eis um trecho:
Os cinco maiores hiperescaladores, Alphabet, Amazon, Meta, Microsoft e Oracle, gastaram cerca de US$ 412 bilhões em despesas de capital em 2025. Para 2026, as estimativas chegam a aproximadamente US$ 760 bilhões. No entanto, a depreciação e amortização de despesas de capital com IA que essas empresas esperam reconhecer em relação a todos esses gastos em 2026 é de apenas cerca de US$ 211 bilhões.
Leia esses dois números novamente. Eles estão gastando US$ 760 bilhões e contabilizando US$ 211 bilhões como despesa. Os outros US$ 549 bilhões estão no balanço patrimonial, aguardando. Eles se tornarão um custo operacional mais tarde, quando o equipamento entrar em operação e o prazo de depreciação do capital de IA começar a contar. Uma boa parte disso ainda nem está funcionando, porque os data centers que o abrigam ainda estão em construção.
A maneira mais clara de perceber a discrepância é analisando o fluxo de caixa. Para 2026, a projeção é de que o fluxo de caixa livre combinado dessas cinco empresas caia 91%, para cerca de US$ 16 bilhões, enquanto o lucro líquido deve subir 25%, para aproximadamente US$ 506 bilhões. Uma empresa pode registrar meio trilhão de dólares em lucro e praticamente não gerar caixa no mesmo ano. Isso não é fraude. É depreciação calculada no momento certo. Não é preciso esperar pelos cálculos do ano inteiro para perceber isso. Somente no segundo trimestre, a Alphabet gastou US$ 44,9 bilhões em projetos de capital, mais que o dobro do ano anterior, e seu fluxo de caixa livre caiu para -US$ 5,9 bilhões, mesmo registrando US$ 40,8 bilhões em lucro operacional. O dinheiro já está saindo. O lucro reportado, porém, permanece inalterado.


















