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13 junho 2026

Zimbábue está vencendo a inflação

O Zimbábue, frequentemente considerado um caso perdido economicamente devido ao seu histórico de confisco de terras agrícolas e hiperinflação, está vivenciando um crescimento atípico. Os altos preços do metal e de outras commodities levaram a uma grande circulação de dinheiro em sua economia altamente informal. Isso facilitou para as autoridades interromperem a impressão de dinheiro e a interferência nos mercados cambiais; a inflação está em seu nível mais baixo em cerca de 30 anos. O FMI revisou repetidamente para cima as estimativas de crescimento econômico, mais recentemente para pelo menos 7,5% em 2025, quase o dobro da média africana…


O ouro não é a única fonte de crescimento. A atual safra de tabaco será a maior já registrada. Mineradoras de lítio, cromo e platina, muitas delas chinesas, aumentaram a produção. A diáspora do Zimbábue, principalmente na África do Sul, enviou US$ 2,5 bilhões de volta ao país no ano passado. Portanto, a demanda geral está mais alta do que nunca, afirma um banqueiro.

Isso é do The Economist, via aqui. Estou lendo O Otimista Racional, que defende o comércio e um governo fraco como a receita para o sucesso. Parece que confirma a hipótese do autor. 


Sobre os reportes de sustentabilidade voluntários

Eis a notícia

Uma coalizão formada por entidades da contabilidade, academia, auditoria, governança corporativa, mercado de capitais e investidores encaminhou uma carta conjunta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedindo a revisão da decisão que tornou voluntários os reportes de sustentabilidade das companhias abertas. Na avaliação das instituições, a mudança pode comprometer a comparabilidade das informações corporativas, reduzir a transparência para investidores e enfraquecer a convergência do Brasil aos padrões internacionais.

O posicionamento foi motivado pela edição da Resolução CVM nº 244, publicada em 29 de maio de 2026. A norma alterou a Resolução CVM nº 193 e transformou em facultativa uma divulgação que passaria a ser obrigatória para as companhias abertas a partir dos exercícios sociais iniciados em 1º de janeiro deste ano.


Realmente ainda não tenho uma posição fechada sobre o tema. Há vários aspectos em jogo. Recentemente, Otto Lobo foi confirmado na presidência da CVM, e alguns comentários que li mencionaram uma possível proximidade com a JBS, empresa que teria interesse direto na norma. Sem afirmar causalidade, é difícil afastar a hipótese de que a Resolução também possa refletir pressões de empresas que seriam afetadas pela obrigatoriedade. Nesse sentido, há um componente político — no sentido da atuação de grupos de interesse — que não deveria ser ignorado na análise da decisão do regulador.

Olhando fatos recentes, vimos diversas normas cuja relação custo-benefício segue controversa serem aprovadas e, mesmo depois da constatação de dificuldades práticas, o emissor permanecer estático, imóvel, sem tomar providências claras no sentido de reduzir os custos para as empresas. Cito aqui a norma da receita, do arrendamento e outras. Ou seja, o movimento de aprovar uma norma parece exigir menos esforço do regulador do que o reconhecimento posterior dos excessos ou dos erros.

Os argumentos usados na nota parecem, em alguns pontos, frágeis. Afirmar que a mudança pode comprometer a comparabilidade pode ser estranho se estivermos falando da comparação temporal: afinal, a norma estaria em vigor apenas a partir deste ano. Mas, se a comparabilidade for geográfica, o argumento também não é plenamente convincente, já que o número de jurisdições que adotaram as normas ainda é pequeno e notamos, em alguns países importantes, um recuo na normatização sobre a questão ambiental.

A discussão sobre a transparência para investidores pareceu interessante pelo fato de algumas entidades representativas dos investidores assinarem a nota. Mas também entendo o argumento contrário: talvez os investidores hoje não leiam essas informações com atenção, talvez o custo de implementação não tenha sido adequadamente verificado, talvez não tenha sido realizado um teste inicial de adoção, entre outros aspectos. Acho que informar pode ser um importante condutor e impulsionador para resolver alguns dos problemas climáticos do mundo, mas acredito que a principal força para enfrentar esse problema será o desenvolvimento tecnológico, como a substituição da energia gerada pelo carvão pela energia solar. Uma revisão histórica poderia ser importante para reforçar esse argumento.

Aqui também é importante listar um contra-argumento no mesmo sentido da nota: só teremos condições de saber se a norma será importante se ela for adotada. Como o assunto é relevante para a sociedade, por que não tentar? Os efeitos negativos da não adoção talvez sejam piores do que os efeitos negativos da adoção, e talvez fosse necessário discutir melhor essa comparação.

Sendo uma nota de entidades, e portanto também uma nota de posicionamento institucional, senti falta de evidências. Talvez seja um cacoete acadêmico, mas o texto me parece carregar muito efeito esperado e pouca demonstração. Há bons argumentos conceituais, especialmente sobre comparabilidade, simetria informacional e conexão com as demonstrações financeiras. Mas há pouca evidência sobre custos de implementação, grau de adesão esperada, demanda efetiva dos investidores e impacto da voluntariedade na qualidade da informação. Tudo bem que é um posicionamento de entidades, mas preocupa o fato de que parte relevante dos signatários está ligada à infraestrutura de preparação, asseguração ou uso profissional dessas informações. O texto provavelmente não passaria como um texto mais acadêmico — e talvez essa frase confirme o que escrevi no início do parágrafo: pode ser um cacoete meu. Não posso, no entanto, deixar de expressar que sinto falta de evidências.

Citar empresas que já fizeram a adesão voluntária talvez não seja suficiente para reforçar o aspecto empírico. As empresas citadas não são empresas típicas e, muitas vezes, carregam seus próprios interesses em fazer a adesão voluntária. A Vale, uma das citadas, foi responsável por dois desastres ambientais e está sob escrutínio público há muitos anos. Se o documento tivesse feito uma rápida pesquisa com um número mais expressivo de empresas, perguntando quantas iriam divulgar mesmo com a norma sendo opcional, talvez tivesse mais força do que os argumentos apresentados.

Talvez a manifestação seja também uma tentativa de argumentar e colocar na mesa de negociação uma posição um pouco mais branda para a CVM: obrigatoriedade para um número menor de empresas, por exemplo, adiamento do início da norma, cronograma escalonado ou foco em alguns setores mais expostos a riscos climáticos e ambientais. 

Minha opinião é fruto de crenças pessoais. 

12 junho 2026

Crime é a preocupação nacional

 

Uma pesquisa internacional revelou a principal preocupação entre diferentes países. No Brasil, a principal preocupação é com a criminalidade. 

Data Center pelo mundo

 

Talvez os números já estejam defasados nesse momento. 



Erro editorial


Do Iasplus:

A Fundação IFRS publicou um segundo conjunto de correções editoriais para 2026.

O segundo conjunto de correções diz respeito a um erro ortográfico na IFRS S1 (embora seja um erro importante, pois substitui "selling" por "settling").

Por definição, as correções editoriais não alteram o significado ou a aplicação das declarações, mas sim corrigem erros inadvertidos.

O segundo conjunto de correções pode ser acessado na página de correções editoriais do site da Fundação IFRS.

Se confiamos nos reguladores, a prática de correção dos erros editoriais são aceitáveis. Evita ter um complexo processo para aprovar novamente um texto. Mas deve ter casos interessantes nessas situações que muitas vezes não são narrados. 

Nunca vi ninguém fazendo uma pesquisa sobre esse assunto. Será que não é interessante o suficiente? Imagem aqui

Uso de LLM e redução de atividade cerebral

Existe um crescente corpo de trabalho sobre os efeitos de grandes modelos de linguagem no cérebro, desde a redução da carga cognitiva até medidas diretas da atividade cerebral . Embora todo esse trabalho seja interessante, o último é impressionante, com a eletroencefalografia (EEG) sendo usada para avaliar a carga cognitiva durante a escrita de uma redação.

O resultado? O EEG mostra que o uso do LLM reduz a conectividade cerebral, o engajamento na tarefa, a recuperação da memória e a apropriação em comparação com a busca e o esforço sem auxílio. E os efeitos persistiram mesmo após o término da tarefa.

No gráfico a seguir, contextualizo a redução da atividade cognitiva, comparando-a ao que se observa quando as pessoas consomem álcool em excesso. Em termos gerais, o ChatGPT suprimiu a atividade cerebral em um nível equivalente ao dobro do limite legal.


Fonte aqui

Uso de IA em pesquisas

 Alguns trechos do resumo:

(...) O volume de submissões [para o periódico Organization Science] aumentou 42% desde o lançamento do ChatGPT no final de 2022, enquanto a qualidade da escrita diminuiu. O aumento na produção de textos gerados por IA explica quase todas essas tendências. A produção de textos gerados por IA em revisões também aumentou e é caracterizada por menor qualidade e menor diversidade temática do que a produção de textos escritos por humanos. Até onde sabemos, somos o primeiro periódico a relatar esses impactos iniciais da IA ​​no processo de revisão. Conversas com editores de diversas disciplinas científicas, no entanto, sugerem que o que observamos não se limita ao nosso periódico ou às ciências sociais. Nesta fase inicial de adoção da IA, não podemos fazer uma avaliação normativa sobre os níveis apropriados ou ideais de uso da IA. Podemos, contudo, concluir que o estado atual das ferramentas de IA, amplificado pelos incentivos existentes de "publique ou pereça", parece estar impulsionando o sistema em direção a um equilíbrio de mais pesquisas, em vez de pesquisas melhores. Para atingir um equilíbrio em que a IA sirva como um motor fundamental da inovação, será necessário que nossas instituições e as estruturas de incentivo que elas criam se adaptem.


Rir é o melhor remédio

 Para os adoradores do Excel:

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11 junho 2026

Receita de Turismo: o atraso brasileiro

 

Dados de 2024. Clique na imagem para ver melhor. O Brasil é muito incompetente, pois com o tamanho do nosso território, sediou dois eventos de elevada visibilidade no passado e tem elementos de sobra para atrair o visitando e, mesmo assim, não é o líder na América Latina. Estamos atrás de Iraque e Rússia, dois países com histórico de conflito. 

Hathaway está lotada de dinheiro


A famosa empresa Berkshire Hathaway mudou sua chefia recente com a aposentadoria do carismático Warren Buffett. Quando saiu da empresa, Buffett deixou 373 bilhões de dólares no caixa. Mais um semestre, agora com seu sucessor, Greg Abel, o valor chegou quase a 397 bilhões.  Do valor, algo em torno de 50 bilhões estão em caixa e equivalentes, mas a maioria dos valores estão em títulos do Tesouro. 

Enquanto vai acumulando caixa, a empresa foi-se desfazendo de ações, vendendo ações da Apple, do Bank of America, entre outras. Isso enquanto o mercado estava em alta. Tudo parece indicar que Buffett está prevendo um colapso do mercado e, tornando isso uma realidade, aproveitar as oportunidades. Um indicador usado pelo investidor, a relação entre valor de mercado e PIB, nunca esteve tão alto. Outra explicação é que na opinião da empresa de investimento não há boas oportunidades no mercado. 

Não respeitando o passado de Buffett, alguns acreditam que ele não conseguiu visualizar a alta do mercado por conta da tecnologia. Pelo histórico, essa opinião já apareceu antes, no passado, e sempre estava errada. Mas há um custo de oportunidade pela estratégia adotada: usando um valor de 250 bilhões de caixa e o rendimento da SP 500, a empresa teve um custo de oportunidade de 125 bilhões de dólares. 

Será que estamos vivendo uma bolha?

Fisco dos EUA precisa definir o que é pornografia.


Uma notícia do final do ano passado e que parece piada. Mas não é. A origem é o New York Times e parte do texto foi reproduzida no GoingConcern.

O presidente Trump prometeu isenção de impostos para as gorjetas. E começaram os problemas, já que era necessária uma definição do que seria gorjeta. Parece simples, mas, além do problema da definição, também é necessário definir quem recebe e quais são os limites. Ficou ainda mais complicado quando começaram a discutir se a pornografia estaria isenta para fins do fisco.

Em governos que gostam de ser pudicos, isso é uma bomba fácil de explodir. Uma pessoa que publica fotos de pés descalços estaria fazendo pornografia? E os strippers? Eles e elas recebem gorjetas, mas são genuinamente pornográficos? Ou seriam apenas sensuais? Haveria distinção entre os dois termos? E um criador de conteúdo do OnlyFans? E como seria a fiscalização por parte de um fiscal tributário?

Então, para operacionalizar a promessa do presidente, é necessário responder a essas e outras questões.

Ludistas, Tear e IA


Os ludistas foram pessoas que, há mais de dois séculos, revoltaram contra o uso do tear. Mais especificamente, o tear Jacquard, que foi apresentado na França em 1805. Mas fico sabendo que o tear Jacquard usava cartões perfurados para produzir as roupas. Para fabricar um tipo de roupa, bastava trocar o cartão na máquina e se tinha desenhos complicados. Se antes era necessário muitos operários para produzir uma peça, agora um operador bastava.  

Quem conhece um pouco da história do computador sabe que cartão programável lembra os antigos grandes computadores do século passado. Os ludistas são vistos de forma romântica como revolucionários que lutaram contra condições de trabalho e foram reprimidos pela polícia. Mas sem o tear Jacquard não teríamos a redução no preço das roupas e Babbage não teria a ideia de uma máquina analítica, décadas depois. 

Com a tecnologia do tear era possível fazer desenhos de roupas mais criativos, que antes não era possível. A sociedade deve agradecer a inovação, mesmo que isso tenha representado a perda de emprego para uma categoria. A história estaria se repetindo agora? 

Segundo Ada Lovelace "a Máquina Analítica tece padrões algébricos assim como o tear Jacquard tece flores e folhas".

A postagem onde li sobre isso tem uma série de comentários apaixonados sobre os motivos das ações dos ludistas. 

Ciência e Esporte


(...) Como, por exemplo, o valor de chutar a bola para fora perto do gol e deixar que o adversário a reponha em jogo por meio de um arremesso lateral — uma jogada que tem aparecido em algumas das principais ligas do mundo nos últimos anos.

Para construir o argumento estatístico em favor dessa jogada aparentemente contraproducente, o grupo de [Jesse] Davis criou um conjunto de dados de treinamento composto por mais de 1,4 milhão de passes e cerca de 60 mil arremessos laterais — em parte provenientes da Copa do Mundo de 2022. Eles usaram modelos de árvores em conjunto — essencialmente uma combinação de árvores de decisão — para simular a tática. A conclusão, apresentada pelos pesquisadores em um artigo de 2024 com o título apropriado “Boot it”, foi a seguinte: quando a bola está no terço médio do campo, chutá-la para fora no lado do adversário pode colocar sua equipe a até 10 ações — pense em passes e dribles — de um gol. Isso pode ser muito relevante em uma partida que tem 1.500 ou mais ações e pouquíssimos gols. (...)

Sobre as vantagens e as dificuldades de estudar o futebol usando a ciência. Money ball aplicado. Aqui o site, que traz, inclusive, a previsão do vencedor da Copa. 

Efeito rede na moeda digital

O resumo:


Os sistemas de pagamento digital prometem estender os serviços financeiros a pessoas mal atendidas pelos bancos, e superar as barreiras à adoção desses sistemas é, portanto, fundamental para a inclusão financeira. Este artigo argumenta que os pagamentos instantâneos podem substituir o dinheiro em espécie quando a adoção se expande rapidamente para além dos primeiros usuários de alta renda. Evidências do Brasil, Costa Rica e México sugerem que a chave é uma rápida transição para a baixa renda: os sistemas devem combinar baixos custos de adoção, redes densas, coordenação do lado da oferta, conscientização e confiança. Sem esses elementos, mesmo plataformas sólidas podem permanecer marginais.

O texto é bem interessante. O sucesso do Brasil e Costa Rica, mas não do México tem relação com o chamado efeito rede. Corresponde ao termo "expande rapidamente" do resumo. Veja a linha azul do gráfico, mostrando a rápida adoção do PIX no Brasil e a reação inexistente no México. 

No final os autores lembram:

Crie ferramentas voltadas para comerciantes separadamente das ferramentas para consumidores. As empresas precisam de sistemas de confirmação de pagamento, integração contábil e conciliação.

Rir é o melhor remédio

 Relembrando um clássico:



Copa do Mundo

Doutorado

Organizada a cada quatro anos.

Leva quatro anos só para se organizar.

Consiste em longos períodos entediantes, pontuados por momentos de pura glória.

Consiste em longos períodos entediantes.

Goooooool!!!

Tééééédio!!!

Exibições incríveis de desempenho atlético.

Um labirinto de conformidade acadêmica desanimadora.

Nos EUA, chamam de “soccer”.

Nos EUA, chamam você de trouxa.

Muitas vezes, tudo se resume a uma única cobrança de pênalti.

Muitas vezes, tudo se resume a uma única votação do colegiado.

Assistida por bilhões de fãs de todas as nações.

Usado por milhões de pós-graduandos para procrastinar.

 

Fonte: PHD Comics, Jorge Cham, 2010. Tradução via ChatGPT.

10 junho 2026

IA e escala de uma empresa


A forma como a Inteligência Artificial (IA) está mudando a produtividade dos trabalhadores também pode estar alterando a escala ideal da própria empresa. De acordo com um relatório recente da Axios , ferramentas baseadas em IA estão permitindo que empreendedores lancem e operem negócios com pouca ou nenhuma equipe. Tarefas que antes exigiam especialistas em programação, design gráfico, marketing, suporte ao cliente e contabilidade podem ser cada vez mais realizadas por um único empreendedor com o auxílio da IA. O resultado é um número crescente de "empresas de uma pessoa só" capazes de gerar níveis de receita que antes exigiam uma pequena equipe. Isso contrasta com a tendência observada desde a Revolução Industrial, na qual a mecanização crescente gerava economias de escala cada vez maiores e empresas cada vez maiores.

Há impactos no custo de transação, conforme Coase, e na relação principal-agente. Devemos considerar que a própria definição de porte também pode mudar. Assim, algumas empresas que hoje são dispensadas de determinadas exigências podem passar a atender aos requisitos impostos pelos reguladores.

Gráfico aqui

09 junho 2026

Forma de dizer importa


Sobre a importância de saber dizer as coisas de uma forma convincente, encontro essa história na última coluna de Tim Harford:

As capacidades da IA ​​moderna são impressionantes. Mas o que determina se a utilizamos não é a capacidade em si, mas sim o quão impressionante ela é. Estão correlacionadas, mas não são a mesma coisa. Há uma história sobre o poeta francês Jacques Prévert que viu um homem pedindo esmola nas ruas de Veneza com uma placa que dizia "Cego sem pensão".

Prévert parou para conversar com ele; poucas pessoas se sentiram motivadas a contribuir, e Prévert se ofereceu para escrever uma nova placa.

No dia seguinte, ele voltou e encontrou o homem radiante. "É incrível; nunca recebi tanto dinheiro na minha vida." 

Prévert havia escrito: “A primavera está chegando, mas eu não a verei.” 

A nova placa não trazia nenhuma novidade — na verdade, era menos informativa que a antiga. Mas contava uma história. 

Confiança importa


Na introdução do seu livro The Confidence Game, a psicóloga Maria Konnikova explica: “O verdadeiro vigarista não nos força a fazer nada: ele nos torna cúmplices da nossa própria ruína... acreditamos porque queremos acreditar”. Uma diferença entre o vigarista e o modelo de linguagem amplo (LLM) é que o vigarista conhece a verdade e está tentando escondê-la. Uma semelhança entre o vigarista e o LLM é que ambos aperfeiçoaram a arte de parecerem plausíveis. (...)

Como Cory Doctorow, autor de Enshittification , gosta de observar: você não será substituído porque uma IA pode fazer o seu trabalho, você será substituído porque um vendedor de IA convencerá seu chefe de que ela pode. 

Fonte: aqui

Capital organizacional

Pesquisas anteriores apontaram diferenças no capital organizacional como uma razão para as discrepâncias persistentes de desempenho entre empresas semelhantes. Neste artigo, desenvolvemos e validamos uma nova medida de capital organizacional. Com base em mais de um milhão de avaliações de funcionários coletadas do Glassdoor, construímos a medida de capital organizacional em nível de empresa-ano usando o modelo de incorporação de palavras e avaliações sintéticas geradas pelo ChatGPT. Nossa medida varia ao longo do tempo de acordo com as tendências macroeconômicas e difere tanto entre empresas quanto dentro delas, refletindo a heterogeneidade organizacional e as principais mudanças internas. Validamos nossa medida testando previsões empíricas das propriedades do capital organizacional discutidas na literatura anterior. Nossos resultados sugerem que essa medida captura um ativo intangível de evolução lenta que está significativamente associado ao desempenho da empresa e à influência da alta administração, alinhando-se à conceituação de capital organizacional de Dessein e Prat. Além disso, apresentamos aplicações da nossa medida na literatura de contabilidade, economia, finanças e gestão. Em conjunto, o artigo oferece implicações para diversas partes interessadas na avaliação e gestão do capital organizacional das empresas.

CAI, W., PRAT, A. e YU, J. (2026), CAI, W., PRAT, A. and YU, J. (2026), Measuring Organizational Capital. Journal of Accounting Research. https://doi.org/10.1111/1475-679x.70073

Rir é o melhor remédio


 Do Vida de Suporte