Os gráficos mostram quem está ganhando (e quem está perdendo) com o Covid. É interessante notar que o boom do Facebook começou com outra crise, a financeira de 2008. Coincidência?
No The Conversation um longo artigo (com muitos links) sobre a pornografia e o momento atual.Aqui um texto sobre o Google Trends e o Covid
09 abril 2020
Rir é o melhor remédio
Uma coleção de imagens, colocando o ator/personagem nos dias 1o. de março versus 1o. de abril. Ou seja, antes e depois do Covid-19. Eis uma amostra:
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08 abril 2020
Clóvis Padoveze
Comunicado da Anpcont:
Com grande pesar, comunicamos o falecimento do Prof. Clóvis Luís Padovese, professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Administração da Unimep. O enterro ocorrerá hoje (08/04/2020) às 15:30 no cemitério Campo da Ressurreição, em Santa Bárbara D´Oeste.
O falecimento decorreu de uma tragédia doméstica. Ele tinha um dos livros de custos mais usados no Brasil.
Com grande pesar, comunicamos o falecimento do Prof. Clóvis Luís Padovese, professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Administração da Unimep. O enterro ocorrerá hoje (08/04/2020) às 15:30 no cemitério Campo da Ressurreição, em Santa Bárbara D´Oeste.
O falecimento decorreu de uma tragédia doméstica. Ele tinha um dos livros de custos mais usados no Brasil.
2020: 500 bilhões de déficit
O déficit primário de 2020, no momento estimado em R$ 429 bilhões, já é suficiente para fazer a dívida bruta caminhar para, pelo menos, 90% do PIB, mesmo que a recessão seja leve. Num cenário menos otimista, a dívida bruta chegaria facilmente a 100% do PIB. Mesmo descontando reservas internacionais, hoje da ordem de 25% do PIB, ficaríamos com uma dívida líquida de reservas bastante elevada, de 75% do PIB.
Há quem não veja problema nisso, argumentando que basta o Banco Central emitir moeda para pagar a dívida. Em um contexto de deflação em todo o mundo, essa expansão não aumentaria nossa inflação.
Infelizmente, não é o caso.
Operamos em um regime de política monetária no qual o BC fixa uma taxa de juros, para atingir uma meta para a inflação. Para tanto, ele precisa prover a quantidade de moeda demandada pelo sistema, seja ela qual for, para atingir a taxa Selic determinada pelo Copom. Não é possível, simultaneamente, fixar juros e controlar a quantidade de moeda.
Há quem não veja problema nisso, argumentando que basta o Banco Central emitir moeda para pagar a dívida. Em um contexto de deflação em todo o mundo, essa expansão não aumentaria nossa inflação.
Infelizmente, não é o caso.
Operamos em um regime de política monetária no qual o BC fixa uma taxa de juros, para atingir uma meta para a inflação. Para tanto, ele precisa prover a quantidade de moeda demandada pelo sistema, seja ela qual for, para atingir a taxa Selic determinada pelo Copom. Não é possível, simultaneamente, fixar juros e controlar a quantidade de moeda.
Se o BC passar a emitir moeda, para pagar a dívida do Tesouro (abstraindo da restrição legal para fazê-lo), haverá aumento da liquidez no mercado e a taxa Selic ficará abaixo do valor fixado pelo Copom. A reação do BC terá que ser a de vender títulos públicos (via operações compromissadas) para reduzir a liquidez e puxar os juros para cima. Esses títulos colocados em mercado aumentarão a dívida bruta medida pelo BC.
Somente poderíamos recorrer à monetização da dívida se abandonássemos o bem-sucedido sistema de metas de inflação. O BC passaria a atuar com metas de agregados monetários, e os deixaria crescer frouxamente. Mesmo com baixa inflação internacional, os preços se acelerariam no Brasil. Para quem acha que a atual conjuntura mundial deflacionária não permitiria isso, basta olhar para a Argentina.
[...]
Não existe mágica para nos livrarmos da dívida que ora se acumula. Serão décadas de esforço fiscal. Já estamos mais pobres.
Temos que evitar dois graves erros, que facilmente podem ocorrer em meio às imprescindíveis ações para vencer a atual crise: dar dinheiro público a quem dele não precisa e estender os gastos emergenciais para além do tempo estritamente necessário, agravando nossa já precária situação fiscal.
Sem esses cuidados, corremos o risco de sair da pandemia voltando a conviver com inflação elevada e com grande dificuldade de retomar o crescimento.
Somente poderíamos recorrer à monetização da dívida se abandonássemos o bem-sucedido sistema de metas de inflação. O BC passaria a atuar com metas de agregados monetários, e os deixaria crescer frouxamente. Mesmo com baixa inflação internacional, os preços se acelerariam no Brasil. Para quem acha que a atual conjuntura mundial deflacionária não permitiria isso, basta olhar para a Argentina.
[...]
Não existe mágica para nos livrarmos da dívida que ora se acumula. Serão décadas de esforço fiscal. Já estamos mais pobres.
Temos que evitar dois graves erros, que facilmente podem ocorrer em meio às imprescindíveis ações para vencer a atual crise: dar dinheiro público a quem dele não precisa e estender os gastos emergenciais para além do tempo estritamente necessário, agravando nossa já precária situação fiscal.
Sem esses cuidados, corremos o risco de sair da pandemia voltando a conviver com inflação elevada e com grande dificuldade de retomar o crescimento.
Fonte: aqui
Continuidade
Um dos efeitos que a pandemia poderá trazer para as empresas é o aumento do número de casos onde o relatório da auditoria questiona a continuidade. Os comunicados dos reguladores estão alertando para esta situação (vide aqui para o caso europeu).
O AuditAnalytics faz um levantamento anual e divulga a evolução ao longo do tempo. Eis uma análise entre 2000 a 2018 onde é possível perceber que o último ano foi aquele onde o número de vezes que o "going concern" (continuidade) foi pouco lembrada.
Entretanto, este gráfico pode estar enviesado, já que uma empresa com problemas de continuidade pode ter o fato alertado em mais de um ano. Mas mesmo considerando somente os casos "novos" de alerta na continuidade a conclusão é a mesma: os últimos anos tivemos poucos casos relacionados com a continuidade.
Apesar do levantamento referir-se a outro mercado, é uma evolução importante. Provavelmente o ano de 2019 e seguintes o número deverá aumentar. Uma das razões: recomendação dos reguladores. A outra: os efeitos da pandemia (Covid-19)
O AuditAnalytics faz um levantamento anual e divulga a evolução ao longo do tempo. Eis uma análise entre 2000 a 2018 onde é possível perceber que o último ano foi aquele onde o número de vezes que o "going concern" (continuidade) foi pouco lembrada.
Entretanto, este gráfico pode estar enviesado, já que uma empresa com problemas de continuidade pode ter o fato alertado em mais de um ano. Mas mesmo considerando somente os casos "novos" de alerta na continuidade a conclusão é a mesma: os últimos anos tivemos poucos casos relacionados com a continuidade.
Apesar do levantamento referir-se a outro mercado, é uma evolução importante. Provavelmente o ano de 2019 e seguintes o número deverá aumentar. Uma das razões: recomendação dos reguladores. A outra: os efeitos da pandemia (Covid-19)
Impacto do Covid-19 na economia
Os cálculos são para economia dos EUA. Mas usando muitas informações disponíveis, eis um resultado
Estimamos que a taxa de crescimento real do PIB caia 5% a cada mês de paralisação econômica parcial. Portanto, o custo econômico dos dois primeiros meses de combate à pandemia será de US $ 2,14 trilhões (10%)
Estimamos que a taxa de crescimento real do PIB caia 5% a cada mês de paralisação econômica parcial. Portanto, o custo econômico dos dois primeiros meses de combate à pandemia será de US $ 2,14 trilhões (10%)
Links Covid - Contabilidade
O principais reguladores criaram páginas específicas para destacar as notícias relacionadas com o Covid-19. Eis uma relação atualizada:
Brasil
CVM
Estados Unidos
AICPA
SEC
Internacional
IAASB - International Auditing and Assurance Standards Board
[NOVO] IPSASB - International Public Sector Accounting Standards Board
Reino Unido
FRC Financial Reporting Council
Auditores
BDO
Deloitte
EY
Grant Thornton
KPMG
PwC
Outras Entidades
Center for Audit Quality
Publicado originalmente no dia 6 de abril e atualizado no dia 8 de abril
Brasil
CVM
Estados Unidos
AICPA
SEC
Internacional
IAASB - International Auditing and Assurance Standards Board
[NOVO] IPSASB - International Public Sector Accounting Standards Board
Reino Unido
FRC Financial Reporting Council
Auditores
BDO
Deloitte
EY
Grant Thornton
KPMG
PwC
Outras Entidades
Center for Audit Quality
Publicado originalmente no dia 6 de abril e atualizado no dia 8 de abril
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