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23 fevereiro 2010

Valorização

O Guia Invest traz a relação das maiores valorizações na bolsa de valores nos últimos 365 dias. Quem investiu na Contax há um ano teve um retorno de quase 12 mil pontos percentuais. Para se ter uma idéia, o índice P/L da empresa é de 720,4. Isto significa que com o atual lucro da empresa o investidor teria que aguardar mais de 700 anos para ter o retorno do seu investimento. A empresa está voltada para implantação de contact centers e possui receita líquida de quase 2 bilhões de reais.

A segunda (e terceira) colocada no ranking da valorização é a empresa JB Duarte, com valorização de 2.774% e 1.328% (ON e PN, nesta ordem). A complicada Agrenco teve sua ação valorizada em 1104%, enquanto a favorita dos boateiros, a Telebrás, teve uma valorização de 1091%.

Entre as perdedoras, a Brasil Telecom, com desvalorização de 67%.

22 fevereiro 2010

Rir é o melhor remédio

Imagens do futebol





Mais aqui

Mercado pode ser racional, mas é ignorante!!

O mercado de petróleo apresentou uma alta no barril na semana passada. Uma explicação foi dada pela agência Reuters: um golpe militar em Níger, país da África Central. Níger é um dos países mais pobres do mundo – o pior IDH do mundo, com produção centrada na agricultura de subsistência e pecuária. O país foi produtor de urânio na década de setenta e até onde se sabe não produz petróleo.

Como isto foi acontecer? Alguns traders confudiram com a Nigéria, também um da África. Neste país o petróleo é responsável por 20% do PIB e 95% das exportações.



Nigéria


Níger

Teste #234

Suponha que você ganhou uma medalha de ouro nos jogos de inverno de Vancouver. E resolva derreter para vender o ouro no mercado. Quanto você ganharia com o ouro existente na medalha?


 

500 dólares

5.000 dólares

50.000 dólares


 

Resposta do anterior: na ordem, credores - créditos - balanço

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Nacionais

O que é fraude na contabilidade?

Sobre a convergência: uma análise crítica

Auditoria e dilema dos prisioneiros

Auditorias, reguladores e a crise econômica

Fnords


De um verbete da Wikipedia:

Fnord é a representação tipográfica para desinformação ou informação irrelevante induzindo ao erro, o que implica uma conspiração.

A palavra foi cunhada como um termo sem sentido (nonsense) com um tom de religiosidade no Principia Discordia, livro escrito por Kern Thornley e Greg Hill, mas foi popularizado pela Trilogia de livros The Illuminatus! por Robert Shea e Robert Anton Wilson. Nesse romance, a interjeição "fnord" tem um poder hipnótico sobre os desesclarecidos. Os Illuminati programam crianças, quando ainda no jardim de infância, para serem incapazes de ver conscientemente a palavra "fnord". Pelo resto de suas vidas, cada aparição da palava gera subconscientemente um sentimento de dificuldade e confusão e previne um consideração racional do assunto.

Na obra de Shea/Wilson, fnords são espalhados liberalmente nos textos de jornais e revistas, causando medo e ansiedade sobre os eventos da atualidade. Entretando, não existem fnords nas propagandas, encorajando uma sociedade consumista.

Está implícito nos livros que fnord não é de fato a palavra real usada para essa tarefa, mas uma mera substituta, pois muitos leitores seriam incapazes de ver a palavra verdadeira.

Ver fnords significa estar inafetado pelo tal poder hipnótico da palavra ou, mais abertamente, de outras palavras conflitantes.


Quais são os fnords da contabilidade?

Fonte da figura, aqui

Formalismo matemático

O livro O Naturalista da Economia, de Robert Frank, é uma leitura muito prazerosa. Escrito com a forma de pergunta instigante e resposta surpreendente, sua leitura pode ser feita ao acaso ou na ordem apresentada no livro. Além disto, o estilo é muito fácil e ágil.

Entre as diversas perguntas, uma muito interessante: Por que há tanto formalismo matemático na economia?

Eis um trecho da resposta (página 168):

A escalada do formalismo matemático coincidiu com uma competição cada vez mais acirrada pelos empregos acadêmicos. Numa profissão que se orgulha do rigor, é vantajoso ser considerado o mais rigoroso entre dois candidatos. Formular e manipular modelos matemáticos sofisticados não é tarefa para os intelectualmente tímidos. Ao demonstrar essa capacidade, um candidato sinaliza de modo convincente a própria competência. Portanto, os candidatos têm uma evidente motivação para investir tempo e esforço apurando o domínio da matemática.

Porém, aqui, como em outros lugares, a força do sinal depende do contexto. À medida que um número cada vez maior de economistas aumenta o nível de formalismo de seu trabalho, gradualmente se eleva o limiar dos sinais de competência intelectual. A corrida armamentista decorrente pode levar a um formalismo excessivo.

Este tipo de formalismo está chegando à contabilidade. Qual seria esta razão?

Em primeiro lugar, existe uma crescente percepção entre os acadêmicos, inclusive de contabilidade, que ciência está associada a formalismo e uso de técnicas estatísticas. Uma segunda razão estaria no acesso facilitado a programas que permitem cálculos rápidos e fáceis de modelos estatísticos e matemáticos, sem que para isto seja necessário um conhecimento prévio muito apurado. Um terceiro motivo decorre do contato que a contabilidade tem com outras ciências, onde o grau de formalismo também cresceu. Para não continuar sendo uma "ciência" menor perante os vizinhos, cresceu também o nível de formalismo nos trabalhos e artigos. Finalmente, trabalho com maior rigor formal é mais difícil, a princípio, de ter suas conclusões questionadas.