Será que alguém pensa por um momento que as regras [contábeis internacionais] serão aplicadas de forma consistente tanto na Rússia quanto, digamos, em Londres? E é interessante notar que não existe sequer um único regulador de valores mobiliários na União Europeia.David Reilly - Wall street Journal - via Accounting Onion
23 março 2011
Críticas a Convergência
Corrupção
Nesse sentido, a propina pode ser entendida como o meio financeiro de se transformar relações impessoais em pessoais, com o objetivo de transferir ilegalmente renda dentro da sociedade, ou realizar a apropriação indevida de recursos de terceiros ou ainda garantir um tratamento diferenciado.A microeconomia da corrupção I - 15/03/11 Brasil Econômico - Carlos José Guimarães Cova
22 março 2011
Teste 451
Gerhard Gribkowsky está sendo acusado de ter subestimado a avaliação num negócio. Gribkowsky representava o banco estatal alemão Beyern LB na venda de uma participação de 47,2%. Por fazer “corpo mole”, Gribkowsky recebeu US$50 milhões em pagamentos, realizados através de dois contratos de consultoria. Esta participação é num esporte (?) muito popular no mundo:
Boxe
Fórmula 1
Hipismo
Resposta do Anterior: Deixou de incluir na estrtura os custos de design, royalties, distribuição, marketing etc. Fonte: Components for the iPad 2 Cost Apple $326
Boxe
Fórmula 1
Hipismo
Resposta do Anterior: Deixou de incluir na estrtura os custos de design, royalties, distribuição, marketing etc. Fonte: Components for the iPad 2 Cost Apple $326
Por que valor da marca depende do valor de mercado?
A Brand Finance acaba de divulgar as maiores marcas do mundo. Eis o ranking com as principais marcas (incluindo três brasileiras entre as cem maiores do mundo:
Assim, a marca Google tem um valor de 44 bilhões de dólares. A maior marca de uma empresa brasileira é do Bradesco, com quase 19 bilhões. O problema desta estimativa é o elevado grau de subjetividade. Em outras palavras, não é possível acreditar que a marca Google tenha um valor de 44 bilhões. Talvez o valor verdadeiro esteja entre 10 bilhões e 80 bilhões.
Em virtude da dificuldade de mensurar o valor real de uma marca, as empresas que promovem avaliação terminam por usar os dados do mercado. Assim, compara-se o valor de mercado da empresa com o valor contábil; quanto maior a diferença, maior “deve” ser o valor da marca.
Para comprovar que não devemos acreditar muito nos números acima, fiz um pequeno teste. Comparei o aumento no valor da marca, de um ano para outro, com o aumento no valor de mercado. Ou seja, em 2010 a marca Bradesco valia, segundo a Brand Finance, 13,2 bilhões de dólares. Ou seja, em um ano a empresa aumentou o valor da sua marca em 5,4 bilhões. No mesmo período o valor de mercado do Bradesco saiu de 56,6 bilhões para 69,6, ou 13 bilhões. Esta variação no mesmo sentido não é coincidência.
Usando os dados de variação no valor da marca e variação no valor de mercado das cem maiores empresas fez-se um cálculo para verificar se realmente existia relação entre ambos. Neste caso, calculou-se uma regressão entre estas duas variáveis e o resultado foi o seguinte:
Variação da Marca = 2181,33 + 0,037 Variação do Valor do Mercado
Isto significa que para cada aumento de 1 bilhão no valor do mercado a marca aumenta 37 milhões. O modelo apresentou medidas estatísticas boas (R = 0,344; DW = 1,797; Fc = 12,244), indicando que o modelo é bom. O gráfico abaixo mostra esta relação:
Existem alguns pontos que distorcem o resultado. A Verizon aumentou o valor de mercado em 185 bilhões de dólares, mas sua marca só cresceu 4,3 bilhões. Se tiramos a Verizon do cálculo as medidas estatísticas são ainda melhora mais, com R = 0,40; DW = 1,87; Fc = 17,122.
Assim, a marca Google tem um valor de 44 bilhões de dólares. A maior marca de uma empresa brasileira é do Bradesco, com quase 19 bilhões. O problema desta estimativa é o elevado grau de subjetividade. Em outras palavras, não é possível acreditar que a marca Google tenha um valor de 44 bilhões. Talvez o valor verdadeiro esteja entre 10 bilhões e 80 bilhões.
Em virtude da dificuldade de mensurar o valor real de uma marca, as empresas que promovem avaliação terminam por usar os dados do mercado. Assim, compara-se o valor de mercado da empresa com o valor contábil; quanto maior a diferença, maior “deve” ser o valor da marca.
Para comprovar que não devemos acreditar muito nos números acima, fiz um pequeno teste. Comparei o aumento no valor da marca, de um ano para outro, com o aumento no valor de mercado. Ou seja, em 2010 a marca Bradesco valia, segundo a Brand Finance, 13,2 bilhões de dólares. Ou seja, em um ano a empresa aumentou o valor da sua marca em 5,4 bilhões. No mesmo período o valor de mercado do Bradesco saiu de 56,6 bilhões para 69,6, ou 13 bilhões. Esta variação no mesmo sentido não é coincidência.
Usando os dados de variação no valor da marca e variação no valor de mercado das cem maiores empresas fez-se um cálculo para verificar se realmente existia relação entre ambos. Neste caso, calculou-se uma regressão entre estas duas variáveis e o resultado foi o seguinte:
Variação da Marca = 2181,33 + 0,037 Variação do Valor do Mercado
Isto significa que para cada aumento de 1 bilhão no valor do mercado a marca aumenta 37 milhões. O modelo apresentou medidas estatísticas boas (R = 0,344; DW = 1,797; Fc = 12,244), indicando que o modelo é bom. O gráfico abaixo mostra esta relação:
Existem alguns pontos que distorcem o resultado. A Verizon aumentou o valor de mercado em 185 bilhões de dólares, mas sua marca só cresceu 4,3 bilhões. Se tiramos a Verizon do cálculo as medidas estatísticas são ainda melhora mais, com R = 0,40; DW = 1,87; Fc = 17,122.
Como melhorar o seu referencial
Como melhorar o seu referencial – Por Isabel Sales
Qualquer trabalho científico - inclusive monografias e trabalhos de conclusão de curso - precisa de referências diversas e não apenas livros, como já foi comentado no blog. Após a publicação do texto “Pecados na Produção Científica”, várias pessoas já me perguntaram como baixar artigos com o acesso periódicos.capes e por isso resolvi escrever esse post. A intenção é ensiná-los como eu faço as minhas buscas (não é necessariamente a melhor forma ou totalmente sem possibilidades de melhorias).
Para tanto, hoje estou utilizando a internet wi-fi da Universidade de Brasília. Se você aproveitar a rede da sua universidade ou de alguma biblioteca provavelmnete poderá seguir etses passos da mesma forma.
(Eu tenho o costume de pesquisar os meus temas no Scholar.google, no Jstor e no Science Direct. Mas existem outros incontáveis sites com bases de dados que vocês podem utilizar...)
É tudo muito simples. Vamos ao exemplo.
Digamos que a minha monografia é sobre finanças comportamentais. Pesquisarei o termo “behavioral finance” no Scholar.google. Em seguida irei colocar um filtro com os artigos publicados após 2010, pois quero apenas os mais recentes.

Apareceram vários resultados, mas o que me interessa é o primeiro: Confidence, opinions of market efficiency, and investment behavior of finance professors, publicado na revista Journal of Financial Markets, volume 13, edição n. 1 de fevereiro de 2010.
Quando a busca é por fontes internacionais, geralmente me deparo com um artigo que eu não tenho acesso por não ser assinante da base de dados. Então eu entro no site periódicos.capes (ainda utilizando a rede da minha universidade), pesquiso o journal no qual está o artigo (nesse caso o Journal of Financial Markets), entro na base de dados da revista, encontro a edição e baixo o artigo, conforme demonstrado nos passos a seguir:
Passo 1: Preencha o campo “Buscar periódico” com o journal do seu interesse e clique em “buscar”:

Passo 2: Selecione na lista o periódico do seu interesse:

Passo 3: Procure o volume e a edição em que foram publicados o artigo pesquisado:

Passo 4: Clique no símbolo de pdf que aparece abaixo do título do artigo para baixá-lo:

Pronto! O artigo será aberto em uma nova tela, você poderá salva-lo e utilizá-lo da melhor forma possível em sua referências. Lembre-se de citar as suas fontes! (Posteriormente falaremos mais sobre isso no blog).
A sua biblioteca provavelmente não terá acesso a TODOS os periódicos da sua área, portanto, vira-e-volta, aparecerá algum que você naturalmente terá que deixar de lado ou comprar (cada um custa cerca de US$ 40,00). Faz parte. Mesmo seguindo todos esses passos. Em contabilidade, pela Universidade de Brasília, por exemplo, não temos acesso ao Journal of Accounting Research e por isso escrevi alguns e-mails para a Capes solicitando essa inclusão por ser uma fonte de informações essencial, ao meu ver. Ainda não fui feliz na empreitada, mas acredito que em breve o pedido seja atendido (hopes up). Portanto, deixo como sugestão comunicar a Capes qualquer problema que apareça pra vocês.
Essa é a forma como eu baixo artigos. Provavelmente existem mais simples ou mais rebuscadas que te darão resultados distintos. Caso tenham sugestões, participem nos comentários.
- Clique nas imagens caso queira uma resolução melhor -
Qualquer trabalho científico - inclusive monografias e trabalhos de conclusão de curso - precisa de referências diversas e não apenas livros, como já foi comentado no blog. Após a publicação do texto “Pecados na Produção Científica”, várias pessoas já me perguntaram como baixar artigos com o acesso periódicos.capes e por isso resolvi escrever esse post. A intenção é ensiná-los como eu faço as minhas buscas (não é necessariamente a melhor forma ou totalmente sem possibilidades de melhorias).
Para tanto, hoje estou utilizando a internet wi-fi da Universidade de Brasília. Se você aproveitar a rede da sua universidade ou de alguma biblioteca provavelmnete poderá seguir etses passos da mesma forma.
(Eu tenho o costume de pesquisar os meus temas no Scholar.google, no Jstor e no Science Direct. Mas existem outros incontáveis sites com bases de dados que vocês podem utilizar...)
É tudo muito simples. Vamos ao exemplo.
Digamos que a minha monografia é sobre finanças comportamentais. Pesquisarei o termo “behavioral finance” no Scholar.google. Em seguida irei colocar um filtro com os artigos publicados após 2010, pois quero apenas os mais recentes.

Apareceram vários resultados, mas o que me interessa é o primeiro: Confidence, opinions of market efficiency, and investment behavior of finance professors, publicado na revista Journal of Financial Markets, volume 13, edição n. 1 de fevereiro de 2010.
Quando a busca é por fontes internacionais, geralmente me deparo com um artigo que eu não tenho acesso por não ser assinante da base de dados. Então eu entro no site periódicos.capes (ainda utilizando a rede da minha universidade), pesquiso o journal no qual está o artigo (nesse caso o Journal of Financial Markets), entro na base de dados da revista, encontro a edição e baixo o artigo, conforme demonstrado nos passos a seguir:
Passo 1: Preencha o campo “Buscar periódico” com o journal do seu interesse e clique em “buscar”:

Passo 2: Selecione na lista o periódico do seu interesse:

Passo 3: Procure o volume e a edição em que foram publicados o artigo pesquisado:

Passo 4: Clique no símbolo de pdf que aparece abaixo do título do artigo para baixá-lo:

Pronto! O artigo será aberto em uma nova tela, você poderá salva-lo e utilizá-lo da melhor forma possível em sua referências. Lembre-se de citar as suas fontes! (Posteriormente falaremos mais sobre isso no blog).
A sua biblioteca provavelmente não terá acesso a TODOS os periódicos da sua área, portanto, vira-e-volta, aparecerá algum que você naturalmente terá que deixar de lado ou comprar (cada um custa cerca de US$ 40,00). Faz parte. Mesmo seguindo todos esses passos. Em contabilidade, pela Universidade de Brasília, por exemplo, não temos acesso ao Journal of Accounting Research e por isso escrevi alguns e-mails para a Capes solicitando essa inclusão por ser uma fonte de informações essencial, ao meu ver. Ainda não fui feliz na empreitada, mas acredito que em breve o pedido seja atendido (hopes up). Portanto, deixo como sugestão comunicar a Capes qualquer problema que apareça pra vocês.
Essa é a forma como eu baixo artigos. Provavelmente existem mais simples ou mais rebuscadas que te darão resultados distintos. Caso tenham sugestões, participem nos comentários.
- Clique nas imagens caso queira uma resolução melhor -
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