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Mostrando postagens com marcador mídia social. Mostrar todas as postagens
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01 agosto 2022

Política e Mídia Social

 O trabalho foi realizado no Brasil e focou na expansão da mídia social. O abstract:

We study the relationship between the spread of social media platforms and the communication and responsiveness of politicians towards voters, in the context of the expansion of Facebook in Brazil. We use self-collected data on the universe of Facebook activities by federal legislators and the variation in access induced by the spread of the 3G mobile phone network to establish three sets of findings: (i) Politicians use social media extensively to communicate with constituents, finely targeting localities while addressing policy-relevant topics; (ii) They increase their online engagement, especially with places where they have a large pre-existing vote share; but (iii) They shift their offline engagement (measured by speeches and earmarked transfers) away from connected municipalities within their base of support. Our results suggest that, rather than increasing responsiveness, social media may enable politicians to solidify their position with core supporters using communication strategies, while shifting resources away towards localities that lag in social media presence.

O último parágrafo da conclusão é desanimador:

With those caveats in mind, our evidence provides additional reasons to be skeptical of positive effects of social media on political accountability, even leaving aside concerns with “fake news” or misinformation that have become widespread in recent years. Social media can empower politicians relative to voters, and make them overall less responsive as a result.

27 janeiro 2022

Regulador na mídia social


Parece que a relação entre regulação e mídia social começa a ser objeto de interesse para a contabilidade. Eis uma pesquisa: 

This paper presents the first evidence of the effect of financial regulators’ social media use on corporate and individual behavior. Using the staggered launch of U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) regional offices’ Twitter accounts, I find that financial regulators’ presence on social media reduces opportunistic insider trading, customer complaints against investment advisers, and financial misreporting. Additional tests suggest that the salience and dissemination of regional offices’ enforcement activities via Twitter play a role. The deterrence effect of SEC regional offices’ Twitter use is concentrated among offices with more followers, firms with more retail investors, and advisers with more retail clients. I also show that investors react more strongly to enforcement actions after the enforced firm’s regional office initiates Twitter use. Taken together, the results suggest that financial regulators’ use of social media helps deter misconduct. 


Outro texto, analisa o caso específico de Musk

12 julho 2021

Discussão e rede social

 

O gráfico mostra a média que as pessoas passam nas mídias sociais (Youtube, Reddit e Wpp consomem mais tempo, na amostra pesquisada). Mas também mostra se os usuários já tiveram discussão. No Wpp e Facebook mais da metade já tiveram discussão. 

Parece que o desenho da mídia social afeta as divergências online. A amostra foi de 257 pessoas e os pesquisadores descobriram que as (algumas) pessoas evitam discutir questões polêmicas na rede com medo de prejudicar os relacionamentos. Mas evitar o Wpp e o Facebook parece ajudar. 

21 junho 2021

Mídia Social e Custo do Capital

Este artigo investiga se as empresas que comunicam informações nas mídias sociais têm um custo menor de capital. Usando um conjunto de dados coletados à mão que compreende o universo completo de todas as empresas listadas na NYSE, AMEX e NASDAQ, desde o início do Twitter, eu mostro que as empresas que usam o Twitter têm um custo menor de capital. Além disso, as empresas que enfrentam as maiores assimetrias de informação (ou seja, empresas menores, empresas com poucos acompanhamentos de analistas e empresas com menos participação institucional), se beneficiam particularmente de twittar informações financeiras. 

Corporate Twitter use and cost of equity capital - MohamedAl Guindy - Jornal of Corporate Finance, junho de 2021. Imagem aqui

14 setembro 2020

Redes Sociais e Contabilidade


Episódio da Série Ciência Aberta, conversando sobre a pesquisa de tese de doutorado do PPGCont/UnB: Uso de mídias sociais para divulgação voluntária: sentimento na UGC do Facebook e geração de valor para empresas de capital aberto. Pesquisadora: Profa. Dra. Ilka Gislayne de Melo Souza (UFBA). Orientador: Prof. Dr. César Augusto Tibúrcio Silva (UnB). Apresentador: Pedro Henrique Nascimento (Graduando em Ciências Contábeis/UnB).

Clique aqui

19 julho 2020

Ataque ao Twitter

Recentemente, hackers atacaram algumas contas do Twitter. A imprensa destacou o fato de que contas de celebridades tiveram digitadas mensagens solicitando dinheiro. Destaque também para a questão da segurança do Twitter, que permitiu a invasão.

Contabilidade - nos dias alguns políticos usam o Twitter quase como o meio de comunicação oficial. É o caso de Trump e de Bolsonaro. Mas também alguns empresários gostam de disparar mensagens por esta mídia social, sendo Elon Musk o caso mais conhecido (aqui, aqui e aqui tem uma história interessante sobre Musk e seu tweet). Veja que a tomada de uma conta oficial de uma empresa (ou de seu presidente) pode ensejar mensagens apócrifas (falsas), com danos para a empresa. Enquanto uma das principais fontes de informação de uma empresa, este assunto é de interesse da contabilidade, sim.

09 fevereiro 2019

Desempenho e uso da mídia social

Uma notícia interessante: o empresário japonês Yusaku Maezawa disse que sairia do Twitter para focar no seu trabalho. Logo após, as ações da empresa subiram 7%.

“Vou focar no meu negócio principal. Meu desafio continua. Vou alcançar resultados a qualquer custo. Por favor me deixem tirar um tempo e ficar fora do Twitter”.

É certo que o uso excessivo de mídia social prejudica o desempenho em qualquer profissão. Mas é raro que o mercado puna os executivos que são presença constante na rede. Pelo contrário; parece que o mercado gosta deste tipo de executivo (Eike e Musk são dois exemplos)

Foto: Japan Times

29 novembro 2018

Quando a mídia social depõe contra a empresa

As redes sociais estão aí para o bem e para o mal. Empresas produtoras de scooters (motoneta) foram questionadas sobre a segurança do seu produto através de uma ação coletiva na Califórnia. Segundo esta ação, as empresas tinham produtos que não tinha informação sobre segurança. As empresas responderam dizendo que a segurança é o ponto central do negócio, é a grande prioridade.

Pesquisadores de uma universidade analisaram os posts no Instagram de uma destas empresas. Em 324 posts, 69% contava com pessoas e 6% pessoas usando equipamentos de proteção. E somente 1,5% mencionava a questão da segurança. Além disto, a empresa compartilhou fotos de clientes sem equipamento de segurança, no que seria uma demonstração de que a empresa aprova pessoas usando seus produtos sem capacete.

04 outubro 2018

Quanto um influenciador ganha por postagem?

Um texto da BBC (aqui em espanhol) mostra que o número de seguidores é um variável relevante para determinar o ganho que um influenciador tem por postagem. A escala é a seguinte:

10 mil seguidores = 130 dólares para cada post
30 mil seguidores = 970 dólares para marca de moda ou beleza
1 milhão de seguidores = 13 mil dólares
Kylie Jenner (quem?) = 16 milhões de seguidores no Instagram, 25 milhões no Twitter e 21 milhões no Facebook. Ganha cerca de US $ 1 milhão por um único post .

Outros exemplos extremos:

Selena Gomez : 139 milhões de seguidores, US $ 800.000 por postagem.
Cristiano Ronaldo : 137 milhões de seguidores, US $ 750.000 por postagem.
Kim Kardashian West : 114 milhões de seguidores, US $ 720.000 por postagem.
Beyonc e Knowles : 116 milhões de seguidores, US $ 700.000 por postagem.

Mas o ganho depende de como é feita a postagem, o tipo de produto promovido e até a rede social (Instagram dá mais dinheiro que Facebook e Twitter, por exemplo).

09 agosto 2018

A amizade sincera é um santo remédio ...

Sobre grupos de amigos, o número de Dunbar é uma referência. Segundo esse pesquisador, uma pessoa normal não pode ter mais de 150 amigos. Esse seria o limite de nossa capacidade em fazer uma relação de amizade.

Uma pesquisa recente (via El País) mostra que a amizade está organizada em uma hierarquia: os grandes amigos, que gozam de uma grande confiança, que são poucos; alguns bons amigos, mas sem este grau de confiança; e muitos conhecidos, a quem não dedicamos muito tempo.



A pesquisa comprovou o número de Robin Dunbar, mas mostrou que essa estrutura é dinâmica. Se um grande amigo vai morar longe, com o tempo ele deixa de estar no grupo dos grandes amigos, podendo ser substituído por algum “bom amigo” ou até mesmo por um conhecido.

Existem situações na qual o grupo de grandes amigos é máximo e o de conhecidos, mínimo. Em algumas comunidade de imigrantes isso pode ocorrer.

O texto mostra também o efeito das mídias sociais. É comum uma pessoa ter mais de 500 amigos no Facebook

“Las redes sociales permiten que tengamos más amistades, pero las relaciones son algo más superficiales porque les dedicas menos esfuerzo”, aclara Sánchez. Facebook se encarga de recordarnos muchas cosas sobre nuestros amigos, como el día de su cumpleaños. Así que gracias a esta liberación de almacenamiento en nuestro disco duro del cerebro, podemos ampliar hasta 220 relaciones. A partir de ese número, tendremos seguramente amigos de relleno”. 

“Hay que analizar también el coste que tiene esto”, argumenta Tamarit. “Si estás intentando extender mucho tu red, aunque sea con relaciones muy superficiales, estarás dejando de atender a los buenos amigos. Es como si tuvieras un presupuesto en relaciones. Si te lo gastas en comprar muchas baratijas, al final no podrás tener un buen amigo”. 

A regra geral seria a seguinte: um núcleo de 3 a 5 pessoas com uma relação muito íntima. Uma dezena de boas amizades e um círculo mais amplo de 30 amigos que tratamos com certa frequência e, por último, um grupo de conhecidos, que vemos de vez em quando.

Uma aspecto curioso que eu não sabia: o número de Dunbar é derivado de uma pesquisa do antropólogo inglês com chipanzés.


(Título da postagem: letra de uma música de Renato Teixeira)

04 julho 2018

Uganda inova na tributação

O governo de Uganda, um país localizado na África, está inovando na área tributária: instituiu um imposto pelo uso de mídia social no país, incluindo WhatsApp, Facebook, Twitter e Skype, entre outros. O imposto é cobrado através das grandes empresas de telecomunicações do país (MTN, Airtel, Africell). No total são 58 sites onde os usuários pagam para ter acesso ao conteúdo.

O processo de cobrança é relativamente simples. A operadora configura a rede para o pagamento. Antes de acessar, o valor do imposto é descontado do pacote de dados. Quando acessa um dos sites, o software da operadora verifica o pagamento e libera o acesso.

A cobrança é ruim, pois estes sites impulsionam o uso da internet. Mas caso não implementasse a cobrança, poderiam ser multados ou suspensos pelo regulador. A medida parece ser impopular entre os ugandenses.

Leia mais sobre Uganda: O custo do casamento em Uganda

14 junho 2018

Protestos e Mídia Social

Um texto de Heldon Simões para o G1 mostra como o Facebook perdeu lugar para o WhatsApp como rede para organizar debates e mobilizações.

Segundo especialistas, acadêmicos, ativistas e empresários ouvidos pelo G1, em cinco anos, o aplicativo de bate-papo tornou-se a forma mais simples de se comunicar para muita gente que teve contato pela primeira vez com a internet; deu abrigo aos insatisfeitos com as políticas de distribuição de conteúdo do Facebook e; fomentou a criação em seu entorno de um submundo de empresas que, por exemplo, ganham milhares de reais dando visibilidade a grupos de conversa.

Nada disso, no entanto, seria possível sem que os smartphones virassem a principal ponte entre os brasileiros e o mundo online.


Tenho outra hipótese: o celular. O aparelho possui maior alcance e certamente é muito mais fácil usar o Wpp do que o Facebook.