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22 janeiro 2026

Trilema empresarial


O resumo:

A tese deste artigo é que o movimento ESG foi prejudicado pela falha em compreender um trilema: não é possível ter governança responsiva, ações líquidas e um compromisso crível com uma missão social simultaneamente. O artigo apresenta um novo relato descritivo sobre o propósito corporativo e desenvolve uma explicação baseada em custos de transação para o problema de ação coletiva enfrentado por investidores pró-sociais.

O texto identifica soluções institucionais — e suas respectivas compensações (trade-offs) — para fundadores e investidores que preferem estabelecer negócios pró-sociais. A análise justifica a aplicação da regra de julgamento empresarial (business judgment rule) na revisão de disputas sobre o propósito corporativo e gera insights contraintuitivos sobre questões de governança corporativa.

The corporate governance trilemma - Patrick Corrigan - Journal of Legal Analysis, 2025, Pages 141-165 Via aqui

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Experiência educacional da Coréia do Sul


No ano passado, o governo da ex-presidente Yoon Suk Yeol, da Coréia do Sul, aprovou o produto de doze editores correspondente a um livro didático digital. Os livros continham material de matemática, inglês e ciência da computação. O livro poderia personalizar a aprendizagem, tentando melhorar a qualidade do ensino. 

O problema foi a qualidade do material, com erros. Mas também teve problemas técnicos, já o lançamento foi antecipado em seis meses, que incluía falhas de sistema e falhas no software. Algumas pessoas reclamaram do tempo de tela adicional e a questão da privacidade. 

Moralidade das profissões

Na semana passada, a Gallup divulgou os resultados de sua pesquisa anual, o Índice de Ética das Profissões. O topo do ranking é ocupado por profissionais da saúde, reconhecidos por sua honestidade e elevados padrões éticos. No caso dos enfermeiros, eles mantêm a primeira posição desde 1999, com exceção de 2001 — ano do 11 de setembro —, quando o posto foi ocupado pelos bombeiros. Note, no gráfico, a posição dos contadores (accountants), que aparecem em sexto lugar.

 


21 janeiro 2026

Rir é o melhor remédio

 

Bom critério

Expansão da Deloitte 3


Eis o que diz um executivo de uma empresa de contabilidade:

Algumas empresas têm tentado aumentar seu quadro de funcionários terceirizando trabalho para países como a Índia e as Filipinas. Mas Goldstein [Philip Goldstein, CEI da Goldstein Lieberman & Co.] afirmou que sua firma decidiu não seguir esse caminho. “Acreditamos que isso coloca nossos clientes e suas informações corporativas e pessoais em risco de roubo de identidade”, já que as práticas de proteção contra roubo de identidade nesses países nem sempre atendem aos padrões dos Estados Unidos. 

A grande questão é que perdas de clientes e possíveis punições de reguladores possuem um custo baixo para uma empresa como a Deloitte.  

Expansão da Deloitte - 2


Ontem eu postei sobre o plano impressionante da Deloitte de contratar 50 mil empregados na Índia. Terminei esquecendo de comentar que a empresa foi a primeira Big Four que ultrapassou a marca de 70 bilhões de dólares em receita, no ano fiscal encerrado no final de maio. 

Em termos globais, a Deloitte é seguida pela PwC, EY e KPMG. A parte de auditoria dessas empresas estão com um crescimento quase vegetativo, avançando em impostos, estratégia e outras áreas. 

Mensurando a complexidade regulatória


Eis o resumo

Propomos um arcabouço para estudar a complexidade regulatória, baseado em conceitos da ciência da computação. Distinguimos diferentes dimensões de complexidade, classificamos medidas existentes, desenvolvemos novas, calculamo-las em três exemplos — Basel I, a Lei Dodd–Frank e as regras de reporte da Autoridade Bancária Europeia — e as testamos por meio de experimentos e de uma pesquisa sobre custos de conformidade. Destacamos duas medidas que capturam a complexidade para além do simples comprimento de uma regulação. Propomos uma abordagem quantitativa para o trade-off de política pública entre complexidade regulatória e precisão.

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