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04 fevereiro 2026

Descarte de lixo como um negócio no Japão

Um texto do Wall Street Journal explica a razão dos turistas não encontrarem lixeiras no Japão. E as ruas são limpas e os turistas, 43 milhões em 2025, não sabem aonde descartar o lixo que geram nos passeios.  

Tudo começou com um ataque com gás sarin no metrô de Tóquio. No ataque, o terrorista usou um lixeira e por motivo de segurança, as lixeiras públicas foram removidas e as pessoas passaram a carregar o lixo para casa.  

Em locais muito turísticos, as autoridades abrem uma exceção e colocam lixeiras, como é o caso de Osaka. Uma parte do texto mostra como o capitalismo funciona:

Alguns japoneses decidiram resolver o problema por conta própria. Um grupo de estudantes da Universidade Seikei, em Tóquio, começou a caminhar por Shibuya no ano passado carregando lixeiras nas costas como mochilas [foto]. O que começou como uma iniciativa voluntária está se transformando em um negócio que vende anúncios nos recipientes. “Toneladas de pessoas jogam o lixo nas nossas lixeiras”, disse o cofundador Junsei Kido, de 20 anos, que quer levar o negócio para outras cidades como Quioto, além de festivais e shows. 


 

03 fevereiro 2026

Um contador é também herdeiro de Epstein


Com os novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, ficamos sabendo que Jeffrey Epstein planejou deixar sua fortuna — estimada em cerca de US$ 630 milhões — para 43 herdeiros após sua morte em 2019. A maior beneficiária seria sua namorada de longa data, Karyna Shuliak (foto), a quem ele pretendia dar US$ 100 milhões, um anel de diamante de 32,73 quilates e várias propriedades de luxo, incluindo sua mansão em Manhattan, um apartamento em Paris, um rancho e duas ilhas privadas nas Ilhas Virgens Americanas. Os pagamentos, porém, dependem da resolução dos créditos e reivindicações de vítimas. Mas contador não foi esquecido. Eis o trecho:

Os próximos maiores beneficiários do The 1953 Trust são Darren Indyke, advogado pessoal de longa data de Epstein, que deveria receber US$ 50 milhões, e Richard Kahn, seu contador pessoal de longa data, que deveria receber US$ 25 milhões. Além de serem co-executores do espólio, Indyke e Kahn eram as principais escolhas de Epstein para atuar como administradores fiduciários (trustees). 

(Interessante que no verbete da Wikipedia não aparece o nome do contador dele. Discreto o profissional

Emprego na contabilidade no futuro, segundo pesquisa da Indiana CPA Society


Um relatório recente da Indiana CPA Society (INCPAS) revela que 52% dos contadores esperam que suas firmas reduzam o número de funcionários em 20% nos próximos cinco anos. 

O estudo, conduzido pela CPA Crossings e intitulado “Transforming Your Firm’s Business Model: Workforce Transformation and Talent Management Strategies”, entrevistou 205 profissionais em tempo integral de firmas de contabilidade em 31 estados dos EUA, abrangendo cargos que vão de contador júnior a sócio.

O relatório destaca uma mudança significativa nas expectativas sobre a força de trabalho, com a maioria dos respondentes prevendo uma menor necessidade de funcionários de nível inicial no futuro.

Essa mudança é impulsionada por avanços tecnológicos e pela escassez de talentos, que estão desestruturando os modelos tradicionais de negócios na contabilidade pública.

A estrutura convencional em forma de pirâmide, baseada em um grande contingente de profissionais iniciantes, está se tornando insustentável.

De acordo com os resultados, as firmas precisarão priorizar a contratação de profissionais com habilidades tecnológicas e de negócios, capazes de ingressar em níveis mais experientes e gerar maior valor aos clientes com mais rapidez.

Fonte original aqui , via aqui. Imagem aqui

IA e as Conferências


Eis um trecho 

O que a Corporate America está dizendo sobre a adoção de IA nas teleconferências de resultados 

Com cerca de 50% da capitalização de mercado do S&P 500 já tendo divulgado resultados até agora nesta temporada de balanços, estamos nos concentrando no que as empresas estão dizendo sobre inteligência artificial em suas teleconferências de resultados. 

Para isso, recorremos aos analistas do Goldman Sachs liderados por Ben Snider, que acompanham comentários de executivos focados na adoção de IA. “A adoção de IA continuou sendo um tema popular nas teleconferências de resultados neste trimestre, mas apenas um pequeno número de empresas quantificou seus ganhos de produtividade com o uso de IA”, disse Snider. 

Fonte: aqui . Imagem aqui

IA e Repetição

Eis um trecho:

O especialista em IA Rohit Krishnan mediu as conversas deles e descobriu que gravitam em torno de poucos temas recorrentes.


“LLMs [grandes modelos de linguagem] AMAM falar das mesmas coisas repetidamente; eles têm motivos favoritos aos quais sempre retornam”, escreve Krishnan. Isso lhe lembra algum humano que você conhece? Eles frequentemente repetem a si mesmos e uns aos outros, com apenas pequenas variações. E uma porcentagem relativamente pequena dos bots faz grande parte das falas. Feitos à nossa própria imagem, de fato.

O que fizemos com esses agentes foi criar ciclos autorreforçados que continuam respondendo uns aos outros. Se tempo suficiente passar, assim como ocorre com humanos, os bots acabarão dizendo praticamente tudo — inclusive teorias conspiratórias. Espere também visões políticas altamente desagradáveis, além de conversa pacifista e planos para encontros de amor livre. Eles terão músicas favoritas de heavy metal, algumas com temas satânicos.

Ao longo de 2026, espero que surjam redes análogas operadas por IA, criadas por humanos (como foi o Moltbook) ou pelos próprios bots. Imagine um bot que chama um gerador de música por IA como o Suno e pede uma nova peça coral renascentista cantada em guarani, e depois compartilha isso com outros bots (e alguns humanos) em uma rede de bots dedicada à composição musical.
 

Imagem aqui (The Conversation de William McElcheran)

Custos do Brexit


Dez anos depois que o Reino Unido decidiu sair da União Europeia, algumas estimativas mostram que a opção por aumentar as barreiras comerciais e não aceitar uma integração econômica trouxe custos para a população.

Essa é uma estimativa difícil de ser feita, pois é necessário comparar o que ocorreu no Reino Unido com “o que teria ocorrido caso o Reino Unido ainda estivesse na União Europeia”. Ou seja, um fato com uma hipótese. Com alguns cuidados metodológicos, é possível fazer essa comparação por meio da observação do que ocorreu com países similares.

A conclusão é que o custo econômico foi muito maior do que o previsto anteriormente. Segundo o blog Econofact, a economia do Reino Unido reduziu de 6% a 8%, com impacto cumulativo ao longo do tempo, sendo que os investimentos tiveram uma redução, em comparação com países similares, de 18%. Há também consequências sobre o emprego e a produtividade.

Na época do Brexit, analisamos as consequências contábeis e arriscamos dizer que as mudanças não seriam tão significativas. Um ponto que não foi possível prever foi a expansão da Fundação IFRS, por meio do ISSB, que plantou raízes em outros países. 

02 fevereiro 2026

Rir é o melhor remédio

 

Poder da observação. Muito comum de observar na contabilidade. Coloque um auditor no local de trabalho e as pessoas mudam o comportamento. Assim que ele sai, voltam ao seu normal.