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05 maio 2025

Padrões e Regularidade são relevantes para os seres humanos

 Para refletir:


Os cientistas descobriram que poderiam influenciar as escolhas das pessoas sem oferecer melhores recompensas – simplesmente oferecendo-lhes padrões. A pesquisa, publicada em Nature Comunications  por Haran Shani-Narkiss, Baruch Eitam e Oren Amsalem (2025), surgiram de uma competição internacional para influenciar as preferências humanas.

Os pesquisadores criaram um jogo online onde os participantes escolhiam repetidamente entre duas opções, cada uma oferecendo recompensas idênticas. A reviravolta? Uma opção entregava recompensas em um padrão previsível, enquanto a outra parecia aleatória. 

A estratégia vencedora levou os participantes a preferir a opção padronizada sobre a aleatória em uma proporção de 2:1, mesmo que essa preferência tenha se mostrado relativamente desvantajosa. "Isso revela algo fundamental sobre a natureza humana", explica Shani-Narkiss e colegas. "Somos atraídos por padrões e previsibilidade, mesmo quando eles não nos beneficiam materialmente."

Os pesquisadores admitem que ainda não têm certeza absoluta de quais aspectos específicos do padrão o tornaram tão atraente para as pessoas. Foi o ritmo das recompensas? Os intervalos crescentes entre recompensas que as pessoas poderiam prever? A satisfação de descobrir o padrão? Essas questões ainda precisam de mais pesquisas para entender exatamente o que torna nossos cérebros tão atraídos por padrões e estrutura.

Muitos não irão gostar, mas somos essencialmente conservadores (ou prudentes, na linguagem dos reguladores atuais)

Litígios climáticos internacionais


Duas ações judiciais importantes conectando a América do Sul à Europa apontam para o rápido crescimento internacional dos litígios climáticos e ambientais. Um tribunal alemão começou nesta semana a julgar um caso movido por um agricultor peruano [
Luciano Lliuya, foto] contra a gigante energética RWE, alegando que as emissões históricas de gases de efeito estufa da empresa, ao impulsionarem as mudanças climáticas, aceleraram o derretimento de geleiras que, por fim, passaram a representar um risco para sua casa. A RWE nega as acusações. O caso tem ramificações potencialmente enormes, ao vincular empresas individuais às mudanças climáticas em escala global, inclusive em países onde nunca atuaram — como é o caso da RWE no Peru.

E também foram concluídas as audiências em um caso em Londres sobre a responsabilidade da gigante global de mineração BHP em um desastre ocorrido em 2015 no Brasil, que matou 19 pessoas e destruiu vilarejos inteiros. O caso é incomum por estar sendo julgado por um tribunal britânico aplicando a legislação brasileira contra uma empresa listada no Reino Unido, com o escritório de advocacia das vítimas sendo financiado por um fundo de hedge de Connecticut. A BHP declarou estar comprometida com a reparação dos danos do desastre, mas argumenta que o processo em Londres duplica iniciativas que já estão em andamento no Brasil.

Fonte: Semafor, newsletter

Rir é o melhor remédio

 Sim, mas...







04 maio 2025

Retorno anual entre por Buffett

O ganho médio anual da empresa foi de 19,9%, versus 10,4% do mercado. Os números, aqui, não mentem


Fim da era Buffett


No sábado, o guru Buffett anunciou que está saindo da empresa Berkshire. O admirado investidor transformou uma tecelagem em uma empresa gigantesca e admirada. O peso da idade e a morte de um antigo companheiro de investimento pode ter influenciado na decisão. 

Mas eles disseram que ainda não está claro como o conglomerado de US$ 1,16 trilhão, que possui 189 negócios operacionais, US$ 264 bilhões em ações e US$ 348 bilhões em caixa, se sairá após a saída do homem tão ligado a ele. Buffett fez o anúncio ao final da assembleia anual da Berkshire, após horas respondendo a perguntas dos acionistas. Ele disse que o conselho de administração da Berkshire se reunirá no domingo para discutir a transição.

O comportamento das ações da empresa na abertura do mercado na segunda poderá indicar se existe ou não um prêmio no preço por conta da presença daquele que foi chamado de "mago". 

Grandes nomes da história mundial da contabilidade: Monteage

Stephen Monteage (1623-1687) foi um contador e auditor inglês que tentou popularizar a escrituração por partidas dobradas. Em Debtor and Creditor Made Easie (1675), ele afirmava que a maioria dos textos de contabilidade era escrita para “homens de grande capacidade” e, por isso, apresentou um sistema simplificado de partidas dobradas que omitia o diário e se baseava apenas em um livro de entradas (daybook) e no razão (ledger). Incluiu também um glossário de termos técnicos.


Monteage apresentou os argumentos clássicos a favor das partidas dobradas: o método é mais completo, organizado e acessível do que outros; a conta de lucros e perdas facilita a apuração de rendimentos; e, acima de tudo, um sistema de partidas dobradas registra automaticamente as variações no patrimônio. Ele então forneceu exemplos de contas para pessoas de diversas ocupações, incluindo um conjunto simples de contas domésticas para “as mulheres e donzelas de Londres”.

A obra de Monteage teve três edições e foi reimpressa em 1708. Segundo o Dictionary of National Biography, Stephen Monteage “contribuiu significativamente para a popularização do método de escrituração por partidas dobradas”.


Michael Chatfield

Grandes nomes da história da contabilidade mundial: Dafforne

Richard Dafforne, contador e professor de aritmética em Londres, viveu muitos anos em Amsterdã e escreveu um texto de contabilidade com o objetivo de introduzir os métodos contábeis holandeses na Inglaterra. The Merchants' Mirrour (1636) adotou o método de diálogo platônico de Simon Stevin, apresentando “250 questões raras com suas respostas”, mas omitiu práticas holandesas como diários especiais, livros auxiliares e lançamentos compostos. No entanto, a obra de Dafforne foi o primeiro texto em inglês a descrever um sistema completo de partidas dobradas e o primeiro a ter múltiplas edições. Após o trabalho de Dafforne e seus sucessores imediatos, torna-se difícil rastrear influências estrangeiras nos manuais de contabilidade ingleses. Embora muitas vezes atrasados em relação à prática, os tratados posteriores baseavam-se essencialmente na experiência inglesa.


Quase todos os textos de contabilidade escritos antes do século XIX consistiam basicamente em explicações sobre quais lançamentos no diário eram apropriados para determinadas transações. Como havia milhares de possíveis transações, a maioria dos autores recorria a listas de regras a serem memorizadas como base para a análise de transações. Dafforne apresentou 30 “regras de auxílio” destinadas a cobrir todos os tipos de transação. Ele colocou essas regras em forma de verso para fixá-las na memória dos estudantes.

As demonstrações financeiras iniciais eram elaboradas copiando-se as contas tal como apareciam no razão ou organizando os valores do balancete em relatórios em colunas. Dafforne ilustrou uma demonstração com seis colunas, na qual o par de colunas à esquerda mostrava um balancete de totais, o par do meio um balancete de saldos, e as duas colunas à direita um balanço patrimonial contendo os ativos e passivos remanescentes. Autores posteriores adicionaram colunas de lucros e perdas e incluíram os estoques finais para ajustar os valores iniciais, criando o que hoje se chama de worksheet (folha de trabalho). Com o tempo, essas demonstrações em colunas, pouco práticas, desapareceram dos manuais, sendo substituídas por balanços patrimoniais que mostravam apenas os valores finais, sem revelar sua origem.

Michael Chatfield, verbete The History of Accounting