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02 julho 2026

Finanças pessoais de Trump e os negócios de cripto


Tivemos, recentemente, a divulgação financeira pessoal de Donald Trump, referente a 2025. Ficamos sabendo que o presidente dos Estados Unidos teve ganhos superiores a US$ 1 bilhão com criptoativos. A principal fonte teria sido a licença associada ao token $TRUMP, com cerca de US$ 635 milhões em royalties, além de receitas ligadas à World Liberty Financial, empresa cripto conectada à família Trump. 

Os ganhos ocorreram enquanto o governo Trump influenciava a regulação do setor, o que reacendeu críticas sobre conflitos de interesse. A Casa Branca negou irregularidades e afirmou que os ativos seriam administrados de forma independente. A divulgação também mostra outras receitas relevantes, como propriedades, clubes de golfe, licenciamento de marca e produtos comerciais. 

Taylor Swift Tax


Para aumentar a arrecadação, o estado de Rhode Island, Estados Unidos, criou um imposto sobre "segundas residências". O estado costeiro possui um grande número de praias, ilhas e áreas de veraneio, inclusive uma residência da cantora Taylor Swift. Várias casas são usadas como veraneio. Logo, a nova taxa foi chamada de Imposto Taylor Swift (Taylor Swift Tax). 

A taxa cobra cinco dólares para cada mil dólares do valor avaliado para imóveis com valor acima de um milhão. O problema é que famílias com imóveis herdados poderão ter que vender os ativos. A expectativa de arrecadação é de 24,5 milhões. 

01 julho 2026

IA e Contabilidade, segundo Barckow


Minha preocupação não é que a IA torne as pessoas menos capazes. Minha preocupação é que, se eliminarmos grande parte do trabalho de base, também podemos eliminar as experiências por meio das quais o julgamento é formado e aprimorado. [...] Não creio que a pergunta útil seja se a IA fará diferença. Ela já faz. A questão mais importante é como usar a IA preservando a experiência e o julgamento dos quais depende a elaboração de relatórios financeiros de alta qualidade.

Barckow, presidente da Fundação IFRS, em discurso recente. 

Diretor que gastou dinheiro de adiantamento é condenado


Em dezembro, postamos sobre o caso de um diretor que recebeu uma antecipação da Netflix para desenvolver um projeto. Foram 11 milhões para uma série de ficção científica. A acusação é que Carl Erik Rinsch desviou dinheiro para drogas, investimentos arriscados e bens pessoais de luxo, sem produzir nada para a empresa de streaming. 

Do ponto de vista contábil, os US$ 11 milhões configuram um adiantamento feito pela Netflix, ou seja, um ativo. Contudo, a partir do momento em que ficou claro — conforme exposto no tribunal — que os recursos foram utilizados de forma indevida, a empresa deveria reconhecer a perda por meio de um teste de impairment. Caso o diretor venha a restituir parte do valor, esse montante deverá ser considerado contabilmente. 

Agora, o diretor foi condenado por fraude federal e lavagem de dinheiro. O juiz condenou o diretor a três anos de liberdade condicional supervisionada, ao confisco do valor e uma pequena multa.  

Grau de utilização do GRI


A Global Reporting Initiative (GRI) publicou um relatório que constata que a GRI é a norma de divulgação de sustentabilidade mais utilizada, com empresas que a adotam representando 62% da capitalização de mercado global. O relatório, intitulado " O Estado dos Relatórios de Sustentabilidade: Tendências Globais nas Normas GRI 2025", baseia-se em relatórios publicados por quase 15.000 empresas listadas em 132 jurisdições (todas com receita superior a US$ 250 milhões). A pesquisa enfatiza que, apesar da resistência política à agenda de sustentabilidade em 2025, as práticas de divulgação não estão em retrocesso. A maioria das empresas divulga informações utilizando múltiplas normas e estruturas, enquanto o Sul Global está avançando mais rapidamente do que os mercados maduros da Europa e da América do Norte. Clique aqui para acessar o relatório por meio do comunicado de imprensa no site da GRI.

Fonte Iasplus

No site a informação que o GRI é adotado por 71% das empresas, uma das taxas mais elevadas do mundo. Dentro do relatório, a informação que são 194 empresas. Estranho esse número. 

Rir é o melhor remédio

 


Noruega muda suas normas contábeis

Do IASPlus


Em março de 2026, a organização norueguesa de normalização, Norsk RegnskapsStiftelse (NRS), lançou uma consulta pública sobre uma nova estratégia proposta para a definição de normas na Noruega. A NRS analisou o feedback recebido e definiu a nova estratégia.

A consulta sugeriu os seguintes três pilares para a atualização das normas de relatórios financeiros existentes e o desenvolvimento de novas normas:

  • Garantir a conformidade com os quadros legais e práticos noruegueses;
  • avaliar soluções internacionais reconhecidas (IFRS); e
  • Equilibrar a necessidade de relatórios financeiros de alta qualidade com os custos de conformidade.

Esses aspectos foram incorporados à nova estratégia, que esclarece:

As IFRS servirão como um ponto de referência fundamental para o desenvolvimento de uma norma contábil norueguesa adaptada ao setor empresarial da Noruega. Isso não implica a implementação das normas IFRS, mas sim que é desejável inspirar-se na estrutura das IFRS sempre que apropriado e viável dentro do âmbito da Lei de Contabilidade.

Ou seja, haverá um padrão norueguês. Anteriormente, a norma era baseada na norma de PMEs, o que era bem interessante.