27 dezembro 2018
26 dezembro 2018
Curso por correspondência
Recentemente postei sobre o ensino de contabilidade por correspondência. Agora encontrei um anúncio bem mais antigo, de 1923, sobre o assunto:
Revista O Cruzeiro, 1928, ed. 7, p. 55. Veja como é interessante o sistema: você encaminhava uma quantidade em selos pelos correios para receber o regulamento e o programa.
Revista O Cruzeiro, 1928, ed. 7, p. 55. Veja como é interessante o sistema: você encaminhava uma quantidade em selos pelos correios para receber o regulamento e o programa.
Amigo da Onça
O termo "Amigo da Onça" tornou-se popular a partir dos desenhos de Pericles para a revista O Cruzeiro.
Tex e a Contabilidade
Conheci o herói Tex graças ao meu colega de ensino médio Eduardo Tadeu Vieira. O tempo passou e anos mais tarde (ou melhor, muitos anos mais tarde) voltei a ler o cowboy de origem - no desenho - italiano. Já tinha conhecido os quadrinhos de Frank Miller e V de Vingança. Os quadrinhos de Tex são mais simplórios, onde o herói é herói e sempre haverá um final feliz. O mocinho, Tex, ajudado pelos amigos, irá derrotar o mal e trazer justiça. Parece simples, mas creio que a leitura do herói é muito útil quando você deseja "escapar" do mundo atual.
Já tem tempos que gostaria de escrever uma postagem sobre Tex e a contabilidade. Como ainda não consegui material suficiente, deixo a seguir dois momentos onde a contabilidade aparece nos quadrinhos de Tex:
(Esqueci de anotar os números de onde os desenhos foram retirados...)
Já tem tempos que gostaria de escrever uma postagem sobre Tex e a contabilidade. Como ainda não consegui material suficiente, deixo a seguir dois momentos onde a contabilidade aparece nos quadrinhos de Tex:
(Esqueci de anotar os números de onde os desenhos foram retirados...)
18 postagens de 2018 mais lidas
Abaixo as postagens publicadas em 2018 com mais acessos diretos
ao longo do ano:
10. KPMG
vai falir?
15. Destaque
do Itaú
Para as mais lidas de 2017: aqui.
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25 dezembro 2018
Governo e Aéreas subsidiadas
Em janeiro deste ano fizemos uma postagem sobre as companhias aéreas do oriente, que foram acusadas pelos Estados Unidos de violar o “open skies”. Esta empresas, a Emirates, a Etihad e a Qatar, são "protegidas" dos governos UEA e Catar, os seus controladores. Naquele momento, a Qatar fez um acordo para melhorar a evidenciação contábil. Basicamente, melhor evidenciação permite verificar se existe ou apoio do governo, em detrimento das concorrentes de outros países.
A pressão parece ter modificado alguma coisa, tanto que os voos diretos entre India e Estados Unidos voltaram a funcionar. Estes voos tinham sido interrompidos pela concorrência desleal das empresas do golfo.
A briga parece que também chegou a Europa. Na verdade, desde 2014 a Comunidade Europeia já alertava para subsídios injustos das companhias aéreas. Já se sabia, por exemplo, que o governo de Dubai pagou um terminal exclusivo para a Emirates no valor de quase 8 bilhões de dólares. E a contabilidade destas empresas era realmente um lixo. Desde então, com uma "melhoria" na contabilidade, a Etihad teve um prejuízo de US$1,8 bilhão em 2016 e 1,5 bilhão no ano seguinte.
Após um acordo assinado no início do ano, parecia que tudo seria resolvido. Mas neste mês, senadores dos Estados Unidos voltaram a discutir o assunto em razão de uma operação realizada na Itália. Em outubro de 2017, a Qatar comprou 49% da Meridiana, uma empresa aérea italiana. A empresa mudou seu nome, para Air Italy, A nova empresa anunciou um aumento na frota e crescimento no número de rotas. A expansão parece que será feita com dinheiro da Qatar, que também transferiu ou irá transferir aviões para empresa. A Delta Air Lines acusou a Qatar de usar o investimento na Meridiana/Air Italy para burlar o acordo recente com o governo Trump. Segundo a Delta, as rotas da AirItaly na Europa e para os Estados Unidos seriam, na verdade, rotas da Qatar. E que o prejuízo da AirItaly está sendo financiado pelo governo do Catar. A reação da Delta (e da American e United) ocorreu após um anúncio de expansão da AirItaly para os Estados Unidos.
Grandes empresas de aviação da Europa começaram a pressionar as autoridades para uma investigação mais séria sobre as práticas das companhias aéreas do golfo. Mas a pressão contrária também é forte: as empresas podem exercer pressão na escolha das aeronaves (Boeing ou Airbus) ou atuando nas empresas onde possuem participação (a British e Iberia, por exemplo, possuem participação acionária da Qatar).
Em 2017, a Air Berlin deixou de operar. Os responsáveis pela liquidação resolveram acionar um ex-acionista que tinha prometido apoio financeiro para empresa: a Etihad. Justamente uma das três empresas acusadas de receber apoio do governo. O caso promete. (Imagem: aqui)
A pressão parece ter modificado alguma coisa, tanto que os voos diretos entre India e Estados Unidos voltaram a funcionar. Estes voos tinham sido interrompidos pela concorrência desleal das empresas do golfo.
A briga parece que também chegou a Europa. Na verdade, desde 2014 a Comunidade Europeia já alertava para subsídios injustos das companhias aéreas. Já se sabia, por exemplo, que o governo de Dubai pagou um terminal exclusivo para a Emirates no valor de quase 8 bilhões de dólares. E a contabilidade destas empresas era realmente um lixo. Desde então, com uma "melhoria" na contabilidade, a Etihad teve um prejuízo de US$1,8 bilhão em 2016 e 1,5 bilhão no ano seguinte.
Após um acordo assinado no início do ano, parecia que tudo seria resolvido. Mas neste mês, senadores dos Estados Unidos voltaram a discutir o assunto em razão de uma operação realizada na Itália. Em outubro de 2017, a Qatar comprou 49% da Meridiana, uma empresa aérea italiana. A empresa mudou seu nome, para Air Italy, A nova empresa anunciou um aumento na frota e crescimento no número de rotas. A expansão parece que será feita com dinheiro da Qatar, que também transferiu ou irá transferir aviões para empresa. A Delta Air Lines acusou a Qatar de usar o investimento na Meridiana/Air Italy para burlar o acordo recente com o governo Trump. Segundo a Delta, as rotas da AirItaly na Europa e para os Estados Unidos seriam, na verdade, rotas da Qatar. E que o prejuízo da AirItaly está sendo financiado pelo governo do Catar. A reação da Delta (e da American e United) ocorreu após um anúncio de expansão da AirItaly para os Estados Unidos.
Grandes empresas de aviação da Europa começaram a pressionar as autoridades para uma investigação mais séria sobre as práticas das companhias aéreas do golfo. Mas a pressão contrária também é forte: as empresas podem exercer pressão na escolha das aeronaves (Boeing ou Airbus) ou atuando nas empresas onde possuem participação (a British e Iberia, por exemplo, possuem participação acionária da Qatar).
Em 2017, a Air Berlin deixou de operar. Os responsáveis pela liquidação resolveram acionar um ex-acionista que tinha prometido apoio financeiro para empresa: a Etihad. Justamente uma das três empresas acusadas de receber apoio do governo. O caso promete. (Imagem: aqui)
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