O Metro Bank é um banco de varejo, fundado em 2010, no Reino Unido. Desde então, o banco cresceu, estando listado na Bolsa de Londres e fazendo parte do índice FTSE. Logo após sua fundação, o banco se expandiu rapidamente, abrindo muitas "lojas" de atendimento.
O Metro é um caso típico onde a desconfiança em razão de um "erro" provoca uma grande desconfiança do investidor.
Em março de 2018 o preço da ação do banco começa a cair. Agora estão valendo 77% a menos que há um ano.
Um banco classifica seus ativos conforme o nível de risco. Basicamente, se um ativo tem um risco maior ele "vale" menos que um ativo com menor risco. Recentemente o banco reconheceu que classificou incorretamente um ativo. Na realidade a PRA, a entidade reguladora inglesa na área, foi quem identificou o "erro". O problema do Metro mostra a relevância da informação sobre o índice de capital do banco. Como a confiança foi quebrada, agora o banco tem a difícil missão de convencer os investidores que a instituição é segura. O Metro é bem avaliado entre os clientes, muito acima dos bancos tradicionais, como HSBC, Lloyds, Barclays e RBS.
Mas o que importa são os investidores. Caso tenha necessidade de mais capital, o Metro provavelmente irá ter que pagar mais pelos recursos.
08 março 2019
Petrobras ainda tem problemas de corrupção
- Em novembro de 2018 a Petrobras encerrou os trabalhos de uma comissão de investigação alegando que a empresa tinha evoluído no combate à corrupção
- Um mês depois, um funcionário da empresa foi preso nos Estados Unidos por corrupção
- Relatos mostram que há muita resistência em fazer apurações de todas as denúcias de corrupção
Um texto da Forbes/Reuters merece um leitura atenta. Segundo a revista, a empresa Petrobras ainda luta para vencer a corrupção. Ao contrário do que afirma a empresa, que estaria “livre de corrupção”, os depoimentos e a análise feita pela revista mostram que a corrupção generalizada ainda não foi erradicada.
Mas em novembro, a empresa encerrou os trabalhos de uma comissão de investigação constituída em 2014, afirmando que a empresa tinha progredido na luta contra a corrupção.
A revista fez entrevistas com seis pessoas. Uma delas, João Elek Jr, foi diretor de Governança e Conformidade. As demais não são citadas. Apesar da impressão de que a empresa evoluiu nos controles internos e na redução da corrupção, parece que ainda existem vulnerabilidades da empresa. Confirmando isto, em dezembro, novas denúncias aparecereram, incluindo acusações contra um funcionário da empresa na área de trading, atualmente preso nos Estados Unidos.
Elek relata que a unidade de conformidade teve muito trabalho e não tinha equipe suficiente para as investigações. Existiam obstáculos para demissão de funcionários e hostilidade ao trabalho da equipe. Segundo Elek, ocorreu um resistência cultural. Uma forma de resistência era o atraso com que as informações solicitadas eram fornecidas: alguns pedidos de arquivos que poderiam ser entregues em dias, levavam semanas ou meses. Alguns chefes, quando informados de suspeitas, tentavam proteger seus subordinados.
Haveria mais de 2 mil denúncias para serem apuradas. Não existia um apoio da alta gestão. O comitê de conformidade nunca teve a presença do então presidente, Aldemir Bendine. Bendine está preso por corrupção.
Desde o início das investigações, a Petrobra se diz vítima de elementos que espoliaram a empresa. Não acredito nisto. O texto mostra que existe um problema estrutural na empresa. Note que o verbo está no presente, não no passado. Não somos otimistas assim.
Mais mulheres com doutorado
O gráfico mostra a participação crescente das mulheres nos títulos de doutorado no Brasil. Em 2017, 54% eram mulheres. Inclui Mariana Pereira Bonfim, Ilka Gislaine de Melo Souza, Ivone Vieira Pereira, Adriana Isabel Backes Steppan, Edzana Roberta Ferreira da Cunha Vieira e Fernanda Fernandes Rodrigues
07 março 2019
Mulheres e igualdade
Uma pesquisa do Banco Mundial sobre o papel da mulher em diferentes países encontrou que somente em seis dos países existentes a mulher tem direitos igual ao homem. Os países são: Bélgica, Dinamarca, França, Letônia, Luxemburgo e Suécia, que conseguiram nota máxima em 35 critérios.
O Brasil ficou em uma posição intermediária elevada, com nota máxima em “going places”, “starting a job”, “getting married” e “managing assets”, totalizando 81,88 de 100. Um pouco atrás dos Estados Unidos ou Suíça.
O Brasil ficou em uma posição intermediária elevada, com nota máxima em “going places”, “starting a job”, “getting married” e “managing assets”, totalizando 81,88 de 100. Um pouco atrás dos Estados Unidos ou Suíça.
Risco moral, Uber e Taxi
Já se imagina que plataformas digitais, como Uber, poderia ajudar a resolver o problema de risco moral entre motorista e passageiro. Agora, uma pesquisa comprovou que o sistema de classificação, juntamente com o monitoramente em tempo real e reclamação acessível pode realmente ajudar.
Segundo Meng Liu, Erik Brynjolfsson e Jason Dowlatabadi ao comparar Uber com taxi para uma mesma rota, os motoristas de taxis desviam em 7% uma rota de aeroporto para passageiro não locais, o que significa uma corrida mais longa.
Segundo Meng Liu, Erik Brynjolfsson e Jason Dowlatabadi ao comparar Uber com taxi para uma mesma rota, os motoristas de taxis desviam em 7% uma rota de aeroporto para passageiro não locais, o que significa uma corrida mais longa.
Kothari é o novo economista-chefe da SEC
Um dos maiores pesquisadores da área de contabilidade foi nomeado para ser economista-chefe da SEC, a CVM dos EUA:
The Securities and Exchange Commission today announced that S.P. Kothari has been named Chief Economist and Director of the agency’s Division of Economic and Risk Analysis (DERA). Dr. Chyhe Becker, who has served as DERA’s Acting Director while the SEC completed its search, will continue to serve both as Deputy Director and Associate Director of Litigation Economics.
Mr. Kothari joins the SEC from the Sloan School of Management at the Massachusetts Institute of Technology (MIT), where he is a professor of accounting and finance and recently ended a six-year term as Deputy Dean of MIT Sloan School of Management.
“S.P. brings with him wide-reaching insight from his decades spent as a leader in applying sophisticated research to the operation of our financial markets, including firsthand experience from his time in the private sector,” said SEC Chairman Jay Clayton. “His leadership will guide DERA well in the research and analysis it provides in support of the Commission’s work on behalf of Main Street investors. I also want to thank Chyhe for her exemplary leadership as Acting Director of the division over the last year.
Fonte:aqui
The Securities and Exchange Commission today announced that S.P. Kothari has been named Chief Economist and Director of the agency’s Division of Economic and Risk Analysis (DERA). Dr. Chyhe Becker, who has served as DERA’s Acting Director while the SEC completed its search, will continue to serve both as Deputy Director and Associate Director of Litigation Economics.
Mr. Kothari joins the SEC from the Sloan School of Management at the Massachusetts Institute of Technology (MIT), where he is a professor of accounting and finance and recently ended a six-year term as Deputy Dean of MIT Sloan School of Management.
“S.P. brings with him wide-reaching insight from his decades spent as a leader in applying sophisticated research to the operation of our financial markets, including firsthand experience from his time in the private sector,” said SEC Chairman Jay Clayton. “His leadership will guide DERA well in the research and analysis it provides in support of the Commission’s work on behalf of Main Street investors. I also want to thank Chyhe for her exemplary leadership as Acting Director of the division over the last year.
Fonte:aqui
Assinar:
Comentários (Atom)




