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28 setembro 2025

50 anos de pesquisa contábil

Este estudo busca identificar as características das contribuições científicas brasileiras de maior impacto na literatura contábil internacional qualificada, 50 anos após a criação do primeiro Programa de Pós-Graduação no país. Uma avaliação histórica é relevante ao revelar as principais contribuições da pesquisa brasileira para as ciências contábeis nos últimos 50 anos, permitindo reflexões sobre estruturas e eventos, melhor compreensão das transformações sociais, possibilitando avaliação e reflexão da área e detecção de indicadores, tendências e vieses. O foco em questões locais sugere um interesse internacional pelas práticas contábeis em economias emergentes como o Brasil. Esta pesquisa é relevante como um marco das principais contribuições brasileiras à ciência contábil, permitindo que atores locais reflitam sobre abordagens de pesquisa bem-sucedidas e contribuições e tópicos de maior impacto. Esta análise pode beneficiar pesquisadores contábeis em países latinos e/ou economias emergentes ao direcionar uma agenda de pesquisa que expanda o impacto da pesquisa realizada no contexto brasileiro e motive novas parcerias internacionais. A presente revisão foi realizada em artigos publicados de 1970 a 2020, nas bases de dados Scopus e Web of Science. Esses artigos foram submetidos a uma revisão sistemática da literatura para identificar suas características, os principais tópicos abordados, as áreas temáticas mais representativas, suas principais contribuições e direções para pesquisas futuras. O Brasil publicou 39 artigos com impacto relevante na literatura internacional, a maioria na década de 2000. Contribuições significativas foram encontradas em controladoria, contabilidade gerencial e contabilidade financeira. Tópicos como gestão de desempenho, custos e agronegócio, gerenciamento de resultados, divulgação e adoção das Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS) foram particularmente notáveis. Parcerias com autores de países desenvolvidos demonstraram-se importantes para viabilizar publicações com impacto internacional.

Fonte: aqui 

26 setembro 2025

Apple reage ao regulador europeu

A empresa de tecnologia Apple ameaçou deixar de vender iPhones e outros produtos na União Europeia. A companhia pressiona para que a UE recue em uma lei antimonopólio que obriga a Apple a permitir que terceiros ofereçam serviços aos usuários do iPhone.

A UE tem mais de 400 milhões de habitantes e uma das maiores rendas per capita do mundo. Diante desses números, é difícil acreditar que a Apple esteja falando sério. Para o Pluralistic, trata-se de uma estratégia de pressão, uma chantagem regulatória. O curioso é que a Apple justifica a ameaça dizendo que está defendendo a privacidade dos usuários. Mas a própria empresa, assim como outras de tecnologia, coleta e explora dados pessoais sem pudor.

Uma das maiores batalhas dos defensores de medidas contra as big techs é garantir que os usuários possam sair dos sistemas controlados por essas empresas sem perder acesso ao seu conteúdo.

25 setembro 2025

Usando IA para flagrar abusos de direitos autorais em músicas por IA


As gravadoras têm uma relação cada vez mais complicada com a inteligência artificial. A tecnologia pode ajudar a promover seus artistas e inspirar novos tipos de criatividade — mas, temem executivos e músicos, também pode se apropriar de seus trabalhos.

A startup SoundPatrol, cujos fundadores incluem Michael Ovitz, ex-superagente de Hollywood e ex-presidente da Disney, afirma ter uma ferramenta para proteger contra infrações de direitos autorais. E a empresa firmou parceria com duas das três maiores gravadoras, a Universal Music Group e a Sony Music, como noticia em primeira mão Michael de la Merced.

Contexto: artistas e gravadoras têm argumentado que músicas geradas por IA roubam de artistas já existentes, tanto criativa quanto financeiramente. Universal Music, Sony Music e Warner Records aderiram a processos contra dois populares geradores de música por IA, Suno e Udio.

“Precisamos proteger nossa P.I. e nossos direitos autorais”, disse Lucian Grainge, CEO da Universal Music, ao DealBook. Ele acrescentou que, para seu negócio, música, propriedade intelectual e direitos autorais são “o sangue que corre em suas veias”.

A ascensão da IA ocorre enquanto a indústria musical se recupera de um período de pirataria generalizada no início dos anos 2000, com as receitas globais no ano passado superando o nível da era do CD, em 1999.

Como funciona a SoundPatrol: a empresa usa o que chama de “impressão digital neural”, tecnologia de IA que consegue identificar elementos distintivos de uma música — voz, letra, melodia, acordes, timbre e outros fatores, segundo Walter De Brouwer, outro fundador da SoundPatrol — e os cataloga. Isso ajudará a SoundPatrol a criar um painel em que os clientes poderão ver onde potenciais infrações estão ocorrendo e de onde vêm, acrescentou.

“Pela primeira vez, haverá um sistema rastreável e reportável de violações de P.I., mesmo as menores”, disse Ovitz ao DealBook. “Podemos captar pedacinhos de qualquer música.”

A Universal Music e a Sony Music ajudarão a treinar os sistemas da SoundPatrol, dando à startup acesso a seus acervos. “É meu trabalho e meu dever fazer tudo o que posso, do meu ponto de vista, para garantir que a música seja protegida, monetizada e respeitada”, disse Grainge ao DealBook.

“Nossa colaboração com a SoundPatrol diz respeito a respeitar os direitos dos artistas para construir um ecossistema sustentável e equitativo para todos”, acrescentou Dennis Kooker, presidente do negócio digital global da Sony Music.

A música gerada por IA está crescendo em popularidade. Basta olhar para o fenômeno do verão que foi o Velvet Sundown, uma banda que acumulou mais de um milhão de streams no Spotify, mas que acabou se revelando uma criação de IA.

Recentemente, a Deezer, serviço francês de streaming, informou que músicas totalmente geradas por IA já respondiam por mais de 30.000 das faixas que recebe diariamente (cerca de 28% do volume total diário). A plataforma de streaming identificou até 70% delas como fraudulentas, feitas apenas para acumular reproduções e royalties.

newsletter NY Times 

Pronuncia das pessoas muda ao longo da vida


Eis o resumo da newsletter da Nature:

Audiologistas aproveitaram uma oportunidade rara para estudar como o dialeto de uma pessoa pode mudar ao longo da vida, analisando entrevistas com a popstar Taylor Swift. No início de sua carreira, quando morava em Nashville, Swift pronunciava palavras com vogais curtas, uma característica clássica do sotaque do sul dos EUA. Esse “twang” foi desaparecendo à medida que ela transitava do country para o pop, e o tom de voz ficou mais grave quando ela se mudou para Nova York. Swift não é diferente de muitas outras pessoas que adaptam seu dialeto ao longo da vida, afirma a linguista Alice Gaby. “A mudança não está apenas relacionada ao local, mas também a como ela se posiciona.” 

A pesquisa está aqui 

Europa tenta reduzir o greenwashing

 

A moda verde, que destacava o cuidado de uma empresa com o meio ambiente, trouxe problemas para o público em geral, já que é muito difícil comprovar as atitudes efetivas das organizações. Essa falta de verificabilidade tornou-se um forte incentivo à manipulação, com a “vocação verde” sendo usada como estratégia de marketing. O termo greenwashing foi criado para resumir o fato de que empresas exageravam no discurso ambiental, com pouca comprovação real dos fatos. Em alguns casos, as informações eram enganosas; em outros, simplesmente vagas. Um estudo da Comissão Europeia, baseado em 150 declarações ambientais, mostrou que mais da metade se enquadrava nessas categorias.

Diante disso, a Europa está propondo mudanças normativas para que as alegações ambientais sejam mais confiáveis. Entre as medidas estão a proibição de afirmações genéricas, a exigência de selos de sustentabilidade baseados em certificações independentes, a definição de metas claras, realistas e verificáveis e a obrigatoriedade de transparência metodológica.

Embora essas normas possam reduzir o greenwashing, também trarão custos de conformidade, o que pode inibir a divulgação de informações ambientais por parte de algumas empresas.

Ex-presidente francês é condenado


Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi condenado a cinco anos de prisão e a uma multa de €100.000 após ser considerado culpado de conspiração criminosa. O motivo da condenação está vinculado a um suposto financiamento ilícito por parte do falecido ditador líbio Muammar Gaddafi para sua campanha eleitoral de 2007. 

Sarkozy foi presidente entre 2007 a 2012 e sua acusação afirma que o ex-presidente faria esforços para reabilitar a imagem de Gaddafi, que estava desgastada, perante o Ocidente. O processo absorveu Sarkozy de corrupção passiva e financiamento ilegal de campanha. Mas a juíza do caso afirmou que ele permitiu que auxiliares próximos mantivesse contato com autoridades do governo líbio para obtenção de apoio financeiro. O filho de Gaddafi, Saif al-Islam, acusou Sarkozy de aceitar recursos da Líbia para a campanha. Outro acusador afirma que recebeu 50 milhões de euros. 

Esta não é a primeira acusação contra ele. No ano passado Sarkozy foi condenado a ano por exceder o limite legal de gastos na campanha de reeleição de 2012. Antes disso, em 2021, foi condenado por tentar subornar um juiz em troca de informações. 

Fonte: aqui e aqui 

Felicidade

Em meu estudo recente, publicado no European Journal of Social Psychology, desenvolvi uma nova medida, a satisfação de vida ajustada à riqueza (WALS), para captar essa diferença. O WALS não pergunta apenas “quão feliz é este país?”, mas também “quão feliz é este país considerando sua riqueza?”. Em outras palavras, quão eficazmente um país transforma recursos econômicos em bem-estar subjetivo?

As conclusões, baseadas em dados de 116 países, desafiam uma das suposições mais comuns sobre a felicidade: a de que riqueza traz automaticamente felicidade. Em vez disso, os resultados revelam uma história mais complexa — e mais promissora.

O gráfico mostra o resultado. Quando mais verde, melhor a felicidade e a cor vermelha é ruim. Nicarágua, Nepal, Finlândia e Quirguistão lideram. O Brasil está em 17o. Alguns países ricos, como Coreia do Sul, Hong Kong e Bahrein ficam abaixo das expectativas de felicidade dado seu nível de riqueza. 

Há fatores que explicam o resultado, como a qualidade percebida no trabalho, sensação de liberdade para tomar decisões, aproveitamento do lazer, as conexões sociais fortes, entre outros.