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27 agosto 2025

Uso de IA ou manipulação


Eis o fato: 

Will Smith, ator e rapper e sua equipe usaram IA para “turbinar” um vídeo de um minuto do tour Based on a True Story publicado no YouTube e no Instagram. Nas cenas de plateia, fãs aparecem com rostos distorcidos, mãos “derretidas” e cartazes improváveis — como um agradecendo à faixa “You Can Make It” por ajudar alguém a “sobreviver ao câncer” e outro com texto embaralhado (“From West Philly to West Swiggy”). A matéria compara o clipe a registros “reais” da turnê, que mostrariam público modesto, e cita o relato de um espectador em Frankfurt dizendo que o local estava meio vazio. O vídeo não traz rótulos de conteúdo gerado por IA, apesar das políticas do YouTube e da Meta exigirem sinalização. A equipe de Smith não respondeu até o fechamento.  

Isto se parece com manipulação contábil. Ambas distorcem a percepção de desempenho para influenciar decisões de terceiros — no vídeo, inflar engajamento; na contabilidade, suavizar resultados ou riscos. A diferença substantiva está no arcabouço: manipulação contábil afeta demonstrações reguladas e auditáveis, com consequências legais; já a manipulação de imagens recai sobretudo em normas de publicidade/plataformas e sanções reputacionais.

Pesquisa em relato integrado


 

 Eis o resumo: 

O objetivo deste trabalho é apresentar tópicos de pesquisa, para futuros estudos, voltados à experiência brasileira de uso do relato integrado (RI) na administração pública federal e aos possíveis impactos da obrigatoriedade de apresentação do documento, uma vez que o RI foi instituído de forma obrigatória no Brasil, em 2018. Trata-se de ensaio teórico, realizado com base em bibliografia aprofundada e em documentos legais e institucionais relacionados ao tema, com propósito descritivo, por meio de abordagem qualitativa. Os resultados demonstram haver possibilidade de discussão quanto ao uso do RI e aos respectivos reflexos no setor público federal brasileiro, a partir de cinco eixos analíticos seguintes: i) influências externas à organização; ii) aspectos institucionais; iii) pensamento integrado; iv) críticas ao RI; e v) obrigatoriedade do RI e críticas a tal regulamentação. Considerando a relevância do uso do RI no contexto brasileiro, a pesquisa contribui para melhor compreensão do uso da abordagem no setor público federal e para avanço de pesquisas relacionadas ao tema

A referência é a seguinte: Revista do TCU, Brasília, v. 155, n. 1, p. 300-326, jan./jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.69518/RTCU.155.300-326 

26 agosto 2025

Rir é o melhor remédio

Sem perigo de ficar desempregado. Me fez lembrar da observação - Tim Harford (?) - de que o jardineiro não seria afetado pela IA. 

Austrália propõe certificação para auditorias de baixo risco


Do Financial Review, eis que interessante: 

A Comissão de Produtividade quer que o governo apoie a proposta da CPA Australia para introduzir uma categoria de auditores registrados de empresas (Registered Company Auditors – RCAs) voltada a auditorias de baixo risco.

A sugestão, apresentada no relatório recente Building a skilled and adaptable workforce da comissão, faz parte de um conjunto de recomendações para reformar as regras de ingresso em profissões reguladas, que, segundo o documento, muitas vezes são inconsistentes, desnecessárias e onerosas.

Atualmente, a ASIC exige que os RCAs concluam:

  • pelo menos três anos de formação em contabilidade;

  • pelo menos dois anos de formação em direito;

  • um curso específico em auditoria;

  • além de comprovar experiência prática em competências de auditoria nos últimos três a cinco anos.

A CPA argumentou, em sua submissão à comissão, que essas exigências são excessivamente restritivas e “projetadas para auditorias grandes, complexas e de alto risco, como as de companhias abertas ou multinacionais”. Segundo a entidade, embora tais requisitos sejam adequados nesses casos, também existem obrigações legais para que RCAs executem auditorias de baixo risco, onde o nível atual de exigência encarece desnecessariamente o processo.

Não surpreende que, nos últimos 20 anos, o número de RCAs tenha caído de mais de 7.000 para cerca de 3.200, enquanto a demanda aumentou.

Como alternativa, a CPA sugeriu adotar o modelo de licenciamento em dois níveis utilizado na Nova Zelândia. Nesse regime, auditores que comprovem de 300 a 500 dias de experiência prática supervisionada em auditoria nos últimos cinco anos podem realizar atividades de asseguração de menor risco. 

Imagem aqui 

O que é importante no mundo de hoje

 

Com tanta coisa acontecendo no mundo, a existência de vários meios de comunicação anunciando tudo isso, e a notícia mais lida e comentada, segundo a Bloomberg, é... Taylor Swift.

25 agosto 2025

Rir é o melhor remédio

 Afinal, empregado é ativo ou passivo? 


 

 

Erro de romantizar as pequenas e médias empresas


As pequenas e médias empresas (PMEs) são frequentemente idealizadas como o coração da economia local e importantes geradoras de emprego. Os valores irão depender do que você considera como PME. 

No entanto, essa visão romântica oculta limitações estruturais: a fragmentação empresarial dificulta ganhos de produtividade, crescimento, inovação e a oferta de empregos de qualidade. Países mais avançados contam com um maior número de grandes empresas, que dinamizam a economia, exportam mais, investem em tecnologia e geram base fiscal robusta

No texto citado acima temos o exemplo da Espanha: apesar de representarem apenas 0,2 % do total de firmas, empresas como Inditex e El Corte Inglés respondem por 40 % do emprego e mais da metade do valor agregado empresarial. Além disso, trabalhadores em grandes empresas ganham até 47 % mais, contam com melhores benefícios e menor precariedade

Veja que na contabilidade o Brasil possui três padrões contábeis, sendo dois deles voltados para este nicho. Há aqui uma enorme quantidade de esforço de adaptar as normas contábeis adotadas por grandes empresas, sendo que na realidade a maioria delas quer entregar suas obrigações, pelo menor custo (informacional) possível.  

Pintura aqui