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10 junho 2013

História da Contabilidade: O primeiro livro de contabilidade em língua portuguesa

Em 1494, frei Luca Pacioli publicou o livro que apresenta o método das partidas dobradas. Com a expansão da imprensa, sua obra foi rapidamente copiada em diversos países. E copiada não é força de expressão: em diversos idiomas, o texto de Pacioli foi simplesmente traduzido, muitas vezes sem a citação da fonte.

Mas na língua portuguesa o método das partidas dobradas somente chegou em 1758 ou 264 anos de diferença. O que provocou tal atraso?

Uma hipótese é a dificuldade de difusão da invenção da imprensa. Mas isto não se sustenta, já que em outros países europeus daquela época o método foi difundido rapidamente. Além disto, o catalogo da Biblioteca Nacional de Portugal mostra a presença de mais de mil títulos do século XVI e o dobro no século seguinte.

Ao buscar por um texto pioneiro sobre o assunto na nossa língua encontramos a obra Mercado Exacto nos seus livros de contas ou Methodo Facil para qualquer mercador, e outros arrumarem as fuas contas com a clareza neceffaria, com feu Diario, pelos princípios das Partidas dobradas, fegundo a determinação de Sua Mageftade, de autoria de João Baptista Bonavie. Esta obra é datada de 1758 e foi publicada em Lisboa.

A resposta para o grande atraso na divulgação do método está na própria obra. Nas páginas 14 da obra constam diversas licenças para sua impressão, incluindo a do Santo Oficio e do Rei. Na realidade são diferentes pessoas permitindo que a obra seja impressa, com datas diferentes. Isto é um claro sinal de que a impressão de textos em Portugal não era livre, já que dependia da autorização da Igreja e do Rei. E uma pesquisa nos livros publicados antes desta data vai encontrar que a maioria é composta por obras religiosas ou por textos nacionalistas, como Os Lusíadas de Camões.

E o que conduziu a mudança, que permitiu o Rei e a Igreja liberarem a publicação desta obra? A resposta seria as reformas que estavam sendo conduzidas em Portugal pelo Marquês de Pombal. Uma das medidas de Pombal foi a criação da Aula de Comércio, uma escola portuguesa técnica, com disciplinas práticas, como a contabilidade, e duração de três anos. O interessante é que a obra foi publicada em 1758 [1] e a escola foi fundada um ano depois, mas provavelmente tanto uma quanto a outra são reflexos da mudança do quadro institucional português promovido por Pombal.

Conteúdo do Livro
O livro de Bonavie [2] possui algo em torno de 150 páginas, ou 130 contadas a partir da introdução, bem menos que a obra de Pacioli. Mas enquanto o livro do italiano era uma obra de aritmética e contabilidade, Bonavie escreveu somente sobre as partidas dobradas.

Conforme anunciado na própria capa, a obra seria a primeira parte e contem 15 itens: instruções gerais, instrução particular do memorial, instrução particular do diário, instrução particular do livro de razão, títulos das contas gerais e seus usos, instrução para passar as adições do diário para o livro de razão, do livro de loge ou entrada das fazendas, do index ou alfabeto do livro de razão, idea ou aplicação do método, para extrair um balanço volante do livro de razão, forma do balanço volante, execução verdadeira do memorial ou borrador, execução verdadeira do diário, execução verdadeira do alfabeto ou repertório do livro de razão e execução verdadeira do livro de razão. Como pode ser notado pela listagem acima, o método usado para ensinar as partidas dobradas é bem distinto.

Quem era Bonavie?
Segundo o Diccionario Bibliographico Portuguez, de Innocencio Francisco da Silva, de 1854, no seu volume terceiro, Bonavie talvez tenha sido um italiano que apareceram em Portugal durante o governo de Pombal. Silva afirma que não se tem muita notícia do autor [3], exceto pelo seu livro, que Silva informa ter sido editado em 1779, o que contradiz a própria obra de Bonavie (vide a figura acima). Ainda segundo Silva, a obra de Bonavie não fez muito sucesso, sendo os exemplares vendidos “a peso”. Entretanto isto é questionável, já que em 1771 a obra foi novamente editada, agora na cidade do Porto.

[1] A data de publicação é controversa. Vasconcelos et al afirma que a obra foi publicada em 1771, sem citar a fonte. Vide VASCONCELOS, Ana et al. Uma abordagem histórica acerca dos Avanços Contábeis decorrentes das reformas implementadas pelo Marquês de Pombal na Administração Fazendária do Brasil Colonia de 1777 a 1808. Contextus, v. 6, n.2, 2008. Já Silva informa o ano de 1779, conforme será comentado adiante.
[2] Este livro encontra-se digitalizado na Biblioteca Nacional de Portugal.

[3] Sobre Bonavie, a Biblioteca Nacional de Portugal que Bonavie traduziu um livro de geografia em 1739. Isto seria um sinal que ele viveu em Portugal durante muitos anos. 

David Pogue: As 10 maiores dicas para se ganhar tempo ao usar tecnologia

David Pogue, colunista de tecnologia, compartilha 10 dicas simples e inteligentes com usuários de computadores, internet, smartphones e câmeras. E claro, pode ser que você já conheça algumas delas -- mas deve haver pelo menos uma que ainda não conhece.

Fortuna maior

Eis uma notícia inusitada:

O bilionário e príncipe saudita Alwaleed bin Talal abriu um processo de difamação contra a revista Forbes por considerar que o tradicional ranking da publicação subestimou sua fortuna em US$ 9,6 bilhões. Na lista deste ano, publicado em março, Alwaleed aparece como o 26º homem mais rico do planeta, com patrimônio estimado em US$ 20 bilhões.
Um oficial da Corte Superior de Londres confirmou que o saudita abriu um processo por difamação contra a Forbes, seu editor, Randall Lane, e outros dois jornalistas. Mas a revista já se pronunciou sobre o assunto e disse que ratifica as informações divulgadas. Em comunicado, a revista ressalta também sua surpresa pelo fato de o processo ter sido aberto em Londres.

A lista de bilionários do mundo da Forbes deste ano foi publicado em 4 de março, e no dia seguinte a Kingdom Holding, de Alwaleed, disse que o processo de avaliação havia utilizado “dados incorretos” e “parecia destinado a pôr em desvantagem investidores e instituições do Oriente Médio”.

Alwaleed tem participações no Citigroup, News Corp e Apple, entre outras companhias. Ele também teria participação em hotéis de luxo como o Plaza, em Nova York, o Savoy, em Londres, e o George V, em Paris.

“O processo do príncipe seria justamente o tipo de turismo de difamação que tenta refrear a lei da reforma de difamação aprovada recentemente no Reino Unido”, acrescentou a Forbes, apostando que “o Tribunal Superior de Londres estará de acordo” com a posição.


Príncipe Saudita Processa Forbes por ter Fortuna Maior - Estado de S Paulo - 8 de junho de 2013

Ciência e Lucro

Chefe do primeiro laboratório aberto no hemisfério Sul pela gigante de tecnologia IBM, Fábio Gandour, 60, acha que é necessário mudar a pesquisa científica no Brasil.

Na prática, livrar-se do "caráter doutrinário" e fazer "ciência como negócio" --cujo objetivo seja gerar lucro para quem a financia. (...)

Quais são as diferenças em relação à ciência como negócio?
A ciência doutrinária tem credos, liturgia, até dogmas. Descumpra a liturgia de uma universidade, para ver. Você não sai do lugar [risos]. As universidades mais tradicionais praticam esse modelo, que alargou as fronteiras do conhecimento até hoje, mas não serve para produção de novas soluções.

Vamos desenvolver uma ciência cujos resultados sejam plenamente orientados a causar impactos positivos nos negócios dos seus financiadores. Essa é a diferença essencial. Enquanto um professor desenvolve uma pesquisa cujo resultado será uma publicação, nós desenvolvemos uma cujo resultado será alvo de uma patente.

Isso não é o que já fazem os laboratórios farmacêuticos?
Há muito tempo. É também o que fazem algumas universidades americanas. Num equilíbrio muito bom entre doutrina e negócio.

Acredito que um laboratório que pratique ciência como negócio é autossustentável, um negócio como qualquer outro. Se for bem gerenciado.

Ele dá lucro. E corre um sério risco de ser um departamento altamente lucrativo quando der uma pegada, dessas na veia. Como a IBM, quando levou o primeiro Nobel de Física cujo objeto de premiação não era uma teoria, mas um objeto: o microscópio de força atômica. (...)


País precisa fazer ciência como negócio, diz cientista-chefe da IBM - ANA ESTELA DE SOUSA PINTO - Folha de S Paulo - 9 de junho de 2013

09 junho 2013

Rir é o melhor remédio

Fonte: Aqui

Pela profissionalização do cientista

Do blog da Neurocientista de Plantão:

Conversei hoje com um deputado federal que assistiu à minha entrevista no Roda Viva, sensibilizou-se com a causa da não-profissão de Cientista, e quer organizar a jato um dia de apresentações, conversas e discussão na Câmara para regulamentar nossa profissão. Tem um mundo pela frente até chegar lá, mas o futuro já começou!!! 
Portanto, peço sua atenção, leigos, "cientistas", jovens ainda-não-oficialmente-cientistas: gostaria de ouvi-los para preparar minha apresentação e pleito pela regulamentação da profissão de cientista para o Congresso! Por favor visitem o link a seguir e preencham o formulário (curto) a respeito.

Compartilhem este link, por favor! E desde já muito obrigada pelo apoio!
http://www.cerebronosso.bio.br/pela-profissionalizao-do-cient/