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14 janeiro 2026

Religião e Governo


Uma maneira diferente de olhar a relação. Eis o resumo:

As políticas podem moldar valores e crenças pessoais? Para examinar, exploramos a introdução escalonada de iniciativas baseadas na fé em todos os estados dos EUA. Nossa análise de diferenças em diferenças revela que as iniciativas fortaleceram a religiosidade e as visões sociais conservadora-religiosas, como atitudes contra homossexuais. A evidência aponta para efeitos causais; não encontramos diferenças sistemáticas antes da implementação, os resultados são robustos para restringir a comparação com condados contíguos e para a realização de estimativas de três diferenças explorando a heterogeneidade do tratamento. Uma explicação fundamental, em linha com modelos padrão de religião e apoiada por dados sobre organizações sem fins lucrativos, é que as iniciativas facilitaram o estabelecimento de organizações baseadas na fé. 

Fonte: Divine Policy: The Impact of Religion in Government
Jeanet Sinding Bentzen, Alessandro Pizzigolotto & Lena Lindbjerg Sperling
American Economic Journal: Applied Economics, January 2026, Pages 195-247 

Imagem: verbete fé 

Quem adota IA?

O gráfico é da Microsoft, o que significa que não é fruto de uma pesquisa acadêmica. Mas mostra a adoção de Inteligência Artificial no mundo. Emirados Árabes Unidos e Cingapura lideram a adoção, com 64% da população usando algum tipo de ferramenta de IA. Por outro lado, África (9,38% de média), parte da Ásia (14,76) e parte da América do Sul (15,5% na média) tem uma taxa de adoção baixa. No Brasil somente 17,1% da população usa uma ferramenta de IA. 

Quanto mais desenvolvido o país, maior a adoção? Parece que sim.  

Um remédio para o estresse da mudança tributária de 2026


(...) estudos mostram de forma consistente que mascar chiclete aumenta o estado de alerta e a atenção sustentada em cerca de 10% e reduz o estresse em ambientes de laboratório. Pessoas que mascaram chiclete antes de fazer uma apresentação de cinco minutos e um teste de matemática apresentaram níveis mais baixos de estresse. Mulheres que mascaram chiclete antes de cirurgias eletivas tiveram menor ansiedade. Ainda assim, os cientistas não conseguem explicar o mecanismo. “Como se passa da tensão muscular para a estimulação nervosa e, depois, para as mudanças que ocorrem no cérebro?”, questionou um pesquisador. “Isso ainda não foi esclarecido.”

Fonte: aqui

A Estátua das Três Mentiras (e um segredo de "ouro")

 

 
A imagem acima mostra a estátua de John Harvard, famosa por ser a "Estátua das Três Mentiras". A história por trás dela é curiosa e, olha, traz uns ensinamentos interessantes.

John era um pastor calvinista e fazendeiro inglês que resolveu tentar a vida nas colônias do outro lado do mundo. Ele era bacharel em artes e, ao partir dessa para uma melhor, deixou em testamento suas terras e uma biblioteca de 400 volumes. Foi essa herança que permitiu a criação da Universidade de Harvard. Ao pé da estátua, podemos ver três alunos brasileiros que estudam por lá.

Agora, vamos às famosas três mentiras:

  1. O "Pai" da Criança: John não foi o fundador da universidade; ele apenas deixou a herança que viabilizou o negócio.

  2. O Calendário: A data gravada na estátua não bate com a data real da criação da instituição.

  3. John: A estátua não é de John Harvard. Como o legado do pastor virou cinzas em um incêndio, ninguém sabia como era quando resolveram esculpi-lo. Usaram como modelo um aluno.

Mas a parte boa vem agora. Existe uma tradição de passar a mão no pé da estátua para atrair sorte e conseguir uma vaga na universidade. No pé já é possível notar as marcas da tradição.

O que as pessoas não sabem é há outra tradição: os calouros sobem na estátua e fazem "número 1". De dia, o pessoal passa a mão onde, à noite, os alunos deixaram sua marca. 

Essa é a típica situação de informação assimétrica, onde os turistas que tiram fotos durante sua visita não sabem aonde estão colocando a mão. 

Rir é o melhor remédio

 

Fonte: aqui

13 janeiro 2026

Ensino de contabilidade no YouTube


Eis parte do resumo

O primeiro artigo se concentrou nos materiais didáticos, na forma de vídeos disponíveis no YouTube. Após análise de 108 vídeos, verificou-se que 35% dos vídeos apresentavam algum tipo de concepção equivocada. Além disso, foram observados fatores que podem favorecer, e outros que podem reduzir a incidência de misconceptions no contexto do YouTube. O segundo artigo focou nos estudantes, identificando as percepções e experiências de estudantes de ciências contábeis acerca da aprendizagem de contabilidade por meio de vídeos no YouTube. Foram realizadas 26 entrevistas com graduandos que declararam utilizar YouTube para aprender contabilidade. Os resultados mostram a aplicabilidade da aprendizagem pelo YouTube à Teoria da Aprendizagem Significativa, de modo que a plataforma pode favorecer a aprendizagem, desde que seu uso seja acompanhado de mediação crítica, a fim de evitar concepções equivocadas. No terceiro artigo, com foco nos professores, buscou-se identificar como os saberes necessários à docência se aplicam aos professores que ensinam pelo YouTube. Após realizar entrevistas com 13 desses professores, identificou-se fragilidades e lacunas nos saberes técnicos-científicos, didático-pedagógicos e humanos por parte dos docentes que atuam no YouTube. Os saberes práticos foram considerados mais fortes, abrangendo a prática profissional e docente, bem como o conhecimento prático das particularidades da plataforma. Integrando os resultados dos três artigos, confirma-se a tese de que existem misconceptions em vídeos que ensinam contabilidade no YouTube, sendo que existem características, comportamentos, experiências e saberes relativos aos estudantes e aos professores que utilizam a plataforma que podem contribuir para a disseminação e internalização de misconceptions na área contábil. 

Fiquei curioso para saber como seria feita a análise dos problemas encontrados nos vídeos e isso aparece no capítulo 2 da tese. O pesquisador adotou a Estrutura Conceitual como base - talvez seja o parâmetro menos polêmico e aplicou nos principais termos.