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Sobre débitos e créditos da vida real


Em 2007 acabou a exigência que obrigava as empresas estrangeiras com ações negociadas nos Estados Unidos de usar as normas deste país.
Depois, o ímpeto da convergência diminuiu, apesar da exigência, em setembro de 2009, por parte do G20, da conclusão da convergência em junho de 2011. Entretanto, a pressa em cumprir o prazo do G20 conduziu a uma certa preocupação sobre a qualidade das normas de contabilidade que estão sendo elaboradas sob a pressão do tempo.
Jérôme Haas, chefe da Autorité des Normes Comptables, o regulador da contabilidade francesa, preocupa-se com muitas alterações não urgentes estão sendo processadas ao mesmo tempo (...) "A estabilidade é parte da qualidade das normas", diz ele, acrescentando que as mudanças das normas pode ter importantes repercussões na forma como as empresas são administradas, afetando finanças, estratégia, marketing e outras funções.
Roman Weil, um professor emérito de contabilidade da University of Chicago Booth School of Business, vai mais longe ao dizer que o projeto de convergência está num estado caótico que vai acabar produzindo "baboseiras" em alguns casos.
Mas apesar disto, Sir David Tweedie, presidente do IASB, sustenta que o cenário mais provável é que os EUA vão adotar o IFRS. "Francamente, eu acho que é o que vai acontecer", diz ele.
No entanto, ele reconhece que existem dois outros cenários.
No primeiro, os EUA dizem “não” e fica isolado. No segundo, os EUA, dizem
“não”, mas ao fazê-lo mina a confiança no IFRS na Ásia e América Latina. (....)
Ganhar flores faz com que as mulheres abram sorrisos sinceros e as mantêm (as mulheres, não as flores) mais bem-humoradas por até três dias; dar flores, seja a homens ou mulheres, estimula um comportamento mais agradável por parte do receptor; idosos que ganham flores não só melhoram o humor, como também a memória.
Essas são, em resumo, as conclusões do estudo An Environmental Approach to Positive Emotion: Flowers, que pode ser acessado aqui. O objetivo do trabalho, no entanto, é mais ambicioso que apenas medir os efeitos positivos de se receber um ramalhete inesperado — os autores queriam explorar a interação evolucionária entre flores e seres humanos.
Da mesma forma, por exemplo, que algumas plantas evoluíram meios de atrair insetos — que servem como fonte de alimento ou dispersadores de pólen — outras, diz o argumento, podem ter evoluído flores que despertam reações emocionais favoráveis em humanos e, com isso, conquistado a vantagem de seres cultivadas.
Mas, se flores e seres humanos evoluíram conjuntamente dessa forma — nós cuidando delas, elas nos oferecendo apoio emocional — será que a interação não pode acabar nos fazendo falta, neste mundo cada vez mais duro e urbanizado?
“Muito pouca pesquisa foi feita sobre os efeitos de se privar seres humanos de fontes de apoio emocional vindo de outras espécies. Humanos estão integrados num ambiente maior, sensorial e social, do que o ocupado apenas por sua própria espécie. Privar seres humanos do apoio emocional vindo de fora da espécie pode ser tão ruim para a adaptabilidade e sobrevivência humanas quanto a privação de qualquer outro recurso“, especula o artigo.
O que me faz ponderar três coisas. Primeiro, as fantásticas redes de competição e cooperação que a evolução tece, onde nenhum nicho ou recurso parece ficar inexplorado — onde o poder de alegrar pode se converter numa vantagem tão importante quanto o de alimentar. Segundo, que papel cães, gatos e passarinhos poderiam desempenhar nessa hipotética ecologia da saúde emocional humana.
A terceira coisa é um fala de Sherlock Holmes na aventura do Tratado Naval, publicada em 1893. Ali o detetive diz: “Todas as outras coisas, nossos poderes, nossos desejos, nossa comida, são realmente necessárias para nossa existência em primeiro lugar. Mas esta rosa é um extra. Seu perfume e sua cor são um enfeite da vida, não uma condição para ela”.
Talvez nem tanto, meu caro Holmes. Talvez nem tanto…