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19 agosto 2026

Hillary Salo irá assumir o Fasb em 2027


Está é Hillary H. Salo, a próxima presidente do Financial Accounting Standards Board. Seu mandato vai de julho de 2027 até 2034. Ela não é nova sobre o assunto, ocupando o cargo de vice-presente do próprio Fasb e irá ocupar o cargo que atualmente é de Richard R. Jones. A sua origem é a KPMG, onde chegou ao cargo de sócia. Também trabalhou na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos. 

Sua graduação foi em administração, tendo feito o mestrado na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. A foto é daqui.

Interessante que nos últimos dias tivemos algumas mudanças nos principais reguladores contábeis mundiais. 

O Iceberg dos gastos em IA

 

Nove das principais empresas de tecnologia tinham cerca de US$ 3 trilhões em compromissos fora do balanço patrimonial, a maioria relacionada à inteligência artificial, de acordo com uma análise do Wall Street Journal baseada em notas explicativas de seus registros mais recentes junto à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC). Essas obrigações estão crescendo mais rapidamente do que o investimento de capital tradicional (capex), que totalizou cerca de US$ 600 bilhões no último ano, e representa aproximadamente o triplo do que as empresas devem em seus contratos de arrendamento e empréstimos de longo prazo.

É do WSJ, via aqui. O levantamento é só de algumas empresas. Na parte debaixo da figura, o que não foi contabilizado. 

18 agosto 2026

Rir é o melhor remédio

 

Fonte: aqui

Contador e a cultura popular

Este artigo examina como a literatura acadêmica tem estruturado o estudo das representações do contador na cultura popular. O objetivo é organizar um campo ainda disperso, marcado pela variedade de mídias, temporalidades, contextos culturais e abordagens metodológicas. Para isso, realizou-se uma Revisão Estruturada da Literatura com base em um corpus de 39 estudos publicados entre 1958 e 2024, identificados em periódicos nacionais e internacionais. A análise foi conduzida a partir de seis dimensões, período histórico, mídia principal, arquétipo predominante, tom da análise, contexto cultural e estratégia e desenho metodológico. Os resultados mostram concentração da produção em contextos anglófonos, predomínio da literatura e do cinema, recorrência do arquétipo do contador mecânico ou beancounter e prevalência de abordagens qualitativas, com presença expressiva de pesquisa histórica ou arquivística. A síntese analítica indica que as representações do contador variam conforme a articulação entre contexto sociotemporal, dispositivo cultural, função narrativa e atributos simbólicos, em meio a tensões recorrentes ligadas à visibilidade, à moralidade e ao protagonismo profissional. Como contribuição, o estudo propõe uma estrutura analítica integradora e sistematiza uma agenda de pesquisa orientada por lacunas empíricas, culturais e metodológicas.

A pesquisa foi publicada na 

REPRESENTAÇÕES DO CONTADOR NA CULTURA POPULAR. RAFAEL TODESCATO CAVALHEIRO, ANDRÉIA MARIA KREMER e RÉGIO MARCIO TOESCA GIMENES, todos da
Universidade Federal da Grande Dourados

Pedalada e Banguela na área pública

 Eis o resumo:

Este estudo investiga como a folga orçamentária dos fundos públicos, em anos eleitorais, influencia o fluxo de caixa financeiro dos estados brasileiros, considerando as práticas de gerenciamento financeiro adotadas no setor público. Foram utilizados dados de 2013 a 2024 extraídos do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), aos quais se aplicou análise de regressão com dados em painel para testar duas hipóteses: (H1) gestores estaduais utilizam os fundos públicos para constituir folgas orçamentárias em anos não eleitorais; e (H2) intensificam essa prática em anos eleitorais. A proxy de gerenciamento financeiro foi construída a partir do desvio proporcional absoluto entre os valores orçados e executados nos fundos públicos. Os resultados indicam que as variáveis: anos eleitorais, variação de caixa e folga orçamentária dos fundos apresentam associação significativa com o gerenciamento financeiro, corroborando ambas as hipóteses. As evidências apontam para práticas estratégicas de gestão fiscal, tanto pela ação ativa (a “pedalada”), voltada a melhorar indicadores em contextos de escassez ou pressão política, quanto pela inércia (a “banguela”), observada em cenários de liquidez confortável. As conclusões dialogam com a Teoria dos Ciclos Políticos, Teoria da Sinalização e Teoria Comportamental, destacando que o uso político das folgas orçamentárias pode comprometer a transparência, a accountability e a sustentabilidade fiscal

Revista de Administração e Contabilidade - Volume 18, Ano 2026 - Entre a pedalada e a banguela: gerenciamento financeiro e folgas orçamentárias nos fundos públicos estaduais
Rômulo Benício Lucena Filho
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Lauro Vinicio de Almeida Lima
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Achei estranho, mas a hipótese H2 foi confirmada. 

16 agosto 2026

Woods e Maijoor no comando da contabilidade internacional


Duas mudanças importantes na Fundação IFRS: a presidência do International Accounting Standards Board, IASB, e a presidência dos Trustees da Fundação IFRS. Vamos para o novo futuro presidente do IASB, Sam Woods (foto abaixo). Ele é neozelandês de nascimento, filho de diplomatas britânicos, e construiu toda a sua carreira no Reino Unido. Sua área de especialização é bancos, já que atuou no Banco da Inglaterra por mais de 15 anos. Também trabalhou na Prudential Regulation Authority (PRA). Woods conhece de perto o trabalho de regulação contábil, já que trabalhou como supervisor de mais de 600 empresas de seguros. Ele irá substituir o alemão Andreas Barckow, que saiu do cargo em meados do ano. Seu mandato deverá ter a duração de cinco anos. De certa forma, parece manter a tradição de trazer para esse posto um europeu, homem e com um pé no sistema financeiro. Desde a criação do IASB, a entidade teve como presidentes um britânico, um holandês e um alemão.

Já para o cargo de presidente dos Trustees, substituindo o finlandês Erkki Liikanen, foi anunciado o holandês Steven Maijoor (foto acima), nascido em Hong Kong. Maijoor tem doutorado pela Universidade de Maastricht, onde foi professor e dean, e atualmente é diretor do De Nederlandsche Bank (DNB), o banco central dos Países Baixos. Também foi presidente da ESMA. Sua tese de doutorado é sobre a economia da regulação. Maijoor deve começar seu trabalho no primeiro dia de 2027. Por sinal, essa também é a área de especialização de Woods.


Uma nova habilidade para um trabalhador

O resumo:

Com o advento da inteligência artificial generativa, as habilidades de elaboração de prompts estão se tornando cada vez mais relevantes no ambiente de trabalho. Utilizando um experimento de escolha discreta (DCE), este estudo examina as preferências de contratação dos empregadores e sua disposição a pagar (WTP) por habilidades de prompting, bem como se essas habilidades podem complementar as competências sociais ou compensar lacunas em competências específicas da ocupação. No DCE, responsáveis por decisões de contratação em empresas alemãs de todos os setores da economia são convidados a escolher entre candidatos a emprego com diferentes combinações de competências. Os perfis dos candidatos variam em cinco atributos: habilidades de prompting, lacunas em competências específicas da ocupação, habilidades sociais, gênero e expectativas salariais. Constatamos que as habilidades de prompting aumentam em 4% a probabilidade de contratação dos candidatos, e que os empregadores estão dispostos a pagar 2% acima do salário médio de um trabalhador qualificado em sua empresa por essas habilidades. Essa disposição a pagar é modesta em comparação com aquela associada à adequação das competências específicas da ocupação ou a um alto nível de habilidades sociais. No entanto, em grandes empresas, assim como em empresas que já adotaram ou planejam adotar IA, um nível elevado de habilidades de prompting aumenta em 9% a probabilidade de contratação do candidato. Além disso, as habilidades de prompting têm algum potencial para compensar níveis baixos a intermediários de habilidades sociais. Contudo, níveis mais elevados de habilidades de prompting não compensam lacunas em competências específicas da ocupação. Em vez desse efeito compensatório, a demanda por habilidades de prompting parece elevar os requisitos de competências exigidos nos empregos.


Olha que interessante que o gênero deu significativo.