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04 novembro 2011

Indenização

O gráfico mostra, em vermelho, a fortuna de Murdoch, de 7,6 bilhões. Ele é um magnata, dono de diversos jornais ao redor do mundo. Recentemente descobriu-se que suas empresas usavam técnicas "pouco éticas" na busca de notícias. Uma família que teve sua filha de 13 anos morta (e o repórter apagou as mensagens do celular da garota para dar esperanças de que ela ainda estava viva) irá receber 3,2 milhões de dólares. Este valor está representado na figura no ponto branco (canto esquerdo em cima).

03 novembro 2011

Rir é o melhor remédio

Gorjeta: Pi. Fonte; Aqui

Olympus

O recente escândalo envolvendo a empresa japonesa Olympus, comentou-se sobre máfia japonesa, corrupção, evasão de divisas e outras coisas mais. Pouco se falou da contabilidade e da auditoria.

Um texto do Telegraph inglês (Olympus scandal: KPMG quit over Gyrus accounts, Rowena Mason, 23 de out 2011) mostra que a KPMG, o auditor, fez a sua parte. Na realidade a empresa de auditoria alertava que não conseguia entender o relacionamento da empresa com outras existentes na Ilhas Cayman e sugeria que este assunto fosse discutido entre os membros da empresa e seus credores.

Panamericano

A Polícia Federal apurou que R$ 16,67 milhões foram sacados em espécie da conta da Panamericano Administradora de Cartões Ltda., entre junho de 2006 e novembro de 2010. Segundo a PF, naquele período foram realizados 86 saques em favor de empresas dos ex-diretores do Banco Panamericano "sem a apresentação de contratos ou outra causa que justificasse a despesa". (...) 


O expediente sob suspeita foi revelado por Jair Angelo Pitol, ex-gerente de contabilidade fiscal do banco. "Wilson Aro mandava mensalmente provisionar em uma conta da Perícia Seguros quantias para pagamentos a efetuar. Eram classificadas contabilmente como ‘contas a pagar’. Eu deduzia que os valores ‘provisionados’ eram destinados a retiradas, por parte dos diretores, pois eles não apresentavam notas fiscais e não justificavam para quem os valores seriam pagos."


Fonte: Estado de São Paulo

Panamericano e auditoria


A Polícia Federal não encontrou provas suficientes que justificassem o indiciamento dos dois sócios da Deloitte -José Barbosa da Silva Junior e Osmar Aurélio Lujan- responsáveis pela auditoria do PanAmericano


Para incriminá-los, a PF precisaria ter localizado indícios de que os dois participaram ou, ao menos, souberam das fraudes que levaram ao rombo de R$ 4,3 bilhões.


Para a PF, é possível que os auditores tenham se omitido ou cometido falha técnica. Mas essa investigação cabe ao Banco Central.


A Deloitte pode ser responsabilizada por não ter feito ressalvas no balanço do PanAmericano quando teve dificuldades para atestar transações envolvendo carteiras de crédito do banco vendidas a outras instituições -principal foco das fraudes.

(Fonte: Folha de São Paulo)

Exame de suficiência


O resultado da primeira edição do Exame de Suficiência mostrou um índice de reprovação médio de 69,17% (Jornal do CFC, p. 4). Apesar da prova ter sido considerada “fácil”, o número de reprovados assusta.

Entretanto é possível observar algumas relações interessantes. Em primeiro lugar, os estados com maior densidade demográfica tiveram um desempenho melhor (a correlação entre reprovação e densidade demográfica foi de menos 0,672). Steven Johnson, em “De onde vêm as boas ideias”, afirma que a existência de grandes metrópoles favorece o desenvolvimento humano. Mas considero muito forçado uma análise deste tipo.

De igual modo, os estados mais ricos, aqui medido através do PIB per capita, tiveram menos reprovações (correlação de -0,52). Ou estados mais desenvolvidos, medido pelo IDH, apresentaram melhor desempenho (correlação de -0,396).

Mas um aspecto é interessante dos números apresentados pelo CFC. As unidades da federação que possuíam um curso de pós-graduação reconhecido tiveram uma média de reprovação 65%, enquanto os estados sem um curso de mestrado ou doutorado a reprovação foi de 83%. Aqui não estamos afirmando que ter um curso de pós-graduação causa melhor desempenho no exame de suficiência (ou o contrário). De qualquer forma, esta pode ser uma questão a ser investigada com maior profundidade no futuro.