraging further automation. This has contributed to the hollowing out of the economy.
Bridging even a part of this gap, and thus reducing the underemployment of workforces in the rich world, could expand the productive output of Western technology far more than greater receptiveness to surveillance in China does. In fact, as recent reporting has shown, China’s greatest advantage in AI is less surveillance than a vast shadow workforce actively labeling data fed into algorithms. Just as was the case with the relative failures of past hidden labor forces, these workers would become more productive if they could learn to understand and improve the information systems they feed into, and were recognized for this work, rather than being erased to maintain the “ignore the man behind the curtain” mirage that AI rests on. Worker understanding of production processes empowering deeper contributions to productivity were the heart of the Japanese Kaizen Toyota Production System miracle in the 1970s and 1980s.
To those who fear that bringing data collection into the daylight of acknowledged commerce will encourage a culture of ubiquitous surveillance, we must point out that it is the only alternative to such a culture. It is only when workers are paid that they become citizens in full. Workers who earn money also spend money where they choose; they gain deeper power and voice in society. They can gain the power to choose to work less, for instance. This is how worker conditions have improved historically.
It is not surprising that quantitative technical and economic arguments converge on the centrality of human value. Estimates suggest that the total computational capacity of a single human mind is greater than that of all today’s computers in the world put together. With the pace of processor improvements slowing as Moore’s law ends, the prospects of this changing dramatically anytime soon are dim.
Nor is such a human-centric approach to technology simply a theoretical possibility. Tens of millions of people every day use video conferencing to deliver personal services, such as language and skill instruction, online. Online virtual collaboration spaces like GitHub are central to value creation in our era. Virtual and augmented reality hold out the prospect of dramatically increasing what is possible, allowing more types of collaborative work to be performed at great distances. Productivity software from Slack to Wikipedia to LinkedIn to Microsoft product suites make previously unimaginable real-time collaboration omnipresent.
Indeed, recent research has shown that without the human-created Wikipedia, the value of search engines would plummet (since that is where the top results of substantial searches are often found), even though search services are touted as frontline examples of the value of AI. (And yet the Wikipedia is a thread-bare nonprofit, while search engines are some of the most highly valued assets in our civilization.) Collaboration technologies are helping us work from home through the Covid-19 epidemic; it has become a matter of survival, and the future promises ways where long-distance collaboration may become ever more vivid and satisfying.
To be clear, we are great enthusiasts for the methods most discussed as illustrations of the potential of AI: deep/convolution networks and so on. These techniques, however, rely heavily on human data. For example, Open AI’s much celebrated text-generation algorithm was trained on millions of websites produced by humans. And evidence from the field of machine teaching increasingly suggests that when the humans generating the data are actively engaged in providing high-quality, carefully chosen input, they can train at far lower costs. But active engagement is possible only if, unlike in the usual AI attitude, all contributors, not just elite engineers, are considered crucial role players and are financially compensated.
A powerful gut response from some AI enthusiasts, after reading this far, might be that we have to be wrong, because AI is starting to train itself, without people. But AI without human data is only possible for a narrow class of problems, the kind that can be defined precisely, not statistically, or based on ongoing measures of reality. Board games like chess and certain scientific and math problems are the usual examples, though even in these cases human teams using so-called AI resources usually outperform AI by itself. While self-trainable examples can be important, they are rare and not representative of real-world problems.
“AI” is best understood as a political and social ideology rather than as a basket of algorithms. The core of the ideology is that a suite of technologies, designed by a small technical elite, can and should become autonomous from and eventually replace, rather than complement, not just individual humans but much of humanity. Given that any such replacement is a mirage, this ideology has strong resonances with other historical ideologies, such as technocracy and central-planning-based forms of socialism, which viewed as desirable or inevitable the replacement of most human judgement/agency with systems created by a small technical elite. It is thus not all that surprising that the Chinese Communist Party would find AI to be a welcome technological formulation of its own ideology.
[..]
Fonte:
AI is an Ideology, Not a Technology Glen Weyl is Founder and Chair of the RadicalxChange Foundation and Microsoft’s Office of the Chief Technology Officer Political Economist and Social Technologist (OCTOPEST). Jaron Lanier is the author of Ten Arguments for Deleting Your Social Media Accounts Right Now and Dawn of the New Everything. He (and Glen) are researchers at Microsoft but do not speak for the company.

Cias Aéreas e o Vírus
Se a crise de 2007/2009 fez com que os governos colocassem dinheiros nas instituições financeiras, a crise de 2020 pode ter um outro setor onde será necessário o dinheiro público: companhias aéreas.
Uma estimativa da Iata, entidade que reúne 300 empresas do setor, calculou que 73% das empresas possuem um saldo de caixa que não cobre três meses de custos fixos inevitáveis. A estimativa é um volume de ajuda de 150 a 200 bilhões de dólares.
Uma reportagem da Reuters chamou a atenção para as empresas aéreas da América Latina. Segundo o texto, a Latam (ou Tam) seria uma destas empresas:
O Chile, sede do Grupo LATAM Airlines ( LTM.SN ), ignorou na terça-feira os comentários do CEO da LATAM, Roberto Alvo, de que as companhias aéreas do mundo todo precisarão de ajuda do governo.
"Ouvi nas redes sociais ... que a companhia aérea LATAM estava pedindo ajuda do governo", disse o ministro da Economia Lucas Palacio (...)
Uma estimativa da Iata, entidade que reúne 300 empresas do setor, calculou que 73% das empresas possuem um saldo de caixa que não cobre três meses de custos fixos inevitáveis. A estimativa é um volume de ajuda de 150 a 200 bilhões de dólares.
Uma reportagem da Reuters chamou a atenção para as empresas aéreas da América Latina. Segundo o texto, a Latam (ou Tam) seria uma destas empresas:
O Chile, sede do Grupo LATAM Airlines ( LTM.SN ), ignorou na terça-feira os comentários do CEO da LATAM, Roberto Alvo, de que as companhias aéreas do mundo todo precisarão de ajuda do governo.
"Ouvi nas redes sociais ... que a companhia aérea LATAM estava pedindo ajuda do governo", disse o ministro da Economia Lucas Palacio (...)
CFC e o vírus
Texto do CFC traz alguns aspectos contábeis sobre o vírus.
Para auxiliar os profissionais da contabilidade brasileira, ressaltamos que atualmente o Brasil dispõe de algumas normas técnicas que balizam o posicionamento dos profissionais da contabilidade quanto a melhor abordagem. Seguem algumas dentre elas:
NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis
Há suas situações que exigem divulgações adicionais para as companhias: uma quando a empresa possuir risco de não continuidade de suas operações em um futuro previsível e/ou quando houver incertezas quanto às estimativas contábeis adotadas.
NBC TG 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e NBC TG 46 – Mensuração do Valor Justo
Os efeitos econômicos decorrentes dos esforços para conter a epidemia podem influenciar os valores justo e recuperável de ativos. O teste de recuperabilidade é requerido quando há indicativo de perda de valor do mesmo, exceto para Goodwill (ágio por expectativa de rentabilidade futura) e ativos intangíveis que são exigidos testes periódicos.
NBC TG 48 – Instrumentos Financeiros
Em função dos impactos gerados no dia a dia das empresas, há um risco de não recebimento de créditos, acarretando no aumento da estimativa de perda de crédito esperada que deve ser, em algum momento e dependendo do caso concreto, reconhecida. Outras situações relacionadas a instrumentos financeiros também podem ocorrer como desvalorização de ações ou fundos mensurados a valor justo.
Algumas situações adicionais são listadas a seguir: alteração na estimativa de contrapartidas variáveis conforme NBC TG 47 – Receita de Contrato com Cliente, alteração do valor realizável líquido de estoques, conforme NBC TG 16; recuperabilidade de tributos diferidos conforme NBC TG 32 – Tributos sobre o Lucro; valor residual e vida útil de ativos reconhecidos de acordo com NBC TG 27 – Ativo Imobilizado e NBC TG 06 – Arrendamentos; além de estimativas de provisões, conforme NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes.
NBC TG 24 – Evento Subsequente
Cabe ainda um destaque especial para a NBC TG 24, pois após a avaliação dos impactos, pode-se concluir que a maior parte das operações que foram impactadas não foi uma consequência da epidemia, mas um resultado das medidas para contê-la, porém se os impactos forem relevantes, deve-se divulgar tais eventos e as estimativas de seu impacto financeiro ou uma descrição qualitativa de suas situações operacionais subsequentes, a fim de fornecer informações financeiras úteis para seus usuários principais.
A NBC TG 24 determina que os ajustes conhecidos em período subsequente, demandam ajustes em demonstrações contábeis, quando a situação em pauta estiver presente na data de levantamento das demonstrações (em 31 de dezembro, para entidades que tem seu exercício social coincidindo com o ano calendário), mas antes da aprovação e emissão dessas demonstrações. Eventos incorridos em datas subsequentes e conhecidos antes da emissão das demonstrações, se relevantes, devem ser divulgados. Posteriormente, com a passagem do tempo, eventos divulgados como subsequentes, devem, dependendo do caso, ser registrados em demonstrações intermediárias ou anuais posteriores.
Como acima mencionado, o ponto que deve ser observado sobre essa norma é a data do conhecimento dos fatos geradores de incertezas e a data de encerramento das demonstrações. Esse fator irá determinar se os efeitos serão registrados, apenas divulgados em notas explicativas ou ambos.
Análise detalhada das divulgações nas demonstrações contábeis
Destacamos que deve ser realizada uma análise detalhada nas divulgações efetuadas nas demonstrações contábeis. Tal procedimento visa assegurar que as mesmas expressam a situação atual aplicável e o impacto na entidade, de acordo com as circunstâncias e peculiaridades de suas operações.
Auditores independentes
Para os auditores independentes, a NBC TA 560 – Eventos Subsequentes e a NBC TA 540 – Auditoria de Estimativas Contábeis e Divulgações Relacionadas devem ser as principais normas a serem observadas, pois nelas são feitas as referências à responsabilidade do auditor quanto à adequação das estimativas e informações obtidas, inclusive após a data das demonstrações contábeis.
Com impacto em suas atividades, os auditores também poderão passar por dificuldades práticas, como, por exemplo, locomoção de suas equipes e contatos com equipes localizadas em determinados países. Tais fatos devem ser levados em conta e, dependendo das circunstâncias, podem ser requeridos testes alternativos, complementares ou outras considerações.
Comunicações à administração ou reguladores devem ser efetuadas, dependendo de situações e dificuldades específicas.
Para auxiliar os profissionais da contabilidade brasileira, ressaltamos que atualmente o Brasil dispõe de algumas normas técnicas que balizam o posicionamento dos profissionais da contabilidade quanto a melhor abordagem. Seguem algumas dentre elas:
NBC TG 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis
Há suas situações que exigem divulgações adicionais para as companhias: uma quando a empresa possuir risco de não continuidade de suas operações em um futuro previsível e/ou quando houver incertezas quanto às estimativas contábeis adotadas.
NBC TG 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e NBC TG 46 – Mensuração do Valor Justo
Os efeitos econômicos decorrentes dos esforços para conter a epidemia podem influenciar os valores justo e recuperável de ativos. O teste de recuperabilidade é requerido quando há indicativo de perda de valor do mesmo, exceto para Goodwill (ágio por expectativa de rentabilidade futura) e ativos intangíveis que são exigidos testes periódicos.
NBC TG 48 – Instrumentos Financeiros
Em função dos impactos gerados no dia a dia das empresas, há um risco de não recebimento de créditos, acarretando no aumento da estimativa de perda de crédito esperada que deve ser, em algum momento e dependendo do caso concreto, reconhecida. Outras situações relacionadas a instrumentos financeiros também podem ocorrer como desvalorização de ações ou fundos mensurados a valor justo.
Algumas situações adicionais são listadas a seguir: alteração na estimativa de contrapartidas variáveis conforme NBC TG 47 – Receita de Contrato com Cliente, alteração do valor realizável líquido de estoques, conforme NBC TG 16; recuperabilidade de tributos diferidos conforme NBC TG 32 – Tributos sobre o Lucro; valor residual e vida útil de ativos reconhecidos de acordo com NBC TG 27 – Ativo Imobilizado e NBC TG 06 – Arrendamentos; além de estimativas de provisões, conforme NBC TG 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes.
NBC TG 24 – Evento Subsequente
Cabe ainda um destaque especial para a NBC TG 24, pois após a avaliação dos impactos, pode-se concluir que a maior parte das operações que foram impactadas não foi uma consequência da epidemia, mas um resultado das medidas para contê-la, porém se os impactos forem relevantes, deve-se divulgar tais eventos e as estimativas de seu impacto financeiro ou uma descrição qualitativa de suas situações operacionais subsequentes, a fim de fornecer informações financeiras úteis para seus usuários principais.
A NBC TG 24 determina que os ajustes conhecidos em período subsequente, demandam ajustes em demonstrações contábeis, quando a situação em pauta estiver presente na data de levantamento das demonstrações (em 31 de dezembro, para entidades que tem seu exercício social coincidindo com o ano calendário), mas antes da aprovação e emissão dessas demonstrações. Eventos incorridos em datas subsequentes e conhecidos antes da emissão das demonstrações, se relevantes, devem ser divulgados. Posteriormente, com a passagem do tempo, eventos divulgados como subsequentes, devem, dependendo do caso, ser registrados em demonstrações intermediárias ou anuais posteriores.
Como acima mencionado, o ponto que deve ser observado sobre essa norma é a data do conhecimento dos fatos geradores de incertezas e a data de encerramento das demonstrações. Esse fator irá determinar se os efeitos serão registrados, apenas divulgados em notas explicativas ou ambos.
Análise detalhada das divulgações nas demonstrações contábeis
Destacamos que deve ser realizada uma análise detalhada nas divulgações efetuadas nas demonstrações contábeis. Tal procedimento visa assegurar que as mesmas expressam a situação atual aplicável e o impacto na entidade, de acordo com as circunstâncias e peculiaridades de suas operações.
Auditores independentes
Para os auditores independentes, a NBC TA 560 – Eventos Subsequentes e a NBC TA 540 – Auditoria de Estimativas Contábeis e Divulgações Relacionadas devem ser as principais normas a serem observadas, pois nelas são feitas as referências à responsabilidade do auditor quanto à adequação das estimativas e informações obtidas, inclusive após a data das demonstrações contábeis.
Com impacto em suas atividades, os auditores também poderão passar por dificuldades práticas, como, por exemplo, locomoção de suas equipes e contatos com equipes localizadas em determinados países. Tais fatos devem ser levados em conta e, dependendo das circunstâncias, podem ser requeridos testes alternativos, complementares ou outras considerações.
Comunicações à administração ou reguladores devem ser efetuadas, dependendo de situações e dificuldades específicas.
2020: rombo de 200 bilhões nas contas públicas
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Fonte: aqui

Curso Prático em Contabilidade - Demonstrações Contábeis - Caso da Vale
No dia 28 de fevereiro, o post “Clima, segundo empresas europeias” apresentou uma pesquisa sobre como mil empresas europeias divulgaram questões sobre o clima e concluiu que as “as divulgações não são específicas o suficiente para permitir o entendimento da posição de uma empresa e desenvolvimentos futuros”. No Brasil, também podemos fazer análises dos relatórios narrativos das empresas com o mesmo objetivo: analisar como e onde elas estão divulgando informações sobre os impactos de suas atividades no clima ou meio ambiente.
No capítulo 1, do livro Curso Prático de Contabilidade, vimos quais são os principais relatórios divulgados pelas empresas: Relatório da Administração, Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes. Mas existem ainda outras formas de as empresas reportarem também as suas informações, como o Formulário de Referência e os Fatos Relevantes.
As empresas podem utilizar desses dois primeiros veículos para reportar informações socioambientais que julgarem criar algum tipo de impacto em suas demonstrações. A principal diferença é que nas Notas Explicativas, a empresa deve apresentar um conteúdo que, como o próprio nome diz, explique como se deu a mensuração dos valores apresentados nas demonstrações contábeis; já no Relatório da Administração, a empresa tem certa liberdade quanto ao conteúdo a ser evidenciado, sendo que o observado nas pesquisas é que esse conteúdo tende a ser bastante otimista, até mesmo em situações críticas.
Nesse sentido, trazemos as Notas Explicativas da empresa Vale S.A. dos anos de 2017 e 2018 para a nossa análise. A Vale S.A. foi criada em 1942, ainda no governo militar sob a presidência de Getúlio Vagas. Em 1997, a empresa deixou de ser estatal durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Hoje a Vale é uma sociedade anônima de capital aberto com títulos negociados em bolsas e é uma das maiores companhias de minérios do mundo.
Recentemente, a Vale se viu envolvida em dois grandes acidentes ambientais: em 2015, houve o rompimento da barragem da cidade de Mariana (da Samarco, empresa controlada pela Vale) e em 2017, da barragem de Brumadinho, ambas em Minas Gerais. Segundo o site Wikipédia, a empresa foi eleita, em 2012, como “a pior empresa do mundo, no que refere-se a direitos humanos e meio ambiente, pelo “Public Eye People´s”, premiação realizada desde o ano 2000 pelas ONG's Greenpeace e Declaração de Berna. Dessa forma a Vale tornou-se a primeira empresa brasileira a "vencer" tal eleição, também conhecida como "Oscar da Vergonha".”
Sob a ótica da empresa, algumas considerações podem ser feitas acerca do acidente de Brumadinho, ao olharmos as suas notas explicativas. Em 2017, a empresa divulgou um relatório contendo 77 páginas. Já em 2018, a quantidade de páginas foi de 84, ou seja, sete páginas a mais. Tanto em 2017 como em 2018, cinco páginas do relatório foram utilizadas para prestar esclarecimentos sobre o desastre ambiental por meio da Nota Explicativa 3, denominada “Rompimento da barragem de Brumadinho. A palavra “Brumadinho” é citada 16 vezes ao longo do relatório, em 2017, e por 23 vezes, em 2018, um aumento de sete citações.
Acerca do texto publicado nos dois anos, apresentamos aqui alguns trechos extraídos das suas Notas Explicativas 3:
“A Companhia não vem poupando esforços ao amparo das vítimas e à mitigação e reparação dos danos, sociais e ambientais, decorrentes do rompimento. A Vale proporcionou esse suporte mediante diversas frentes de ação, todas com o objetivo de assegurar toda a assistência humanitária necessária aos afetados pelo rompimento da barragem.” (NE de 2007, p. 5)
“A Companhia vem adotando as ações necessárias para o amparo das vítimas e a mitigação e reparação dos danos sociais e ambientais, decorrentes do rompimento da barragem. A Vale proporcionou suporte mediante diversas frentes de ação, com o objetivo de assegurar toda a assistência humanitária necessária aos afetados pelo rompimento da barragem. A Companhia tem se concentrado na prevenção de eventos similares, através da descaracterização acelerada de barragens a montante e de algumas de centro de linha.” (NE de 2008, p. 5)
Perceba que os trechos destacados nada esclarecem acerca de mensuração de valores nas demonstrações contábeis, e, como dissemos acima, tem um teor até relativamente otimista, mesmo se tratando de uma tragédia, tanto para a sociedade quanto para o meio ambiente.
Analise a situação da empresa sendo você o usuário da informação.
No capítulo 1, do livro Curso Prático de Contabilidade, vimos quais são os principais relatórios divulgados pelas empresas: Relatório da Administração, Notas Explicativas e Relatório dos Auditores Independentes. Mas existem ainda outras formas de as empresas reportarem também as suas informações, como o Formulário de Referência e os Fatos Relevantes.
As empresas podem utilizar desses dois primeiros veículos para reportar informações socioambientais que julgarem criar algum tipo de impacto em suas demonstrações. A principal diferença é que nas Notas Explicativas, a empresa deve apresentar um conteúdo que, como o próprio nome diz, explique como se deu a mensuração dos valores apresentados nas demonstrações contábeis; já no Relatório da Administração, a empresa tem certa liberdade quanto ao conteúdo a ser evidenciado, sendo que o observado nas pesquisas é que esse conteúdo tende a ser bastante otimista, até mesmo em situações críticas.
Nesse sentido, trazemos as Notas Explicativas da empresa Vale S.A. dos anos de 2017 e 2018 para a nossa análise. A Vale S.A. foi criada em 1942, ainda no governo militar sob a presidência de Getúlio Vagas. Em 1997, a empresa deixou de ser estatal durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Hoje a Vale é uma sociedade anônima de capital aberto com títulos negociados em bolsas e é uma das maiores companhias de minérios do mundo.
Recentemente, a Vale se viu envolvida em dois grandes acidentes ambientais: em 2015, houve o rompimento da barragem da cidade de Mariana (da Samarco, empresa controlada pela Vale) e em 2017, da barragem de Brumadinho, ambas em Minas Gerais. Segundo o site Wikipédia, a empresa foi eleita, em 2012, como “a pior empresa do mundo, no que refere-se a direitos humanos e meio ambiente, pelo “Public Eye People´s”, premiação realizada desde o ano 2000 pelas ONG's Greenpeace e Declaração de Berna. Dessa forma a Vale tornou-se a primeira empresa brasileira a "vencer" tal eleição, também conhecida como "Oscar da Vergonha".”
Sob a ótica da empresa, algumas considerações podem ser feitas acerca do acidente de Brumadinho, ao olharmos as suas notas explicativas. Em 2017, a empresa divulgou um relatório contendo 77 páginas. Já em 2018, a quantidade de páginas foi de 84, ou seja, sete páginas a mais. Tanto em 2017 como em 2018, cinco páginas do relatório foram utilizadas para prestar esclarecimentos sobre o desastre ambiental por meio da Nota Explicativa 3, denominada “Rompimento da barragem de Brumadinho. A palavra “Brumadinho” é citada 16 vezes ao longo do relatório, em 2017, e por 23 vezes, em 2018, um aumento de sete citações.
Acerca do texto publicado nos dois anos, apresentamos aqui alguns trechos extraídos das suas Notas Explicativas 3:
“A Companhia não vem poupando esforços ao amparo das vítimas e à mitigação e reparação dos danos, sociais e ambientais, decorrentes do rompimento. A Vale proporcionou esse suporte mediante diversas frentes de ação, todas com o objetivo de assegurar toda a assistência humanitária necessária aos afetados pelo rompimento da barragem.” (NE de 2007, p. 5)
“A Companhia vem adotando as ações necessárias para o amparo das vítimas e a mitigação e reparação dos danos sociais e ambientais, decorrentes do rompimento da barragem. A Vale proporcionou suporte mediante diversas frentes de ação, com o objetivo de assegurar toda a assistência humanitária necessária aos afetados pelo rompimento da barragem. A Companhia tem se concentrado na prevenção de eventos similares, através da descaracterização acelerada de barragens a montante e de algumas de centro de linha.” (NE de 2008, p. 5)
Perceba que os trechos destacados nada esclarecem acerca de mensuração de valores nas demonstrações contábeis, e, como dissemos acima, tem um teor até relativamente otimista, mesmo se tratando de uma tragédia, tanto para a sociedade quanto para o meio ambiente.
Analise a situação da empresa sendo você o usuário da informação.
Cebraspe: Queimando Caixa
Uma entidade possuía, no final de 2018, 84 milhões de reais. Durante o ano de 2019, essa entidade teve um prejuízo de 32 milhões e um fluxo de caixa das operações de menos 43 milhões de reais. Como os outros dois fluxos são reduzidos, o volume de caixa diminuiu neste mesmo valor. Assim, ao final de 2019, o saldo de caixa da entidade era de 41 milhões.
Isto configura o que chamamos de queima de caixa. A estrutura operacional da entidade não permite que ela gere dinheiro com suas atividades. Se for uma empresa governamental, a diferença é coberta com o dinheiro público. Sendo uma empresa, os empréstimos bancários, a integralização de capital ou a venda de ativos pode ser a solução. No caso de uma empresa sem fins lucrativos, a solução é muito complicada e geralmente passa ou por uma mudança radical na sua forma de operar ou por doação de terceiros, ou simplesmente fechar as portas.
O caso descrito acima corresponde ao Cebraspe. Essa entidade tem como principal atividade a realização de concursos públicos. Tendo herdado o nome Cespe e um boa estrutura física, o Cebraspe está passando pelo processo de queima do caixa. Veja o Balanço da entidade:
O principal ativo da entidade ainda é o caixa, de 41 milhões. Ma existe um passivo de curto prazo de 26 milhões e outro, de longo prazo, de 11 milhões. Nos últimos dois anos, o seu caixa foi o seguinte:
Ou seja, queimou 42 milhões de reais por ano. Continuando neste ritmo, o caixa acabará no início do próximo ano. Veja a Demonstração do Resultado da entidade:
Em 2018, o Cebraspe teve receita de 105 milhões. Em 2019, de 56 milhões. Mesmo reduzindo a estrutura de custo, o resultado negativo persistiu.
Uma vez que o Cebraspe vive de concurso, o ano de 2020 parece que será muito pior. Além do efeito da redução dos concursos na área pública, a proibição de realização de concursos em razão do vírus pode ter um efeito fatal sobre a entidade.
Sobra ao Cebraspe encontrar um "doador" ou mudar sua estrutura. Mas para a entidade, isto pode significar a perda do seu principal ativo: a cultura organizacional de fazer bons concursos públicos. Como resolver isto?
Isto configura o que chamamos de queima de caixa. A estrutura operacional da entidade não permite que ela gere dinheiro com suas atividades. Se for uma empresa governamental, a diferença é coberta com o dinheiro público. Sendo uma empresa, os empréstimos bancários, a integralização de capital ou a venda de ativos pode ser a solução. No caso de uma empresa sem fins lucrativos, a solução é muito complicada e geralmente passa ou por uma mudança radical na sua forma de operar ou por doação de terceiros, ou simplesmente fechar as portas.
O caso descrito acima corresponde ao Cebraspe. Essa entidade tem como principal atividade a realização de concursos públicos. Tendo herdado o nome Cespe e um boa estrutura física, o Cebraspe está passando pelo processo de queima do caixa. Veja o Balanço da entidade:
O principal ativo da entidade ainda é o caixa, de 41 milhões. Ma existe um passivo de curto prazo de 26 milhões e outro, de longo prazo, de 11 milhões. Nos últimos dois anos, o seu caixa foi o seguinte:
Ou seja, queimou 42 milhões de reais por ano. Continuando neste ritmo, o caixa acabará no início do próximo ano. Veja a Demonstração do Resultado da entidade:
Em 2018, o Cebraspe teve receita de 105 milhões. Em 2019, de 56 milhões. Mesmo reduzindo a estrutura de custo, o resultado negativo persistiu.
Uma vez que o Cebraspe vive de concurso, o ano de 2020 parece que será muito pior. Além do efeito da redução dos concursos na área pública, a proibição de realização de concursos em razão do vírus pode ter um efeito fatal sobre a entidade.
Sobra ao Cebraspe encontrar um "doador" ou mudar sua estrutura. Mas para a entidade, isto pode significar a perda do seu principal ativo: a cultura organizacional de fazer bons concursos públicos. Como resolver isto?
17 março 2020
Seguros
Enquanto as empresas de seguros continuam focadas na implementação da IFRS 17, o IASB prossegue o seu processo de redeliberações sobre as emendas ao Exposure Draft (ED) daquela Norma, que foi emitida em junho de 2019.
Na última reunião do IASB, realizada a 25 de fevereiro último, foi, de entre outros aspetos, decidido tentativamente:
– Manter inalterado o requisito do nível de agregação relativo os cohorts anuais para todos os tipos de contrato.
Antecipamos que alguns stakeholders ficarão dececionados se o IASB mantiver os cohorts.
– Estender a opção de mitigação do risco a todos os instrumentos financeiros que uma entidade possui e utiliza para mitigar os riscos financeiros decorrentes de contratos com participação nos resultados direta (contratos VFA), desde que os instrumentos financeiros sejam mensurados ao justo valor por via de ganhos e perdas. Anteriormente, a opção de mitigação de risco estava disponível apenas em relação aos derivados e contratos de resseguro que uma entidade possui e usa para mitigar os riscos financeiros dos contratos VFA.
Julgamos que esta extensão será bem recebida pelos stakeholders.
– Para contratos de seguro sem participação nos resultados direta, confirma as propostas sobre o serviço de retorno do investimento, incluídas no ED, e requer que uma entidade inclua os custos relativos a atividades de investimento como cash flows, dentro dos limites do contrato, se realizar atividades de investimento para aumentar os benefícios da cobertura de seguro para o tomador do seguro.
Antecipamos que determinar se, e em que medida, uma atividade reforça os benefícios aos tomadores de seguro aumenta a necessidade de julgamento na IFRS 17, o que poderá impactar a comparabilidade da informação entre seguradoras.
Para ver a lista completa dos temas abordados e ter maior detalhe sobre cada um, aconselhamos a consulta da February 2020 Insurance Accounting da EY, recentemente publicada.
Para a reunião de março espera-se que o Board reveja todo o pacote de emendas e decida sobre a data efetiva da IFRS 17 e qualquer extensão da isenção temporária da IFRS 9. Em termos de cronograma encontra-se previsto concluir as re-deliberações, e finalizar as emendas daí resultantes, até meados de 2020.
Por seu lado, e no que respeita ao processo de preparação do Draft Endorsement Advice para a IFRS 17, a EFRAG publicou recentemente que na reunião de 5 de março irá abordar vários temas, dos quais o relativo a “IFRS 17 e seguradoras de menor dimensão” que procura dar resposta às questões do Parlamento Europeu sobre a interação entre a IFRS 17 a as seguradoras de menor dimensão, na medida em que aquele havia sinalizado a necessidade de examinar o efeito potencial na estabilidade financeira, na competitividade e no mercado de seguros, em particular para seguradoras SME, e a necessidade de realizar uma análise de custo-benefício.
A nível nacional, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) partilhou no passado dia 29 de janeiro o Plano de Implementação da IFRS 17 para as empresas de seguros. De entre outros aspetos, o plano prevê o reporte, já em junho deste ano, de um questionário qualitativo sobre os planos de implementação em curso em cada empresa de seguros.
A divulgação do plano pela ASF procura assim assegurar que a norma contabilística seja implementada da forma mais adequada e atempada possível a nível nacional. Foi igualmente partilhado o draft de alterações do Plano de Contas para Empresas de Seguros ao mercado segurador através da APS para comentários, seguindo-se o processo de consulta pública e posterior emissão da Norma Regulamentar.
As empresas de seguros estabelecidas no território nacional apresentam atualmente diferentes estágios de desenvolvimento da implementação da Norma. Tendo presente os esforços necessários para a implementação da IFRS 17, é crucial que as empresas de seguros prossigam com os seus planos de implementação sem considerar um eventual adiamento da Norma, que, a acontecer, apenas deverá permitir, em nosso entender, mais tempo para as execuções paralelas, tão importantes em processos de implementação desta natureza, em vez de contribuir para uma desaceleração das implementações.
IFRS 17 - Contratos de Seguros - Cristina Bernardo (Foto, aqui)
Na última reunião do IASB, realizada a 25 de fevereiro último, foi, de entre outros aspetos, decidido tentativamente:
– Manter inalterado o requisito do nível de agregação relativo os cohorts anuais para todos os tipos de contrato.
Antecipamos que alguns stakeholders ficarão dececionados se o IASB mantiver os cohorts.
– Estender a opção de mitigação do risco a todos os instrumentos financeiros que uma entidade possui e utiliza para mitigar os riscos financeiros decorrentes de contratos com participação nos resultados direta (contratos VFA), desde que os instrumentos financeiros sejam mensurados ao justo valor por via de ganhos e perdas. Anteriormente, a opção de mitigação de risco estava disponível apenas em relação aos derivados e contratos de resseguro que uma entidade possui e usa para mitigar os riscos financeiros dos contratos VFA.
Julgamos que esta extensão será bem recebida pelos stakeholders.
– Para contratos de seguro sem participação nos resultados direta, confirma as propostas sobre o serviço de retorno do investimento, incluídas no ED, e requer que uma entidade inclua os custos relativos a atividades de investimento como cash flows, dentro dos limites do contrato, se realizar atividades de investimento para aumentar os benefícios da cobertura de seguro para o tomador do seguro.
Antecipamos que determinar se, e em que medida, uma atividade reforça os benefícios aos tomadores de seguro aumenta a necessidade de julgamento na IFRS 17, o que poderá impactar a comparabilidade da informação entre seguradoras.
Para ver a lista completa dos temas abordados e ter maior detalhe sobre cada um, aconselhamos a consulta da February 2020 Insurance Accounting da EY, recentemente publicada.
Para a reunião de março espera-se que o Board reveja todo o pacote de emendas e decida sobre a data efetiva da IFRS 17 e qualquer extensão da isenção temporária da IFRS 9. Em termos de cronograma encontra-se previsto concluir as re-deliberações, e finalizar as emendas daí resultantes, até meados de 2020.
Por seu lado, e no que respeita ao processo de preparação do Draft Endorsement Advice para a IFRS 17, a EFRAG publicou recentemente que na reunião de 5 de março irá abordar vários temas, dos quais o relativo a “IFRS 17 e seguradoras de menor dimensão” que procura dar resposta às questões do Parlamento Europeu sobre a interação entre a IFRS 17 a as seguradoras de menor dimensão, na medida em que aquele havia sinalizado a necessidade de examinar o efeito potencial na estabilidade financeira, na competitividade e no mercado de seguros, em particular para seguradoras SME, e a necessidade de realizar uma análise de custo-benefício.
A nível nacional, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) partilhou no passado dia 29 de janeiro o Plano de Implementação da IFRS 17 para as empresas de seguros. De entre outros aspetos, o plano prevê o reporte, já em junho deste ano, de um questionário qualitativo sobre os planos de implementação em curso em cada empresa de seguros.
A divulgação do plano pela ASF procura assim assegurar que a norma contabilística seja implementada da forma mais adequada e atempada possível a nível nacional. Foi igualmente partilhado o draft de alterações do Plano de Contas para Empresas de Seguros ao mercado segurador através da APS para comentários, seguindo-se o processo de consulta pública e posterior emissão da Norma Regulamentar.
As empresas de seguros estabelecidas no território nacional apresentam atualmente diferentes estágios de desenvolvimento da implementação da Norma. Tendo presente os esforços necessários para a implementação da IFRS 17, é crucial que as empresas de seguros prossigam com os seus planos de implementação sem considerar um eventual adiamento da Norma, que, a acontecer, apenas deverá permitir, em nosso entender, mais tempo para as execuções paralelas, tão importantes em processos de implementação desta natureza, em vez de contribuir para uma desaceleração das implementações.
IFRS 17 - Contratos de Seguros - Cristina Bernardo (Foto, aqui)
Custo da Regulação
(MEASURING THE COST OF REGULATION: A TEXT-BASED APPROACH. Charles W. Calomiris; Harry Mamaysky; e Ruoke Yang. Working Paper 26856)
Acho que a orientação pode trazer mais legitimidade para norma, sendo menos questionada inicialmente. Observe que as normas contábeis caminham no sentido de enfatizar "orientação", indicando "flexibilidade" na sua adoção. Recentemente, um grupo de ativistas queria punir a Exxon por apresentar um julgamento sobre o futuro dos combustíveis fósseis; a norma contábil permite isto, mas como o julgamento da contabilidade da empresa não reconhecia os "futuros" efeitos da mudança climática, a empresa estava sendo acusada de manipulação.
Os autores do artigo usam um termo interessante: burocratas no teclado. Segundo eles, "um determinado número de funcionários federais contratados para redigir regulamentos produzirá uma quantidade constante de palavras digitadas por ano, independentemente de serem importantes."
A conclusão importante do texto e que diz respeito as consequências da regulação: ao cruzarem os efeitos das normas sobre as empresas e variáveis de desempenho, os autores acharam que mais normas tem implicações negativas sobre o crescimento das empresas, em especial para grandes empresas.
GE vai manter a KPMG como auditor
No meio de tantas notícias, a empresa General electric anunciou que a KPMG continuará sendo seu auditor por mais um ano. Em 2018, um grupo de acionistas foi contra a renovação do contrato. Mesmo com a forte oposição, a empresa renovou o contrato.
O contrato com a empresa de auditoria é secular. Mas alguns erros recentes fizeram com que alguns minoritários não aceitassem a renovação. O comunicado de agora passou desapercebido.
O contrato com a empresa de auditoria é secular. Mas alguns erros recentes fizeram com que alguns minoritários não aceitassem a renovação. O comunicado de agora passou desapercebido.
16 março 2020
Para a ansiedade relacionada ao coronavírus
1) Evite as notícias (relacionadas à saúde)
Todos nós queremos nos manter atualizados, mas quando você tem ansiedade relacionada à saúde, a necessidade de verificar e ler as atualizações mais recentes pode se tornar compulsiva, alimentando a ansiedade. Tente ter uma desintoxicação ou alocar um limite de tempo para ler ou assistir notícias. Se você está realmente preocupado em perder algo crucial, sempre pode pedir a amigos e familiares para entrar em contato com você em caso de uma situação de emergência para mantê-lo informado.
2) Introduza uma proibição absoluta de busca dos sintomas no Google
O Dr. Google não é seu amigo quando você sofre de ansiedade relacionada à saúde. Nem fóruns. Tente se lembrar que as pessoas visitam esses lugares quando têm motivos para se preocupar. Quando começar a entender que isso é uma lente distorcida, você conseguirá colocar as coisas em perspectiva.
3) Tente uma técnica de oposição
Este é um exercício de terapia cognitivo comportamental que envolve dar a um pensamento persistente o tratamento de um tribunal, confrontando-o com uma contra-declaração racional. Por exemplo, se seu pensamento persistente é algo como "Todo mundo que eu amo morrerá desse vírus", você pode combatê-lo com declarações factuais como "Na verdade, a maioria das pessoas que recebem o Covid-19 provavelmente se recuperará completamente, e isso pressupõe que mamãe, papai e minha irmãzinha vão até pegar” (pode ser que eles não peguem!). Como minha mãe sempre diz: "Só porque você pensa em algo, isso não a torna verdade."
4) Faça alguma atividade física
Mesmo que sejam apenas polichinelos em seu quarto ou sacudindo partes do corpo como se você estivesse na seção de aquecimento de uma aula de teatro hippie, o exercício ajudará a tirar a adrenalina do seu sistema e a canalizar o pânico em outros lugares.
5) Exercícios de respiração e aterramento
Desde a respiração iogue guiada, à utilização de um cheiro forte (eu preferia o óleo de lavanda), os exercícios de aterramento podem ajudar a trazê-lo de volta à realidade. Eu também achei que me beneficiou me inclinar para tocar os dedos dos pés e, em seguida, levantar-me muito lentamente, começando na base da coluna, pois me centralizava. Você pode procurar exemplos online, mas, às vezes, algo tão simples quanto se sentar no chão pode ajudar.
6) Aloque um "período de preocupação" diário
Reserve meia hora para se preocupar com isso, para o conteúdo do seu coração, e então você terá que fazer outra coisa.
7) Cuide-se
Qualquer coisa que lhe dê um pequeno ânimo pode ajudar. Não é necessário gastar dinheiro: você também pode preparar algo agradável, tomar um banho quente ou ouvir uma música que você ama.
8) Lembre-se de que seu estado de ansiedade não é permanente
Quando você está nela, a ansiedade sempre parece que nunca vai acabar, mas vai acabar. É difícil lembrar disso, mas tente. Eu realmente pensei que nunca iria me recuperar e, agora que estamos em uma crise de saúde pública, sinto-me calmo e tenho as coisas em perspectiva. É um momento preocupante, e muitos de nós, inclusive eu, teremos entes queridos que podem estar apresentando sintomas, mas a tendência de pular para o pior cenário raramente reflete a realidade. Seja gentil consigo mesmo. Pode ser um pouco brega, mas isso também deve passar.
P. S. - Outra postagem muito boa para lidar com a ansiedade: aqui.
Decreto recria a Câmara Técnica de Normas Contábeis e Demonstrativos
A CTCONF tem o objetivo de ajudar o Tesouro a elaborar normais gerais para a consolidação das contas públicas
O Decreto nº 10.265, de 5 de março de 2020, instituiu a Câmara Técnica de Normas Contábeis e de Demonstrativos Fiscais da Federação – CTCONF, cujo objetivo é assessorar o órgão central de contabilidade da União na elaboração das normas gerais relativas à consolidação das contas públicas, conforme disposto no §2º do art. 50 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000.
A CTCONF foi criada em 2017 pela Portaria STN nº 767, de 15 de setembro de 2017, com o objetivo de subsidiar a elaboração, pela Secretaria do Tesouro Nacional, das normas gerais relativas à consolidação das contas públicas, dentre elas a apreciação das alterações do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) e do Manual de Demonstrativos Fiscais (MDF) propostas pelo órgão central de contabilidade da União.
Porém, o Decreto nº 9.759, de 11 de abril de 2019, extinguiu e estabeleceu diretrizes, regras e limitações para os colegiados da administração pública federal. Nesse sentido, de acordo com as diretrizes estabelecidas no normativo legal, a câmara técnica deveria ser recriada por meio de decreto seguindo algumas premissas, o que aconteceu com a publicação do Decreto na semana passada.
Fonte: Aqui
O Decreto nº 10.265, de 5 de março de 2020, instituiu a Câmara Técnica de Normas Contábeis e de Demonstrativos Fiscais da Federação – CTCONF, cujo objetivo é assessorar o órgão central de contabilidade da União na elaboração das normas gerais relativas à consolidação das contas públicas, conforme disposto no §2º do art. 50 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000.
A CTCONF foi criada em 2017 pela Portaria STN nº 767, de 15 de setembro de 2017, com o objetivo de subsidiar a elaboração, pela Secretaria do Tesouro Nacional, das normas gerais relativas à consolidação das contas públicas, dentre elas a apreciação das alterações do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) e do Manual de Demonstrativos Fiscais (MDF) propostas pelo órgão central de contabilidade da União.
Porém, o Decreto nº 9.759, de 11 de abril de 2019, extinguiu e estabeleceu diretrizes, regras e limitações para os colegiados da administração pública federal. Nesse sentido, de acordo com as diretrizes estabelecidas no normativo legal, a câmara técnica deveria ser recriada por meio de decreto seguindo algumas premissas, o que aconteceu com a publicação do Decreto na semana passada.
Fonte: Aqui
Implicações de juros a 0%
[..]
Long-term interest rates hitting the hard 0% floor means that virtually all asset classes go down because the positive effects of interest rates falling won’t exist (at least not much). Hitting this 0% floor also means that virtually all the reserve country central banks’ interest rate stimulation tools (including cutting rates and yield curve guidance) won’t work. The printing of money and buying of debt assets that central banks are now allowed to buy almost certainly won’t work much (because bonds can’t be pushed much higher and they are also less likely to be sold to buy other assets of entities that are in financial trouble). Further, with this hard 0% interest rate floor, real interest rates will likely rise because there will be disinflation or deflation resulting from lower oil and other commodity prices, economic weakness, and more credit problems. If that plays out in the typical way, rising credit spreads will raise debt service payments to weaker credits at the same time as credit lending shrinks, which will intensify the credit tightening, deflationary pressures, and negative growth forces. God help those countries that have these things and a rising currency, too.
[..]
Fonte: aqui
Long-term interest rates hitting the hard 0% floor means that virtually all asset classes go down because the positive effects of interest rates falling won’t exist (at least not much). Hitting this 0% floor also means that virtually all the reserve country central banks’ interest rate stimulation tools (including cutting rates and yield curve guidance) won’t work. The printing of money and buying of debt assets that central banks are now allowed to buy almost certainly won’t work much (because bonds can’t be pushed much higher and they are also less likely to be sold to buy other assets of entities that are in financial trouble). Further, with this hard 0% interest rate floor, real interest rates will likely rise because there will be disinflation or deflation resulting from lower oil and other commodity prices, economic weakness, and more credit problems. If that plays out in the typical way, rising credit spreads will raise debt service payments to weaker credits at the same time as credit lending shrinks, which will intensify the credit tightening, deflationary pressures, and negative growth forces. God help those countries that have these things and a rising currency, too.
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Fonte: aqui
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