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10 fevereiro 2025

Vale quanto pesa?


Em alguns países, o dinheiro físico ainda é uma realidade, sendo amplamente utilizado. Em outros, há um processo de transição, com uma clara tendência para o uso de transações por meios digitais. Poucos países enfrentam a situação em que o governo, diante do uso massivo da moeda digital, está tentando incentivar o uso do dinheiro físico.

Uma das questões a considerar é o custo. No caso do dinheiro físico, é necessário comparar o custo de produção com o valor de face da moeda. O gráfico acima mostra um exemplo em que um centavo custa mais três centavos para ser produzido e distribuído nos Estados Unidos. É verdade que essa diferença desfavorável é compensada pelas outras moedas (abaixo). No passado, havia uma relação clara entre o valor de face da moeda e o custo do metal utilizado na produção. Mas isso é coisa do passado.



O que muitas vezes não questionamos é o custo dos meios de pagamento digitais. Veja o caso do PIX. Quem está pagando por cada transação que fazemos? Parte do custo deve ser assumida pelo governo. Nesse caso, o governo pode ter interesse em pagar a conta, pois ganha em termos de informações sobre os contribuintes (ou potenciais contribuintes) e por permitir o acesso de pessoas ao sistema financeiro. Porém, parte do custo é bancada pelas instituições financeiras. Esse custo pode ser compensado pelo aumento no número de contas, o que eleva os ganhos na intermediação financeira. Mas será que a conta fecha?

09 fevereiro 2025

Plataforma Acácia


Uma tentativa de mapear a genealogia da pesquisa brasileira. Usa a base de dados do Lattes. Os dados estão um pouco defasados, mas bem legal saber que tenho 160 descendentes na pesquisa, diretos e indiretos. (Dica: Sandro, grato)

Rir é o melhor remédio

 Sabedoria que aprendemos na televisão:

The Big Bang Theory

08 fevereiro 2025

Homofilia cultural no futebol

Isso é muito interessante:


Pode-se razoavelmente pensar que a homofilia cultural, definida como a tendência de se associar a outros de cultura semelhante, afeta a colaboração em equipes multinacionais de forma geral, mas não em equipes de elite compostas por profissionais no topo de sua indústria. No entanto, a análise de um conjunto de dados abrangente sobre os passes realizados por jogadores profissionais de futebol europeu nas cinco principais ligas masculinas revela que, ao contrário dessa suposição, a homofilia cultural é persistente, disseminada e impactante, mesmo em equipes multinacionais de alto nível, compostas por indivíduos altamente qualificados, com objetivos comuns claros e incentivos alinhados, envolvidos em tarefas interativas bem definidas e que não são particularmente intensivas em aspectos culturais.

Também conhecido como "panelinha". 

07 fevereiro 2025

Rir é o melhor remédio

O romance e os relacionamentos são centrais para a experiência humana — mas podem dificultar a obtenção de financiamento mais do que o normal, dizem cientistas da área. “As agências federais muitas vezes ficam preocupadas com a palavra ‘sexo’”, afirma o biólogo evolucionista Justin Garcia. Também pode haver desvantagens irônicas em trabalhar em um campo que quase todo mundo acha interessante. Um convite para um café de uma colega renomada fez Garcia pensar em uma colaboração promissora, mas “em menos de dois minutos, ela pegou o celular, virou para mim e disse: ‘Você pode me ajudar com meu perfil de namoro?’”

Fonte: Nature

Gênero nas pesquisas


Eis o resumo

Considerar sexo e gênero na pesquisa em ciências sociais é um desafio. Enquanto outros artigos metodológicos abordam questões relacionadas à medição adequada, nós analisamos o problema do ajuste para a não resposta em pesquisas e a generalização de amostras para populações no contexto do movimento recente para medir sexo ou gênero como um construto não binário. Esse desafio surge não apenas porque as categorias de resposta diferem entre as medições de sexo e gênero, mas também porque ambos esses atributos são potencialmente multidimensionais. Refletimos sobre as semelhanças com a medição de raça/etnia antes de considerar as implicações éticas e estatísticas das opções disponíveis. Apresentamos um estudo de simulação para compreender as implicações estatísticas em diversos cenários e demonstramos a aplicação do processo de decisão com o New York City Poverty Tracker. No geral, concluímos não com uma única recomendação ideal para todas as pesquisas, mas sim com uma conscientização sobre a complexidade do problema e as vantagens e limitações de diferentes abordagens.

 Aqui uma listagem de trabalhos posteriores que tratam da questão. 

Ainda Itau e agora uma tal de régua ética


Milton Maluhy Filho, do Itaú, falou sobre ética na apresentação dos resultados do banco no quatro trimestre de 2024

Ao ser questionado por jornalistas se os casos evidenciam falhas no compliance do Itaú (ITUB4), o CEO da instituição financeira disse que os gestos sinalizam justamente o contrário.

“Eu acho que isso fala bem da governança”, disse Milton Maluhy Filho, durante a apresentação dos resultados do Itaú no quarto trimestre de 2024 e ano cheio.

No caso de Alexsandro Broedel, o ex-CFO que sendo processado pelo banco por conflito de interesse. Ele é sócio de Eliseu Martins, uma das maiores referências em contabilidade do país, e que prestava serviços ao banco com emissão de dezenas de pareceres técnicos e de consultoria.

“Quando ele [Broedel] veio para o banco, já tinha uma relação de muitas décadas [com Eliseu], o que não foi declarado nem por um, nem por outro”, explicou o CEO. “Uma vez descoberto o ‘evento’, o banco tomou todas as medidas necessárias e cabíveis”.

Pelo que o executivo está falando, o caso foi descoberto agora. Uma instituição do porte do Itau não sabia que Broedel fez doutorado na faculdade e no curso onde Martins era docente. Também não sabia que eles chegaram a publicar um livro em conjunto. Realmente, não consigo deixar de imaginar que Broedel desagradou alguém muito poderoso no Itaú e agora busca vingança a qualquer custo. A tal ponto que a instituição é capaz de reconhecer falhas grosseiras na sua gestão.