No manuscrito original, os autores relataram que a seção com prazos uniformemente espaçados teve um desempenho melhor do que a seção com prazos definidos individualmente. Como isso pode ocorrer por vários motivos, um membro da equipe de revisão pediu aos autores que demonstrassem que os prazos foram o fator determinante. Uma maneira de fazer isso é mostrar que os alunos que definiram prazos uniformemente espaçados tiveram um desempenho tão bom quanto aqueles que receberam prazos uniformemente espaçados.
Mas quando essa análise foi realizada, não funcionou. Para que funcionasse, algumas das notas finais tiveram que ser alteradas. A pessoa responsável pelas alterações queria alcançar dois objetivos simultaneamente: (1) gerar o resultado desejado e (2) preservar as médias das condições, de modo que essas médias não diferissem entre as duas versões do manuscrito. E foi isso que fizeram. Alteraram os dados, preservando as médias. Ora, isso não é uma tarefa fácil, e talvez uma das 13 alterações tenha sido feita na direção errada, simplesmente para que as médias ficassem corretas. Os autores agora tinham evidências que comprovavam que as diferenças de desempenho se deviam aos diferentes prazos de entrega, e não a outro fator.
O resultado? A publicação de um artigo que teve influência ampla (e contínua) nas ciências comportamentais.
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