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11 abril 2025

Qualis Capes

Fonte da imagem: aqui


Texto do Jornal da Universidade, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS):

Anúncio de mudanças na metodologia de avaliação da produção intelectual provoca discussões sobre o fim do Qualis

Em outubro de 2024, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou uma nova metodologia para a classificação da produção intelectual na pós-graduação stricto sensu. Com aplicação para o ciclo 2025-2028, o novo processo muda o foco da avaliação dos periódicos científicos para o artigo publicado. Com isso, o que passa a importar é o impacto e a relevância da produção científica em si e não mais o Qualis do periódico.

O comunicado gerou alvoroço nas redes sociais [...]. Os comentários a essas postagens apontaram algumas questões recorrentes: o foco nas citações do artigo não aumentará ainda mais a relevância de quem já é bem citado? Não poderá aquecer o mercado das revistas predatórias? O que acontece se um tema ou autor vier a se tornar referência só tempos depois? Como isso impacta a avaliação?

O diretor de Avaliação da Capes, Antonio Gomes de Souza Filho, esclareceu alguns pontos.

A nova metodologia propõe três procedimentos para classificar os artigos:
 
1 - Desempenho do periódico, com foco nos artigos: utiliza indicadores bibliométricos do Qualis Capes, mas para classificar os artigos em oito níveis (A1 a A8), ao invés dos periódicos.
2 - Indicadores diretos dos artigos + indicadores dos periódicos: combina a análise quantitativa (índice de citações alcançado) e qualitativa (indexação, acesso aberto) dos artigos com atributos dos periódicos, resultando em oito níveis de classificação (A1 a A8).
3 - Análise qualitativa: classifica os artigos com base em fatores definidos por cada área de avaliação (“pertinência do tema abordado frente às áreas de concentração e linhas do programa, avanço conceitual proveniente do trabalho publicado, contribuição científica do estudo para a área de conhecimento em termos de relevância e impacto, dentre outros”), utilizando os conceitos “muito bom”, “bom”, “regular”, “fraco” e “insuficiente” que, segundo ele, é um sistema bem conhecido.

Os documentos orientadores com os detalhes da nova metodologia serão publicados em 2 de maio de 2025.

Texto completo: aqui.

Impacto da IA segundo pesquisadores


54% dos 4.260 pesquisadores globais que responderam a uma pesquisa acreditam que a inteligência artificial (IA) trará mais benefícios do que riscos para a sociedade. Isso os torna aparentemente muito mais otimistas do que o público em geral: por exemplo, em uma pesquisa semelhante, apenas 13% do público do Reino Unido compartilhou essa visão positiva. No entanto, os dois grupos apresentaram opiniões mais alinhadas em relação ao papel da tecnologia na desinformação, no uso de dados e no cibercrime: 77% dos pesquisadores e 68% do público britânico disseram que a IA torna a desinformação um problema. A descoberta mais surpreendente da pesquisa é que menos de um terço dos cientistas da área de IA acredita que as tecnologias devem ser desenvolvidas o mais rápido possível, afirma Robert Trager, diretor da Iniciativa de Governança da IA do Oxford Martin. “Eles parecem preferir uma abordagem mais ponderada para o desenvolvimento, a fim de mitigar os riscos.”

Mais sobre a pesquisa pode ser lida aqui

Representação fiel e o mapa do metrô


Os contadores passaram a adotar como mantra que a informação deve apresentar representação fiel ou fidedigna. Essa ideia tem prevalecido e sido amplamente aceita, sem maiores críticas. A presença da representação fiel na estrutura conceitual parece reforçar que isso é, de fato, algo desejável em uma informação.

É bom lembrar que isso começou nos anos sessenta e, logo depois, foi incorporado à primeira estrutura conceitual emitida por uma entidade — no caso, a estrutura do FASB, que já estava em gestação antes mesmo da criação formal dessa entidade do terceiro setor nos Estados Unidos. A estrutura conceitual pareceu tão boa que foi rapidamente incorporada pelo IASC. Com a transformação do IASC em IASB, a estrutura passou a ser repensada em conjunto com o FASB, no que ficou conhecido como Acordo de Norwalk.

Levaram anos para finalizar a nova estrutura conceitual, mas, quando o texto ficou pronto, a representação fiel permanecia entre as características — assim como já constava nos documentos anteriores. E tem sido considerada tão importante que recebe o selo de característica "fundamental". Parece um tanto óbvio afirmar que a informação deve representar a realidade. Mas será essa uma verdade absoluta?

Veja o mapa do mundo. Há uma história rica sobre o tema, que inclui as primeiras tentativas feitas pela humanidade desde a Antiguidade até Mercator. Mercator viveu no século XVI e propôs uma representação do mundo por meio de um mapa que transformava uma esfera — a Terra — em um desenho plano: o seu mapa. O mapa de Mercator é tão influente (e veja que uso o verbo no presente) que, quando imaginamos uma representação do mundo, a imagem proposta por ele é a que nos vem à mente. Pense no Brasil e no mapa do Brasil. Agora pense na América do Norte. Ao juntar ambos, se você imaginou o Brasil na parte inferior do mapa e a América do Norte na parte superior, isso é resultado da influência dessa antiga representação do mundo, especialmente do mapa de Mercator. Mas será uma representação fiel? Talvez seja uma das possíveis representações do mundo — mas não é fiel, pois estamos desenhando algo em duas dimensões quando, na verdade, temos uma esfera.

A representação nada fiel do mundo em um mapa é um exemplo que me vem à mente quando lemos sobre estrutura conceitual e suas características fundamentais. Em muitos casos, a falta de fidedignidade não compromete o objetivo da informação. Uma situação em que isso aparece de forma clara, além do mapa de Mercator, é no mapa do metrô de Nova York. No passado, o blog apresentou esse exemplo.

Agora, temos a notícia de que o famoso mapa do metrô está mudando. Segundo as informações, o mapa foi redesenhado, tornando-se muito parecido com um modelo usado brevemente nos anos 1970. Esperamos que ele não esteja buscando representar fielmente a cidade, mas sim oferecer algo útil para os usuários.

10 abril 2025

Auditores culpados


Apresentamos as primeiras evidências descritivas abrangentes sobre as consequências no mercado de trabalho e na vida pessoal para profissionais de auditoria nos Estados Unidos que são mencionados em ações de fiscalização da SEC (Securities and Exchange Commission) ou do PCAOB (Public Company Accounting Oversight Board). Três descobertas principais emergem: Entre 38% e 73% dos auditores considerados culpáveis deixam suas firmas dentro de um ano após o evento de fiscalização. Essas taxas de saída são de três a quatro vezes maiores quando comparadas a uma amostra de auditores não culpáveis. 83% dos auditores culpáveis que saem de firmas da Big 4 deixam a profissão, em comparação com 58% do grupo de comparação não culpável que também saem dessas firmas. Em contraste, cerca de 77% dos auditores culpáveis que deixam firmas que não são da Big 4 permanecem na auditoria pública, comparado a 51% do grupo de comparação não culpável nessas mesmas firmas. Utilizando dados inéditos sobre bens imobiliários pessoais, constatamos que os auditores culpáveis não parecem realizar transações imobiliárias significativamente diferentes no período ao redor da fiscalização, quando comparados com uma amostra de indivíduos não culpáveis.

Eis aqui onde o texto pode ser encontrado. 

Nova norma sobre continuidade


A International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB) publicou uma versão revisada da norma internacional de auditoria ISA 570 (Revisada 2024) — "Continuidade Operacional" — em resposta a falências corporativas que levantaram questionamentos sobre as responsabilidades dos auditores. A nova norma aprimora significativamente o trabalho do auditor na avaliação da capacidade de uma entidade continuar operando.

As normas podem ser acessadas aqui. Imagem aqui

Previsão antecipada

Eis a notícia:

A Apple fretou aviões cargueiros para transportar desde março 600 toneladas de iPhones, ou até 1,5 milhão de unidades do smartphone, da Índia para os Estados Unidos, depois de aumentar a produção no país asiático em um esforço para contornar as tarifas de importação criadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, disseram fontes à Reuters.


A parte interessante:

A Apple gastou cerca de oito meses para planejar e estabelecer o desembaraço alfandegário acelerado em Chennai, e o governo do primeiro-ministro, Narendra Modi, pediu às autoridades que apoiassem a Apple, disse uma autoridade indiana sênior.

Se isso for verdade, a previsão da empresa antecipou o movimento tarifário de Trump. 

As novidades das Normas internacionais


Para os interessados:

El próximo miércoles 16/04 Tadeu Cendon realizará una presentación en español sobre las últimas novedades de las NIIF.

Los invitamos a participar de la presentación en forma gratuita por el canal de YouTube del GLENIF.